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O Encontro Com Um Podólatra
O aniversário de minha mãe seria na semana seguinte. Apesar de muitos dos preparativos já estarem adiantados, algumas providências ainda estavam por tomar.
Andando de um lado para outro, cheia de sacolas e pacotes, finalmente cheguei ao estacionamento do shopping, a fim de voltar p´ra casa e descansar.
Entrei no estacionamento espremida pelos embrulhos e carros enfileirados. Abri a mala do meu e despejei tudo aliviada.
Senti fome. A correria fizera com que esquecesse de almoçar e meu estômago dava sinais de aborrecimento. Decidi voltar à Praça de Alimentação e comer alguma coisa.
Contornei uma rampa e desci por uma escada lateral que desembocava num jardim suspenso. Sentei num banco próximo. Meus pés estavam cansados e doloridos, tirei as sandálias passando a refrescá-los na grama úmida.
Senti, mais do que vi, um espocar de um ``flash´´. Olhei em torno, meio assustada, e me deparei com um rapaz e sua máquina fotográfica.
- Assustei-a? - perguntou através de um largo sorriso.
- Um pouco... - respondi, meio sem jeito... - o por que da foto? - Perguntei de imediato.
- Ahhhh...não perco uma oportunidade de fotografar lindos pés... Sou apaixonado por esta parte da anatomia feminina. E os seus, envoltos pela grama, me proporcionaram um lindo espetáculo...- retornou sorrindo.
- Estou cansada...meus pés estão doloridos - falei à guisa de explicação.
- Posso me oferecer para massageá-los?
Sentou-se ao meu lado e, sem esperar resposta, levou meus pés ao colo e iniciou-se um ritual delicioso de idas e vindas daquelas mãos nos meus pés.
Estávamos meio que escondidos atrás de alguns arbustos altos, os passantes não conseguiriam nos ver.
Senti seu perfume de carvalho e observei que tinha lindas e habilidosas mãos. Elas desciam pelas solas e giravam no calcanhar sempre alternando leves pressões. Os dedinhos eram suavemente esticados e girados. Estava extremamente relaxante e agradável.
Sem que eu me desse conta levou meus pés aos lábios. A língua quente e molhada invadiu os espaços entre os dedos, desceu e subiu pelas solas infinitas vezes, chupou sofregamente meus dedos, mordiscou o calcanhar e a planta. Estes movimentos de vai e vem quase que simulavam um coito. Meu cérebro esvaziou-se, perdi a noção do tempo. Eu era apenas sensações, tudo em mim latejava.
Meu orgasmo, absolutamente inesperado, aconteceu.
Ele deu um suspiro profundo e parou. Levantou-se e disse:
- Creio que seus pezinhos já estão reconfortados, não é?
- Sim...claro... - gaguejei.
Ele tirou mais algumas fotos dos meus pés e foi embora. Saí dali com as penas bambas e surpreendida com tantas sensações novas. Nunca mais o encontrei, mas esses deliciosos momentos não foram esquecidos e costumo recordá-los com prazer renovado.