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A Transformação de Clara

“Nada de novo, chove em Porto Alegre A névoa do outono me esconde você Já era hora de sair do meu quarto E ver o mundo lá fora explodir...” Nei Van Sória – Chove em Porto Alegre CD – O Dia + Feliz da Minha Vida E como chovia! Mesmo estando no nono andar, com todas as janelas fechadas, a televisão em um canal qualquer, passando um noticiário qualquer, Clara podia escutar o caos que já se transformara o trânsito do início da manhã. Parecia que, com chuva, as pessoas desaprendiam as lições básicas do trânsito e da boa convivência. Pelo menos era sexta feira! E que diferença fazia? Os últimos meses eram um borrão em sua vida. Desde o dia que seu então namorado lhe dissera tudo aquilo e logo após lhe aplicara um pé na bunda monumental, ela estava perdida. Uma semana sem trabalhar, ajuda profissional, amigas tentando reanima-la, e uma tristeza que não tinha fim. Clara saiu da cama, sentindo o frio do outono porto alegrense lhe gelar a alma. Abriu o chuveiro e deixou o vapor esquentar o banheiro lentamente. Tirou o agasalho que usava para dormir e olhou-se no espelho. Não havia nada de errado com seu corpo. Seios médios, sem barriga, coxas grossas e firmes. Pernas bonitas, bem torneadas, bumbum durinho, redondo, do tamanho certo. Tinha o rosto bonito, boca carnuda, nariz proporcional. Olhos bem desenhados, de um castanho claro cor de mel. “Porque ele me disse aquilo tudo?”, ela pensou enquanto o vapor ia fazendo sumir a sua imagem no espelho. Saiu apressada pro trabalho, para passar mais um dia mergulhada no serviço, tentando não pensar, de preferência levaria trabalho para casa, para passar o final de semana sem pensar. Mas era impossível não pensar. Clara tinha certeza que havia se dedicado ao máximo para aquele relacionamento. Não era justo. Não era justo ele dizer que ela não chupava pau. E todo o resto que ela fazia? Não era justo ele dizer que ela não dava a bunda. E todo o resto que ela fazia? Também não era justo ele dizer que ela só fazia papai e mamãe. E todo o resto que ela fazia? “Que resto?”, ela se perguntou várias vezes. “Porque será que os homens valorizam tanto o sexo?”. Mas ela iria mudar. Era a sua meta a ser cumprida. Só não sabia que seria tão rápido. Passou rapidamente pelo porteiro do seu prédio, e já na calçada quando virou para responder ao “Bom dia”, esbarrou em alguém. Com desespero, viu sua pasta com documentos importantes do escritório caindo no chão, se abrindo, e logo todos os papéis banhados em água da chuva. Abaixou-se instantaneamente para tentar juntar, esbarrando de novo na mesma pessoa, que tentava ajudar. - Me desculpe. – falaram ao mesmo tempo. E então se olharam. Era um homem forte, cabelos escuros e curtos, na casa dos trinta anos. Bem vestido, parecia também a caminho do trabalho. Clara ficou hipnotizada com a força do seu olhar. Permaneceu ali, agachada, boquiaberta, enquanto ele juntava os papéis encharcados. Ele pegou em sua mão e a fez levantar. - Me desculpe novamente. Você saiu tão rápido por aquela porta que nem tive tempo de desviar. São documentos importantes? - Sim, mas não faz mal. – ela respondeu sem jeito – Não sei onde ando com a cabeça. Então percebeu que ainda segurava na mão dele. Soltou rapidamente. Ficou sem jeito. Ele sorriu, e seu sorriso quase fez o coração de Clara parar. - O que você vai fazer agora? - Eu estava indo trabalhar, e você? Mais uma vez ele sorriu e falou: - Não, eu falo em relação aos documentos. “Clara, sua besta!”, praguejou pra si mesma. - Ah, claro. Eu devo ter cópia em algum lugar. - Menos mal. Aceita um café? - C-claro. – gaguejou – Seria ótimo. - Então vamos. Tomou-a pela mão e saíram caminhando abaixo de chuva. Mas Clara nem notava. Apenas se deixava levar. Quando se deu conta, estava dentro de um elevador. Viu que ele apertou o número cinco, e a porta se fechou. Ficou assustada, mas mesmo que quisesse, não poderia fugir. Olhou mais uma vez pro rosto do homem, e tomou uma decisão. A partir daquele momento, seria uma nova garota. Seria a mulher dos sonhos de todo homem. Sem pensar duas vezes, apertou o botão de emergência, e o elevador parou. Apagaram-se as luzes, e antes que a luz de segurança acendesse, ela já estava de joelhos em frente a ele. Levou a mão ao zíper da calça toda molhada que ele vestia, afastou a cueca e libertou o pau. Ele encostou-se na parede do elevador, mal acreditando no que estava acontecendo. Ela fechou os olhos e enfiou tudo na boca. Sentiu o pau crescendo entre seus lábios, e fazendo desajeitados movimentos de vai e vem, sentiu-se desejada escutando os gemidos dele. Sentiu um desejo incontrolável de sentir a porra daquele desconhecido em sua garganta, no seu rosto, no seu corpo. Ele pegou-a pelos cabelos, cadenciando os movimentos, e não demorou muito. Ela sentiu o jato na garganta, o gosto amargo, o líquido quente, e a sensação boa de desejo cumprido, de tabu quebrado. Ajeitaram-se rapidamente, e recolocaram o elevador em movimento. Clara sentiu-se tomada por uma vergonha enorme. Mas estava decidida a ir adiante. Desceram no quinto andar, e então se deu conta de que o café deveria ser na casa dele. - Onde estamos indo? – perguntou, como se isso anulasse o que havia acontecido no elevador. - Estávamos indo tomar café, e eu passaria em casa para me trocar e arrumar um agasalho para você. Mas agora... Ele deixou a frase no ar, e ela completou-a mentalmente: “... agora vamos ficar aqui transando!” Entraram no apartamento dele, e ela gostou do que viu. Poucos móveis, decoração moderna, tudo claro e limpo. E tudo bem masculino. Nenhum sinal de esposa/namorada/mãe/irmã à vista. Ele largou as chaves sobre o balcão da entrada, e puxou-a para si. Ela sentiu mãos fortes segurando seus braços, e depois braços musculosos enlaçando sua cintura, e procurou a boca dele com a sua. Trocaram beijos quentes, molhados, gemidos abafados enquanto as mãos deles exploravam o corpo um do outro. Clara sentia-se viva, amedrontada, excitada. Estava se entregando a um desconhecido, coisa que até em suas fantasias mais secretas era um tabu. Suas pernas perdiam as forças, e com isso ela se encostava e pressionava ainda mais o corpo dele. Livraram-se das roupas molhadas, e depois de cambalearem para o sofá da sala, ele acendeu a lareira. Ela ficou deitada no sofá, morta de vergonha, mas decididamente louca para que o fogo pegasse logo naquelas toras de madeira e ele viesse para cima dela. Quando se deu conta, Clara estava se tocando. Uma mão passava vagarosamente pelos mamilos, beliscando de leve, e a outra acariciava lentamente o clitóris. “Meu Deus, – pensou – eu nunca faço isso!” Ele virou-se e ficou apreciando a cena, sentindo seu pau crescer novamente. Agora o dedo médio entrava e saía da buceta, num ritmo lento e enlouquecedor, e sabendo que ele a olhava, Clara fechou os olhos e deixou-se levar pelo seu tesão, por toda essa loucura que ela desconhecia dentro de si. Sentiu o gozo chegando de mansinho, ritmado pelo seu dedo e pelos gemidos dele se tocando também. Gozou como nunca havia gozado antes, mordendo o lábio com tanta força que sentiu o gosto de sangue. Abriu os olhos e ele estava ali. Duro, pronto para continuar o que quer que fosse aquele ataque de loucura dela. - Vai, faça de mim uma puta, uma cadela, uma vagabunda! – ela dizia no ouvido dele, enquanto subia e descia no seu pau. Ele estava sentado no sofá, e ela de frente pra ele, sobre ele, preenchida por ele. “Chegou a hora de tomar as rédeas da situação...”, ele pensou. Com a mão esquerda, torceu os cabelos dela entre os dedos e puxou-os, e com a direita deu-lhe um tapa no rosto. - Eu não preciso fazer de você uma vagabunda. Você já é! – ele disse, sério. No primeiro momento ela retesou-se com o tapa, mas em seguida uma sensação gostosa e transgressora tomou conta dela. - Sou... Eu sou... Uma puta... Uma vagabunda... – ela repetia cheia de tesão. Deu-lhe mais dois tapas no rosto, e em resposta ela mexia mais rápido sobre o seu pau. - Isso... Me bate... Sou uma puta que merece apanhar... Clara nunca se imaginara numa situação assim, e muito menos falando coisas desse tipo. Mas era mais forte que ela, o prazer que estava sentindo deixava-a mais confiante, mais provocante, mais ousada. - Vai... Me fode... Me fode e me bate... Acaba comigo... Faço isso todos os dias... Saio na rua e dou para qualquer um... - Faz, é? Eu já imaginava. Sua puta sacana. Mas hoje você se deu mal. Hoje escolheu o cara errado para dar. Ele torceu os bicos dos seios dela entre os dedos, e ela urrou de dor e prazer. Depois levou-os à boca, e mordeu-lhes com força. - Agora você vai ver com quantos paus se faz uma canoa. Disse isso e fez com que ela saísse de cima dele. Ela ainda ficou movimentando os quadris um pouco no ar, como se ainda estivesse com o pau dele dentro dela. Ele levantou-se e se afastou. Antes que ela pudesse tentar adivinhar o que aconteceria, ele voltou. E trazendo nas mãos um pedaço de corda. - Anda, puta. De joelhos. E então Clara sentiu medo. E se perguntou o que estava fazendo, onde estava com a cabeça. Ficou imóvel. Ele abaixou-se e habilmente deslizou a mão pelas costas dela, passando pela bunda e indo até sua buceta. Acariciou-a com destreza. - Vamos. De joelhos. Uma nova onde de prazer invadiu o corpo de Clara, e ela obedeceu. Ele amarrou os pulsos de Clara nas costas, e depois fez com que a corda envolvesse o tórax dela, pressionando-lhe os seios em cima e embaixo. Ela, de olhos fechados, entregava o corpo às carícias da corda nas mãos dele. E entregava a mente ao prazer. Uma nova ordem fez com que ela voltasse à realidade. Ele tinha tirado todos os objetos da mesinha de centro, e mandava que ela ficasse de joelhos ali em cima. Como demorou a se situar, levou um tapa no rosto. - Não ouviu, cadela? Ou não entendeu? Agora, nem se ela quisesse, poderia reagir. Será que tinha ido longe demais? Se entregar assim a um desconhecido? E, pior, deixar que ele a imobilizasse? - Entendi, é que... – ela tentou começar a falar. Mas ele foi mais rápido, e pegou-a pela cintura e a colocou sobre a mesa. Mais uma vez usou os dedos hábeis para acariciá-la, e mais uma vez deixou-a suspirando baixinho, enquanto falava no seu ouvido: - Agora vai ser assim... Fará o que eu mandar... Do jeito que eu mandar... Ela tentou falar alguma coisa, mas ele não deixou. - Calma... Eu não vou te machucar... Nem fazer nada que você não concorde... Por isso combinaremos uma palavra... E se algo estiver incomodando você, se quiser parar, se não tiver agüentando, você fala essa palavra, ok? Ele já tinha três dedos dentro dela, e ela não conseguiu responder. Com a boca entreaberta, apenas balançou a cabeça afirmativamente. Tirou os dedos de dentro dela, e enfiou-os na boca de Clara. - Sente teu gosto, cadela. Clara nuca havia sentido o próprio gosto do seu prazer. Quando deixava seu ex-namorado fazer sexo oral nela, o que raramente acontecia, se negava a beijá-lo depois. Chupou os dedos dele com sofreguidão. Sentia-se baixa e suja fazendo isso, e estava adorando. Ele então empurrou-a pela nuca, quase tocando sua testa na mesa, e mandou que ela o esperasse assim. Ela tinha entendido que ele tinha o poder da situação, mas não sabia se conseguiria ficar imóvel por mais tempo. Não enxergava onde ele tinha ido, e nem queria imaginar o que ele faria na volta, mas seus joelhos doíam e os cabelos caídos no seu rosto estavam lhe agoniando. Decidiu se mover vagarosamente, tentando achar uma posição mais confortável, porém não muito diferente da que ele lhe ordenara ficar. Quando finalmente achou a posição ideal, depois de muito esforço para não fazer barulho, sentiu um tapa forte na bunda, e gritou de susto. - Eu dei permissão para se mexer? Confusa, ela respondeu: - É que estava desconfortável... Mais uma vez ele não deixou-a terminar. - Pensa comigo, vadia. Puta escolhe posição? Você não concordou em fazer o que eu mandasse? Eu não ouvi você dizer a palavra que combinamos. - Eu sei, é que... Agora foram vários tapas. O susto do primeiro, transformou-se em entrega. Faria sim o que ele mandasse. Da maneira que ele quisesse. E queria mais uma vez aqueles dedos, aquele pau dentro dela. - Me desculpe. Isso não vai mais acontecer... – ela balbuciou. - Que bom. Parece que começamos a falar a mesma língua. - Quantos dedos tem dentro de mim? – Clara perguntou ofegante, mexendo os quadris para frente e para trás. Sentia-se alargada, arrombada, e muito excitada. Será que ele achava realmente que ela era uma vadia que fazia isso todo dia? E que por isso ela agüentaria ser violada dessa maneira? Lá no fundo, esperava que sim, que ele acreditasse nisso, e que fizesse ainda mais com ela. - Quatro. - Impossível... Eu... Sou pequena... – ela argumentava, as ondas de prazer entrecortando suas palavras. - É nada. É arrombada. Uma puta arrombada. Sentiu ele tirar os dedos e depois passar um líquido gelado na sua buceta. Imaginou que fosse um gel ou algo do gênero. E então, antes que ela se acostumasse, sentiu-se sendo alargada de novo. Dessa vez parecia que era mais, que era mais forte, mais largo, mais violento. E com a mão inteira dele dentro dela, gozou falando palavras desconexas, e apesar do poder da situação ser dele, sentindo-se a mulher mais poderosa do mundo. Ele esperou os espasmos cessarem, para ir retirando a mão vagarosamente. Deixou que ela deitasse de lado na mesa, mas não desamarrou-a. Ficou apenas observando-a voltar a si. Colocou o pau novamente na sua boca, e cadenciava os movimentos pelos cabelos dela. Nunca poderia imaginar que era a segunda vez que ela chupava um pau em toda a sua vida. Ela o fazia com gosto, como se quisesse engoli-lo inteiro. Mas ele não queria gozar agora, e logo mandou que parasse. Colocou-a no sofá, os joelhos no assento e os seios no encosto, com a bunda arrebitada. Ficou olhando sua bunda, e imaginando se ela agüentaria mais do que tapas. Decidiu fazer o jogo proposto por ela. Acariciou a sua bunda, a buceta, e lhe perguntou: - Então a vadia sai e dá pra qualquer um, é isso? Clara sentiu uma nova onda de prazer percorrer sua espinha. Tinha adorado que ele acreditava nisso, que ela era uma vagabunda experiente e safada. - Sim, faço isso quase todo dia. - Uhmmm... E ninguém lhe dá um corretivo por ser assim? - Eu gosto de ser puta. Gosto de me entregar a todos os homens. - Sabe que uma hora dessas vai pagar por isso, não sabe? - Eu pago. Com prazer. - Veremos. Pegou o cinto caído no chão junto às roupas, e levou-o com força na bunda de Clara. - Aiiiii! – ela gritou, desprevenida. - Chegou a hora de pagar. Vai apanhar por ser tão vadia. As cintadas eram seguidas de um “ai”, e por vezes ele se certificava da excitação dela, tocando-a na buceta. Estava cada vez mais molhada. Logo Clara estava cheia de vergões na bunda, e pedindo para que ele batesse mais. De repente ele parou, e segurando a cabeça dela contra o sofá, espalhou gel na bunda e na cabeça do pau. “Meu Deus... Ele vai comer a minha bunda... Isso vai doer... Não... Não quero...”, ela pensou, mas a sua voz não saía. Sentiu uma dor terrível quando ele forçou a cabeça do pau dentro dela, tentou lembrar da palavra que tinham combinado, mas não conseguiu. Ele então parou, para que Clara se acostumasse. - Ué... Até que enfim um buraco apertado nessa puta. O que acontece? Não dá a bunda pra qualquer um todos os dias? Clara, com os dentes cerrados, apenas balançou a cabeça em negativa. Ele foi forçando aos poucos, e logo estava com o pau todo cravado no seu cu. Mandou que ela fosse mexendo devagar, no ritmo dela, e os gemidos de dor que ela emitia foram se transformando em gemidos de tesão. Em poucos minutos, ela mexia os quadris rapidamente, fazendo o pau entrar e sair de dentro dela. Ele batia na sua bunda, mandando que rebolasse, e ela obedecia com fervor. Quando ele gozou, foi no rosto de Clara, e não deixou que ela se limpasse. Mandou que fosse olhar no espelho o resultado do seu prazer. Já passava do meio dia quando ela saiu na calçada, sem saber bem o que fazer. Precisava ir ao escritório com uma desculpa convincente para a falta da manhã, mas só queria ir para casa e curtir o momento que tinha vivido. A chuva já tinha ido embora, e o céu já começava a limpar. Seria uma tarde fria e iluminada pelo sol. Decidiu apenas caminhar, depois veria o que fazer. Agora queria achar uma cafeteria. Para tomar o café a que tinha se proposto de manhã. Não pensava mais no seu ex-namorado, mas sabia que não teria mais raiva dele. Afinal, hoje ela era tudo que qualquer homem sonhava.