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Minhas Experiências Como Escravo na Antiga Roma
Realmente não sei como sobrevivi a esta incrível experiência e como estou aqui hoje, vivo, para relatar os fatos a quem quiser ouvir.
Tudo começou quando fui capturado pelos soldados romanos em minha pequena aldeia, onde nasci, cresci e pensei que ia passar o resto de minha então pacata e monótona existência como ferreiro, trabalhador braçal que vivia do suor de meu rosto e do trabalho de minhas próprias mãos.
Não sei explicar como tudo começou, ou mesmo as razões e motivos, mas minha primeira lembrança são os soldados romanos entrando em nossa pacata aldeia com tochas, chicotes e espadas em punho, impondo o terror sobre nós, humildes moradores ...
Vários pereceram tentando resistir durante a rápida e fulminante invasão, outros como eu, tiveram a sorte, ou azar, dependendo do ponto de vista, de sobreviverem para serem levados como escravos, acorrentados, somente com as túnicas humildes rasgadas ao corpo e sandálias nos pés, diretamente ao coração de Roma, para servir aos mais nobres e ricos, como no caso das mais belas mulheres de nossa aldeia, entre as quais se incluía a minha então jovem e bela Lívia, para servir nos campos ou nas temíveis minas de sal, como no caso dos mais jovens e fortes, porém sem nenhuma instrução ou profissão, ou para fazer trabalhos mais específicos, como eu vim duramente a descobrir um pouco mais adiante na história.
Seguiríamos a pé até Roma, acorrentados uns aos outros, sem chance de escapar, debaixo de sol escaldante, dia após dia caminhando cabisbaixos, ainda abismados como todo esta nova situação. Minha Lívia estava no grupo das mulheres, sabia que estava ali, mas praticamente não era possível vê-la, senão de relance. Sabia que sua beleza e imponência, mesmo acorrentada, vestindo apenas trapos e as humildes sandálias que eu mesmo tinha feito para os seus pés maravilhosos, atrairiam a atenção dos soldados romanos e eu estava me remoendo por dentro, pensando no que poderia acontecer com ela ...
Chegando na grande e imponente Capital, estávamos exaustos pela longa caminhada, sujos pela poeira do caminho, suados pelo sol, os pés cansados nas pobres sandálias e humilhados por andarmos acorrentados atrás dos cavalos dos soldados romanos. Cabisbaixos, ouvíamos os cidadãos de Roma comentando e apontando: Olhem ! Mais escravos chegando !
Mais adiante, já no que me parecia ser o maior palácio que eu já tinha visto, fomos recebidos pelo encarregado dos escravos, um sujeito grande, forte, muito feio e ameaçador, como somente um capataz romano encarregado de cuidar dos escravos de um Imperador poderia ser.
De sandálias de couro com tiras amarradas subindo até os joelhos, túnica branca empoeirada pela terra fina, quase pó da arena dos escravos e um ameaçador chicote na cintura, o capataz ia separando e encaminhando os escravos e escravas conforme os critérios de beleza, força, qualificações, etc. Velhos e inúteis já tinham sido previamente eliminados na invasão de nossa aldeia. O sujeito nos interrogava pessoalmente e ia descobrindo o melhor lugar onde cada um iria servir em sua futura vida de escravo. Famílias eram desfeitas, paixões eram separadas e destinos eram traçados ...
Uma pobre coitada, jovem, vistosa, tentou enganá-lo fugindo do trabalho pesado nos campos para onde certamente iria, mas foi pega na mentira, pois não conhecia nem canto nem música, nem tinha habilidade para trabalhos manuais ou mesmo para cozinha, sua vida na aldeia nada mais era do que ajudar o pai com a colheita nos campos. O capataz, sentindo um certo princípio de rebeldia no ar, ordenou que ela fosse açoitada ali mesmo, no momento não entendi porque ele foi tão rigoroso, mas depois ficaria bem claro, ela estava sendo usada como exemplo ...
Com um sutil gesto do capataz, dois escravos africanos surgiram não sei de onde, arrastaram a pobre mulher e a amarraram pelos pulsos, com os braços esticados para cima a uma pilastra que logo percebemos, era usada para prender e castigar os escravos e escravas.
Os dois africanos rasgaram a túnica da mulher até a cintura, suas costas ficaram totalmente expostas, as pernas muito bonitas, levemente rosadas pelo sol, contrastando com o couro das sandálias nos seus pés, que estavam bem juntinhos, indefesos, como que pressentindo o que ia acontecer.
O capataz se aproximou, muito tranqüilo, como quem já estava acostumado a fazer aquele ritual repetidas vezes, puxou da cintura o chicote, ou açoite, como os romanos o chamavam e falou bem alto:
Esta escrava será castigada, como exemplo para os demais, que não tentem me enganar ou mesmo sequer pensar em fugir. Dito isso, um silêncio ruim se seguiu e ele aplicou a primeira chibatada nas costas da pobre mulher, para quem nunca tinha ouvido o som que um açoite romano faz quando atinge uma pele tão branca e bonita como a daquela mulher, o medo, a excitação e a expectativa que se seguiram, só foram superados pelo grito que a pobre emitiu, um gemido de dor misturado com surpresa e um pouco de raiva.
Eu vi a cena muito claramente, aquilo estava me calando muito fundo ... Parecia que o tempo havia parado. No exato momento em que o chicote do romano abraçou a sua pele, senti que ela havia deixado de ser uma simples mulher e havia se tornado uma verdadeira escrava.
Estávamos todos ali, acorrentados, assistindo e nada podíamos fazer ... Confesso que comecei a ficar excitado com toda aquela situação, que até então era nova para mim. Seguiram-se a segunda, a terceira, a quarta e a quinta chicotada, num ritmo em que a pobre mulher, quando mal se recompunha e respirava fundo, já era atingida pela chicotada seguinte.
Para meu próprio espanto, estava gostando de vê-la ali, naquele ritual, eu conhecia aquela mulher, era pobre como todos nós da aldeia, camponesa, mas era muito bonita, sempre andando muito à vontade pelos campos e agora ela estava ali, amarrada, totalmente nua, somente de sandálias nos pés, pois o que restava de sua túnica branca já tinha sido levado pelo chicote.
A cada chibatada, seu corpo se debatia e vibrava de uma maneira muito sensual para mim, acho que todos ali ficaram excitados assistindo aquela cena. Impossível que um ser humano ficasse indiferente vendo e ouvindo aquela mulher sendo chicoteada. A pilastra de pedra, as correntes no pulso da mulher, as mãos tremendo, os pés arqueados nas sandálias, a tensão no ar, a respiração ofegante, o som do açoite, a pele branca marcada, o grito ...
Chegando em umas 25 chibatadas creio eu, o capataz parou. Chega, disse ele, não quero marcar a sua linda pele, foi somente para você aprender quem manda aqui. Os africanos se aproximaram, desamarraram os pulsos da jovem mulher e ela caiu em seus braços, praticamente sem força. As chicotadas tinham sido demais para ela, eu que assistia atentamente, notei que seu rosto estava totalmente cansado, mas tomado por um estranho êxtase, cheguei mais perto e vi a vagina molhada ... Ah ... Passado o susto inicial, a danada andou tendo prazer ... Então não foi tão ruim assim ... Pensei comigo mesmo ... Penso em Lívia, procuro-a entre a multidão e pelo seu rosto, vejo que também está tendo os mesmos pensamentos que eu ... Ah, minha Lívia ...
Imerso em meus pensamentos, nem percebi que estava muito perto da cena, o capataz me encara e diz quase gritando: O que foi ? Quer ser o próximo ? O que você fazia em sua aldeia ? Começou a me interrogar ... Me senti muito humilhado, estava inferiorizado ali acorrentado, somente trapos na cintura e minhas humildes sandálias nos pés ... Respondi com a voz quase não saindo: Eu sou ferreiro ...
Ótimo, respondeu o bruto, fica ali junto com aquelas outras bestas, vai ser mandado para as galés ... Assim estava sendo traçado o meu destino como escravo nas galés romanas ...
Deste modo eu que nunca havia visto o mar fui parar numa galé romana ... Fui encaminhado para trabalhar com as correntes e grilhões que prenderiam os escravos aos remos durante o dia e que os acorrentaria também durante a noite nos porões para evitar rebeliões. Como iria descobrir mais tarde, além de ter me tornado um escravo e ter sido enviado para as galés, eu seria também odiado pelos demais escravos, pois seria conhecido como o ``escravo da correntes´´ ...
Continua ...