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Deixa-me Ver

Foi uma pergunta em que nem mesmo ele esperava ter perguntado, como se tivesse saído inconscientemente e logo depois se arrependera achando que ela dobraria o nariz e achasse aquilo um absurdo, porem ela não disse nada, apenas pigarreou e continuou a conversa como se ele não tivesse feito aquela pergunta. Hitalo se sentiu aliviado em ver que ela não tinha escutado e assim continuaram conversando. Após aquele dia, porém ele se sentiu mal em não ter dado continuidade em seu pedido, seu desejo foi frustrado e, pensou ele, que aquela poderia ter sido uma experiência muito agradável para ambos. Sua frustração o remoia mas o tempo passou até que aquela dor foi passando. Ainda sim aquela idéia em sua mente de Ver Sonia cometendo tal ato seria uma mistura maravilhosa de prazer, dor, privação, amizade, vingança. O que dizer sobre o quão interessante seria não fosse o importuno de nunca ter acontecido. Porem, em um dia como qualquer outro, Hitalo tinha ido visitar sua amiga para mais uma sessão de conversa sobre tudo, sobre todos, sobre política ou simplesmente o que havia acontecido em sua semana, ela lembrara de algo que gostaria de mostrá-lo em seu computador e sem pestanejar ambos foram para o quarto dela. Ao iniciá-lo, ela colocou um conjunto de musicas para tocar em um volume bem alto, foi até o seu armário e tirou algo que Hitalo, a principio não conseguiu identificar. Eram uns três pares de meia-calça em que ela havia pegado, esticando um deles enquanto vinha em sua direção. Hitalo não entendia o que estava acontecendo e ficou até meio receoso quando ela pediu para que ele a deixasse vendar os seus olhos, porem mesmo com receio ele já há conhecia o suficiente para saber que algo muito interessante estava prestes a acontecer. Seus olhos foram vendados e o que ele pode sentir em seguida era ela desabotoando o botão de sua calça e a retirando juntamente com sua cueca. E ele, com seus olhos vendados, apenas de camisa, perdeu o apoio com um golpe só, que havia acertado os dois joelhos o deixando apoiado em cima deles; Em seguida seus pés foram amarrados um junto ao outro imobilizando a perna e o privando, já, de alguns movimentos. E por fim a ultima meia Calça foi entrelaçada na meia que imobilizou a perna e, em seguida, amarrada nos braços de Hitalo deixando-o amarrado de forma que ele não poderia sair daquela posição em que ele se apoiava em que ele se encontrava. Uma mistura muito agradável de prazer e suspense invadia sua mente enquanto um barulho de algo sendo arrastado fazia sua mente tentar imaginar o que era que estava acontecendo, mas, após esse barulho apenas o som da musica perambular pelo quarto e um repentino beijo em sua testa fez retornar a sua atenção na presença de Sonia que com uma voz quase sussurrada disse em seu ouvido “Olhe mas não toque, Toque mas não prove, Prove mas saiba que sempre haverá uma vitrine entre nós dois”. Após tal frase ela desamarrou a meia calça que servia, até aquele momento, como venda deixando que ele veja uma cadeira um pouco afastada impedindo que ele tenha condições de alcançar e quase no mesmo ritmo em que a musica tocava Sonia foi retirando sua roupa peça por peça até que restasse apenas a calcinha em seu corpo na qual, ainda que por cima dela, a estimulação de seu clitóris já havia começado. Aquela cena para Hitalo era incrível mente excitante e seu corpo se retorcia mas não havia nada que ele pudesse fazer, ele pensava consigo mesmo “Tão perto, tão longe” enquanto que ela, sem o menor pudor, sem medo de qualquer muro imposto pela sociedade que a impedisse de sentir todo prazer que era possível naquele momento se masturbava freneticamente e seus gemidos que quase ecoavam para fora do quarto eram como os gemidos de gatos que se faziam sem a menor preocupação se alguém a ouvia ou não. Era uma sena magnífica, ela sabia o que fazia e o fazia para mostrar a Hitalo o que ele estava perdendo e o que ele jamais teve a coragem de tentar conquistar, aquilo o machucava mas ao mesmo tempo o excitava loucamente, era o seu desejo, sua fantasia, seu gozo explodindo em uma cena em que o desejo e o prazer sem limites reinavam. Sonia com uma de suas mão tirava o desejo vindo de sua vagina e com a outra acariciava o seu corpo dando sempre atenção especial aos seus seios que estavam extremamente duros e suculentos. E quanto mais o tempo passava mais brilhoso seu corpo ficava como se ela estivesse a ponto de pegar fogo e foi quando ela não agüentou mais tirando sua calcinha e ficando completamente nua, era como se fosse uma escultura em movimento dançando e pulsando e gemendo fazendo parecer que o tempo havia parado e que só havia ela, contemplando seu próprio corpo em um ritmo cada vez mais intenso até que como se houvesse caído uma bomba ela explodiu em um orgasmo exaustivamente longo contorcendo o seu corpo maravilhosamente e em seguida o relaxando. Sua consciência, à medida que retornava, transformava seu rosto concentrado no rosto de uma pessoa maliciosa prestes a aprontar alguma coisa para sua vitima. Então, se recompondo ela se levantou e caminhou em direção ao seu animalzinho enjaulado observando aquilo extasiado e com uma respiração fortíssima. Ela ficou observando durante alguns instantes aquela cena e então perguntou “você deseja o meu corpo?”. Hitalo não foi capaz de emitir som algum mas seus olhos não mentiam e mostravam claramente o desejo que ele sentia por aquela mulher, Sonia, derrepente, se aproximou o pegando pelo seu cabelo começou a esfregar seu rosto em sua vagina deixando-o todo lambuzado com seu gozo e se afastando logo em seguida. Era uma prova clara de provocação mas ele nada podia fazer a não ser contemplar as migalhas daquele momento maravilhoso que ele acabara de testemunhar imaginando o dia em que seu instinto animal falasse mais alto e essa fera que se diz dominadora acabasse por fim dominada de um jeito que ela nunca viu. Depois daquele dia ambos continuaram grandes amigos e não havia comentários sobre o ocorrido, porém ambos sabiam que aquele dia foi o marco para muitas outras aventuras maravilhosas na qual a busca era única, o prazer sexual totalmente imoral e sem um pingo de pudor criando um mundo novo em que somente o prazer reinava.