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A Carcereira - II

Naquela sexta feira como habitualmente, mal saí do trabalho, corri para a esquina da rua onde minha carcereira misteriosa me mandara aguardar por ela e esperei que o seu carro surgisse para me levar. Esperei mais de duas horas para lá do tempo que ela me fixara nada surpreendido pela demora habitual, já que dificilmente aparecia na hora que ela própria me fixava. Eu estava ansioso por a ver surgir já que os meus finais de semana valem apenas por aquelas 48 horas em que me deixa acorrentado, e pelas chicotadas que infringe ao meu corpo, mas sabia que a sua demora era mais uma demonstração do seu domínio sobre mim e que eu a teria de suportar a fim de ter direito a receber dela o prémio de um final de semana enclausurado às suas mãos. Quando finalmente chegou e eu sem olhar para ela me enfiei no banco traseiro despindo-me por completo, ouvindo os seus habituais comentários sobre o cheiro a suor dos meus sovacos e pés, era de novo um homem feliz. Quando todo nu me enfiei no saco de lona, com os joelhos encostados à boca, que ela transporta consigo quando me vem buscar para não ver o caminho que tomamos minha pila estava completamente em pé, excitado como me achava por me encontrar sendo conduzido por aquela a que eu mesmo sem conhecer amo tanto, em direcção a um local que mesmo sem imaginar onde fica passo, totalmente imobilizado e abandonado, as melhores horas da minha vida. A viagem durou mais do que o costume, muito embora o tempo de demora seja sempre variável, e quando terminou e me fez sair do saco onde viajara, constatei que não nos encontrávamos na velha quinta decrépita onde até então ela sempre me conduzira, mas num amplo casarão, completamente vazio de gente e de mobiliário onde fui conduzido a uma sala interior, cujas portadas de madeira das duas janelas se achavam cerradas deixando-a imersa na penumbra. Minha cruel e doce carcereira mandou-me entrar e acendeu uma vela que trazia consigo. A luz assim obtida não era muita mas aos poucos consegui distinguir uma mesa rectangular de madeira ocupando o centro da sala, com o conhecido chicote de tiras em cima dela, e duas correntes metálicas pendentes do tecto com duas argolas nas pontas, iguais às que na velha quinta onde habitualmente me conduz me prende nos tornozelos e nos pulsos. Compreendi que iria ser acorrentado nelas e o meu caralho empinou-se por inteiro quase me batendo na barriga porque poucas coisas me entesam tanto como a visão de um cadeado onde sei que vou ficar preso por muitas horas. - Seu porco – disse-me então ela, como diz sempre – o meu carro ficou a cheirar mal só por te ter transportado. Não sabes tomar banho para não ostentares esse cheiro horrível a suor dos sovacos e dos pés antes de vires ter comigo, cão? E já reparaste que até os teus colhões cheiram horrivelmente mal, mais mal ainda que os teus pés? Não me digas que te estiveste a aliviar à mão antes de vires ter comigo como o demonstram as tuas cuecas húmidas. Jurei-lhe que não, que não frequento mulheres pois só a tenho a si embora ela nunca me tenha dado seu corpo, e que também não toco punhetas pois que o meu prazer sexual é ser acorrentado e chicoteado por ela, muito embora seja verdade que me excito muito esperando e estando com ela, o que me faz por vezes pingar algumas gotas de esporra nelas. E como poderia tomar banho se ela desde sempre me exigiu que me dirija para o nosso ponto de encontro mal termino o horário de trabalho? Mas como sempre ela não quis ouvir minhas desculpas. Pelo contrário ainda ficou mais furiosa com elas. - Cala-te porco – cortou – Não tentes desculpar o indesculpável que ainda é pior para ti. Já sabes o castigo que te reservo por te apresentares perante mim nesse estado de falta de higiene. E sabes que o castigo será mais pesado só pelas tuas desculpas esfarrapadas. Eu não queria outra coisa e minhas desculpas, apesar de sinceras, não se destinavam senão a motivá-la a aplicar-me uma dose extra de chicotadas. - Deita-te de barriga em cima da mesa, fedorento, de braços estendidos – com os olhos brilhando de prazer, apesar de saber bem que minha carcereira não é nada meiga a assentar o chicote nas minhas costas, deitei a barriga na mesa estendendo os braços. Ela prendeu-os então em duas argolas fixadas no tampo da mesa e de que eu ainda não me tinha apercebido, dando-me a entender que passaria todo aquele final de semana preso pelos pés nas correntes que pendiam do tecto, e as mãos nas que estavam cravadas na mesa. Para me manter mais imobilizado enquanto me chicoteava, amarrou meus pés aos pés da mesa noutro par de argolas que eu também ainda não vira. - Prepara-te cão sarnento, que vou-te marcar a pele como mereces – diz-me sempre isto para que veja bem que lhe dá tanto prazer marcar-me a pele com o chicote como a mim me dá ser marcado por si.- E quero-te ouvir gritar bem alto, porco. Não era preciso pedir-me pois a força com que me batia não me consentia sofrer as chicotadas em silêncio. Aproveitando a posição em que me amarrara começou por me chicotear as pernas. Nem tentei contar as pancadas que com o chicote me deu nelas por saber de há muito que as suas sessões são sempre muito prolongadas, e por isso apesar do prazer que me provocam é bem melhor para mim nem saber quantas levo. Depois subiu para o meu cu e neste bateu-lhe tanto com as tiras como com o cabo e eu não sei de qual das maneiras me doeu mais. Finalmente as costas e os ombros. É claro que gritei como um perdido como sempre. De dor, claro. Mas também de estímulo para ela, pois quanto mais gritava mais os seus movimentos de chicotear-me se tornavam mais rápidos e as suas chicotadas mais dolorosas. E ela como sempre só parou quando se sentiu extenuada. Delicioso! O final de semana estava começando mesmo como eu gosto. Quando terminou apagou a vela e voltei a deixar de ver. Minha bela carcereira de quem nem o nome sei, nem para onde me conduz todas as sextas-feiras, voltou a falar. - Tu meu porco, não passas de um frouxo de merda que nem sequer és capaz de reagir a uma mulher como eu que faz de ti o que quiseres. Aposto que nem tesão tens e por isso é que nem uma punheta consegues tocar. E por isso vou tratar-te como um frouxo impotente merece ser tratado. Até então ela sempre se limitara a chicotear-me e a deixar-me acorrentado com uma ração de comida para porcos ao lado, mas desta vez eu ainda não me apercebera da existência da ração e pelos vistos a coisa ia ser diferente do habitual. Meus ouvidos foram tapados hermeticamente com cera e eu que já estava cego pela escuridão da sala fiquei daquela forma igualmente surdo. Não ouvia nada e aquela sensação de privação de dois dos principais sentidos reforçava o meu sentimento de impotência e de clausura, ao mesmo tempo que me fazia sentir pertencer e depender mais daquela mulher desconhecida. De repente senti umas mãos calosas e grandes, nada macias, agarrando-me pelas coxas, tacteando-me o sexo e os colhões, puxando um pouco meu cu, e depois um dedo rugoso de trabalhador rural penetrando-o por trás, estocou-me o olhinho virgem pois ainda então nunca ninguém me sodomizara, indicaram-me que eu ia ser enrabado pela primeira vez e não saberia por quem. Só desejava que ela estivesse ali assistindo. Senti que me cuspiam no olho do cu, que me espalhavam o cuspo por ele como eu via fazer nos filmes porno tratando-se de cenas de sexo anal, e não tardou muito a sentir entrar nele um grande e grosso caralho que sem grandes cerimónias me invadiu o reto até encostar seus colhões portentosos nas minhas nádegas e me começar a socar com força, com raiva, com ritmo, como as chicotadas que minha implacável carcereira me acabara de desferir. E aquele caralho descomunal desvirginando minha entrada de traz fez-me gritar mais do que as chicotadas anteriores embora me soubesse igualmente muito bem senti-lo enfiado em meu cu. Dificilmente esvazio os tomates, o meu prazer –repito- é ser amarrado e chicoteado por minha carcereira, mas aquela cabeçorra esfregando-se na minha próstata deu-me um tesão danado com grande surpresa minha que nunca imaginara que fosse tão bom apanhar com um cacete no cu, fazendo-me desejar ter as mãos livres para poder tocar uma punheta como quando era rapaz, ou que um dos dois ma tocasse. Mas nenhum me aliviou nem me deixou aliviar, e eu sabia que teria como acontece sempre, de aguentar de pau feito até deixar o tesão morrer por ele, o que representa para mim um orgasmo tão intenso como se ele tivesse ocorrido de facto. Quando o desconhecido se esporrou intensamente é que me apercebi que ele usara camisinha. Gostaria muito de ter sentido aquela esporradela alagando-me o cu mas fiquei contente por a minha carcereira ter cuidado que meu violador tivesse tomado tal precaução. Fui então desamarrado de pés e braços mas por pouco tempo. Mal me pus de pé com o olho do cu doendo-me da enrabadela que sofrera e a pele do mesmo completamente esfolada devido aos movimentos de tira e mete que o caralho do desconhecido que entretanto se retirara executara nele, e minha torcionária querida já com suas mãos em meus ombros me fazia deitar de novo na mesa, só que agora com as costas feridas apoiadas sobre ela, de barriga para cima. Era doloroso o contacto da madeira do tampo com elas, mas como era deliciosa aquela dor. .Quem me dera que o final de semana não terminasse nunca, e eu pudesse sofrer nas mãos dela pela eternidade fora. Uma vez deitado, e sempre sem proferir palavras pois eu continuava impossibilitado de escutar fosse o que fosse – e que paz aquele silêncio desligando-me do Mundo me dava- agarrando meus braços e esticando-os novamente, voltou a prender meus pulsos nas duas argolas. Em seguida levantando minhas pernas prendeu-as pelos tornozelos às duas argolas das correntes que pendiam do tecto e deixou-me ali, meu rabo de fora da extremidade da mesa, sem qualquer base de apoio por baixo dele. E foi então que a partir daquele momento deixei de a sentir. Na escuridão não via nada, não ouvia nada, e compreendi que como acontecia após a sessão inicial de tortura, minha carcereira já se fora e me deixara só, sem me deixar sequer a habitual ração de comida para porcos e a terrina de água que eu devo fazer render pelos dias em que durar a reclusão. Talvez ela não quisesse que eu cagasse e mijasse sobre a mesa, ou talvez então naquele final de semana ela se tivesse decidido a nunca mais voltar, deixando-me ali morrendo à míngua como já tantas vezes me ocorreu ela me fará um dia. Desta vez porém não fiquei abandonado todo o final de semana. Por três ou quatro vezes a porta da sala abriu-se, e alguém se aproximou de mim. Os passos pesados indicavam-me não ser ela, as mesmas mãos calosas do homem que me violara tocavam-me as pernas, o sexo ,os colhões e naquela posição, de pernas ao alto, puxando-me para si, o sujeito voltava a ir-me ao cu, servindo-se de mim as vezes que quis. De uma delas atreveu-se mesmo, antes de me enrabar a enfiar-me a piça na boca para que eu lhe fizesse um broche. Não fosse a fome e sede que sentia, e eu que nunca tinha tido tendências homo poderia dizer hoje nunca ter gozado tanto como naquela vez. Minha carcereira anónima não me deixou contudo morrer à míngua ou não estaria aqui relatando este sucesso. Pontualmente na segunda-feira de madrugada, ela veio, desamarrou-me, voltou a aplicar-me o chicote nas costas apesar do meu estado de fraqueza pois não ingerira nada desde a sexta anterior, permitiu que me lavasse com água fria e comesse qualquer coisa, antes de me depositar na mesma esquina da rua onde me apanhara. Voltará ela a conceder dar-me nesta próxima sexta-feira o mesmo tratamento?