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Presente de Casamento (Fem Dom)

A cerimônia de casamento foi excelente. Impecável em cada detalhe. A festa, depois, num hotel de luxo, o buffet, os convidados, amigos que eu não via há tempos, parentes distantes, tudo emanava alegria. Enfim encontrei a mulher que conquistou meu coração. Cíntia é tudo o que sempre sonhei: linda, inteligente, independente, mas não só isso. Tem também aquela característica que nem todos conseguem perceber, mas que pra mim, pelo menos, faz toda a diferença: o olhar malicioso, aquele olhar que diz "Eu sei o que você está pensando", ou "Não tente me enganar que vai ser pior pra você", o olhar que você não encontra no rosto daquelas mulheres meiguinhas demais, que só pensam em te dar um monte de filhos, ter uma casinha na praia e passear de mãos dadas ao pôr-do-sol. Mas a grande surpresa da noite ainda estava por vir. Cíntia abria os presentes, enquanto eu recepcionava cada grupo de convidados e conferia se tudo estava ok. Em determinado momento, ela me chama e pede para acompanhá-la ao nosso quarto, previamente reservado no hotel. Tem uma pequena caixa em mãos. Pedimos licença aos convidados e subimos. No quarto, pergunto o que ela traz na caixa, mas Cíntia se recusa a revelar. Pede que eu tire a roupa. Feito isso, coloca uma venda em meus olhos e começa a me acariciar. Passa sua língua quente pelo meu pescoço, depois costas e nádegas, enquando esfrega suas mãos em meu peito, descendo pela barriga, chegando às coxas. Bastante excitado, pergunto se aquilo tudo tem a ver com o conteúdo da misteriosa caixa, mas ela nada responde. Faz-me deitar de bruços na cama, com meus punhos juntos à frente, as mãos segurando o marco da cama. Continua a acariciar minhas costas e roçar todo o seu corpo no meu. Aquilo me deixa maluco... De repente, sinto um frio de metais nos meus punhos e ouço um 'clic'. Estou algemado à cama. - Então era esse o conteúdo da caixa? Um par de algemas? - Nããão! Nem abri a caixa ainda! Essas algemas eu já tinha... - sorri. - Que diabos é, então? E por que você me prendeu? - demonstro minha aflição, ao mesmo tempo em que afugento idéias sobre que objeto aquela caixa conteria, que pra ser usado eu teria que ficar nessa posição. Minha excitação vai diminuindo. Uns instantes de silêncio se seguem, em que tenho a impressão de ouvi-la manuseando a caixa. De repente, um estalido seco, forte e inesperado, e um imediato ardor no meu traseiro se sucedem. Quase solto um grito, tamanha a dor e o susto. Fico completamente desconcertado. - O que é isso, amor? Por que você me bateu? - Isso é pra você deixar de ser impaciente! Quer estragar a surpresa, é? - Isso que você usou, é o que tava na caixa? Um novo 'PAF', ainda mais forte, vem como resposta. Contorço-me. - O que que eu acabei de falar? - Cíntia se zanga. - OK, desculpe... - Tenho umas perguntinhas a fazer, que eu acho importantes nesse momento, agora que somos recém-casados e viveremos juntos. - Certo, mas antes você vai me soltar e parar com essa brincadeira boba, né? Novo 'PAF', em cheio na minha nádega, no mesmo local dos dois anteriores. A dor é lancinante; minha bunda retrai-se com força. - Mô-ooor! Quem pergunta aqui sou eu! Você só responde, tá? - Putz... - exclamo, involuntariamente, a voz abafada pela dor. Outra lambada, forte mas na outra nádega, felizmente. Felizmente? - Resposta errada! - ela censura. - Sim, amor, tudo bem, pode perguntar à vontade que eu respondo. - corrijo, com voz quase chorosa. Aos poucos, vou perdendo a autoridade sobre mim mesmo. A situação é completamente surreal, as idéias confundem-se na minha cabeça. Minutos atrás, estávamos trocando carinhos e confraternizando, na nossa festa de casamento; agora me vejo aqui, algemado e vendado, tendo de medir cada palavra que digo à minha querida, sob pena de levar mais lambadas no traseiro. Como a Cíntia mudou assim, tão de repente? - Pois bem, comecemos. - ela diz - Primeira pergunta: onde você esteve na noite de quinta da semana passada? Olha, se eu não sentir firmeza na tua voz, leva mais chineladas, certo, amor? Aviso pro teu bem. Enfim descubro o conteúdo da caixa, do qual já suspeitava. Quem diabos presenteou-a com um par de chinelos? - Ok, ok! Visitei um casal de amigos, ex-colegas da faculdade, que não via há tempos. - Qual o nome deles? Hesito por uma fração de segundo, tempo suficiente pra que ela desconfie. Mais um 'PAF', decidido e certeiro. Começo a ficar desesperado. Ela ter chegado a esse ponto já era inimaginável pra mim. Até onde ela poderá ir? - Presta bastante atenção nas perguntas, e responde com sinceridade, se quiser poupar tua bundinha. Eu não vou ter pena dela, pode acreditar. Já mostrei que não estou brincando, não mostrei? - Pode tirar a venda dos meus olhos, pelo menos? PAF! - Tá certo amor, entendi. Desculpe. - Vou repetir a pergunta: Waltinho, meu amor, onde você esteve na noite de quinta passada? - Fiz uma despedida de solteiro com os meus amigos. Mas não fizemos nada de mais, foi só um churrasco na casa do Henrique, com amigos! - Humm... será que o que ouvi por aí são só boatos maliciosos? Acho que vou ligar pra Clarissa, mulher dele, perguntando se vocês fizeram muita bagunça na casa dela... - Não, amor, não precisa! - Não precisa?! Posso saber por quê? Fico pensando no que dizer. Pra quê? PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! Agora nem preciso dizer nada mesmo... Meu traseiro lateja. Deve estar mais do que vermelho. Ela desceu o chinelo pra valer. O que deu na Cíntia? Não lembra em nada a mocinha carinhosa e prestativa de minutos atrás. Não conhecia este lado dela... - Isso é pro senhor saber que eu já sei de tudo, até o nome do inferninho que vocês foram! E que eu... - PAF! - não gosto... - PAF! - que me mintam... - PAF! - que me escondam coisas... - PAF! - que me façam de... - Tudo bem, amor! Eu não vou mais mentir, juro! Mas por favor, pare de me bater! - Não me interrompa... - PAF! - que vai ser pior... - PAF! - pra você! Como eu tava dizendo... - PAF! - eu não sou mulher... - PAF! - de ser feita de idiota! Entendeu? - Sim, amor, entendi. - balbucio, quase chorando. - Não ouvi! - ela grita. - Entendi, amor, entendi perfeitamente! - me apresso em repetir, com voz trêmula, fragilizado, temendo-a. - Mais uma pergunta: - continua - você vai parar de ficar espichando o olho pra todas as vadias que vê, nos lugares onde vamos, como vinha fazendo até agora? - Vou, meu amor, prometo! Agora eu só tenho olhos pra você! Apesar do medo e desespero, tento transmitir o máximo de sinceridade na voz. - Humm... Será que devo levar fé nessa vozinha assustada? Sei não... Olha, só pra garantir. PAF! PAF! PAF! PAF! PAF! - Puxa, amor, por que me judiar desse jeito? - não seguro as lágrimas - Eu prometi! Me dê uma chance de provar, pelo menos! - Vou dar, sim! Essa surra foi pra te mostrar, além do lindo presente, que você já vai poder ver, que eu não sou igual às tuas ex, que você fazia gato-e-sapato. Comigo a coisa é bem diferente, eu não engulo sapo. A cada vez que você aprontar, vai levar uma surra pior que essa. Tu funcionas melhor assim! Estamos entendidos? - Estamos, bem. A essa altura, não hesito sequer um milésimo de segundo nas respostas. Estou completamente desmoralizado, acabado. Não arrisco sequer perguntar se já acabou o suplício; ela me mostrou que não tenho esse direito. Estou literalmente a mercê de Cíntia, da sua compaixão, como jamais estive desde a adolescência. - Mais uma coisinha: não pense que não reparei naquela mocréia da tua cunhada te fuzilando com o olhar, lá na festa. Ela tem o marido bundão que merece, mesmo. Quero que você dê um jeito de mandá-los embora, logo que descermos, certo? - Vou dizer o que pra eles, amor? - pergunto, com a voz quase extinta. - Inventa algum compromisso pro babaca do teu irmão, sei lá, problema teu. Só quero aquela galinha fora da minha festa o mais rápido possível, entendeu? - grita. - Entendi, amor. - Ok! Agora posso tirar a venda pra te mostrar o lindo chinelinho que nós ganhamos. Liberta meus olhos e coloca um dos pés do chinelo ao meu lado. É lindo. Pequenino. Tem a palmilha toda branca, de contorno delicado. As tiras, de couro fino, são ornamentadas de miçangas em toda a extensão. Um calçado ricamente trabalhado, uma jóia. - Agora vamos acabar logo com isso pra não fazer desfeita pros nossos convidados, né, amor? - Cíntia ironiza, como se eu tivesse alguma culpa. - Ah... só uma coisinha: Waltinho não vai ficar brabinho quando eu tirar as algemas, vai? - Não, amor! - Olha pra mim! Pega o chinelo ao meu lado e senta violenta chinelada na minha bunda, já ardente. Numa fração de segundo, sem desgrudar o olhar do meu. Olho pra ela com uma cara de cachorrinho judiado. Não digo nada, só fico olhando. Uma lágrima desce a minha face. Ela avalia meu olhar por uns instantes, sorrindo, e solta as algemas. - Vista-se agora, e vamos descer! O chinelinho é lindo, não é? Vamos mostrá-lo pro pessoal. E seca essas lágrimas! Quer que te apelidem de chorão? - sorri. Obedeço-a. Sequer tenho coragem de encará-la. Estou traumatizado. Não consigo adotar outra postura que não a de subordinação a ela. Cíntia tem o semblante tranqüilo e feliz. Descemos. No caminho, junto forças pra perguntar: - Posso saber agora quem deu o presente? - Impaciente de novo? A surra não serviu pra te acalmar? - me questiona, séria. - Você saberá, tenha calma. Fico calado. De volta à festa, algumas pessoas notam meu abatimento e questionam, mas Cíntia se antecede: "Ele estava com um leve mal-estar, mas subimos e eu dei um remedinho a ele. Tá melhor, fofo?". Então ela abre aquele sorriso encantador de antes e sai mostrando o presente para as amigas. Em alguns minutos, sou chamado ao telefone. Alguém queria me felicitar: - Olá Walter! Adivinha quem é? - Bem... desculpe... não estou reconhecendo a voz. Quem é, por favor? - Entendo... Realmente, faz muitos anos. Aqui é a tia Carmen, tua professora do primario e ginasial, tá lembrado? - Puxa... tia Carmen! Que surpresa! Como a senhora me achou? - Ehehe... muita coincidência... sou amiga de longa data da tua nova sogra, sabia? Bem, estou ligando pra te desejar tudo de bom nessa nova fase da tua vida. Conheci a Cíntia e sei que ela é uma ótima menina, de princípios, que vai saber te fazer feliz e, principalmente, te guiar no caminho certo. Ah... queria saber se gostaram do presentinho que eu mandei. Espero ter acertado no nº que ela calça. Hoje à tarde liguei pra ela e dei dicas de como melhor usá-los. É uma pena que não pude comparecer à festa, pra mostrar pessoalmente. Enfim... mais uma vez, meus parabéns! Beijo, te cuida! - Hã... Obrigado, tia Carmen! Foi... hã... muita gentileza da sua parte. Ponho o fone no gancho, completamente zonzo. Minha cabeça está ainda mais confusa, não entendo nada. Lembranças do passado me invadem. ------ Lembrança -------------------------------------- Tia Carmen... ô professorinha danada, aquela! Tão linda e jovem (contava 35 na época), mas tão severa... Nosso trauma dos tempos de moleque. Excetuando-se os mais cdf's da classe, não tinha aluno que não sentisse, ao menos uma vez durante o ano letivo, a sua fúria e seu conhecido modo de saná-la. A pobre vítima poderia senti-la tanto na forma de uma pesada e humilhante bronca, em que ela se deliciava em destruir a auto-estima do garoto, em presença de toda a turma, como fisicamente, na sala dela, após a aula. Esta última sim, era a mais temida, e não tinha quem não saísse chorando daquela salinha, com o traseiro e as palmas das mãos ardendo. Cinta, chinelo, palmatória, régua... tia Carmen possuía um arsenal completo naquela fatídica salinha. E a humilhação, depois, de ter de assistir às aulas em pé, seja por castigo ou por não conseguir sentar mesmo... Dia de entrega de resultados, então, era um 'pega pra capar' geral. Após a aula, formava-se uma fila de alunos em frente à sala da Carmen, aflitos, esperando a hora do suplício. E ai que alguns dos(as) convocados(as) não comparecesse... apanhava em dobro no dia seguinte! Não tenho idéia de quantos traseiros já passaram pelo chinelo furioso da tia Carmen. Acho que nem ela jamais contou. Quantas chineladas e cintadas? Menos ainda, mas a soma chega à casa dos milhares tranqüilamente. Várias turmas, das séries primárias e secundárias, centenas de traseirinhos juvenis sob o jugo da impiedosa tia Carmen. Por anos. Seu reinado era absoluto. Se ela porventura apanhou quando criança, já tivera a oportunidade de 'compensar' em grau cem vezes maior. Ninguém compreendia como ela, a mais jovem das professoras, com aquele rostinho lindo e puro, aqueles cabelos castanhos lisos presos num rabo-de-cavalo, ágil e de andar elegante, podia ser tão brava, tão rígida, mais até do que as outras professoras, aquelas velhas rabugentas. Ouvi dizer, certa vez, que a sua família tinha relações próximas com a família do diretor da escola. Graus de parentesco, talvez. Daí a origem de toda a sua suposta autoridade. Era um tempo em que os castigos físicos aos alunos, aplicados pelos mestres, eram tidos como prática normal. Soma-se a isso o fato da escola em que estudei ser de uma cidade do interior e de colonização alemã, super conservadora. Nunca soube de nenhuma família de qualquer aluno se rebelar contra tal método e acionar judicialmente a escola ou o mestre envolvido. A comunidade era pequena e muito unida, daí a conivência com essa prática, e só cabia a nós, pobres crianças, aceitar. E obedecer. Se a criança não apanhava em casa, o que era raro, apanhava na escola, a não ser que tivesse um desempenho acadêmico excelente. Eu fui um dos que mais sofri nas mãos de Carmen, não apenas por ser um tanto relapso nos estudos, mas também por ser metido a "esperto". Além das traquinagens extra-classe, sempre insistia em argumentar e justificar meu comportamento e baixas notas, assim como a metodologia da escola. O resultado era invariável: cintadas, chineladas e reguadas da tia Carmen, em doses extras e exclusivas pra mim. Eu era rebelde, mas ela sabia me domar. Teve um tempo que eu já estava apanhando mais dela do que da minha mãe, que também não era nada carinhosa nesse aspecto, devo dizer. Ascendência italiana, sabe como é. Parece que tia Carmen se deliciava castigando seus alunos, pois empreendia um bom tempo nessa tarefa. E dizia, realmente, que estava fazendo um bem a nós, pois incutia-nos juízo, e que nunca esqueceríamos de suas lições. Outro prazer dela: me fazer passar vergonha, a mim e aos colegas. Sempre que me convocava, ao final da aula, era perante toda a turma: - Walter, na minha sala em quinze minutos! Era o suficiente pra começar a zoação dos colegas. - Waltinho, quer que eu te traga uma almofada amanhã? Ha ha ha! Será que o Pedro não te empresta as luvas de goleiro dele? - debochavam. Era terrível. Um misto de vergonha e raiva, além do medo do que a professora estava planejando pra mim. Ela esperava eu chegar na salinha, ligava pra sua casa avisando que iria se atrasar um pouco e mandava eu ligar pra minha dizendo o mesmo, que estava esclarecendo dúvidas ou coisa que o valha. Mandava-me pegar no armário a cinta, palmatória ou chinelo, dependendo do seu humor no dia, arriar as calças e me recostar no encosto do sofá. E dá-lhe lambadas... muitas... fortes e impiedosas. Com raiva. Aquele rostinho angelical dela se transformava, os olhos faiscavam. Uma vez, acho que foi a surra mais severa, ela, com a minha prova de história (cheia de vermelhos) em mãos, repetia cada questão que eu tinha errado. Se eu errasse novamente, recebia uma quantidade de cintadas correspondente ao número da questão. Aquele dia ela fez eu me mijar de tanto apanhar... Sendo o maior 'freguês' dela, minhas surras eram as mais demoradas, e as broncas também. Meu traseiro chegava a ficar roxo. Ao final, como se o castigo não fosse suficiente, pedia a minha agenda e anotava a advertência, pra minha mãe assinar. Eu implorava pra ela não fazer isso, mas aí sim tia Carmen fazia com gosto, e me alertava: - Espero que isso te incentive a pegar nos livros. E nem pense em falsificar a assinatura, senão amanhã apanha de novo e eu ligo pra tua mãe! Desnecessário dizer que aquela advertência significava mais uma surra que eu levaria em casa. Minha mãe não tava nem aí pro estado em que a tia Carmen deixava o meu traseiro. Lia a advertência, tirava o chinelo na mesma hora, arriava minhas calças e mandava ver... Chegava ao requinte de ligar pra professora, depois, agradecendo, dizendo que ela tinha feito muito bem, e que acabara de reforçar meu castigo. Eram amigas, ainda por cima. Algumas vezes, tia Carmen ia lá em casa tomar chá. Ela e minha mãe ficavam horas conversando, sobre mim inclusive, e eu tinha de confirmar todas as versões distorcidas dos fatos relatados pela professora. Dizia ela, por exemplo, que tinha apenas me dado uma bronca, em certa ocasião, quando na verdade tinha me lascado o lombo. Só com o olhar ela me intimidava. Sorria ironicamente. Minha irmã menor sabia e só ria de mim, pra piorar. Que raiva! Eu lá, servindo chazinho pras minhas duas carrascas. Pobre de mim... E assim transcorreu minha vida escolar, minha e de muitos amigos, sob a disciplina rígida da professora Carmen. "Tu funcionas melhor assim!" - lembro dessa frase dela. Não cheguei a ser reprovado em nenhum ano. Terá sido por influência dela? Por medo de novas surras? Não sei. Só lembro que apanhei da tia Carmen até o início do 2º grau. Foram muitas surras. Depois ela parou de me bater, misteriosamente. Terá sido por ter reparado num certo volume sob a parte da frente da minha cueca, na última surra? Provavelmente... ehehe! O negócio dela era bundinhas inocentes... ------ Final da Lembrança ----------------------------- Sou despertado do sonho por Cíntia: - O que você está fazendo aí, parado? Por que não vem se sentar conosco? - Como se eu pudesse sentar! - respondo, irritado. - Ha ha ha, esqueci, desculpa! - sorri, maliciosamente - Bem, se não pode sentar, que tal servir os convidados? Ah... e o que te pedi, lá em cima? A mocréia ainda está pavoneando por aqui. Será que vou ter de derrubar vinho no vestido dela? - Não, amor, não precisa! Já vou resolver isso. - Com quem tu falavas ao telefone? - Tia Carmen - respondo, com voz estranha, sem tecer qualquer comentário. - Tia Carmen? Puxa, por que não me chamou? Adoro ela! Vou convidá-la a nos visitar, após a lua-de-mel. Ela disse que te adora e quer me ensinar muitas coisas sobre você. - Que bom, querida! - tento disfarçar contentamento. - Bom, vou voltar pro salão. Você não imagina como meus pés doem... Daqui a pouco vou ter de calçar os chinelinhos presente da tia Carmem. Ainda não os usei nos pés, só no teu bumbum, ehehe! Depois tu massageias os meus pezinhos? - Sim, querida. E trato de servir petiscos aos convidados. A partir daquele dia, meu destino estava traçado, à minha revelia, e era melhor não protestar. Tudo estava definido: o papel que eu teria de desempenhar na relação, quem estaria no comando, quem seria o "guru" da minha "dona", o que me aconteceria em casos de negligência, tudo... "Tu funcionas melhor assim, Waltinho..." FIM