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O Inesperado - Parte II
(um carinho para Senhor Joe e sua cadela)
Tivera uma noite agitada. Agora ao acordar, olhos abertos pregados no teto, não sabia dizer o que fora sonho e o que fora real. Seus pensamentos circulavam confusos e seu corpo já começava a reagir a eles. Tocou-se e não resistiu...ao gozar pensava Nele, se Ele aprovaria o que estava fazendo.
Levantou-se de um salto pois a hora já ia adiantada e tinha que trabalhar. Entrou em pânico imaginando se iria encontrá-lo e como deveria se portar. E se ele tivesse comentado com alguém? Não, não combinava com Ele. Enfim não fizera nada demais, ou fizera?
Ai meu deus!
Banhou-se, e após várias trocas, olhou-se no vestido estampado que caía sobre o corpo mas não colava, sandálias de salto médio, lingerie de rendas, um bela escovada nos cabelos, maquiagem leve e um batom mais escuro que de costume. Gostou do visual algo entre sensual e casual. No íntimo sabia que havia caprichado mais que de costume. O perfume igual o da noite anterior.
Afinal, isso é totalmente normal. A gente conhece um homem e se arruma pensando nele no dia seguinte. Então porque aquela sensação diferente?
Ao chegar no escritório deu suspiro profundo, cumprimentou os colegas e seguiu pra sua sala, passou-lhe pela cabeça mudar um pouco seu percurso até o departamento Dele, mas manteve-se em linha.
Enquanto trabalhava as lembranças da noite anterior a afligiam. Pensava no chicote (como permitira aquilo?), nas palavras Dele, nos xingamentos que tanto a excitaram...e claro nas uvas!
Ria sozinha quando chegou um pequeno embrulho entregue por um garoto.
No bilhete um endereço e a hora 12h30 e a frase sabe onde colocar, num saquinho duas uvas!
Na hora marcada estava lá com as uvas devidamente colocadas e um ar espantado de quem não entendia nada, pois era uma casa aparentemente desabitada. Ela esperava um motel ou restaurante e ficou ali olhando meio atônita.
Ele chegou por trás do carro e disse:
- Com ou sem calcinha?
Balbuciou insegura:
- S...sem!
- Tira!
- O que?
A mão firme no cabelo acabou com a dúvida.
- Vem!
...
- Anda vadia, vem!
Ela levou alguns segundos pra descer do carro e segui-lo. Quando o alcançou Ele já havia entrado no carro, e ela se acomodou no banco do carona. Ele ligou o carro e saiu dirigindo calmamente.
- Vo...o Senhor pode dizer onde vamos?
Recebeu em resposta um tapa na coxa que ardeu fortemente. Foi o suficiente pra silenciá-la. Seus pensamentos eram os mais diversos possíveis: vou descer dessa porcaria de carro, homem louco...que tesão...será que ele vai perguntar pelas uvas...porque não fala nada...ta me tratando como uma qualquer, ou pior como prostituta....estou adorando...
- Pernas abertas, sempre de pernas abertas puta....nunca se sente ao meu lado de pernas fechadas.
Outro tapa mais forte, e assim que ela abriu as pernas outro na buceta. Ela levantou os olhos e pensou em falar, mas ele parou o carro, puxou seu rosto e beijou-a violentamente.
- Piranha!
E ria abertamente.
Ela sentia seu corpo pulsar de desejo querendo ser tomada ali mesmo, o mundo podia parar. Percebeu então que estavam numa área meio deserta e que Ele saía da pista e entrava por uma estradinha.
- Tira o vestido!
A demora em reagir valeu mais um tapa, e a marca da mão Dele já estava mais que impressa em suas coxas. Sentiu vontade de chorar, mas conteve-se.
Ele parou o carro, pegou uma coleira no porta luvas e colocou-a nela.
- Desce!
Ela desceu sem saber o que fazer. De coleira e sandálias no meio do nada. Uma gostosa sensação de liberdade aliada a vergonha a enchiam de desejo.
Ele acendeu um cigarro, olhou-a longamente e sorriu. O tempo que se passou é indefinido mas para ela foi uma eternidade.
- Vem cá, de joelhos.
Ela deu a volta no carro, Ele já estava de pé recostado ao capô. Ela parou ajoelhada na sua frente já premeditando que Ele a usaria na boca, e desejando por isso. Para sua surpresa Ele falou:
- Fale a vontade, pergunte o que desejar. Sou seu agora!
- Eu...eu...não sei...as perguntas, e eram tantas, agora me fogem. Eu pensei...achei que...voc....digo o Senhor ia me querer, e...bom...eu queria saber com fica tudo agora...eu não sei o que pensar.
- Cadelas não pensam minha querida, você não precisa pensar... só realizar disse Ele com o sorriso mais lindo que ela já tinha visto.
- Mas eu...
As palavras morreram. Ele a puxara pela coleira e a deitara sobre o capô. A sensação do contato frio com o carro logo morreu quando sentiu o cinto a rasgar-lhe a pele. Ele a segurava com as mãos nas costas e empurrava seus pés para abrir-lhe mais as pernas. Ela já pensava em implorar para parar quando ele soltou seus braços e ela sentiu sua língua a buscar-lhe as uvas (já havia se esquecido delas).
- Vamos puta, põe para fora.
Ela não sabia o que fazer...
- Ou prefere o cinto??? sua risada era assustadora.
Fez força apavorada, com medo que qualquer outra coisa lhe saísse do corpo. Nesse momento Ele enfiou os dedos, não sabia ao certo quantos. Ela gemia e gritava.
- Alguém na estrada vai ouvir e vir ver ao vivo como uma mulher pode ser vagabunda e seja quem for vai lhe comer até se fartar.
- Senhor....por favor...
- As uvas desgraçada!!!
Ela chorava, apavorada...e ao mesmo tempo sentia-se encharcada por baixo, a quase gozar. Nesse estado quase inconsciente, ouviu ao longe a voz dele:
- Agacha e põe as uvas pra fora normalmente que nossa hora está terminando e quero gozar contigo gostosa! Escrava tola e adorável.
Quando se chegou a Ele preparada para o sexo foi ordenada a ficar de quatro no chão quieta enquanto Ele se masturbava. Pegou-a por trás como uma cadela, ela sentiu que derramava algo em seu cú e preparou-se pro pior.
- S...Senhor! Eu...
- Calada! e o tapa atingiu seu rosto.
Ela se perdeu naquilo tudo, ou se encontrou. Quando percebeu Ele estava dentro de si. Seu corpo tremia e ela gozava deliciosamente...em seguida foi a vez Dele... ela chorava.
Ao levantar viu que seus joelhos estavam esfolados. Ele já estava no carro, belo, altivo ninguém diria tudo que acabara de fazer.
- Vamos cadelinha arrume-se, rápido ou fica pra trás e ria encantador.
- O Senhor é...é...é
- Sádico! Essa é a palavra. Sou seu algoz e seu protetor. Dono, Amo e Senhor. Beije minhas mãos.
- Ela beijou, lábios entreabertos.
- Quer mais tarada? Eu sei que quer, então tome isso, use-o durante todo o dia nesse meu cuzinho gostoso. Vai se lembrar que foi enrabada durante toda a tarde. E lembre-se só Eu posso tirá-lo.
Dizendo isso puxou-a e enfiou-lhe o plug no cú.
- Isso tudo é só o começo menina, há muito mais pra você. No porta luvas há um pacote com alguns papéis, quero que leia e me escreva sobre eles depois. Encontrará indicações de sites onde poderá ler e entender melhor o mundo BDSM. Seja bem vinda Cadela Laia ao meu mundo. Lembre-se que agora é minha propriedade e faço de você o uso que desejar. Deve desde já se trajar de forma sempre sensual, sem vulgaridade. O uso da calcinha foi abolido, a menos que eu ordene diferente. Esta corrente (e entregou-lhe uma tornozeleira) deverá sempre estar contigo em sinal de que és minha.
- Sim Senhor!
- Gosto do teu jeito e ainda vai me divertir muito. Hoje a noite quero que dance pra mim e dois amigos enquanto jogamos e conversamos.
- Ahnnnn.... ai!
- Sim Senhor o tapa foi suficiente, seguiu no carro pensando onde haveria um curso relâmpago de dança.