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Antes de Claudine Partir

Os gritos de Claudine vinham do gabinete. Saí da cama como estava: enrolada na toalha, o cabelo molhado, adorava ficar assim, andar assim pela casa. Atravessei o corredor e deitei no chão. Pelo vitreau eu podia ver Claudine nua, com os braços para cima, as correias nos tornozelos e nos pulsos. O rosto banhado em lágrimas. Ela se contorcia a cada chicotada e não calava a boca. Era uma rebelde como eu. Ele estava furioso e gritava que ela não devia se meter na minha educação. Vi os lanhos nas costas e nas nádegas de Claudine, o suor descia pelo meio dos seios e pelas espáduas. Sei que o castigo viria para mim também. Eu já estava marcada, tinha a inicial dele na minha bunda, assim como escravas eram marcadas. Confusa Claudine gritava mais alto. Ela estava indignada por eu ter sido marcada, marcada com a letra Dele. A cada protesto dela, nova chicotada quebrava o silêncio da casa. Eu mal respirava, qualquer gemido meu poderia ser ouvido; fechei os olhos e suei com Claudine, chorei por ela, sofri para ela, no fundo eu sabia que ela gostava de sofrer para Ele. Aos poucos a ira do Senhor foi passando e pude ver a mesma boca que bradava em fúria tocar a dela e engolir seus lábios. As mãos tocavam-lhes seios duros, apertavam os bicos, abriam-lhes as coxas, a mão de ferro sumia pelas entranhas de Claudine. Pelo vidro, vi o corpo de Claudine se desmanchar em gozo. As pernas, muito abertas, faziam com que o clitóris se projetasse para fora dos grandes lábios, estava melada e gemia sem parar. Os dedos dele se agitavam sobre o monte de pêlos negros, se enterravam aos poucos, por vezes arrancavam-lhes urros. Claudine gostava assim, gostava de ser tocada por dedos, gostava de toques e afeto. A boca tomava um seio de cada vez, sugava forte, arrancando pequenos gritos e gemidos. Comecei a me tocar, a pele da minha nádega ainda ardia, toquei a letra C, esculpida em ferro quente, que estava gravada e gemi. Abri mais as pernas e acariciei meu clitóris, eu estava quente e pulsava. Empinei a bunda. Aos poucos fui me penetrando com os dedos, queria ser Claudine, comecei a gemer baixinho e me senti melada. Toquei meus pequenos seios com os dedos úmidos e gozei como ela. Ele era um gigante perto de nós duas. Estava à frente de Claudine, o pênis em riste tocava-lhe o estômago. Claudine gemia na boca que a tomava. Segurando Claudine pela cintura, começou a esfregar o membro duro entre as coxas dela. Abriu-a com os dedos e estocava firme e ritmadamente. Cravou-se no ventre dela. Estocava e apertava-lhe a bunda carnuda. A cada estocada, a mão se espalmava nas nádegas de Claudine, ela murmurava aquelas palavras em dialeto que eu nunca entendia; se contorcia como uma cobra. O barulho das palmadas me fez despertar, Claudine falava no ouvido dele, as bocas se tocavam, ele estava todo dentro dela. Eu estava quente, meu corpo tremia, fiquei de quatro, deitei a cabeça no chão, meus pequenos seios tocavam o tapete. Era como se fosse em mim, ia ser em mim... Ele saiu aos poucos de dentro dela, aplicou-lhe outra palmada na bunda (eu queria beijar a mão dele), soltou-lhe os pulsos e tornozelos botando-a na escrivaninha, de pé com a bunda empinada. O ar me faltava, eu queria gritar e não podia, eu queria... Afagou os cabelos de Claudine, virou a cabeça dela para o lado fazendo com que ela engolisse o falo duro e brilhante. Claudine lambeu lentamente, enrolou a língua, começou a chupar com prazer, sugava devagarinho, ele se segurou no móvel. Ela sorvia com ânsia, sugava com paixão. Ele se enterrava todo na boca delicada que se abria. Ela chupava e balbuciava palavras sem nexo, tornava a sugar e olhava nos olhos dele. Ele fez com que Claudine parasse, estava no auge da ereção, tirou o pênis endurecido da boca da menina. Claudine, de joelhos, beijou os pés dele, encostou a cabeça no chão, voltando à posição inicial. Voltou a se segurar na escrivaninha e tinha as nádegas muito abertas, a vagina se abria e estava molhada, eu podia ver, as coxas estavam meladas. O membro dele, muito duro, tocou-lhe o ânus, Claudine gemeu, chorou, suplicou que parasse tentando se esquivar. Nova palmada rompeu o silêncio. As mãos fortes seguraram-na pela cintura e ele começou a penetrá-la vigorosamente. Vi a estranha dança, vi o ânus de Claudine se abrindo e se fechando, as mãos dela apertavam a beira esculpida do móvel como se quisesse arrancá-la. Ele suava, se agitava, martelava entre as nádegas de Claudine num vai-e-vem frenético, penetrava sem pena. Mais uma vez fez com ela sentisse a dor do mundo, a dor que não se explica, a dor insólita. O pênis se enterrava mais perfurava, varava. Cobria Claudine, usava Claudine, subjugando-a. Penetrou-a demoradamente, marcando-a, agora, por dentro. Puxou o corpo da moça para o dele e ficou assim, sem se mexer, inerte. na silenciosa música da madrugada. Aos poucos, começou a se agitar e deu um longo suspiro gozando abundantemente no ânus de Claudine. Ele deitou-se no divã com o dorso da mão sobre a testa, eu podia ver o coração acelerado no peito largo do Senhor. Claudine ficou no chão, deitada, o cabelo se espalhava pelos ombros. Rastejei pelo corredor e voltei para a cama, não consegui dormir mais, o cheiro de mar invadiu a noite, vi o dia chegar. Eu estava suando, meu corpo ainda estava quente e as minhas coxas estavam meladas. No almoço, o Senhor avisou que Claudine ia viajar e ficar fora por um tempo. Fiquei triste, sempre estivemos juntas, ela cuidou de mim, brincamos juntas. Sei que a próxima serei eu.