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Dia de Chuva3º lugar no II Concurso de Contos e Poesias BDSM - Votação dos Leitores

Caminhando apressadamente pela rua, ela tentava chegar a um abrigo para se proteger do temporal que estava prestes a desabar. Seus passos elegantes e determinados encontraram aquela loja de sapatos, no momento em que os primeiros pingos de chuva começaram a castigar o asfalto, que emanava vapores de calor remanescentes do Sol que ainda há pouco brilhava. Vestida com uma calça jeans, uma blusa preta com detalhes em cetim e um decote profundo, sandálias pretas de tirinhas em verniz, salto bem alto. Começou a andar pela loja olhando aleatoriamente os calçados quando viu uma bota que chamou sua atenção. Ela era preta de camurça, cano até o joelho, salto agulha de metal prata e um fio de strass que subia por todo o cano. Era simplesmente linda. Ela segurou a bota com carinho, seus olhos brilhavam. De repente, um vendedor se aproxima e diz: - É linda não? Ficaria perfeita na senhora. Ela sorri e fixa seu olhar no dele, que segura o olhar por alguns segundos e depois baixa os olhos e a cabeça. Um arrepio percorre o corpo dela e decide: - Vou experimentar. E dirige-se a um banco. Senta e quando vai tirar sua sandália, o vendedor ajoelha-se na sua frente. - Permite Madame, que a ajude? Ela sorri ironicamente para ele e lhe oferece o pé. Ele vai tirando delicadamente a sandália do pé dela, como se fosse um ritual, depois, pega a bota e a faz calçar, ela levanta e caminha pra sentir. Realmente é linda e confortável. Ele continua ajoelhado olhando-a enquanto ela senta novamente e ele tira a bota e coloca a sandália, deslizando a mão suavemente pelo pé dela. - Vou levar a bota. Olhou pra ele, e com um tom de autoridade na voz disse: - Aliás, não posso carregá-la agora, você entrega na minha casa depois do trabalho. - Sim Madame, claro, é só deixar o endereço e autorização no caixa para eu retirar a mercadoria. - Está bem. Que horas você sai? - As 19h Senhora. - Perfeito, quero você na minha casa as 21h. Disse isto e nem esperou resposta, foi em direção ao caixa, pagou e foi embora sem nem sequer olhar pra ele. Na rua, ela sorria imaginando como acontecem coisas inesperadas, sem se preocupar com a chuva que caia forte molhando suas roupas e escorrendo pelo seu rosto. Chegou em casa e olhou o relógio, 18h, ainda tinha um bom tempo. Tirou a roupa molhada e tomou um longo banho, em seguida separou uma roupa especial para a noite: calça preta e corpete de couro e usaria as botas novas. Colocou em cima da cama, velas, chicotes, cordas, correntes, cadeados e consolos, acendeu alguns incensos pela casa, o cheiro cítrico/adocicado se espalhou criando uma atmosfera única. Faltavam 15min, ela já estava pronta, apagou algumas luzes, deixando a sala com apenas algumas velas iluminando quando ouve tocar a campainha e vai em direção a porta abrindo-a: - Boa noite Senhora, espero estar no horário. - Sim está, entre. Ele entra e entrega a ela a caixa das botas e uma linda rosa vermelha. Ela senta no sofá e manda que ele calce a bota nela e ele novamente ajoelha-se na sua frente, pega delicadamente seu pé para calçar a bota. - Meu pé está sujo. Limpe. Ele prontamente começa a lamber o pé dela, deslizando sua lingua pelas solas, pelos dedos, entre os dedos, chupando-os avidamente,fica um bom tempo fazendo assim, nos dois pés. - Chega. Agora coloque as botas nos meus pés. Ele prontamente calça-as e fica ali ajoelhado esperando as ordens dela. - Tire esta roupa. Ele fica totalmente nu, enquanto ela já está com seu chicote na mão. Anda ao redor dele como se estivesse avaliando uma peça preciosa, dá uma chicotada nas costas que o fez gemer, mais pela surpresa. Ela manda que ele deite no chão, e esfrega a sola da sua bota na cara dele, esmagando-a contra o chão, vai passando o pé pela cara dele e vai descendo, pisa no seu peito com força que o salto quase fura a pele, vira-o de costas e sobe nelas, caminhando, fazendo-o sentir seu salto cravando nas suas costas. Depois, mais algumas chicotadas que deixam marcas vermelhas na pele e ela então segura-o pelos cabelos fazendo com que ele se levante pega uma corrente, coloca em volta do pescoço dele e o leva até seu quarto como um cachorrinho, pela corrente, de quatro atrás dela. Chegando lá, manda que ele tire suas botas e faça uma massagem nos seus pés, cada dedinho sugado, as solas lisinhas lambidas, ele passa os dentes no calcanhar, ela adora... Ela manda-o parar e ele diz: já Senhora? e recebe um tapa. - Cale a boca e faça apenas o que eu mando e responda apenas se eu perguntar. - Desculpe Senhora. Apenas as velas iluminam o quarto a penumbra torna o ambiente mágico. Ele alí, quieto, apenas esperando suas ordens, as botas agora estavam em cima da cama e não poderiam ficar abandonadas, afinal eram as responsáveis por aquele momento. Pega dois pares de algemas, manda que ele deite de costas na cama e algema um pulso e um tornozelo em cada uma percebendo a excitação visível dele, tanto pelo líquido que já deixava seu pênis molhado, quanto pelo cheiro característico que se misturava ao dos incensos e das velas no quarto. No teto, sobre a cama haviam vários ganchos, ela passou uma corda entre as algemas e a prendeu em um gancho, quase que suspendendo-o. - Você está aqui por causa da bota não é? Chuva e bota provocaram este encontro então, nada mais justo que você tenha as duas, e, enquanto fala pega uma bota, esfrega no seu rosto, na sua boca, fazendo o lamber as solas metendo o salto na boca dele, descendo até seus mamilos, cravando neles aquele salto que refletia a luz das velas. Seu pênis estava duro, ela batia nele sem piedade usando a bota e ouvindo-o gemer baixinho, continua até perceber que ele já perdia a ereção. O salto continuou brincando, agora no saco, apertando as bolas com as duas botas, acariciando o pênis como se as botas fossem suas mãos, tocando de leve seu ânus com o bico da bota fazendo-o estremecer, nota sua ereção e para deixando-o ali, naquela posição sai do quarto. Quando volta usa um cinto com um consolo sobre a roupa. Sobe na cama e quando ele a vê começa a se debater. - Que foi? Está com medo? - Por favor senhora não, eu lhe imploro. Ela pega uma mordaça que estava próximo a eles, não por acaso, mas antes coloca o consolo na boca dele, metendo com força fazendo-o engasgar. Ela para de repente e coloca a mordaça nele, pega novamente as botas e começa a massagear o pênis, o saco e volta a brincar na entradinha de novo, só que agora com o salto. Coloca a pontinha do salto no ânus dele, vai mexendo devagar, entra um pouquinho, empurra mais um pouco, já está a metade, ele geme, agora o salto está todo dentro dele. Ela deixa parado. É muito excitante ver a bota num papel ativo. Ela retira cuidadosamente o salto, e coloca a bota ao lado dele. Solta as cordas e as algemas, coloca-o de quatro na cama amarra seus braços e pernas, coloca nele um capuz, pega uma palmatória e começa a bater na sua bunda, que, por ele ter a pele clara, já lhe proporciona a bela visão da marca vermelha. Bate várias vezes, passa a mão para sentir o calor. Agora está pronto. Vai penetrando-o devagar, ele geme, ela então mete tudo de uma vez, fazendo-o quase gritar. Ela para e toca seu pênis, está duro novamente, ela o acaricia, e começa a fazer movimentos, leves, depois mais fortes. Ambos estão em êxtase, ela sente seu tesão aumentar, seu orgasmo quase chegando. Ouve seus gemidos, e a cada um, ela dá um tapa na bunda dele. Agora, os movimentos são mais intensos e não menos intenso é o orgasmo que os dois atingem. Ela o desamarra, os olhos de ambos brilham, ela ve a cama molhada com o gozo dele. Vai com ele até o banheiro, tira sua roupa e o manda entrar na banheira. Ele deita na banheira e ela fica em pé sobre ele e começa a fazer o que estava faltando para completar, a 'chuva'. Ele sente o líquido quente na sua cara e no seu corpo todo. - Pronto agora está completo. Ela sai, toma uma ducha e coloca seu roupão de cetim preto, ele sai do banheiro se veste, e chega na frente dela, ajoelhando-se e agradecendo. - Obrigada Senhora pelos melhores momentos da minha vida. Ela o acompanha até a porta, abre e ele vai embora sem trocarem nem uma palavra. Ela se volta e vê a rosa vermelha sobre o sofá. Pega a rosa, sorri, sabe que haverá uma próxima vez.