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Pequeno Conto: Um Pouco de Ciumes e Um Pouco de Vingança
"Somos mortais e até podemos dividir a mesma cama todas as noites, más ao fecharmos os olhos nos lembramos que sempre dormiremos sozinhos"
Quinta-feira, 11 da noite.
Estou atrasado para passear com a cadela.
- Boa Noite, Sr. Marcus!
- Boa Noite, Silvia Vadia!
- Não está com frio, Silvia?
- Não, não estou.
- Pensei que tivesse lhe dito que iríamos a uma boate, com esse vestido parece que vai querer que eu lhe deixe na esquina com mais movimento.
- Estou sentindo que o Senhor está com ciúmes de mim, Sr. Marcus?
- Ciúmes? Eu? Sonhe bastante quem sabe um dia eu terei ciúmes de você, vaca!
"Filas! Todos os bois chifrudos esperam pacientemente pela vez de serem marcados"
- Segurança?! Sei que há regras na casa e sei que você é pago para fazer jus às malditas, más eu tenho que lhe dizer, que tenho um certo problema com tabaco, a dependência me causa uma certa impaciência, estou com só esta nota de Dez Reais trocados, Tu não me vende um cigarro? Esqueça o troco.
- Claro, Senhor! Com todo Prazer e seja bem-vindo a nossa casa!
"Como sempre ocorre em noites assim, o som invade a alma, a fumaça enche os pulmões e então liberta os piores demônios."
Heitor tinha sido meu chefe e naqueles meses tive que suportar toda a arrogância escarrada da boca de um playboy orgulhoso, nascido em um berço de ouro.
Agora aquele pobre diabo estava ali, no mesmo recinto que eu.
- Silvia, você me conhece e sabe bem que não consigo engolir algo sem mastigar bastante. Eu nunca a deixei sair com outros homens, más ainda não esqueci o que me disse agora pouco e te aviso que ciúme é para os fracos, agora, como uma vaca você vai pastar um pouco.
- Quero que chegue naquele sujeito próximo ao balcão e beije-o como nunca beijou ninguém nessa vida.
- Depois volte aqui e me traga uma cerveja também.
Como eu suspeitava, o pior demônio é aquele que usa saias e não
demorou muito, a gata o beijou ardentemente e como uma boa cadelinha voltou
trazendo a cerveja para o seu dono.
Abri a braguilha da calça e a encarei nos olhos.
Como uma puta, ela agachou, colocou-o com carinho para fora, o agarrou com força e chupou com a língua mais macia que um mortal pode sonhar.
- Depravados!
- Vagabunda!
- Prostituta!
- Chupeteira!
- Cadela!
- Vaca!
- Chega querida! Vamos embora! Quero levá-la para a nossa garagem! Hoje, você
merece ganhar o brinquedo novo que tenho para você.
No balcão comprei uma taça de um licor branco e pedi para o garçom
entregar para o Heitor junto a um escrito no verso do meu cartão...
Heitor, lembre-se que a boca que lhe beijou é a mesma que vive gozada
pelo meu pau