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Servidão
Como todas as manhãs eu estava vestindo meu shorts de couro preto, brilhante e curto, botas e mais nada. A coleira e as duas correntes de ferro me mantinham à máxima distancia de dois metros do mestre que eu aguardava em pé. Ele, vestindo seu terno largo, lia o jornal.
Fazia frio e o bico de meus seios enrugavam-se a ponto de doer. Meu cabelo escuro, preso num coque ao alto da cabeça, a pintura impecável, tudo me fazia parecer usável, como meu mestre diria, mas ele não se dava conta de mim.
Até que ele deu com uma noticia que o desagradou. Xingou e reclamou, dizendo que estava sem sorte. Nesse momento, notou minha presença.
Olhou-me, composta e comportada, um longo olhar, entre cobiça e desagrado:
- Sua beleza chega a me dar nos nervos!
Puxou as correntes e caminhei até seu lado. Passou vagamente a mão em meu seio esquerdo.
E logo a seguir ele voltou a ler, e eu...voltei a meu lugar.
Novas exclamações de enfado:
- Que dia azarado, que péssimas notícias - ele bufava.
Levantou-se, dobrou o jornal bem miúdo e chamou-me até ele:
- Dobre-se, vou castiga-la pelas notícias.
Em meu cinto ficava preso o chicote. Ele o soltou e sem despir-me, brindou-me com três chicotadas bem dadas. Não feriram a pele por causa do shorts, mas a perfeição com que eram dispensadas provocava uma dor razoável, que me atiçou toda por dentro.
A seguir o mestre tirou somente o membro de dentro da calça.
- Grande, não é?
Ele dizia sempre isso. O venerável cacete de meu mestre era muito grande, muitas o considerariam por si mesmo um instrumento de tortura.
Ele queria ser chupado.
Inicialmente ficou em pé e me ajoelhei, tentando fazer como ele gostava.
É preciso uma enorme concentração para permitir que aquilo deslize até minha garganta e dai mais fundo. Ele me testa, a cada vez. Abro a boca de forma extrema e levanto o rosto, para dar livre passagem, respiro antes dele entrar e seguro a respiração. Ele vai e vem, às vezes permanece por tempo incalculável com aquele imenso pedaço de prazer que me impede porém de respirar, fico entre a luxúria e a agonia.
Desta vez ele quis entrar mais fundo. Senti o sangue inundar-me a face e minha meu sexo encharcar-se.
- Mais fundo, puta.
Segurava minha cabeça com as correntes. Uma vez, duas vezes, senti medo, dessa vez ele não ia me soltar.
De repente ele sentou-se e me mandou ficar em pé à sua frente:
- Curve-se.
Mantendo as pernas afastadas e retas, a coluna ereta, abaixei a boca até seu pau e chupei.
Ele parecia mais calmo.
- Agora tira a calça que vou comer seu cu.
Colocou-me de quatro na cadeira onde ele tinha sentado e mandou que eu me abrisse com as mãos. Mostrei bem o que era dele e ele deve ter visto minha excitação.
Senti sua língua no ânus e quase gozei. Se o fizesse teria sido imperdoável, não era o momento nem a hora.
Penetrou-me como sempre o fez, sem aviso, sem condescendência.
- Hoje não estou com vontade de jogos. Só mesmo de comer um cu. Ou convidar uns amigos para comer comigo.
Gozei afinal e ele parou. Fiquei apreensiva, porque ele não tinha se satisfeito.
Levou-me ao quarto e deixou água na tigela.
Achei que meu mestre estava desanimado naquele dia.
Mas, saindo, antes de fechar a porta, ele anunciou:
- Vou convidar dois amigos. Um deles você conhece.
Seu rosto impassível logo me permitiu adivinhar quem era. Um mestre novo que se dizia especialista em dilatação. Já tinha sido emprestada a ele, e mesmo para uma serva submissa e afeita ao prazer da dor, o jogo era pesado.
- Por isso - disse meu mestre antes de sair, depositando um cândido beijo em minha boca - permito que você descanse um pouco antes deles chegarem.
Quando ele saiu meu coração batia forte, em parte por certa apreensão e em parte pelo prazer de saber que veria meu mestre novamente naquele dia.