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Conhecendo a Emoção do Desconhecido
Sara é uma mulher de 30 anos, casada. Possui uma vida perfeita aos olhos de muitos mas, sempre que olhava para dentro de si mesma, sentia falta de algo que faria toda a diferença em sua vida: emoção!
Era noite de sexta-feira e chovia bastante. As crianças, como de costume, tinham ido para a casa da avó. Augusto, o marido de Sara, estava atrasado. Talvez seja por causa do congestionamento ocasionado pelo mau tempo. - pensou. Na verdade, ela pouco se importava se ele estava ou não com outra mulher. Não fazia nem questão de saber o que aquele homem (que só passou a chamar de seu após o famoso sim no altar) estava fazendo até tarde na rua. Lembrou-se vagamente do namoro, da primeira transa, da lua-de-mel... Embora nunca tivesse se sentido 100% preenchida na cama, sentia muito prazer em estar com ele no início. Jamais imaginaria que, depois de 7 anos de casada, teria virado um verdadeiro depósito de porra. Sua vida sexual seguia a seguinte seqüência: coloca-chacoalha-goza (somente ele)-vira-dorme. Ela se sentia presa a um papai-mamãe constante.
Embora quisesse explorar novas sensações e prazeres, Sara nunca tinha buscado algo fora do casamento. Talvez por medo ou, quem sabe, vergonha, pudor. Também nunca teve coragem de expor seus desejos ocultos para o marido. Ele me acharia uma perfeita vagabunda. - pensava. Acontece que era exatamente isto o que ela queria ser na cama: uma perfeita vagabunda. Pelo menos uma vez na vida queria ser invadida com vontade, violada, desejada ao extremo até esgotar os fluidos corporais de um homem. Queria sentir seu corpo estremecer até sucumbir de fraqueza após orgasmos múltiplos. Ela sabia que podia fazer um homem enlouquecer e estava sentindo como nunca a vontade de colocar tudo em prática.
A janela do seu quarto estava aberta. A chuva caía e um ventinho frio invadia o apartamento, porém Sara não se importava. Estava vestindo uma lingerie preta muito sensual e um robe de seda. Sentia seu corpo ferver... Ligou o som. A música clássica que tocava dava um ar misterioso ao momento. O quarto escuro era cruelmente invadido pelos raios e trovões.
Depois de tomar uma taça de vinho tinto, Sara tirou o robe, deitou em sua cama e começou a se tocar. Suas delicadas mãos passeavam pelo próprio corpo, acariciando os seios, a barriga... Não demorou muito para que tocasse o sexo, passando os dedos pelos pequenos e grandes lábios até chegar ao clitóris... Sentia uma excitação enorme e estava completamente molhada. Depois das carícias, introduziu um dedinho, depois outro. Naquele momento, pensava em muitas coisas eróticas, menos no marido morno. Imaginava estar sendo puxada pelos cabelos, lambida da cabeça aos pés, acariciada com desejo, usada e abusada. Queria uma língua de homem lhe chupando até sugar a alma. O desejo só aumentava e já eram quatro dedos enfiados. Não podia conter os gemidos que poderiam ser ouvidos pelos vizinhos se não estivessem abafados pelo som da música. Seu prazer era imenso... Queria um pau bem grosso dentro de si. Queria se sentir uma mulher de verdade. Imaginava-se hora sendo penetrada, hora chupando um pau com muita vontade. Seu gozo veio. Podia sentir o seu sexo pulsando em seus dedos que estavam completamente lambuzados. Levou-os até a boca, descendo pelo pescoço e pelos seios. Estava sentindo-se completamente fraca e acabou adormecendo.
Já tinha passado algum tempo quando Augusto chegou. Ao entrar no quarto, viu aquela imagem e estranhou. A música clássica tocando, a janela aberta, uma taça de vinho vazia, a esposa deitada de lingerie na cama, tudo isso parecia muito estranho para ele. Aproximou o nariz da mão dela e sentiu cheiro de sexo. Percebeu também que sua calcinha estava molhada de prazer. Olhou todo o quarto e não percebeu nenhum vestígio de outra pessoa. Preferiu não acordá-la e foi tomar banho. Quando saiu do banheiro, Sara já tinha se levantado e desligado o som.
- Tive um dia difícil hoje.
- Imagino. - Sara falou meio desiludida e sem muito entusiasmo.
- Estou cheio de sono. Apague a luz se for sair?
- Sim, apago.
Mais uma vez aquela mulher teve a certeza de que precisava de muito mais emoção em sua vida. Como estava fazendo muito frio, colocou um par de botas pretas e um sobretudo da mesma cor por cima da lingerie que estava usando. Decididamente, saiu de casa e andou uns dois quarteirões na chuva, rumo ao apartamento de Pedro, um amigo de infância. Já era quase meia-noite e a rua estava bastante deserta.
Quando chegou ao seu destino, Sara tocou a campainha um pouco trêmula, mas sabia exatamente o que estava fazendo. Por várias vezes tinha sido desejada por este amigo. Eles se conheciam há muito tempo e tinham uma grande cumplicidade, o que aumentava sua segurança. Ela também sabia que ele morava sozinho e estaria acordado naquela hora. Lembrou das inúmeras conversas que tiveram onde o sadomasoquismo era o assunto principal. Os dois tinham este desejo em comum, o que aumentava ainda mais a magia.
Ao abrir a porta, Pedro não podia acreditar no que estava vendo: Sara toda molhada da chuva, sedutora e muito envolvente.
- Sa-Sara? Aconteceu alguma coisa? - perguntou desnorteado.
- Não aconteceu ainda, mas eu quero muito que aconteça, Mestre. - disse se livrando do sobretudo molhado ali na porta mesmo.
A palavra Mestre soou como música aos ouvidos de Pedro, que logo puxou Sara para dentro de seu apartamento e a beijou violentamente. Sua língua percorria toda a extensão do corpo dela. Uma onda de prazer invadia a alma dos dois. Me lambe, me chupa... Sou sua, Mestre... Esta era a frase repetida inúmeras vezes por ela. Ele sentia uma vontade animal de possuí-la, dominá-la, enquanto ela sabia que estava ali pronta para o que ele quisesse fazer. Foi empurrada e jogada para os quatro cantos. Levava tapas no rosto, na bunda e, entre gemidos, agradecia... Quando os tapas eram mais fortes, sentia muita dor, porém adorava aquela exótica sensação.
Depois de uma beijação que parecia não ter fim, Pedro guiou a boca de Sara até seu pau que, de tão duro, doía e latejava. Em movimentos contínuos ela chupava aquele membro, levando-o até sua garganta. Ele urrava de prazer, mas ainda não era a hora de gozar. Foi então que, interrompendo delicadamente aquele processo, conduziu-a até sua cama, beijando seu pescoço e acariciando seus seios. Deitou-a e penetrou bruscamente em sua bucetinha quente. Sara falava, entre gemidos: Me come gostoso... sou sua puta. Naquele exato momento, ele a colocou de quatro, puxou seus cabelos e meteu de uma vez só, comendo-a num vai-vem alucinante. Ela estava adorando ser comida daquele jeito e gozou com muita intensidade, tendo como trilha sonora as palavras: Goza gostoso, sua vadia. Depois foi a vez dele gozar. Os dois estavam mergulhados no prazer e repetiram a dose algumas vezes naquela noite. Ficaram abraçados por um tempo e selaram aquele encontro com um longo beijo.
Já passava das duas da madrugada e Sara precisava voltar prá sua casa. Viu Pedro dormindo na cama e sorriu. Vestiu seu sobretudo e saiu satisfeita com tudo o que havia acontecido ali. Ao chegar em seu apartamento, tomou um longo banho e deitou ao lado do marido, que dormia profundamente.
Continua...