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O alarme toca e as cinco candidatas são encaminhadas a outra sala, onde se acomodam em cadeiras acolchoadas, em frente a um telão. Logo que a porta se fecha, o equipamento começa a exibir a imagem de uma senhora de cabelos loiros chanel, a responsável pelas contratações. "Sejam bem-vindas! Nossa equipe fica muito grata pelo vosso interesse em se juntar a nós. Meu nome é Sandra e sou a gerente regional das três unidades do Bloco Sul da Agência. Estando aprovadas nos exames de admissão, vocês a partir de agora substituirão as cinco funcionárias que estão entrando em férias. Passarei a vocês, nesse momento, as instruções básicas para o início do serviço. Após, cada uma das cinco veteranas que estão saindo fornecerá informações específicas de cada peça sob sua responsabilidade." "Inicialmente, quem somos nós? A Agência, em linhas gerais, tem por função fornecer homens submissos a mulheres, na condição de escravos, em contratos de aluguel por tempo variável. Temos um vasto cadastro de clientes, todas mulheres, na faixa etária de vinte e cinco a quarenta e cinco anos, que vêm alugar esses escravos, denominados peças, para os mais diversos propósitos: na maior parte das vezes, pelo desejo de interpretarem o papel de dominadoras, de experimentarem tal sensação, coisa que geralmente não conseguem com seus parceiros; outras, pela necessidade de descarregarem suas tensões internas, xingando um infeliz com tudo o que gostariam de dizer para o seu chefe, por exemplo, ou mesmo por fetiche; existem ainda aquelas que usam nossas peças apenas para provocar ciúmes ao ex; outras alugam uma ou mais peças para oferecê-las ao divertimento de suas amigas, em despedidas de solteira. Hoje em dia é bastante comum, inclusive, as brincadeiras de humilhação de homens, nessas festinhas. Nós até bolamos algumas. Enfim, somos procuradas em razão dos mais diversos fetiches de nossas clientes, como vocês vão ver no dia-a-dia da Agência." "Como é nosso plantel? Possuímos nessa unidade um grupo de vinte e cinco homens submissos, nossas peças, treinados diariamente pelas funcionárias, de acordo com as necessidades e expectativas de nossas clientes. Desses vinte e cinco, dezessete chegaram até nós por vontade própria, assinando um documento em que se comprometeram a nos servir por um ano, sem nada receber por isso além do alimento, vestimenta e hospedagem. Aceitaram submeter-se ao treinamento necessário, de acordo com a procura de nossas clientes, conforme já falado, e receber as injeções inibidoras caso a sua tutora julgue necessário. Os oito restantes tiveram de fazer uma escolha definitiva: por terem praticado lá fora um crime de nível quatro ou superior, seriam mandados à zona de exclusão. Foi-lhes proposta, porém, a pena alternativa, que era virem pra cá e aqui servirem até não mais serem úteis à Agência. Servindo-nos por no mínimo cinco anos, terão uma nova chance na sociedade. Do contrário, a zona de exclusão, em caráter definitivo e irrevogável. Assim como os primeiros, não recebem nada além do necessário à subsistência; o que os difere é a ausência de contrato fixando tempo de servidão, além dos oito receberem obrigatoriamente e regularmente as injeções inibidoras dos instintos. Isso é por medida de segurança para as nossas clientes e para as próprias funcionárias. Tais medicamentos deixam-nos calmos e dóceis." "Como é o treinamento das peças? Isso está estreitamente relacionado com o tipo de cliente que vai locá-las. Algumas querem apenas humilhá-los verbalmente e infligir-lhes punições leves, como mandá-los rastejar, buscar objetos com a boca, dormir no chão e se alimentarem em potes para animais. Geralmente os alugam por um final de semana. Para esses, o treinamento é o básico: apenas lições de educação e servidão, principalmente aos novatos. Outras clientes buscam realizar práticas mais pesadas, como o spanking, o bondage e humilhações mais fortes e elaboradas, como o pissing. Na maior parte dos casos são as que os usam em despedidas de solteira, para se exibir pras amigas. Para essas clientes temos peças especialmente treinadas, acostumadas a apanhar e com grande resistência a toda sorte de humilhações. Quando não locadas, essas peças são submetidas a sessões diárias de spanking e humilhações, físicas e psicológicas, ministradas pela funcionária responsável. Tais sessões são necessárias para que a peça não baixe seus limites de tolerância. Em outras palavras, não "se acomode". O ideal é que aumente seus limites mais e mais, e isso estará nas mãos de vocês, hein! Cada uma ficará responsável por um número de peças e deverá adestrá-las muito bem! Lembrem-se: quanto mais especializada a peça, maior o leque de possíveis clientes, e maior a comissão das senhoritas." "Voltando ao ponto em que eu estava, sobre as clientes. Existem aquelas com desejos bem específicos, como, por exemplo, sodomizar o cara com um consolo. É uma fantasia bem comum, inclusive. Nesse caso, vocês devem se informar, no ato da retirada, do tamanho do consolo que ela vai usar e, na ficha da peça desejada, a tolerância dela nesse ponto. Ou seja, quanto seu cuzinho agüenta, hehehe! Isso é importante, pra se evitar danos ao nosso plantel e conseqüentes despesas médicas. Em caso de incompatibilidade, deve-se sugerir outra peça de ânus mais dilatado ou um consolo menor. Temos vários em nosso show-room, pra vocês oferecerem às clientes. Aqui, novamente, a necessidade do treinamento. Todas vocês ganharão um jogo de consolos e plugs para trabalharem as suas peças, diariamente. A dilatação anal não tem segredo, é puro exercício. Quero vê-las galopar suas peças, meninas! É um belo exercício, sabiam?" "Bom, voltando aos tipos de clientes. Algumas são fãs ardorosas das práticas de cunilíngua e anilingus. São as mais exigentes, porém as que nos proporcionam maiores lucros. Uma em especial, sra. Vânia, vem buscar uma peça todo final de semana. "É melhor que um spa", diz ela, "nada relaxa mais". No início, se queixava que Hiacinto, nossa peça SL18, não trabalhava bem a língua. Soara, sua tutora, que agora entrou de férias, iniciou um longo trabalho com ele. Depois da sodomia, Hiacinto deveria chupá-la por uma hora, trinta minutos o clitóris e trinta o cu, para que ela pudesse avaliar seu progresso com a língua. O treinamento durou duas semanas, só não sei se por necessidade ou outra razão, hehehe! Todas brincavam que Soara não queria vida melhor! Só sei que o rapaz ficou perito na técnica, fazendo qualquer mulher gozar em instantes. Todas as moças da equipe quiseram provar, tinham que ver a algazarra, hehehe! Essa foi uma iniciativa da Soara, e ela lucrou bastante com isso, conseguindo inclusive custear sua faculdade. Também está em vossas mãos introduzirem suas peças em novas práticas dentro do bdsm, expandindo seus limites aos poucos. Vocês só têm a ganhar com isso!" "Ahh... um último tipo de cliente, que esqueci de citar: são aquelas com os desejos mais 'hard', digamos assim, como o scat. Apesar de ser o aluguel mais caro, apenas uma de nossa peças o pratica: o Adônis, vulgo SLE22. O 'SL', ainda não tinha explicado, significa slave; 'E' quer dizer que ele seria mandado à zona de exclusão, mas optou por estar aqui. Referimo-nos a ele, aqui dentro, apenas por SLE22; a cliente escolhe depois o nome pelo qual prefere chamá-lo. Pois bem. Kátia, sua tutora, que lhe oferecia o 'caviar' diário e as mais nojentas humilhações, também entrou de férias, de modo que necessitamos de uma substituta. Não obrigaremos nenhuma de vocês a tomarem posto neste tipo de tarefa. Só lembramos que Kátia precisou de apenas três meses aqui pra comprar seu carro zero... Ademais, pelo que li nos históricos das senhoritas, não creio que tal posto ficará vago por muito tempo. Dica: o SL18, do anilingus. Alguma de vocês poderia convencê-lo a experimentar, não é? As oportunidades de ganhos estão pululando por aí, meninas, é tudo com vocês!" "Agora, vocês vão receber uma instrução prática, que é a ordenha. Muitas clientes exigem peças já ordenhadas, pois querem privá-las do prazer da ejaculação e, por consegüinte, do orgasmo, já que na maioria dos homens isso está relacionado. Apesar das injeções inibidoras darem conta disso, elas querem garantia total. Outras os preferem com o cinto de castidade. A ordenha, como vocês devem saber, consiste na retirada artificial do esperma e do fluido ejaculatório das vesículas seminais, por meio de uma massagem prostática feita com o dedo médio, no ânus do homem. Vocês vão aprender agora. Meninas, podem entrar!" Nesse momento, uma porta se abre e cinco funcionárias, cada uma conduzindo uma peça pela coleira, dirigem-se ao centro da sala. Enfileram seus escravos, todos de quatro e com o traseiro levantado, colocam luvas cirúrgicas e começam a demonstrar o processo de ordenha. As novatas logo aprendem a localizar, com o dedo médio, a próstata da peça, e a massageá-la até constatarem fluidos seminais penderem do membro semi-ereto. Depois, aprendem a massagem gelada, que consiste no mesmo processo mas friccionando uma bolsa de gelo sob os pênis e testículos dos escravos, para assim privá-los completamente do prazer ejaculatório. Estando os pênis murchos, então, as tutoras ensinam a colocar os cintos de castidade. Terminada a lição, mandam os escravos limpar a sujeira e se retiram, conduzindo-os como cãezinhos. A diretora retoma a palavra: "Bem fácil, não? Esse é um procedimento de rotina, assim como a sodomia matinal e as sessões de castigos e humilhações, que as senhoritas deverão ministrar-lhes diariamente. Exercícios adicionais dependerão de cada tutora em particular, de acordo com o seu objetivo e/ou as necessidades do escravo. Os outros dois procedimentos de rotina, que logo serão detalhados pelas tutoras, consistem no despacho e no recebimento das peças. Antes da entrega de qualquer escravo à cliente, ele deve passar por um exame médico básico, inclusive anal e genital, além daquela coleta de informações sobre as intenções da cliente, de que já falei. Quando do recebimento, faz-se outro exame análogo, para se detectar possíveis danos ou ferimentos à peça. Algumas clientes, principalmente as novatas e as mais sádicas, pegam pesado às vezes. Não raro devolvem uma peça deveras, digamos, arrombada, ou com hematomas e coágulos, até mesmo com dentes quebrados. Uma delas, lembro, quase matou uma peça asfixiada, por inexperiência no shibari. Nesses casos são cobradas multas, variando de acordo com o dano causado. Lembrem-se que vossas peças são vosso patrimônio, vosso ganha-pão. Não deixem barato!" "Ainda sobre o recebimento. São elaboradas regularmente pesquisas de satisfação de nossas clientes, por meio de questionários onde elas apontam aspectos positivos e negativos das peças a elas confiadas. Essas informações servem pra vocês detectarem onde precisam intensificar o treinamento das suas peças, o que elas executam melhor ou o que podem vir a apreciar. Também, caso a peça não esteja correspondendo, a tutora pode decidir por uma severa punição, e tem todo o direito de fazê-lo. Ano passado, uma peça SLE começou a gerar repetidas queixas de clientes. Marieli, sua tutora, não pensou duas vezes: chamou as autoridades e o sujeito, chorando, foi levado ao seu destino último - a zona de exclusão. Tinham que ver o desespero do coitado, prometendo melhorar, topando realizar tudo o que nós quiséssemos, até scat e o escambau. Não amoleceu o coração de pedra da Marieli... É triste, espero que não aconteça de novo." "Por fim, estava quase esquecendo, temos os cursinhos de bondage e spanking, direcionados às clientes novatas ou não habituais. É uma oportunidade de ganhos a mais pra vocês, e é bem simples: basta ensinar às interessadas as técnicas que vocês já sabem ou vão aprender, de como fazer os nós do shibari, as posições para amarrar o escravo, como usar o consolo certo e sem machucá-lo, técnicas de ordenha, como e em que partes do corpo bater, com os mais variados acessórios, brincadeiras divertidas e humilhantes pra eles, e por aí vai... Uma vez ao mês, também, é montado um workshop, onde uma menina demonstra diversas práticas para uma turma. São bem interessantes essas lições, inclusive pra se prevenir acidentes com as peças, e as clientes adoram. Taí uma oportunidade de ganho adicional, meninas, pra quem se dispuser." "Pois bem, acredito ter passado as instruções básicas para o início do trabalho de vocês. Logo mais, as veteranas passarão informações específicas das peças que ficarão sob a tutela de cada uma, mostrando como tratá-las, o que exigir, as que estão em falta, etc. E não dêem moleza a esses meninos! Mantenham-nos no estalo do chicote! Comecem em grande estilo! Desejamos de todo o coração boa sorte a todas; que façam um excelente trabalho e engrandeçam cada vez mais a Agência. Acreditamos em vosso potencial!" E a nova turma, confiante, assume seu posto.