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A Vez de Claudine

Podia ver o corpo de Claudine, pendia quase inerte na sombra da noite, estava banhada em luz. Claudine era feita de suor e prata. Os seios fartos arfavam desnudos. Eram arredondados, os bicos grandes e castanhos, os braços estavam para cima, os pulsos presos por cordas. Um cheiro de mar invadia a pequena porção de serra, entrava pelos poros, me invadia. Escorreguei pela pedra, fiquei ali parada, petrificada junto da minha árvore. No ar só os gemidos de Claudine, estátua nua, prateada. O chicote estalava nas costas nuas, descia pelas nádegas, deixava marcas nas coxas abertas. Ele postou-se de frente para ela, passou o chicote pelos lábios úmidos da menina, fez com ela chupasse o cabo de couro. Depois beijou-a com ânsia, mordeu-lhe a boca com desejo, riscou os seios com o cabo, desceu pelo ventre liso e ancorou no tufo de veludo negro que se abria. Do chão, onde eu estava, podia ver a vagina úmida e escancarada, Claudine brilhava e gemia à luz do luar. Era sempre assim e eu sabia que seria a próxima. Ela era uma mistura de gata e loba. Ele acariciava a vagina da menina com o cabo do chicote, passeava pelo meio das coxas fazendo com que ela urrasse. Por vezes eram uivos, mas havia também um choro, um balido como de uma rês que indo para o abate. No olhar semicerrado de Claudine eu via um certo prazer na dor: ela gemia, o corpo ondulava quase que no ar, seus pés mal tocavam nas pedras. O cabo do chicote luzia pela pequena nesga de luz que eu enxergava. Meu corpo tremeu, acariciei meus seios, entreabri as coxas, comecei a me tocar. Meu pequeno corpo tremia, eu entendia o que se passava, quis ser ela. Da casa vinha a música, era Bach que cortava a noite. Pude ver uma estrela cair. Nos gemidos de Claudine, fiz minha pequena mão e meus dedos se orvalharem, gemi e engoli meu choro, queria estar no lugar dela, sofrer para ele, me dar. Vim como Claudine veio, quase na infância, eu nem sabia o que era viver, só brincava e não tinha noção das coisas. Fomos dadas como um pacote...Claudine veio do mar, cruzou o Atlântico, veio de uma ilha. Nem sei de onde vim, não cruzei mares, lembro de um aeroporto, a minha boneca e um beijo dos meus pais . Falavam em Revolução. O som do chicote me despertou, saí do sonho. O Senhor estava nu, era alto e muito grande, quase cobria o corpo de Claudine. Agora era só um centauro e a mão forte acariciava o pênis em riste, o dardo. Vi a ereção dele crescer, os olhos pareciam brasas o suor escorria pelas costas. Acariciou os lábios de Claudine com os dedos, ela chupou o indicador como se tivesse fome, não tirava os olhos dos dele. As mãos fortes apalpavam-lhe as nádegas trêmulas, os dedos tocavam o pequeno anel encrustrado nas nádegas de Claudine. Beijou-a com desespero, sugou-lhe os seios, arrancou-lhe gritos. Mordeu os lábios penetrando-a com a língua. Ela gemeu na boca dele, projetou o corpo, queria mais... os gemidos transformaram-se em sussurros, em balidos..eram pedidos. Uma forte palmada fez com que Claudine abrisse mais as coxas e assim vi o grande pênis se projetando contra a vagina úmida e assustada. Ele a abria com os dedos, sugava os seios machucados, lambia freneticamente, fazia o corpo de Claudine tremular, quase que no ar. Eu não respirava, meu corpo se contorcia, montei no tronco, o cheiro de mar era mais forte, invadia a ilha toda, invadia o ar. Comecei a cavalgar suavemente, minha vagina quase infantil palpitava. Agora o cio estava em mim também, eu sentia quase o que ela sentia, estava nua como ela, gemia como ela. Ele trespassava Claudine com o pênis rijo, dardeava, estocava sem pena, arrancava palavras sem nexo dos lábios molhados. Os dedos passeavam pelas nádegas da moça, procuravam o delicado orifício . Agora estava dentro dela, ficaram assim por muito tempo, eram só corpos suados e gemidos na noite. Tive o meu primeiro orgasmo, senti meu corpo tremer, um calor subiu-me pelas coxas, estremeci e uma umidade molhou minhas coxas. Foi só um urro e o grito de Claudine se alastrou na noite. Das coxas da moça escorria um caudaloso rio de lava, ficaram abraçados Escorreguei pelas pedras e voltei para casa, dormi assim, nua e sonhei que logo seria eu...