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Às Escuras
Na hora precisa, leves batidas na porta do quarto. O aposento em uma densa penumbra, ela se apresenta de olhos fechados, como o determinado no ritual. A venda dos olhos. Ela oferecendo os pulsos para as algemas de couro. Quis primeiro examiná-la, demoradamente, primeiro com os olhos, deixando-a já no clima psicológico de que ali ela era uma oferenda, uma sub diante de um dono.
Cris, assim a chamei, ficou ali parada, em pé, em um canto do quarto do Apart Hotel. Ela começava a perceber o que já havia anunciado: eu era o senhor, o dono, o poder de decisão. Dependia de mim, doravante, até a permissão para satisfazer seus desejos primários de urinar, tomar água, sentar-se, coçar-se e até mesmo, de chegar a um orgasmo.
Após alguns minutos de espera, ela sente sua saia sendo levantada por trás, a mão correndo pelas nádegas, um dedo forçando a entrada de seu ânus por sobre fino tecido da lingerie da calcinha. Enfiei a língua em um ouvido, leves mordidas e plantei uma ameaça de algumas palmadas em sua bunda. Ordenei que inclinasse, que aguardasse. Imaginei o sofrimento pela espera de um castigo que não vinha, ela inclinada, meus dedos correndo por suas costas, indo até à proximidade da nuca e voltando até o final de sua espinha dorsal.
- Aguarda por seu castigo?
À minha pergunta em tom forte ela devolveu quase que um tímido gemido dizendo que sim. Puxando seus cabelo, levantando-a da posição inclinada, salientei que ela havia esquecido de uma regra básica, a do tratamento de senhor.
- Sim, senhor! ... preciso de minhas lições.
- E sabe que terei que ser rigoroso, não sabe, sua putinha?
- Sim, meu senhor. Seja rigoroso comigo, por favor.
Ordenei que se livrasse da saia, da blusa, ficando apenas com a calcinha. De olhos vendados, ela se despia hesitando, medo de cair, receio do que aconteceria naquelas duas horas que ali permaneceria, segundo o contrato. Quando ficou só calcinha, voltou a estender os braços para ser imobilizada. Amarrei-os às costas, não à frente como ela imaginava. Conduzi-a assim até à cama, na qual ela se ajoelhou. Ficou do jeito que ordenei, estática, sem poder se mexer. Às escuras, a natural perda de equilíbrio. De joelho sobre a cama, o tórax pendia para os lados, para a frente às vezes. Ela sabia que aqueles movimentos não autorizados poderiam resultar em severos castigos. Segurei seus mamilos simultaneamente, aperte-os com força, esticando-os para baixo, direcionando seu tórax em direção ao leito, deixando-a em uma posição genupeitoral.
- Sabe que sou senhor de seus desejos, gozos, excitações, não sabe sua putinha atrevida?
- Sei, meu senhor.
- E se ao examinar sua calcinha notar umidades ainda não permitidas, o que acontecerá?
- Serei castigada, senhor.
Naquela posição, fiz com que abrisse mais as pernas para que minha mão corresse de seu pé esquerdo pela coxa, como que fazendo um invisível risco, até chegar à virilha. Ali, a aproximação dos dedos de sua vagina fez que fosse sentido mais nítidamente seu perfume de mulher. Abaixei a calcinha dela até à metade das coxas, a bunda empinada, o sexo visto por trás, um filete descia para a parte inclinada do ventre.
- Pelo que vejo e sinto, você excitou-se sem minha permissão, não é?
- Não tive culpa, senhor...Foi além de minhas forças.
- Você não se concentrou direito. E agora?
Ela não respondeu. Dei leves beliscões, por trás, nas beiradas de sua buceta, ao redor do grelo e do ânus, deixando-a mais excitada ainda.
- Sabe que tenho aqui palmatórias, vibros, bolas tailandesas, velas, prendedores, plugs, chicotes, cinto, cordas, gelo, cremes, pomadas, pinças, elásticos, tudo.
- Sei, meu senhor.
- E sabe que poderei usar qualquer um dos itens anunciados ou todos.
- Eu mereço, senhor.
- Ou poderei apenas deixar você assim, nesta posição de castigo e não tocar em você.
- Oh, não senhor.... Por favor, castigue-me, por piedade.
Olhei para aquela mulher vendada, naquela posição, exposta. Caminhei até à janela do quarto, abri uma das cortinas. O sol terminava de se esconder por trás de alguns edifícios ao longe. A noite se aproximava. Eu tinha ainda uma hora e meia pela frente.