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A Festa – Primeira parte: O nascimento da cadela Ellen

Numa certa tarde, de um sábado qualquer, que existe nas nossas vidas, nos fatos históricos que fazem parte de um contexto das coisas existentes no mundo, quatro amigas se encontravam num local habitual para conversas, paqueras, e fazer planos mirabolantes que em muitos casos tirava o sono dos seus familiares. Elas soltavam gargalhadas até que chega uma quinta mulher, e todas ficam em silêncio com a presença dessa mulher, que usava um vestido azul sem mangas, demonstrando bem as curvas do seu corpo. - As coisas estão prontas, e como vai ser? – questiona a quinta mulher. - Vai ser da seguinte forma, nós temos uma pessoa e precisa que seja feito algo que a deixe desnorteada por algum tempo, ou melhor, quieta... – comenta Ellen. - Olha Ellen se eu fizer isso para vocês, eu quero saber o que ganho... – fala a quinta mulher. Ellen por algum tempo fica assustada, mas aos poucos volta ao normal, olha para a quinta mulher e fala: - Tudo bem. O que você quer? - Não me diga que é dinheiro – comenta Andréia. - Se fosse isso, eu seria uma das piores mulheres e Dommes – responde a quinta mulher – e de acordo com o nosso último encontro ficou bem explícito o desejo de fazer uma ‘festa’ como algo marcante para a pessoa em questão. - É a melhor maneira de fazer isso, pois ela é bem esperta... – Bianca faz um comentário. - Tudo bem, a festa vai ser a isca. Mas não conversamos sobre o que vou receber – comenta a quinta mulher. - Deixe-me ver se entendi. Você quer algo em troca para fazer o que estamos planejando. Então nos diga o que você, digo a Senhora, deseja em troca? – Thais questiona. Ellen fica ali sentada em silencio só esperando a resposta de amiga de infância. E na sua mente passam vários momentos inesquecíveis que tivera com Ela na infância. A sua amiga se aproxima mais da mesa, pega um copo, deposita no interior a cerveja, toma um gole, lentamente volta por o copo na mesa e logo em seguida fala com secura: - Uma de vocês para me servir como eu quiser. Pois vou fazer algo que muitas não iriam fazer. E a escolha partirá de vocês, mas digo que não aceitarei a retirada desse nome pronunciado pela representante. Todas ficam chocadas com isso, a Ellen já imaginando se levanta e fala: - Nós temos que pensar, a festa será daqui dois dias. E você quer quando a resposta? - Olha Ellen a resposta terá que ser até amanha. – A quinta mulher se levanta, se despede e deixa o local. Logo em seguida um silêncio macabro se abate entre elas, todas olhavam um para outra, assustadas com o que acabaram de ouvir, ‘Bachiana número dois, tocata de Vilas-lobo’, poderia ser descrita como uma trilha sonora perfeita para esse momento que é quebrado com a fala de Thais. - Estamos pedindo ajuda para uma Domme e vejo que ela está correta em pedir isso. - E você acha certo?! Parece-me loucura, mas o que for decidido por nós eu acatarei sem contrariar... Mas não podemos apontar sem mais nem menos um nome para que Ela faça a nossa brincadeira. – Comenta Andréia. As quatro amigas se despedem e cada uma parte em direções opostas. Ellen no seu caminho para a casa pega o seu celular, disca um número, e depois de alguns minutos alguém atende: - Diga Ellen o que vocês decidiram? – pergunta Domme Rosa. - Ainda nada, mas preciso conversar contigo, - responde Ellen. - Venha à minha casa. – Domme Rosa desliga o telefone. Assim passando alguns minutos Ellen chega à casa de sua amiga, que logo em seguida senta no sofá e a Domme Rosa fala: - O que você quer? - Preciso conversar, elas ficaram assustadas... - Claro que estão assustadas. Ellen vocês querem fazer uma brincadeira, mas para ajudá-las quero algo em troca. Pois comigo sempre funcionou assim e não vou mudar agora. - Compreendo minha amiga. - Ellen me diga uma coisa porque a servidão assustou tanto vocês? – Perguntou Domme Rosa. - Elas não estão acostumadas com essa questão. – Respondeu Ellen. A Domme Rosa olha para Ellen aprovando as palavras pronunciadas. Levanta-se e antes de ir para outro lugar da casa fala: - Ellen continue, por favor, pois estou te escutando. - Tudo bem, - continua Ellen -, quando nós estávamos começando a conversar sobre um tipo de festa de despedida para Camila, dei uma sugestão sobre uma sessão SM, e quando as outras descobriram ficaram assustadas... – a Domme Rosa volta trazendo consigo uma caixinha – e para contornar mostrei alguns dos meus contos. - Contos?! – Indaga Domme Rosa. - Sempre escrevi contos minha amiga, se quiser posso enviar alguns deles para você ler - respondeu Ellen. - Olha Ellen sobre os contos quero que qualquer dia, você me envie; e a sua vinda até aqui me deixa muito feliz... – comenta Domme Rosa. - Como assim? – pergunta Ellen. - Acredito que as outras não conseguem te ver como uma cadela, porque te vejam como uma mulher ‘certinha’, que não faz loucuras, mas no fundo todas nós, mulheres, fazemos loucuras ordenadas pelo nosso coração, pela nossa alma. E agora o que seu lindo coração, sua linda alma estão lhe dizendo? Nesse exato momento, ‘Sarabande de Haendel’ soa naquele cômodo, onde Ellen não conseguia tirar os olhos daquela mulher que estava sentada ereta no sofá, usando uma calça jeans, um sapato preto, uma blusa com decote em ‘V’; a respiração de Ellen estava ofegante, o seu coração bate forte, a sua boca permanecia entre aberta. Quando os tambores, na música, voltam a bater, os segundos que se passaram pareciam uma eternidade ao ver que a Domme Rosa se aproxima e sentar-se ao seu lado, fazendo carinhos no seu pescoço, que aos poucos vão descendo até aos seios, apertando-os com força, quando finalmente Ellen pronuncia: - Ser uma cadela Senhora. ‘Nessum Dorma cantado por Andréa Bocelli’ soa quando Domme Rosa com um brilho nos seus olhos diz: - Aqui entre nós podemos conversar mais detalhadamente. Aceito a brincadeira que vocês que querem fazer com a Camila com a sua palavra de aceite. Mas a sua servidão não será a mim... A Ellen suspirava todas as vezes que Domme Rosa apertava seus seios. - Ellen, eu vou te levar para um local e lá serás adquirida por um dominador que previamente já combinou comigo a forma de negociação, mas isso acontecerá somente depois da brincadeira; porém nesse meio tempo você será minha cadela. – Fala Domme Rosa constantemente apertando os seios da Ellen. - Senhora o que desejas? – Pergunta Ellen. - Vá para casa, durma bem e amanhã bem cedo venha para cá, seguindo algumas ordens que está presente nessa caixa, que deverás abrir somente amanhã bem cedo, e agora podes ir. – Ordena a Domme Rosa. Ellen com timidez se levanta, beija Domme Rosa, pega a caixa que Ela entrega, se despede de sua Dona. No caminho para casa Ellen não conseguia parar de pensar em outra coisa senão no que disse ‘ser uma cadela’ que para qualquer outra mulher seria uma loucura, porém para Ellen não foi. Chegando à sua casa Ellen deixa a caixa sobre a cama e via tomar seu banho. E assim que volta, veste uma camisola sem conseguir tirar os olhos da caixa, mas ela somente poderia abrir na manhã seguinte como a sua Dona tinha ordenado. E com uma tremenda alegria deita na cama imaginando o que poderá acontecer noutro dia. (CONTINUA)