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A Degradação de Verônica
Todos queriam conhecer a recente desvirginizada, mas o novo caminho aberto pelo Dr. Aurélio só se tornou público depois que foi fartamente percorrido pelos grandes membros dos homens que ela tanto amava. Após satisfazer-se por vários dias, numa fúria libidinosa de penetrações e espancamentos, Adilson permitiu a Walter as delícias da vagina recentemente aberta. Por várias noites, no chão da lanchonete forrado de jornais, a loura púbere se entregou à violência do coito de seu amásio negro. Ela voltava a experimentar todos os maravilhosos ultrajes que sofrera no imundo banheiro daquele celestial lugar. O macho de ébano parecia querer lhe provar que a posse era, agora, completa e que ela também lhe pertencia. Afinal fora a ele que aquela desejável menina da praia se oferecera pela primeira vez. Satisfeitos os dois donos, ela passou a desempenhar, com enorme sucesso a sua nova vida. A relação de clientes elaborada por seu amante foi acrescida por várias apresentações, pois todos transmitiam aos amigos a impressão que Verônica lhes havia causado, louvando, sobretudo, o seu comportamento permissivo: nada ela negava aos que requisitavam os seus serviços. Os mais libertinos compreendiam que era um privilégio dispor de uma prostituta tão incomum. Constatavam logo ao primeiro contato, que aquela loura tão jovem e de radiosa beleza era uma pessoa de ótimo nível social e cultural. Porém, quando junto a isso, conheciam a natureza absolutamente submissa da prostituta e o chocante fato de ela se deixar cafetinizar por um mulato marginal, sórdido, por quem se dizia apaixonada, eram, então, estimulados às práticas mais desregradas, aos atos mais degenerados, que redundavam sempre em castigar física e moralmente a imagem da abjeção que se concretizava no perfeito corpo que podiam dispor sem entraves. E a depravada fisionomia da meretriz ao se retorcer de prazer quando usada das formas mais ignominiosas, sempre acariciando o clitóris e os mamilos para reforçar o gozo sentido, estimulavam a violência e o deleite na aplicação do castigo. Verônica, invariavelmente, retornava com o corpo marcado por todos os tipos de golpes aplicados pelos ilustres cavalheiros que dela se serviram por algumas horas. Não eram só os as entradas dianteira e traseira que se prestavam a tudo. Sua boca era o receptáculo inteiramente à disposição para as mais corruptas práticas e suas carnes se ofereciam para as mãos punitivas, que as vezes empunhavam temíveis látegos.
Verônica não conseguia mais justificar para a avó as suas ausências freqüentes, as chegadas em horas tardias e as noites fora de casa. As mentiras eram evidentes. Sem grandes explicações, pois imaginava que a família já desconfiasse de algo, foi morar com Adilson e assim tornar possível uma maior dedicação ao amado e à nova vida que ele lhe impusera. Quando dias depois telefonou para o apartamento da avó, quem atendeu foi o seu pai que, sem qualquer rodeio, mostrou-se a par da vida da filha, tratando-a como uma vagabunda degenerada, insultando-a pelo torpe comportamento e, por fim, exigindo que ela se abstivesse, definitivamente, de qualquer contato com a família. Nada do que foi dito pelo pai aborreceu Verônica. Ela queria mesmo afastar-se do meio familiar para melhor servir ao seu dono. Fizera uma opção de vida e não voltaria atrás: amava tudo que fazia. Livrara-se, no fundo, de um entrave, e de um modo simples. Agora, só devia satisfações ao seu homem.
Só vários meses após perder a virgindade é que Verônica foi de novo chamada ao apartamento de seu violador. Chegou um pouco antes da hora combinada e foi recebida pelo próprio Dr. Aurélio. Ele explicou que demorara tanto em chamá-la por ter viajado, mas que ainda pretendia se servir dela algumas vezes. Conversaram, ele fez perguntas sobre a atual vida da moça, quis saber o tipo de pessoas que freqüentava, de como era tratada pelo cáften, o que faziam com ela. Depois explicou que, naquela tarde, ele estava à espera de um casal amigo interessado em conhecê-la, pois lhes contara todos os detalhes do defloramento e louvara a sua complacência sem limites. Queriam experimentá-la e ver se valia a pena alugá-la ao cafetão para uma temporada na casa de campo. Chegariam em pouco tempo. Verônica foi levada para o quarto onde já estivera, foi desnudada e colocada no leito de ferro, com algemas nos pulsos e nos tornozelos. As algemas de seus pulsos prendiam-se nos dois lados da cabeceira e as dos tornozelos nas duas traves laterais, mantendo suas pernas completamente separadas, para que o seu sexo ostentasse a total disponibilidade. Uma vez presa, foi deixada só, pois o dono da casa iria esperar na sala pelas visitas. Verônica, por duas longas horas, teve a vivência da absoluta disponibilidade. Não era mais alguém com exigências próprias, vivia para a satisfação do outro, pertencia a todos que pagavam ao seu amante. Nunca sabia o que iriam fazer com ela, como naquele momento. Mas sabia que consentiria em qualquer ato. Nem precisava consentir, pois tudo impunham, pouco se importando com o que sentia. Naquela espera, vivia as delícias do mais completo abandono. A situação era inteiramente excitante. Amarrada ao leito, indefesa, aguardava a chegada de pessoas que pretendiam usá-la, que pretendiam castigá-la, mas que ela nem poderia imaginar qual o castigo. Sabia, apenas, que fariam tudo que quisessem. As algemas lhe diziam que a sua submissão seria plena. A campainha já soara há algum tempo e ela escutava os sons de vozes que vinham da sala. Certamente falavam dela e o Dr. Aurélio louvava a sua aquiescência à vontade de quem a alugue ao amante explorador. Ele sabia tudo sobre a sua vida e poderia esmiuçar o seu caráter submisso que tão bem testara. Pena é que não pudesse ficar se acariciando enquanto esperava os novos senhores.
O casal entrou no quarto acompanhado pelo Dr. Aurélio. Os três aproximaram-se do leito em que a moça estava acorrentada e, sem nada falar, olharam-na atentamente. Verônica procurava ler na fisionomia do casal a impressão que causara. Queria que gostassem dela. O anfitrião a apresentou de um modo extremamente cruel. Verônica guardou bem o começo: ``Esta é a vagabunda de quem falei e que vai aceitar tudo o que vocês quiserem fazer com ela. O seu corpo está a disposição de quem queira dele se servir´´. Então, a senhora acercou-se mais da suave jovem, passou as mãos em seus seios e em seu rosto , como se estivesse avaliando a doçura das tenras carnes e concluiu: ``Ela é realmente bela. Os seios são maravilhosos. Será muito bom trabalhar neste corpo´´. Depois, dirigindo-se à prisioneira: ``É verdade que és tão obediente como diz o Dr. Aurélio? Eu poderei usá-la como bem entender? Poderei te passar no chicote? Poderei marcar estes peitos tão lindos? Se consentires agora não poderás mais te arrepender. Responde´´. As perguntas eram feitas enquanto suas mãos deslizavam pelo corpo da suave prostituta, até que os dedos introduziram-se em seu sexo todo umedecido: ``A sem-vergonha já está toda excitada´´. E foi com as mãos da mulher em seu clitóris que Verônica respondeu: ``É verdade. Eu obedeço a todos. Podem fazer comigo o que quiserem´´. Então, os três voltaram a conversar entre si sobre a melhor maneira de aproveitar a dócil criatura. A senhora expôs que já estava com uma viagem marcada. Ela e o marido ficariam um bom tempo na Europa. Mas antes da viagem gostaria de alugar Verônica por uns dez dias e, se fosse interessante, como achava que seria, na volta, poderia pensar em comprá-la ao cafetão. Realmente, ela precisava de uma escrava assim. Em seguida quis saber se não poderia haver problemas com a família da moça, se as marcas não poderiam ser descobertas e provocar reações em alguém interessado nela. Aí, o Dr. Aurélio tirou as dúvidas, e suas palavras foram confirmadas pela própria envolvida: ela não mantinha qualquer contato com familiares, inclusive ninguém da família morava na cidade. A avó, que tinha um apartamento no Rio, já se mudara para o interior de São Paulo. As únicas relações que a moça mantinha eram com o amante que a explorava e com um negro sórdido, empregado numa lanchonete. Caso ela desaparecesse, não chamaria qualquer atenção. Todos sorriram quando a senhora afirmou: ``É bom que seja assim´´. Ficou combinado que dois ou três dias depois ela mandaria um carro apanhar a garota no apartamento do rufião. Os dedos da senhora, que agora estava sentada na cama, continuavam introduzidos no sexo de Verônica, produzindo-lhe um deleitoso estado. A outra mão subiu pelo corpo, vagarosamente, apertou com meiguice um seio, depois o outro, até que, inopinadamente, os dedos se fecharam em torno do macio monte e as compridas e fortes unhas se cravaram nas doces carnes. Verônica deu um longo gemido e logo a experiente mulher apressou o movimento com os outros dedos, levando-a àquela deliciosa sensação de dor e prazer que tanto procurava. Quanto maior era o prazer oferecido por uma das mãos, mais a outra se esforçava para fincar toda a extensão das terríveis garras. O sangue aflorava nos pontos do dilaceramento, mas os dedos continuavam a se mexer e a forçar para tornar mais dolorosas as sensações provocadas pelas unhas. A senhora, denotando uma imensa satisfação com o que fazia , perguntou com toda a maldade: ``Estás gostando? Queres que eu continue? Responde. O que estás sentindo?´´ Quando ouviu a moça responder, quase uivando de gozo, que a dor era grande mas suportaria tudo, então a senhora foi tomada de exaltada ira e passou a enterrar as unhas, desapiedadamente, por todo o disponível seio, multiplicando os ferimentos, enquanto sua outra mão, com habilidade, multiplicava e prolongava o prazer. Só quando a senhora quis é que sobreveio o estertórico orgasmo de Verônica. Aí, toda excitada, retirou as mãos de sua vítima e passou a exibir orgulhosamente para o marido e para o amigo o produto de seu vicioso trabalho: o seio estava coberto de uma tênue camada de vermelho rubro e viam-se nitidamente os cortes por onde aflorava o sangue. Foi quando o Dr.Aurélio, como o perfeito cavalheiro que era, avisou que se retiraria do quarto para que o casal pudesse ficar mais à vontade na busca de sua satisfação. Mostrou a garrafa do escocês sobre uma mesinha, ao lado dos copos e de um recipiente de gelo, e lembrou que os apetrechos indicados para as punições se encontravam na cômoda. Pediu que o chamassem na sala tão logo terminassem as atividades, saindo do quarto a seguir. Verônica estava, pela primeira vez, entregue aos caprichos devassos do Coronel e de D. Sarah.
Era um casal realmente estranho. O que os unia não era o amor de um para com o outro, mas sim a cumplicidade em certas predileções. Embora nunca tenham se entregue aos simples prazeres sexuais da vida matrimonial, jamais compartilharam o mesmo leito, constituíam, no entanto, a prova de que o vício é capaz de produzir alianças felizes e duradouras. Há os que entendem o casamento como uma luta de egoísmos ou como uma relação em que um é sempre o dominador e o outro, o dominado. Não é o caso aqui. Ambos são, acentuadamente, dominadores, mas a necessidade de domínio se volta sobre um terceiro, e um terceiro que precisa e que quer ser dominado. Entre eles reina a mais completa generosidade, e um se compraz com o domínio exercido pelo outro. No campo do vício, a contemplação é tão prazerosa quanto a prática e, assim, não há solicitações egoístas. O ver e o fazer se equivalem. A libertinagem é um natural exercício da magnanimidade. O vício é, de fato, verdadeiramente, altruísta. A vida devassa realiza uma autêntica comunhão: não a dos santos, que são os desventurados desta vida, mas a dos depravados, estes sim, os autênticos bem-aventurados. A transgressão erótica é o fator responsável pelos mais sólidos vínculos, como este de D. Sarah e do Coronel Duarte, casados e felizes há vinte anos.
D.Sarah é, hoje, uma mulher de cinqüenta e três anos, baixa, bem branca, rosto ainda belo, suas carnes são rijas, mas ela tem uma tendência para a gordura. Veste-se sempre de acordo com a moda, gosta de se pintar com certo exagero e dá um cuidado especial às suas belas mãos e aos seus pés. As unhas compridas e afiadas são admiradas por todos, até mesmo pelos que, como Verônica, as sentiram na própria carne. Os fartos cabelos pintados de um vermelho intenso condizem muito bem com o seu aspecto físico e com a sua forte personalidade. Ela é uma mulher que vive pelo prazer, tem a vida organizada de acordo com suas exigências libidinosas, só tem como amigos os que lhe são iguais e usufrui de todos os bens que o dinheiro pode lhe proporcionar. Gosta de música, freqüenta teatros, viaja muito e tem um vasto conhecimento literário: é uma mulher culta e refinada. Mas quem dela se aproxima, em pouco tempo se dará conta de que está diante de uma dominadora, de uma rainha, que sempre precisará de alguém para impor o seu domínio. De modo mais específico, precisará de uma mulher jovem que se entregue por completo ao cruel império da soberana. D. Sarah só está satisfeita com uma escrava ao seu lado. O seu domínio é absorvente, a escrava deve manter uma total disponibilidade, se possível adivinhar os desejos da rainha. No entanto, há um momento em que ela se cansa da absoluta dedicação: é quando entende que anulou por completo a pessoa da escrava, quando nem a mais ínfima centelha de vontade própria existe na que a ela se submeteu. Em dois ou três anos isso sempre acaba por acontecer e a solução é desfazer-se da cativa e procurar uma substituta. Nunca é fácil separar-se da escrava. A solução de presenteá-la a outro, nem sempre é possível. Às vezes ela já foi suficientemente exposta e as pessoas já estão fartas de seu uso. Às vezes o corpo está tão marcado pelos castigos que o convívio se torna desagradável. Há, pois, um momento em que a soberania sobre uma pessoa se vê num terrível impasse e a solução nem sempre é a que o soberano desejava dar. Seria bom se o encanto se mantivesse, mas a destruição é a lei das coisas.
O Coronel tende para um certo descomedimento. Ele há muito desistiu de explicar que nunca foi um militar e que a denominação começou por uma brincadeira num círculo de amigos, bem antes de conhecer a esposa. É um homem de sessenta anos, alto, forte, cabelos bem ralos e pardacentos pela pintura. Freqüentemente se serve de moças que se iniciam nas práticas da submissão, mas não as mantém por muito tempo e as passa adiante. Gosta apenas de usufruir as jovens nos primórdios da perversão, e o faz com grande técnica e violência. Aliás o apelido se iniciou por ter alguém associado a sua aparência em trajes de montaria à imponência de um coronel num desfile militar. É arrogante com as suas meninas e seus castigos podem chegar a extremos perigosos. Possui uma bela casa numa região serrana, afastada de possíveis vizinhos incômodos, cuidada por servas compradas a amigos. Lá, ele e a esposa promovem constantes reuniões com um selecionado grupo de pessoas, todas participantes dos mesmos gostos dissolutos. Somente em condições muito especiais é admitido um novo membro. É preciso que haja um grande interesse na pessoa e que ela desperte uma confiança absoluta nos componentes da singular associação. Resta dizer que o Coronel é um homem muito rico e que nunca se furta a gastar para satisfazer os seus desejos e os de D. Sarah.
Logo que ficaram a sós no quarto, ambos se despiram, não antes de se servirem do bom uísque que ficou à disposição do casal. O Coronel foi o primeiro a aproximar-se da cama e, mais uma vez, contemplou o esfolado seio de Verônica. Segurou-o com uma das mãos e foi apertando as carnes magoadas, até que começou a ouvir os gemidos da moça e as suas primeiras afirmações de que a dor era intensa. Sem parar a compressão no seio, e tal como a esposa fizera, ele leva a outra mão até a vulva da jovem e lhe alisa mansamente o centro da lascívia. Imediatamente ela reage, contorce-se com suavidade no leito-prisão e estimula um redobramento de violência na possante mão que a castiga. O Coronel nota que a intensidade da dor contribui para uma maior sensibilidade prazerosa do clitóris. Ao parar a pressão no maltratado seio, verifica que as reações de prazer diminuem. Por vezes ele suspende os afagos vaginais para ver a pureza do sofrimento que todo aquele corpo traduz. Ele leva à esposa a sua observação e afirma: ``Essa aqui permite qualquer coisa, desde que se saiba acariciar o lugar certo´´. D. Sarah senta-se do outro lado da cama e, serenamente acaricia o corpo que o marido abandonou, talvez imaginando os mais exorbitantes castigos que lhe haverá de impor. O Coronel continua a tomar o seu uísque, acende um cigarro, dá umas tragadas e volta para perto das duas: ``Mas o outro seio da vagabundinha não tem nenhuma marca´´. Verônica percebeu a troca de olhares entre marido e mulher, e tem a certeza de um novo castigo. D. Sarah se curva sobre ela, beija-lhe a boca com ardor, enquanto seus dedos voltam a lhe acariciar o clitóris. A vítima é tomada por uma forte onda de prazer. Aí, o Coronel segura-lhe o seio poupado, beija-o, lambe os bicos e, aproximando o cigarro aceso, apaga a brasa sobre os róseos mamilos, sob o olhar excitado da mulher que, conhecedora do que ia acontecer, se descolou dos ternos lábios da complacente prisioneira para assistir com degenerado júbilo ao feroz castigo. Nem os lascivos dedos de D. Sarah conseguiram conter o urro e os lancinantes gemidos de Verônica nos instantes em que o cigarro era mantido em seu peito. Tudo se precipitou. O Coronel excitadíssimo, fora de si, em ereção, montou sobre o tórax de sua supliciada, mandou que ela abrisse a boca e, masturbando-se freneticamente, entre torpes obscenidades que lhe dirigia, lá despejou todo o produto de sua ejaculação. Logo, D. Sarah assumiu idêntica posição, esbofeteou seguidamente a sua doce submissa, até que levou a sua abrasada vagina para receber os generosos afagos da deleitosa boca. Tomada de uma imensa ternura pela altiva senhora, já agradecida por tudo que ela prometia lhe infligir, antecipando as agradáveis sensações de pertencer a tão arrogante dama, Verônica procurou cumulá-la com todo o amor que sua língua e seus lábios fossem capazes de oferecer. Com os suaves cabelos de Verônica enrolados entre seus dedos, como se fossem rédeas que dirigissem a fustigada égua, o orgasmo da imperiosa amazona foi uma louca e extensa corrida, sem qualquer contenção, com as mais vibrantes expressões de um libertino gozo. Depois de tudo, quando marido e mulher se achegam à estropiada moça, saciados e recompostos, sorvendo a derradeira dose de uísque, escutam a sua enfraquecida voz numa pergunta que é quase uma súplica: ``A senhora vai mesmo me chamar logo?´´ Então, sorrindo pela paixão que sabia ter despertado, D. Sarah a consolou: ``Eu sei que gozaste muito. E mais vais gozar. Daqui a alguns dias mandarei te buscar. Podes ter certeza que vais ser minha propriedade. O meu marido vai te comprar ao vagabundo do teu gigolô. Quero que sejas minha escrava. Espera com calma que vais ver como é bom me pertencer´´. Quando o casal foi-se embora, o Dr. Aurélio voltou ao quarto, chicoteou Verônica e introduziu-lhe um gigantesco membro artificial na vagina. O dilacerante objeto foi empurrado sem qualquer contemplação, foi forçado pelas entranhas da indefesa menina entre gritos e intensos gemidos. Ao verificar que o falo fora inteiramente introduzido, ao contemplar os músculos vulvares quase se rompendo, e o submetido corpo suando frio e se contorcendo, então, o pervertido senhor pôs-se a se masturbar. Enquanto se entregava a tal atividade, proferia despudorados insultos à aprisionada e cuspia sobre o seu atormentado rosto. Finalmente, ele despejou o sêmen, com toda a atenção, sobre o esfolado seio da permissiva meretriz. Só aí ela é solta e mandada embora.
Ao fim de seus serviços, a maioria dos fregueses lhe entregava um envelope com o cheque destinado a Adilson: era sempre o valor previamente estabelecido. Desta vez o cheque fora preenchido pelo Coronel e ultrapassou o valor combinado, provocando grande satisfação no rufião. Quando Verônica mostrou-lhe os seios desfigurados pelos castigos e as marcas do chicote do Dr. Aurélio, ele apenas comentou: ``Pagando assim eles podem te arrebentar toda´´. Depois, passando a mão na vagina ainda úmida de sua fêmea, verificou a exagerada abertura e quis saber quem fizera tal serviço. Ela voltara do apartamento inteiramente excitada, desejosa por uma relação que a levasse a um veemente orgasmo. Louca para ser penetrada pelo amado e sofrer um daqueles coitos coléricos a que por vezes ele a submetia, principalmente quando desconfiava que ela se excedera nos gozos com os outros parceiros, ela enganou o amante e disse que fora alargada pelo membro de um rapaz, amigo do casal que o Dr. Aurélio levara. E quando instada a responder se gostara do que ele lhe fizera, sentiu que Adilson já estava sendo dominado por um forte rancor. Então, ela respondeu que gostara muito, que gozara muito com aquele enorme pênis e com os castigos que recebera. Adilson foi tomado por uma incontrolável fúria e a reação foi mais violenta do que ela esperava. Ele espancou Verônica como nunca o fizera. Foram tapas, socos no ventre e no rosto. Ela caiu e foi chutada, xingada, degradada. O barulho da surra acordou alguns vizinhos já acostumados com as punições que, periodicamente, Adilson aplicava na amante, e provocou discretos assobios em protesto pelo silêncio quebrado. Mas, aí, a sua excitação já atingira o auge e ele lançou-se sobre o corpo caído no chão e penetrou com todo o ímpeto o franqueado ânus. Verônica, experimentando as furibundas estocadas do amor, foi levada a uma plenitude lasciva, implorando por mais violência, por mais crueldade, por maiores dores. Ao sentir o orgasmo do macho e o calor do esperma no seu interior, ela movimentou mais os seus dedos colocados no clitóris e, entre incontidos gemidos, alcançou a plenitude desejada. Pôde, então, entrar na sonolência reparadora.
Só no terceiro dia após ter estado no apartamento do Dr. Aurélio é que, pela manhã, veio um carro buscar Verônica para levá-la à casa de D.Sarah. O motorista trouxe um envelope para Adilson com um bilhete e um cheque. O bilhete explicava que seria uma visita de dez dias e, se o valor do cheque fosse satisfatório, bastava entregar a moça aos cuidados do portador. Assim, Verônica foi ao encontro da mulher que tanto a impressionara. Ela se mostrava ansiosa. Nada dissera ao amante, mas parecia que estava apaixonada pela senhora que pouco lhe dirigira a palavra e, quando o fez, foi com enorme soberba, tratando-a como um objeto de que pudesse dispor como bem entendesse. Sempre que pensava em D. Sarah sentia-se excitada e era levada a se acariciar até o orgasmo. Imaginava-se beijando as imperiosas mãos que tanto a fizeram sofrer e depois recebendo de suas longas unhas novos e maravilhosos castigos. Imaginava-se toda entregue ao látego implacável daquela rainha. Submeter-se-ia a qualquer desejo que ela manifestasse, para ter o prazer de servi-la e para estar ao seu lado. Enquanto era tomada por tais pensamentos, as horas de viagem não se deram a perceber e a moça foi entregue à impiedosa dominadora.
Era uma casa grande, isolada, cercada por enorme vegetação, de árvores altas e copadas. Havia um bem cuidado gramado em volta e, da sala, via-se uma piscina nos fundos do terreno. Dentro de casa tudo era bom e belo, atestando a riqueza e o gosto refinado dos proprietários. A própria D.Sarah introduziu Verônica na intimidade da casa e levou-a ao quarto que lhe destinara. Não deixou que ela abrisse a mala, pois ali havia tudo de que ela iria precisar para a pequena temporada. E a partir dessa afirmação, explicou como deveria ser o comportamento da moça enquanto estivesse sob o seu jugo. Reafirmou que pretendia mesmo comprá-la logo que voltasse da viagem e que esses dez dias deveriam ser entendidos por Verônica como um aprendizado à fase em que estivesse definitivamente como sua serviçal particular. Depois falou que a denominação de escrava não era nem uma simulação e nem um exagero: tinha certeza de que em pouco tempo a moça veria a verdade da denominação e a assumiria interiormente. Escrava ela já era. Agora precisava assumir as posturas adequadas. Não bastava a submissão total aos castigos que seriam infligidos. Realmente, os castigos seriam freqüentes, dolorosos e nem sempre seria permitido que fossem acompanhados de prazer. Nem se pode dizer que ela deveria aceitar os castigos. A escrava não aceita nada: submete-se à vontade da senhora. Para uma rainha é até interessante que a sua escrava demonstre não aceitar uma determinada imposição, pois, assim, fazendo prevalecer a sua vontade de qualquer maneira, obrigando a escrava a se submeter, a rainha faz a experiência de sua superioridade. A escrava pode temer, mas nunca impedir o castigo. E não pode impedir porque, pelo fato de estar ali, isolada, prisioneira, pode ser coagida pelos mais cruéis processos. Tão importante como a submissão física aos castigos é a submissão psicológica. Não basta ser castigada pela soberana, é fundamental anular-se por completo diante dela. Todas as atitudes devem revelar essa disposição interior. A escrava deve viver num clima de domínio: deve sentir-se subjugada em todas as horas do dia. Seus gestos devem ser comedidos. Seu falar deve ser baixo, suave. Deve falar só para oferecer a resposta solicitada. Tudo deve ser contido. Essa contenção é uma forma de jugo. A paciência é uma virtude da escrava: a escrava sabe que deve esperar. Esperar as ordens, a manifestação da vontade a que está sujeita. Deve acostumar-se aos hábitos de sua rainha, tornando desnecessária, muitas vezes, a expressão imperativa. A escrava chega à perfeição quando, por interiorizar de tal modo a personalidade de sua soberana, for capaz de saber tudo que a soberana espera de si numa dada situação. A presença interior de uma faz-se às custas da aniquilação da personalidade da outra. Estas foram algumas das noções fundamentais logo incorporadas por Verônica à sua prática. Uma prática cheia de pequenos detalhes que refletem os especiais gostos das pessoas a quem se submeterá. Em geral, dentro de casa, a escrava estará sempre nua. Quando puder se vestir, o sexo deverá estar sempre livre e os vestidos permitirão o fácil manuseio do corpo. Se deve estar nua, deverá, também, em todos os momentos, estar usando tamancos de saltos altos. Os ornamentos, quando os tiver, serão aqueles escolhidos pelos donos. O cuidado com o corpo deverá ser uma norma constante. A escrava deve se apresentar limpa e bela. A perfeita e total depilação é uma das normas. Então, depois desta preleção, D. Sarah deixou a escrava em seus aposentos para que se submetesse à raspagem dos pelos pubianos que uma criada viria lhe fazer. Deveria, em seguida se banhar, se perfumar com suavidade e se preparar para atender à sua senhora. Já era hora do almoço quando tudo terminou. Verônica dirigiu-se à sala e, conforme a exigência, estava inteiramente nua, equilibrando-se sobre os altíssimos saltos dos graciosos e desconfortáveis tamancos azuis. Ela se sentia desprotegida, abandonada e inteiramente disponível. Aprendeu que comeria sozinha em uma pequena mesa da copa. Após o almoço, uma das empregadas lhe indicou um pequeno banco, colocado num canto de uma das salas, onde ficaria sentada sempre que tivesse que aguardar qualquer decisão da senhora. Durante mais de três horas, Verônica ficou esperando uma possível manifestação de D. Sarah e, quando ela reapareceu e instalou-se confortavelmente numa poltrona grande e funda, com as pernas apoiadas numa banqueta acolchoada, ordenou que a moça viesse se sentar ao chão, perto dela, para lhe acariciar os pés. Em silêncio, num tempo não percebido por nenhuma das duas, a escrava entregou-se, pela primeira vez, e com todo o amor possível, a um culto, daí por diante sempre repetido, aos brancos pés de D. Sarah, culto que era a expressão perfeita do tipo de relação que fora estabelecido entre elas. Talvez nunca Verônica tivesse vivido tão plenamente a sua inferioridade como no momento em que uma das empregadas entrou na sala e a viu, toda enternecida, afagando com os lábios e a língua a sola dos pés da prepotente dama.
Os dez dias se constituíram para Verônica num verdadeiro processo de revelação daquilo que ela era nas profundezas de seu eu. Todo aquele afã de obediência, de sujeição, era a sua expressão mais verdadeira. Ela precisava sentir a força do outro para ser ela mesma. E ser ela mesma era anular-se diante de quem a constrangia. Isso descobriu sob a autoridade de D.Sarah e através da irrupção de um incontrolável amor por sua temível dominadora. Não foram os vários tipos de açoite experimentados que lhe ensinaram a sua inferioridade. Nem os lanhos de suas garras, nem as penetrações que ela lhe infligiu em sua vagina e em seu ânus com descomunais membros artificiais. Nem as longas agulhas com as quais ela atravessou os seus mamilos, nem as bofetadas, nem as queimaduras com cigarros. Verônica se descobriu como escrava nos momentos de adoração aos pés de sua dona e nas noites dormidas no chão ao lado de sua cama. Nas longas horas em que passou sentada no pequeno banco, a um canto sombrio da sala, em respeitoso silêncio, enquanto esperava qualquer manifestação da senhora que lia, ouvia música ou simplesmente descansava. No tom das palavras que ela lhe dirigia e na certeza de que seria obedecida. Nos supremos momentos em que ela lhe oferecia a divina vulva para que sua boca pudesse venerá-la. Nos insultos que ela lhe dirigia, na saliva que lançava em seu rosto. Todas estas pequenas coisas criavam para a jovem serva o ambiente favorável a que ela se experimentasse na sua inferioridade profunda e se excitasse com tal experiência. Foi no terceiro dia que, depois de servir o café na cama para a senhora recém acordada, ao se encaminhar para o banheiro a fim de auxiliá-la na toalete matinal, ouviu a pergunta cuja resposta, apesar de tão óbvia, de tão imediata, provou para si mesma a verdade de sua natureza de escrava. D.Sarah, simplesmente, perguntou: ``O que eu posso fazer neste instante como retribuição à tua obediência e a todo o prazer que me dás?´´ A resposta veio naquele tom de voz baixo, suave e em poucas palavras: ``A senhora poderia urinar em minha boca´´. Nunca mais D.Sarah serviu-se do vaso para despejar o seu dourado fluido: ou o fazia, diretamente, na ansiosa boca de Verônica ou esta , ajoelhada diante da dona, recolhia numa fina jarra de cristal toda a preciosa torrente para depois, passando-a aos poucos para uma taça de champanhe, sorvê-la com vagar e com devoção.
Se Verônica era inteiramente absorvida pelos serviços pessoais que prestava a D.Sarah, pela vontade de agradar, de dar prazer, pelas ansiosas esperas a que era submetida, a senhora por seu lado, embora tivesse outros interesses, era uma pessoa que, uma vez criado um clima libidinoso, como aquele que fora criado com a presença da menina submissa, sentia necessidade de que lhe proporcionassem os favores eróticos algumas vezes ao dia. Daí, os castigos freqüentes sofridos pela escrava, que redundavam na multiplicação de marcas pelo tenro corpo, mas que normalmente terminavam com a sua boca dispensando as carícias que a majestosa vagina da dominadora exigia. O dia das duas mulheres era pois tomado, em boa parte, por intensos e longos momentos de prazer. Para a escrava, pode-se dizer que o prazer era contínuo, pois todas as experiências que fazia no decorrer das horas, as da constante disponibilidade, as das expectativas, da dor, da obediência, das humilhações e, a mais significativa, a do gozo que era capaz de produzir na senhora, todas elas eram prazerosas. Mesmo que, em alguns dias, só lhe fosse concedido o orgasmo ao se deitar, o prazer das carícias que seus próprios dedos lhe proporcionavam era tão veemente, ela era inundada por tal ardor, que a contenção sofrida transformava-se numa dádiva.
A presença do Coronel Duarte foi a mais discreta possível. Parece que havia um acordo entre marido e mulher sobre o uso de Verônica. Desde que ela chegara à casa, ele limitou-se a olhar. Contemplava, longamente, a nudez da bela moça, acariciava com freqüência as suas entradas, gostava de vê-la com a devota boca nos pés de sua mulher e, por duas vezes, assistiu à esposa na aplicação de seus violentos castigos. Só no quarto dia de sua estadia é que, à noite, a escrava foi cedida ao Coronel, ocasião em que sofreu uma dura sessão de chibatadas que provocou estridentes gritos , ouvidos na sala por D.Sarah enquanto assistia a um vídeo da Filarmônica de Berlim executando obras de Brahms. A reação de sua escrava despertou a irritadiça libido da dominadora, despertando-lhe o desejo de, após a satisfação do Coronel, continuar o castigo do suave corpo do qual já se sentia a dona. Antes de iniciar o espancamento, o Coronel introduzira um enorme consolo provido de vibrador na complacente vagina, obtendo a resposta que imaginara: ligado o vibrador, Verônica foi colocada numa constante solicitação de gozo, num estado de tal maneira deleitoso que era possível, para os ouvidos experientes, notar que os urros emitidos no momento em que o látego tocava suas carnes tinham a inconfundível sonoridade do mais puro deleite lascivo. Os bons resultados do vibrador foram comunicados a D.Sarah que, daí em diante, se dispôs a empregá-lo sempre em Verônica, pois além dos efeitos produzidos sobre ela, permitiria que quem a usasse pudesse se concentrar, inteiramente, no que fazia, poupando-se ao trabalho de ocupar seus dedos para excitar uma escrava. Após o emprego da chibata, o Coronel penetrou com a maior brutalidade que podia o escancarado ânus da jovem fêmea, fazendo com que, ao mesmo tempo, ela mantivesse dentro de si o aparelho erótico que a levava a sucessivos gozos. Uma vez saciado, cansado mesmo pelas energias dispendidas nos múltiplos golpes, ele abandonou o corpo estendido sobre o tapete do aposento que fora destinado à própria escrava e foi para a sala comentar com a esposa os deliciosos momentos que experimentara. Ambos concluíram que, de fato, deveriam comprar a dócil menina. Ela era uma promessa de tanto prazer, havia tanto a fazer naquele corpo jovem, que talvez fosse melhor, antes mesmo de partirem, que propusessem a compra ao rufião e deixassem o negócio já concretizado. Eles sabiam o quanto era difícil conseguir uma moça capaz de satisfazer os seus pervertidos desejos e, sobretudo, uma que fosse tão condescendente como Verônica. O casal temia que alguém pudesse se antecipar e comprá-la. Decidiram que ela seria deles, de qualquer maneira. Aí, D.Sarah foi ao quarto em que Verônica descansava . Já a encontrou ressonando na cama. A senhora acendeu a luz e contemplou o maltratado corpo. Acariciou os louros cabelos e o belo rosto. Beijou os seios repletos das recentes marcas que ela própria impusera. Já há alguns minutos a serva dava-se conta da imensa ternura de sua senhora. Então, a rainha se desnudou, deitou-se sobre Verônica, tomou sua cabeça entre as mãos e colou seus lábios naqueles outros tão doces, tão róseos, tão ofendidos. Foi um extenso momento de enlevo, dos lábios úmidos se esfregando, das línguas se tocando. A ávida boca da cruel soberana percorria todo o rosto da subjugada amante que, num ímpeto de paixão, ousou dizer para a soberana: ``Eu quero ser toda sua. Eu quero que a senhora faça de mim o que quiser´´. Um sorriso arrogante iluminou a face da senhora e, no mesmo instante, suas unhas mais uma vez cravaram-se nos magoados seios. Mas a reação da menina foi a de um meigo sorriso de felicidade. Aquelas unhas enterradas em seu peito eram a confirmação de que a rainha atendia ao seu apelo e dela se apropriava. O espancamento que se seguiu, não com o chicote, mas com as imperiosas mãos que aceitavam possuí-la, eram a perfeita retribuição pelo grande amor que a tomava. Cada bofetada, cada murro, cada ferimento, era o prolongamento dos beijos que recebera, era a carícia que merecia. Os cabelos puxados e arrancados entre iradas expressões de menosprezo eram sentidos como as mais ternas evidências de um imenso amor. Quando o amável vibrador voltou a penetrar-lhe o sexo e a divina vagina de sua dona apossou-se de sua boca, Verônica conheceu toda a força da paixão e tudo fez para multiplicar o prazer que a soberana usufruía. Sobrevindo o orgasmo da amada tirana, a única conclusão possível para tão grande amor foi a de receber na boca, com toda a devoção possível, o sagrado caudal de ouro líquido da prepotente divindade.
O passar dos dias angustiava Verônica, pois sabia que iria ser separada da imperiosa amada. Seu desejo era o de nunca mais sair daquela casa e dedicar-se por inteiro à nova condição de escrava. Era um viver inteiramente diverso. Antes, sentia-se usada somente nas horas em que permanecia com os fregueses indicados pelo amante. Adilson se interessava por ela apenas como uma fonte de conseguir dinheiro. Não era o prazer de exercer um domínio. Dominava-a como qualquer cafetão domina a prostituta que lhe sustenta. Mesmo quando a espancava, o fazia como um hábito destinado a manter uma ligação que o interessava: não havia o espírito de uma maldade libertina. Com D.Sarah era algo inteiramente diverso. Ela precisava sentir que a sua vontade estava sendo imposta. Era terrivelmente má porque se excitava com a sua maldade. Pouco se interessava com o prazer que Verônica tirava dos castigos que sofria. O que contava era o seu prazer, prazer que envolvia impor obediência, dores e marcas. A submissão da escrava aumentava-lhe a fúria libidinosa e, ao mesmo tempo, o degenerado apetite de aviltar cada vez mais aquela bela moça que seguia um tão estranho caminho para a realização erótica. O estreito relacionamento que se estabeleceu entre as duas mulheres era uma realidade que se fazia sentir a todo momento. Verônica vivia num verdadeiro estado de encantamento: tudo o que fazia e tudo o que lhe faziam era vivido por ela como algo de natureza sensual. Ela foi inteiramente tragada pela personalidade fescenina de sua soberana e vivia cada instante como possibilidade de servi-la: reduzira-se à condição de objeto. Existia para ser usada por sua rainha. Esta incessante disponibilidade correspondia a um estado de permanente expectativa de prazer. Tal expectativa também era vivenciada por D.Sarah. É sabido que aqueles que aderem a formas sexuais consideradas violadoras do estatuto moral-religioso sempre terminam por incorporar estas formas à sua personalidade, estando permanentemente envolvidos por suas solicitações. Uma forma violadora não é algo que só ocasionalmente se manifeste: ela está sempre presente e quer sempre se manifestar. Assim, o domínio de D.Sarah envolvia a sua dominada por todo o dia e ambas viviam para os gloriosos momentos em se entregavam à prática saciadora de seus mais dissolutos instintos.
Na penúltima noite que passaria ao lado de sua senhora, o Coronel recebeu a visita de um casal amigo. Verônica sentada em seu banco notou que, pela recepção do dono da casa, os dois visitantes já eram esperados. D.Sarah, foi em direção deles e saudou-os efusivamente, manifestando grande agrado por tê-los em sua casa. A escrava ouviu distintamente quando ela afirmou: ``Vamos ter uma bela noite´´. Pouco depois, os quatro passaram à sala onde Verônica esperava, na sua nudez costumeira, os comandos de sua dominadora. Ela se inquietou por se mostrar assim ao casal. Sentia-se completamente desamparada. O Coronel lhe apresentou aos amigos Josias e Lana: ``Esta é a nossa nova servidora. É uma menina bem obediente e que só pensa em agradar os donos. Ela vai gostar do Mestre´´. Logo, a serva percebeu que o Mestre era o enorme cachorro de raça que o recém chegado trazia junto a si. O cão assustava pelo tamanho, embora não tivesse dado qualquer manifestação de ferocidade. Todos ocuparam os seus lugares nos dois sofás da sala e o cão sentou-se aos pés do Sr. Josias. A escrava foi encarregada de servir as bebidas e os salgados e, sempre que passava perto do animal, demonstrava ter medo. Depois de algum tempo, a rainha dirigiu-se a ela e falou: ``O Mestre gosta muito de moças bonitas. Hoje, tu vais nos mostrar que és boazinha também com os cachorros. Vais fazer ele gozar e vais gozar com ele. Fica perto dele e masturbe-o bem devagar, bem carinhosamente´´. Quando, timidamente, Verônica disse à senhora que tinha medo de cachorros e que não conseguiria fazer o que ela lhe pedia, recebeu um violento tapa do Coronel que a jogou no chão: ``Vagabunda, não compreendeste que não és ninguém para recusar uma ordem nossa. Queres que eu te arrebente de pancada antes de te entregar ao cachorro?´´ E foi chorando, toda trêmula, que a submissa moça começou a prática da masturbação solicitada. Logo que tocou o membro do cão, ele ficou estático, deixando que as delicadas mãos procedessem às carícias, como se aquilo fosse algo a que já estivesse acostumado. Em seguida, D.Lana pediu que Verônica lhe estendesse as mãos, para untá- las com um óleo grosso, a fim de que ficassem mais suaves para tocar o Mestre. O animal continuou parado enquanto aguardava a volta dos afagos. Num instante voltou a sentir os toques a percorrer o seu membro, que se estendia àquele contato. As manipulações, tal como ensinaram à escrava, eram lentas e meigas. Quando o sexo canino se mostrou vermelho e brilhante, a menina enfiou a cabeça sob o animal , como o Coronel ordenara, e cheia de nojo começou a chupá-lo. Sabendo que proporcionava um degenerado espetáculo aos quatro assistentes, ela sentia-se inteiramente desonrada, aviltada, num patamar de opróbrio sem regresso. Em voz bem baixa, ela recebia debochados estímulos de D.Lana para que prosseguisse sempre com mais amor. Os comentários lascivos se multiplicavam, até que D.Sarah sintetizou o que acontecia: ``Olhem como a cadela chupa com prazer. Ela arranjou um novo macho. Ela está gostando´´. E era, de fato, o que começava a acontecer. Obrigada a se mostrar em toda a sua baixeza, Verônica se excitava e passava a usar seus lábios e sua língua com o maior gosto, enquanto se masturbava ouvindo as palavras ofensivas que todos os quatro, igualmente excitados, lhe dirigiam. Pouco depois de o entusiasmo de Verônica pelo membro do cão tornar-se evidente, o Sr. Josias mandou que ela parasse com as carícias para que o Mestre não terminasse em sua boca, pois queriam que ela fosse penetrada. Foi, então, que o Coronel trouxe para a sala uma espécie de banco baixo, comprido, que ficava guardado num pequeno depósito dentro da casa. Instruída por ele, a moça deitou-se sobre a tábua e o Sr. Josias, tirando um grande chumaço de algodão do vidro que conservara ao seu lado no sofá, esfregou com ele a vagina e os seios de Verônica. O algodão úmido trazia os vestígios do cio de duas cadelas. O animal ficou irrequieto enquanto era seguro por D. Lana e, logo que foi trazido para perto da permissiva fêmea, colocada numa altura e numa posição inteiramente favoráveis a ele, o viciado cão lançou-se com suas patas dianteiras sobre o corpo que lhe era oferecido, passou a lamber com avidez os dois seios, depois desceu o focinho até a vagina, lambendo-a com grande excitação. Farto de passar a língua na grande vulva de Verônica, ele colocou-se entre as maravilhosas coxas e, finalmente, pondo novamente as patas dianteiras sobre o branco corpo, penetrou em rápidos movimentos a oferecida vagina. Também a cadela procurou realizar movimentos que dessem um maior prazer ao macho e que fizessem com que a penetração fosse bem funda. Até que, após poucos minutos, mal ela se iniciava no gozo, o amante despejou no seu interior o esguicho do prazer, inundando-a com a sua animalidade. Aí , satisfeito, ele continuou dentro da fêmea por algum tempo mais, fazendo-a sentir o seu pênis, enquanto ela, com delicadeza e habilidade, levava as mãos ao ardente clitóris, proporcionando-se o orgasmo do seu opróbrio. Nessa noite, na alcova de sua dona, a escrava sofreu bárbara punição, sendo cortada pelo mais terrível açoite da soberana.
A despedida de Verônica deu-se na noite seguinte. D. Lana e o marido tinham permanecido a convite do Coronel. Um terceiro casal fora convidado: D.Sandra e o Sr. Celso. A visão do corpo da escrava com as terríveis marcas impostas pelo látego de D.Sarah excitou a todos, particularmente à D.Sandra que contemplou e alisou longamente as marcas que se espalhavam pelas costas e pelas coxas. O rosto e o pescoço da menina apresentavam um solitário lanho sangüíneo que, durante muito tempo, seria o bastante para que a lembrança da altiva senhora estivesse presente. Foi a dádiva que ela dera à dedicada escrava que se lamentava por ser abandonada: ``Durante vários dias, sempre que fores ao espelho, lá me encontrarás. Eu estarei também contigo nas tuas outras cicatrizes. E mais do que isso: eu estarei lá dentro de ti. Vais viver, daqui por diante, constantemente me aguardando´´. A nova visitante continuou a examinar o corpo de Verônica e, à medida que isto fazia, crescia-lhe o desejo devasso de contribuir para a imposição de novos sinais naquele belo corpo. A visão de uma bela mulher castigada provocava-lhe sempre uma desmesurada excitação que vinha, inevitavelmente, acompanhada de um poderoso rancor. Quem se sujeitou a um castigo como aquele merecia muito mais. Ela ainda haveria de poder se servir daquela degenerada e fazê-la sentir uma incomensurável dor. Assim, ainda mantendo o olhar e as mãos nas chagas de Verônica, ofendendo-a em voz baixa e pausada, fazendo com que a escrava se visse como o mais abjeto dos seres, a perversa concentrou sua atenção naqueles seios de linhas tão harmoniosas, empinados, e neles pousando a mão, verificou a doçura do tato, a suavidade das carnes. Então, comunicou aos amigos a impressão que os seios, ainda em suas mãos, lhe causavam: ``Há muito não via tetas tão perfeitas. A cadela deve ter muito orgulho destes dois montes, Sarah. É preciso que você quebre este orgulho impróprio para uma escrava´´. Sorrindo, com extrema maldade, a tirânica senhora respondeu: ``Desde o primeiro dia em que a vi comecei a trabalhar os seus seios. As minhas unhas já entraram em suas carnes por várias vezes. Eu sei que não é muito. Mas quero fazer tudo aos poucos. Quando regressar de minha viagem, ela ficará definitivamente no cativeiro e, então, eu acabarei com qualquer orgulho que ela possa ter´´. O ambiente tornava-se licencioso. Os demais visitantes também quiseram examinar as altaneiras pomas. Viram as marcas das unhas da amiga, viram o queimado da brasa de cigarro e viram também uma grande empáfia no gesto da moça que, apoiando as pulcras e castigadas mamas em suas mãos, as exibia sem qualquer pudor aos que a chamavam. A voz do Coronel decidiu o rumo da noite: ``Por que não aplicarmos, agora, nesta vagabunda, um belo castigo em seus seios?´´ A sugestão era a de que cada um dispusesse de um tempo pré-determinado, ele sugeriu quinze minutos, para impor a punição que julgasse conveniente. Todos teriam um prolongado e delicioso espetáculo de alta lubricidade, e o uísque certamente colaboraria para tornar o clima mais libertino e encaminhar os participantes para a preferencial via que conduz ao clímax. Instruíram Verônica de que ela deveria se dirigir a cada um, ajoelhar-se à sua frente e, tomando os seios nas mãos, como fizera há pouco, os oferecesse para o castigo.
A escrava foi entregue, em primeiro lugar, ao Sr.Celso. Ela ajoelhou-se à sua frente, segurando os seios por baixo e os apresentou ao marido de D.Sandra. O homem tomou uma das sandálias da esposa e começou a bater seguidamente, procurando atingir sobretudo os mamilos. Ele usava toda a sua força e era estimulado pela mulher ao seu lado, que não cessava de invectivar a punida. Algumas vezes, ele golpeava as faces e os lábios da menina, que logo sangraram, o que estimulava o ambiente pervertido da reunião. Passava dos quinze minutos quando os golpes cessaram. Os seios estavam todos avermelhados e ardiam. Verônica circulou pela sala a fim de mostrar a todos, de perto, o resultado do castigo. Ao chegar diante de D.Sarah, esta observou, dirigindo-se ao Sr.Celso: ``Você tirou sangue da boca, mas não dos seios. Vamos a outro´´. O Sr. Josias preferiu torcer os mamilos, exigindo que a escrava se masturbasse. Enquanto suas mãos se esforçavam para obter reações dolorosas bem evidentes, os gemidos que obtinha vinham numa tonalidade de prazer, fato que o levava a esbofetear seguidamente a viciosa moça. Quando terminou o castigo, os seios estavam extremamente doloridos, embora sem o acréscimo de qualquer outro sinal. D. Sandra preferiu ter a vítima deitada no chão à sua frente sob a ação de suas sandálias de saltos altos e finos. De início, sentada, ela esfregava as ásperas solas pelos seios. Depois passou a calcá-los com as pontas de seus saltos, com força crescente, concentrando-se por algum tempo no mesmo lugar, onde girava os pontiagudos tacões, dilacerando a delicada pele. Ela queria somente a dor de Verônica e quando esta dirigia a mão para acariciar o clitóris, foi proibida pela implacável tirana. Quando pouco faltava para completar seu tempo, D.Sandra se levantou, pediu o apoio do marido, firmou seus pés calçados sobre os seios da menina, que gemia e chorava com os saltos comprimindo e esfolando os seus mamilos. Desta vez , as marcas provocadas pelos terríveis saltos eram pontos sanguinolentos e os gemidos que se ouviram não estavam misturados com qualquer expressão de gozo. A cruel dominadora encerrou o seu castigo com uma afirmação que aterrorizou Verônica: ``Eu te odeio, sua sórdida. Tu ainda vais conhecer a força do meu ódio´´. Aos soluços, Verônica se ofereceu a D.Lana que recebera pouco antes das mãos da dona da casa dois grandes alfinetes de fecho. As picadas causavam um verdadeiro pânico na vilipendiada moça. Agora a algoz fazia uma outra opção: permitia que sua vítima se acariciasse. D.Lana gostava de sentir aquelas manifestações de dor envolvidas com prazer. Parecia-lhe uma reação de maior sordidez: era quando a violentada mais se revelava desprezível. Só quando a ajoelhada deu os primeiros sinais de prazer com os afagos que fazia em si mesma é que o primeiro alfinete, com a lentidão da perversidade, começou a perfurar a carne branca, logo acima dos róseos mamilos já magoados. Com a mesma lentidão foi introduzido e fechado o segundo alfinete no outro seio. Sobre cada seio formavam-se dois pontos de sangue. Então,a senhora com o dedo médio, recolheu as gotas e levou-as em êxtase à boca. Como novas gotas se formavam quando os alfinetes eram puxados, D.Lana foi com língua sobre as perfurações a fim de lamber o rubro líquido que tanto a excitava. Todos se deleitaram depois em puxar a escrava pelos metais espetados em seus seios. O Coronel, na sua vez, preferiu um processo mais brutal. Ordenou que Verônica se deitasse e tomou um chicote de couro escuro, bem fino, apoiou um pé sobre o venusto ventre e chicoteou com método, precisão e fúria os ultrajados seios. A dor era lancinante, mas o grande falo dotado de vibrador ocasionava na vagina os estímulos que tornavam o sangrento azorrague uma fonte de depravada luxúria. Finda a mortificação e atingido o orgasmo, o corpo da sacrificada permanecia estendido, tremendo aos soluços de um convulso pranto. Os seios estavam empapados de vermelho. A uma ordem de D.Sarah, preocupada com uma possível mancha de sangue no tapete onde jazia Verônica, esta se ergueu e saiu da sala para cuidar dos ferimentos, acompanhada por D.Lana. As duas se fecharam no banheiro do quarto de hóspedes e, enquanto a moça continuava o seu doloroso pranto, encostada na parede de ladrilhos, sua acompanhante, tomada por verdadeiro furor erótico, debruçou-se sobre os ofendidos seios e lambeu-os com sofreguidão, ao mesmo tempo em que se masturbava. Ao atingir o orgasmo, sua boca já havia dissipado a cobertura sanguínea que o açoite produzira nas complacentes tetas Só, aí, Verônica pode usar água e sabonete que acabaram por tirar o terrível aspecto que se seguiu ao colérico castigo.
Quando Verônica se ajoelhou diante de D.Sarah, as dores continuavam violentas, mas o sangue cessara. O mínimo toque naquela maltratada região a levava às lágrimas. Como a se defender, ela segurava cada seio com a mão em concha, com os braços cruzados sobre o tórax. Mas sabia que não seria poupada e todos aguardavam o castigo da rainha. O primeiro ato da dominadora foi o de esbofetear sua dominada e, demonstrando todo o seu intenso excitamento, passou às mais obscenas ofensas e às palavras ameaçadoras: ``Te prepara, putinha, que vou acabar o serviço que começaram a te fazer. Primeiro lambe meus pés e minhas sandálias para mostrares a todos que és minha cadela´´. Prosternada aos pés da soberana, ela executa com perfeição o comando recebido e, a uma nova ordem, retoma a posição original, sempre protegendo o peito. Mas a rainha não quer tal atitude e, cuspindo-lhe no rosto manda que deixe os seios livres para o castigo e comece a se masturbar. Usando o polegar e o indicador de uma das mãos, D.Sarah reinicia a punição da escrava. As unhas daqueles dedos se cravam no dolorido mamilo do seio direito. Os olhos da punida deitam lágrimas. As duas unhas são retiradas e, logo a seguir, com os cinco dedos da mesma mão ela força as unhas em círculo novamente sobre o mamilo que já sangrava. Todos se aproximam para assistir à tortura. As cinco unhas enterradas permanecem alguns minutos no mesmo ponto. Novamente são retiradas e se cravam no meio do seio. Verônica aumenta o ritmo de suas mãos no clitóris, enquanto se contorce sob o jugo das garras que lhe penetram as tenras carnes. Agora, o seio é envolvido pelas duas mãos da imperiosa mulher e com as unhas dos polegares enterradas bem no centro do bico e as outras em diferentes partes do macio monte, a dominadora manda que a escrava jogue o corpo para a frente, a fim de colaborar para a maior penetração daqueles terríveis pequenos punhais. A dor era indescritível, mas a menina se atirava ao tormento, num pranto sem controle. A rainha vibrava de prazer forçando continuamente os dedos: ``Dói demais, não é? Mas é só o começo. Vou dilacerar com minhas unhas estes peitinhos tão bonitos´´. E tomada de cólera começou a enfiar as unhas desordenadamente por toda a extensão do seio. Eram verdadeiros golpes com as fortes garras. As carnes enchiam-se de sangue. D.Sarah riscava o seio com as unhas. A pele era arrancada, os polegares pareciam querer arrancar os bicos. Repentinamente, como se chegasse à plenitude, ela pára, cospe no seio esfolado e, recostando-se na poltrona, contempla sorrindo o que fizera, enquanto Verônica soluçava. As palavras proferidas pela perversa dominadora são abrasadoras: ``Cadela vagabunda. Como é que podes deixar alguém fazer isso contigo? Ordinária. Se me pedires eu não tocarei no outro seio, apesar de estar louca para arrebentá-lo ainda mais. Se deixares, eu vou fazer pior. Pede para que pare. Fala que não queres mais. Anda. Fala´´. A resposta, em tom baixo e entre soluços, não podia ser outra: ``Eu sou da senhora. Eu quero o que a senhora quiser´´. Então o castigo foi infligido com maior ferocidade e foi mais longo do que o anterior. As garras cortavam o segundo seio com um excessivo ódio. Tamanha era a dor que se tornava difícil para Verônica manter os dedos em sua vulva para atenuar o sofrimento. Até que sentiu uma suave mão introduzindo-se entre suas coxas e tocando com eficiência o seu clitóris : era a mão de D.Lana. Tudo transformou-se para Verônica. Ela passou a ser dominada por um inaudito prazer e pedia para ser inteiramente rasgada, pedia para ser morta por aquelas garras. A sala foi inteiramente tomada por uma onda avassaladora de pura libertinagem. Não havia mais controle. Todos se masturbavam com o dantesco espetáculo do dilaceramento dos seios da menina. Chegava-se ao orgasmo geral. Então. D. Sarah puxou a cabeça de sua escrava e a introduziu entre as suas coxas, para obter os favores da viciosa boca. O seu intenso orgasmo foi uma explosão de ira, realizado entre prolongados tremores, repleto de obscenidades, de violência contra a bela cabeça presa entre suas pernas, quer arrancando os seus louros cabelos , quer golpeando-a com ímpeto. Satisfeita a rainha, a escrava é chutada para o chão, também satisfeita. Com os seios latejando, coberto pelo sangue dos ferimentos, ela estava, no entanto, feliz. Tinha feito a sua rainha gozar desmesuradamente. Foi quando D.Lana ergueu-a pelos cabelos, levando-a para o sofá do fundo da sala. Lá, fez Verônica sentar-se e, mais uma vez, qual vampira sedenta, recolheu com a língua o sangue que continuava a aflorar dos múltiplos cortes espalhados pelos dois seios da moça. Durante longo tempo ela lambeu, sequiosamente, os ofendidos peitos e, só quando os ferimentos, mesmo pressionados por seus dedos, não mais apresentavam qualquer secreção sanguínea é que ela interrompeu o pervertido trabalho de sua boca. Trêmula de desejo, fez Verônica se ajoelhar entre suas pernas a fim de que o seu sexo recebesse os cuidados da terna língua da vilipendiada jovem. No dia seguinte, após o almoço, Verônica foi mandada para o seu cafetão.