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Obedecendo ao Meu Senhor
A noite passou rápido e o dia amanheceu ensolarado.
Novamente me via na situação de ter que cumprir uma estranha ordem. Tomei um longo banho, procurando não pensar na minha tarefa. Após enxugar-me, usei meu melhor perfume, arrumei os cabelos, fiz uma leve maquiagem e me vesti. Escolhi uma blusa azul, sem mangas e decotada, uma saia preta não muito curta ou cumprida, um pouco acima dos joelhos e uma sandália de salto alto azul. No horário de costume sai de casa.
Tudo parecia indicar um dia absolutamente igual aos outros, se não fosse por um pequeno detalhe: No domingo havia recebido a ordem de não usar calcinha naquele dia. Parecia fácil cumprir esta ordem. Sem maiores conseqüências. Era só eu esquecer que estava sem aquela peça. Bobagem... Achei que seria simples e fácil entrar no carro e sair dirigindo. Mas estava enganada. Este simples ato ficou difícil à medida que ia entrando no trânsito pesado. Eu tinha a total consciência de não estar usando calcinha e, toda vez que um caminhão ou qualquer carro mais alto parava ao meu lado, e o motorista olhava para mim, imaginava se ele não poderia ter percebido algo, ou se havia desconfiado, sei lá. Paranóia, eu sei, mas que me deixou tensa o caminho inteiro.
Era terça-feira, dia do meu curso de pós-graduação. Devido ao trânsito intenso cheguei ao curso com mais de meia hora de atraso. A garagem estava lotada e tive que deixar as chaves com o manobrista, que gentilmente abriu a porta para eu sair. Corei. Desci do carro com todo o cuidado possível. Ao começar a andar em direção ao elevador percebi que minhas coxas estavam molhadas... Será que havia molhado minha saia? Alguém estaria notando? Bobagens novamente. Desejei chegar logo ao andar da aula e procurar um banheiro para me secar antes de entrar em sala.
A cada passo que dava sentia que minhas coxas e meu sexo iam ficando cada vez mais úmidos. No caminho, cumprimentava as pessoas como se nada de mais estivesse acontecendo, o que não era fácil. Respiração ofegante. Ao descer do elevador, encontrei a coordenadora do curso, que me saudou com um grande bom dia e, lembrando que eu estava atrasada, me avisou que minha turma estava, excepcionalmente, usando a sala de número 12. Enquanto falava, pegou em meu braço e me acompanhou até a sala. Esquece banheiro agora, pensei.
Ao abrir a porta da sala de aula, uma sensação de pânico me invadiu. As cadeiras estavam todas encostadas na parede, arrumadas em forma de uma grande letra U. Estava havendo um debate. Por alguns segundos senti o desejo de não entrar, de voltar correndo. Mas, como todos estavam me olhando, dei o meu melhor sorriso ao dizer um bom dia geral e me desculpar pelo atraso. Então me dirigi à única cadeira vaga, bem na curva do U. Meu sexo latejava e meu corpo estremecia a cada passo que dava ao atravessar a sala em direção da cadeira. Foi uma longa caminhada, passando por advogados, juizes e promotores, mas consegui !!!
Sentei-me com todo o cuidado, procurando não afastar muito meus joelhos. Senti um grande alívio ao ouvir a voz do professor continuando a aula, pois todos os olhares se voltaram para ele e consegui respirar um pouco. Tensão; tesão; tensão; tesão. Não sabia o que estava maior.
Debates reiniciados. Tema polêmico. Opiniões dadas. Não podia ficar de fora... E logo estava eu no meio de uma grande e acalorada discussão. A sala havia de dividido em 3 grandes grupos. Virei-me para um lado, para o outro. Falei, debati, cruzei e descruzei as pernas. Esqueci-me por algum tempo que estava sem calcinha. Mas, ao observar a forma como um dos colegas me olhava, fiquei sem jeito. Será que eu havia sido descuidada? Meu sexo começou a pulsar. Meu coração disparou. Novamente fui salva pela voz do professor, desta vez anunciando que o debate continuaria na próxima aula.
Levantei rapidamente. Minhas coxas estavam mais molhadas. Minha respiração, ofegante. Não fiquei para o bate-papo após a aula alegando um compromisso urgente, e fugi sem olhar para trás. Ao passar pelo banheiro, notei uma pequena fila e decidi não enfrentá-la. Recebi o carro do manobrista e, entrando com todo o cuidado possível, sai em direção ao fórum.
Estava realmente ligada. Cada célula do meu corpo parecia ser feita de fogo. Não me recordo de ter me sentido tão consciente de meu sexo antes. Decidi que não iria procurar um banheiro para me secar ao chegar no fórum. Mas sim explorar aquela sensação até o limite. Então, andei pelos corredores, falei com colegas, fui ao banco, fui ao cartório, falei com o juiz. Calafrios percorriam meu corpo a cada passo que dava; a cada sentar, a cada levantar; a cada cuidadoso cruzar e descruzar de pernas. Todos ali faziam parte do meu filme, sem o saber.
De repente percebi que não estava dando mais para agüentar. Sentia que minha lubrificação natural iria começar a escorrer pelas minhas pernas a qualquer momento. Fui, então, até o banheiro para me secar um pouco. O lugar estava limpo e cheiroso. Encostei-me na parede ao lado da pia. Suspendi minha saia. Estava pegando fogo, respiração ofegante. Afastei minhas pernas enquanto levantava minha cabeça e colocava minhas mãos entre as pernas. Estava tão molhada... Tão quente... Não me lembrava de ter sentido um prazer assim tão grande ao me tocar antes. Todos os meus poros vibravam inexplicavelmente. Fechei os olhos e imaginei que meu DOM estivesse ali, me observando. Divertindo-se, com cada situação embaraçosa em que me metia... Excitado ao perceber o quanto eu estava perdendo o controle. Observando-me levantar a saia, encostar-me na parede, notando que eu sentia o frio do azulejo em contato com minha pele; conferindo os meus dedos percorrendo meu corpo, apertando meus seios, entrando e saindo de meu sexo quente, úmido, faminto. Meu clitóris estava tão exposto e sensível que gozei rápida e intensamente. Gozei, dedicando aquele momento ao meu DOM.
Foi tão bom que não consegui evitar um gemido. E agora? Será que alguém teria ouvido? Mas, afinal, o que importava? Eu estava exausta; corpo suado; uma grande paz invadindo todo meu ser. Deixei-me ficar por alguns minutos naquela posição: encostada na parede, saia suspensa, olhos fechados, mãos sobre as coxas, imaginando o que aconteceria se alguém pudesse entrar naquele banheiro e me ver daquele jeito.
Então, me recompus o melhor que pude. Olhei-me no espelho. Se não fosse pelo sorriso bobo e olhar brilhante a me denunciar, diria que havia sido um dia normal, como outro qualquer.
Fui até a garagem, entrei no meu carro e voltei para casa rapidamente. Precisava cumprir a última parte da ordem que recebera... Precisava escrever este relato e enviar por e-mail. Missão cumprida.
Obrigada meu DOM, pelo maravilhoso orgasmo que me proporcionaste.
Sua... fê.