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Maria

Numa Sexta-Feira, Maria é convidada pelos colegas de trabalho a acompanha-los no happy hour, e assim o faz. Logo a entrada, sente-se observada por um homem sentado a algumas mesas da que estava, ao cruzar seu olhar com o dele, deixa congelado em seus lábios o sorriso que trocava com alguém que comentara qualquer coisa ao lado, para abri-lo ainda mais ao ver um sorriso lindo nos lábios do cavalheiro que lhe "cuidava" desde que chegara. Continuam a trocar olhares e sorrisos ao longo da noite, sem que nenhum dos dois faça qualquer movimento de aproximação, até que ele se levanta para ir embora, passando por sua mesa, pára, cumprimenta a todos, e discretamente, lhe entrega um cartão dizendo baixo que aguarda contato. O coração de Maria bate descompassadamente. A ligação acontece na segunda-feira seguinte, conversam animadamente por algum tempo, e ao final trocam e-mails, telefones, iniciando assim, uma boa e prazerosa amizade entre ambos, identificam-se em vários sentidos, existe uma sintonia descompromissada entre eles, sentem-se à vontade para longas conversas e seguem descobrindo-se mutuamente, revelando um pouco mais a cada contato feito. Ao abrir uma mensagem enviada por ele, sorri de um comentário que faz a respeito de algo discutido anteriormente, até que quatro "letrinhas" lhe despertam interesse especial. Não acredita no que esta lendo, o sangue corre mais rápido por suas veias, e a curiosidade aumenta à medida que seus olhos devoram o conteúdo lê avidamente. Claro que conhece o assunto, mas sua curiosidade aumenta gradativamente, e seu cérebro processa todas as informações que passa a procurar com entusiasmo infantil. As conversas agora giram muito mais em torno do BDSM, ela questionado, Ele respondendo, ela ansiosa, Ele paciente e gentil. E então, Maria se programa para encontrá-lo. Providencia todo o necessário para sair em férias, e aproveitar o máximo tudo que ambos desejam tanto realizar. Embarca no vôo, com destino certo, ansiosa que estava, nem se dá conta do percurso percorrido entre casa, aeroporto, embarque, desembarque, aluguel de automóvel, chegada ao hotel, até estar dentro do quarto que previamente havia reservado. Sentada a cama, sente-se meio menina, uma menina em pele de mulher, prepara seu banho, e olha-se criticamente ao espelho, sorri um riso travesso, ao ver seu púbis, completamente depilado, como Ele havia ordenado que estivesse. Dá-se conta de que tem pouco tempo para se arrumar, e não perde tempo, pois sabe que um atraso seria imperdoável. Encaminha-se para o local combinado, encontrando a porta entreaberta, entra sem bater e finalmente esta frente a frente com Ele, que lhe sorri o mesmo sorriso do restaurante, o mesmo olhar penetrante de outrora. Responde ao sorriso, não tão tranquila quanto gostaria, Ele percebendo seu nervosismo natural, encaminha-a para a sala ao lado, e ficam conversando tranquilamente, como velhos e bons amigos, se reconhecem, se apreciam, se entendem, ela relaxa. Até que Ele lhe pergunta se tomou todas as providências que lhe ORDENARA. Maria sente-se gelar, conhecia já aquela entonação de voz, não estava mais diante do amigo, e sim, do seu Senhor! Baixa os olhos, subitamente tímida e responde-lhe com um "Sim, Senhor". Ele ordena-lhe que mostre. Ela o olha meio que assustada, mas nem pensa em recusar-lhe, despindo-se cuidadosamente. A cada peça de roupa que tira, seu nervosismo, vergonha, aumenta, assim como sua excitação. Ele "debocha", faz comentários que a deixam mais encabulada e ruborizada, perdendo o "rebolado". Ele lhe segura as mãos, aproxima-se, ergue-lhe o rosto pelo queixo, fazendo com que o olhe nos olhos, e pergunta se tem dúvidas, se quer parar, ela responde silenciosamente que não, terminando de despir-se para Ele. O que se segue, fica nebuloso a sua memória. Apenas a excitação não lhe escapa aos sentidos. Ele É SEU SENHOR! E toma posse do que lhe pertence, despertando seu corpo e mente para as delicias da dor acompanhada pelo prazer! Cada tapa é recebido com susto inicial, uma descoberta, uma entrega, uma libertação de si mesma, e um orgulho em se deixar levar pelos desejos Dele e perceber o quanto lhe agrada servi-LO. Cada nó dado nas cordas que a imobilizavam, um despertar de sentidos, sua pele vibrando a cada toque nada acidental daquelas mãos que a enlouquecem. Quanto menos mobilidade tinha, mais se liberta sentia! A cada marca deixada, seja pelas velas, que inicialmente lhe tiraram o fôlego, seja pelo chicote que lhe machucou, assustou e excitou, tanto quanto os beijos recebidos nos locais ainda doloridos, deixavam-na fraca de desejos e forte como nunca imaginara. Sentia seu corpo como uma corda de violino, esticada, ansiosa pelo dedilhar que tirariam de si, o som harmônico e inconfundível de uma bela melodia, até a chegada do ápice, o gozo esperado! Novamente deitada na cama do hotel, relembrando tudo que viverá, aprecia com novos olhos seu corpo e não mais se reconhece como a Maria de antes, esta quase tudo igual, não levando em conta o tom avermelhado em sua pele, as marcas que agradavelmente acaricia com a ponta dos dedos, ainda parece consigo mesma, mas definitivamente não é mais.