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Tarde Demais

Era cedo ainda e seria um dia especial para ela. Há tempos trabalhando como arrumadeira, o fazia com gosto mas tinha uma fixação de tentar sempre seduzir seus patrões, mesmo que fosse apenas por provocação, uma vez que jamais os permitia ir até o final. O fazia simplesmente pelo fato de poder assim, testar seu próprio poder de sedução. Seduzia-os mas os mantinha sempre dentro de um limite, nunca os permitindo irem além. Embora já houvesse acontecido de um ou outro tentar algo mais ousado, ela os impedia, ameaçando contar às esposas ou ir à polícia, denuncia-los por assédio, isso sempre os refreava. Mesmo tentando de uma forma discreta, com este seu novo patrão, algo diferente acontecia, ele simplesmente não a via. E isso a levou ser mais ousada do que nunca, pois o que para ela, sempre fora uma brincadeira, com este Senhor tornara-se um grande desafio. Como sabia que a esposa ficaria o dia inteiro fora, foi então com seu novo uniforme muito mais curto, pronta para tentar de qualquer forma chamar sua atenção. Logo cedo, o esperou para servir seu café da manhã, disfarçando a excitação que sempre tomava conta antes de uma nova ``investida´´, perguntando tranqüilamente o que desejava tomar, indo à geladeira buscar o que servir à mesa. Sabendo que tivera a atenção de seu patrão, abriu as pernas, reclinando-se exibindo seu corpo de forma até indecorosa, visto que colocara apenas um minúsculo fio dental. A sensação de vitória que lhe inundou o peito quando o ouviu relutar a responder, dando-lhe a certeza de que conseguira seu olhar. O sentimento que tinha nesta hora, algo como poder, era seu maior prêmio, e desta vez decidiu ir além, nas provocações. Aproximando-se, entabulou uma conversa despretensiosa enquanto servia-lhe o café. Tagarelava sem parar e para servir o suco pedido, aproximou propositalmente se inclinando para que ele tivesse visão de seu colo e dos seios. Nem atinava ou dava importância ao fato dele responder-lhe com monossílabos uma vez que sabia que ele lhe notara pela primeira vez. Mesmo sabendo estar brincando com fogo, o brilho nos olhos de seu patrão, a estimulara ir além deixando a cautela de lado, tendo a certeza de que o controlaria com ameaças, resolveu então continuar o jogo. Ainda conversando, passava um pano para limpar as portas dos armários, inclinando, se mostrando, e então levando uma cadeira perto da geladeira, pedindo que ele a segurasse por temer cair enquanto limpava, subiu faceira, sem o menor constrangimento. Sabendo que agora ele não mais negaria, o viu aproximar enquanto ela subia desdenhosamente, curvando-se enquanto fingia limpar e audaciosa, ergueu uma perna no encosto da cadeira, expondo-se de uma forma como jamais fizera antes. Sentia-se uma vitoriosa, a respiração que sentia em suas pernas, mostrava-lhe o quanto o havia afetado e quando tentou descer, ele a segurou, tocando-a. Fingindo indignada, ela o afastou, dizendo sobre assédio, e logo lhe fazendo ameaças. Ao se dar conta então que tudo não passara de um jogo, enfurecido seu patrão perdeu a calma, pegando-a pelos cabelos e levando ao quarto enquanto lhe dizia que quem brincava com fogo, deveria saber das conseqüências com que teria de arcar. A dor provocada pelos puxões em seus cabelos, fazia com que seus olhos enchessem de lágrimas, e assustada pedia perdão tentando inutilmente livrar-se das mãos firmes que deixavam seu couro cabeludo sensível. Foi neste exato momento em que ela se deu conta do quão longe fora com sua provocação, sendo tomada por um pânico tardio. Desculpava-se aos prantos já, assustando-se ainda mais por ver que de nada adiantava e sendo empurrada rudemente ao quarto. Tremendo e suando frio, implorava enquanto ia trôpega, puxada pelos cabelos, com vãs tentativas para reagir. O medo a dominara totalmente quando sentiu suas mãos sendo amarradas sobre sua cabeça numa argola de metal, esticando todo seu corpo, deixando-a na ponta dos pés, sendo vendada e amordaçada. A adrenalina agora corria, dando-lhe então forças para lutar contra a letargia que tomara conta, fazendo-a tentar de qualquer jeito se livrar das cordas que a imobilizavam. Foi quando sentiu uma dor aguda, lancinante em suas nádegas. Havia um primeiro contato.. ouvia o som cortando o ar e lhe atingindo a pele.... e o espaçamento entre uma lambada e outra era para que sentisse bem e em toda intensidade todo o ardor provocado por aquilo que lhe parecia uma vara flexível. Após o contato com a pele, levava segundos para que a dor emergisse de dentro espalhando por toda superfície fazendo-a contorcer em desespero. Gritos abafados escapavam, enquanto mais uma lambada, outra e outra ainda a fustigavam. Suor e lágrimas se misturavam molhando a venda, enquanto sentia sua carne cada vez mais sensível e a dor, cada vez mais intensa. Enfim quando lhe parecera que não mais teria fim o tormento, o sentiu chegar por trás, arrepiando-a mais ainda ao sentir as mãos tocando-a do pescoço, aos seios e descendo. Até então, ainda com os pensamentos embotados pela dor, não havia lhe ocorrido que poderia acontecer mais do que um castigo pela sua audaciosa e abusiva brincadeira e isso até que o sente tocar-lhe intimamente. Usando de todos os meios para escapar, tenta se livrar das mãos que mais uma vez enfurecidas, puxam-lhe a blusa rasgando-a e abrindo, expondo-lhe o torso. As mãos vão percorrendo seu corpo, arrancando também seu fio dental. Somente de saias, as costas desnudas, ela novamente o sente afastar, quando novamente tem início seu tormento, agora de algo flexível, talvez um chicote ou cinto. A sensação que tinha é que lhe cortavam a pele, e os açoites secos, iam-lhe queimando a pele, agora não mais somente nas nádegas tão castigadas, mas nas pernas e costas. Seus gritos já não passavam de gemidos fracos, quando o sentiu novamente interromper, para acariciar seu corpo castigado. Os soluços sacudiam-lhe, enquanto o sentia percorrer lentamente seu corpo, dando uma involuntária e inexplicável sensação de prazer, inoportuna naquele momento, o que lhe era incompreensível. Foi quando a mão ousada de seu patrão fora-lhe buscar o vão das pernas, rindo sibilante ao sentir o que seu pensamento quisera negar, a prova de sua inapropriada excitação. Desamarrando-a e amparando o corpo fraco, jogou-a na cama, obrigando abrir as pernas. Mais uma vez, a fraca tentativa de protesto fora subjugada, enquanto o sentia penetrar-lhe as entranhas de um só golpe. As estocadas profundas, sacodem-lhe o corpo, ao mesmo tempo que tem seus seios esmagados.. os bicos presos entre os dentes fazendo-a gritar, gemer num misto de dor e prazer. Seus gemidos de protesto lentamente vão se transformando em langorosos gemidos, de puro prazer até que se vê perdida num orgasmo, explosivo, como nunca antes lhe ocorrera, quase no mesmo instante que o sente retesar, sentindo internamente o jorro do gozo, inundando-lhe. Segundos, minutos, passam até que as respirações voltem ao normal, e antes de ser solta, ele lhe arranca a venda, fitando-a nos olhos dizendo que a partir daquele momento, ela lhe pertenceria, seria ele seu Dono, Dono do corpo e alma. Ela o repele e, cambaleante, busca suas vestes, jurando que jamais permitiria que a tocasse novamente. Sai ainda chorando e ameaçando denunciar a violência sofrida. Ele somente ri, dizendo que a esperaria amanhã novamente no quarto. Ela o olha atordoada e estarrecida, pelo desatino do que ele lhe dissera. Tinha o corpo inteiro castigado, dolorido, sai então e jura faze-lo pagar. Na manhã seguinte, oito horas da manhã, soa na porta uma suave batida. Sem pressa, ele abre a porta, dando passagem a ela que entra silenciosa e cabisbaixa. Um riso vitorioso ecoa, enquanto se faz ouvir a porta sendo trancada.