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A Iniciação de Verônica

Verônica, aos dezessete anos, realizou o seu grande sonho de morar no Rio de Janeiro. Após ter terminado os seus estudos colegiais em sua cidadezinha do interior, seus pais consentiram que ela fosse morar com a avó materna, no apartamento em frente à praia onde sempre passara as férias de verão. Só mesmo com o motivo de fazer um curso universitário é que Verônica conseguiu a autorização para viver longe dos pais. A moça dizia ser fascinada pelo mar. Embora não tivesse amigas para acompanhá-la, ia diariamente à praia e gostava de se demorar estendida na areia, deixando-se queimar pelo sol. A praia proporcionava um grande prazer para ela: o da exibição de seu belo corpo. Verônica gostava de se sentir olhada e, por isso, procurava usar tangas sumárias que revelassem bem o que era mais procurado pelos olhares masculinos. Deitada sobre uma toalha colorida, ela estimulava tais olhares, fazendo poses provocantes, tomando posições lascivas. Porém, somente se dispunha a exibir-se para homens muito mais velhos do que ela. Jamais se interessava pelos jovens. Preferia os mais acintosos no olhar e tinha uma preferência toda especial por tipos de baixo nível social , sobretudo se fossem negros ou mulatos. Gostava da praia quando já tinha passado a grande movimentação, pois aí sempre aparecia alguém que se sentava próximo e a contemplava sem qualquer cerimônia, muitas vezes revelando a excitação de que era tomado. Era o caso de um negro, de seus quarenta anos, empregado da lanchonete da esquina, que em dias certos da semana, nos inícios da tarde, aproximava-se dela, não retirava os olhos de suas nádegas à mostra e, pouco antes de ir, dizia-lhe as maiores obscenidades, que ela fingia não escutar. Algumas vezes, no começo da noite, sabendo que ele estava trabalhando, ela se sentia impelida de ir à lanchonete comprar cigarros, apenas para escutar aquelas palavras grosseiras que , invariavelmente, lhe eram ditas num tom baixo, quando ele lhe estendia o troco e o maço comprado. Aos poucos, a razão de ir à praia era apenas a de ser olhada por aquele negro e a de receber as ofensas verbais quando ele, aparentemente satisfeito, ia embora. Ela gostaria que ele tentasse um contato mais efetivo, mais pessoal, mas ele se limitava a olhá-la e a ofendê-la. Antes de dormir, quando se lembrava daquele homem, o que muito a excitava, prometia a si mesma que iria tomar a iniciativa da aproximação ou, então, facilitá-la abertamente para que ele se chegasse a ela. Não foi preciso isto, pois o seu enamorado, num dia em que ela pensou que ele já não mais viesse , chegou na praia acompanhado por um mulato alto, de andar displicente, ainda mais acintoso nos olhares e que, sem qualquer pudor, mostrou o seu grande membro ereto para Verônica, que não conseguiu deixar de fitar o que lhe era exibido. Este mulato, depois que os dois se levantaram, aproximou-se e, calmamente, tocando-lhe a coxa com seu pé, como para chamar-lhe a atenção, mandou que ela o aguardasse no dia seguinte, indicando a hora e um ponto da praia ainda mais vazio. Quando voltou para casa, sabia que seria inevitável o seu relacionamento com aquele tipo, e isso a deixou perturbada. À noite, imaginando o que poderia ocorrer naquele encontro, foi tomada de enorme excitação, tendo por três vezes de recorrer à masturbação para conseguir dormir. As imagens do mulato, com seu jeito bruto, sórdido, decidido e indecente, não a abandonavam . Sentia que já o amava. Ao acordar, sabia que iria fazer algo de importante para a sua vida. Não chegou nem a se preocupar com a possibilidade de ser vista por alguém que a conhecesse. Nem o grande contraste social e o contraste das aparências lhe criavam embaraços. O fato de ela, uma loura bonita, de olhos azuis, de boa situação econômica, ser vista em companhia de um mulato de tipo rude, de modos grosseiros, muito mais velho, não a intimidava. No fundo de si, onde estavam seus desejos mais indizíveis, ela via que era isso o que sempre quisera. Só foi para a praia na hora devida. No ponto que tinha sido assinalado não havia ninguém. Ele ainda não chegara. Ela estendeu a toalha e deitou-se. Usava a mais reduzida tanga de sua coleção. Logo, vislumbrou o vulto do mulato vindo em sua direção; ele estava com um short velho e meio sujo, segurava uma camisa enrolada em torno de uns chinelos de borracha muito gastos. O nervosismo da moça aumentou: toda ela era expectativa. Ele parou ao seu lado, contemplou o seu corpo e, sem nada dizer, esfregou o pé num de seus seios, depois fez o mesmo em sua barriga, pisou mais uma vez o seio, levou o pé até o seu rosto, e ela sentiu os dedos ásperos em seus lábios. Verônica não fazia qualquer movimento e nem demonstrava a grande excitação por que era tomada. Aceitava, passivamente, aquelas carícias estranhas e deliciosas. Então, ele pousou a sola do pé no belo rosto da moça e falou num tom decidido e debochado: ``Eu sabia que a vagabundinha viria. Estavas precisando de um dono e eu vou ser o teu dono´´. Estas primeiras palavras foram logo seguidas de outras bem mais brutais, em que dizia minuciosamente como seria o relacionamento que ali se iniciava. Com o pé calcando o seu rosto, ela ouvia, assustada e cada vez mais excitada, o iníquo projeto daquele homem em apossar-se sem restrições de seu corpo e de sua pessoa, em servir-se dela sem qualquer limite, usando-a de todas as formas, entregando-a a quem ele quiser, prostituindo-a e até mesmo surrando-a quando ela merecesse. Ele interrompeu o discurso, calcou mais o rosto delicado e, introduzindo o pé sob o pequeno sutiã, liberou os seios. Ela estava extasiada com todas as obscenidades que ouvia e com a perspectiva do completo domínio com que ele lhe acenava. Deitada, indefesa, com o mulato de pé ao seu lado, pisando-a com força, sem que ao menos tivesse havido um pequeno diálogo entre eles que fosse o início de tudo aquilo a que se submetia. E sempre pisando-a, ele exigiu que ela respondesse: ``Queres, mesmo, ser minha puta?´´ Ela disse um ``quero´´ bem baixinho e bem nítido. Foi a primeira palavra que pronunciou para o seu conquistador. Só, aí, ele deitou-se ao seu lado, abraçou-a e beijou a boca ansiosa por tal contato. E, ali mesmo, em plena praia vazia, ela recebeu na boca o sexo de seu amante mulato, sorvendo todo o produto do intenso orgasmo. Apenas depois da satisfação do macho é que, sentados, ele com o braço nos ombros de Verônica, puxando-a para si, teve início a primeira conversa. Verônica contou-lhe sobre sua vida no Rio, falou de sua cidade no interior, de seus pais, de sua avó, de seus estudos. Ele queria detalhes de sua vida sexual e fazia as perguntas diretamente, exigindo que dissesse a verdade. Ela teve que revelar que era virgem, contou que se acariciava com freqüência, falou de suas excitações noturnas e confessou que na véspera fora obrigada a se satisfazer, pois ele a excitara muito. Acabou, também, revelando que tinha se interessado pelo amigo negro e que já tinha mesmo se disposto a procurá-lo. Só depois de dar todas as respostas ao inquérito de seu homem é que soube que ele se chamava Adilson, que estava desempregado a alguns meses, morava numa hospedaria barata, dividindo o quarto com mais três conhecidos. Tinha sido porteiro de um cabaré e perdera o emprego por ter se envolvido num conflito entre freqüentadores. Era amigo do Walter, o empregado da lanchonete, que o convidara a conhecer ``a vagabundinha que gostava de se exibir´´. Walter tinha um certo temor de se aproximar, pois não acreditava muito que Verônica o aceitasse. Mas, a verdade é que estava excitadíssimo por ela, ansioso para possuí-la e por causa disso o convidara para ir à praia a fim de conhecê-la, pensando que sua maior experiência com as mulheres pudesse ser útil . Mas, como foi Adilson que se apropriou da presa, ela deveria estar prevenida de que, breve, seria emprestada ao amigo. Este não tivera a perspicácia de notar que a moça estava ávida por se aproximar dele e entregar-se toda. Adilson entendera tudo logo que o amigo contou o caso e, quando a viu na praia toda oferecida, quando reparou que ela não retirava o olhar de seu membro endurecido e nem conseguia disfarçar, sua experiência logo dissera que estava ali uma fêmea atrás de um macho que saiba impor a sua vontade e que queira se apropriar dela. Ele é capaz de realizar tudo que ela almeja e de lhe ensinar coisas que ainda não sonhou, mas que está certo de que apreciará, pois sempre conviveu com as mais depravadas prostitutas e, portanto, sabe muito bem o que uma mulher como ela pode gostar. Contou que conhecera alguém semelhante há algum tempo. Era uma mulher casada, cujo marido era um rico comerciante, também loura, muito bonita, mas que adorava se sentir uma prostituta e freqüentar as regiões sórdidas do baixo meretrício, a fim de se relacionar com tipos acostumados àquele ambiente. Só ficava satisfeita depois de entregar-se a vários homens, preferindo, sobretudo, os negros mal vestidos e suados. Além de satisfazê-la sexualmente, inclusive espancando-a, pois ela gostava, Adilson a acompanhava aos antros e assumia o papel de cáften. Tal mulher um dia desapareceu, abandonou a família e foi atrás de um camelô, negro, é claro, por quem se apaixonou e que agora a prostitui numa zona de meretrício, perdida lá pelo interior do país, de uma região de extração de ouro. Toda aquela conversa era estranhamente singular, bizarra, se considerarmos que fugia por completo ao contexto de Verônica. Tudo era estranho: a imediata submissão ao homem que mal conhecera, a aceitação de um tipo de vida depravado que lhe era indicado e que violava todos os princípios em que fora educada, a rapidez do relacionamento e a maneira como se processou. Como foi possível que aquele mulato inculto pudesse contar com a sua total subserviência ? E como ele descobriu os seus desejos mais escondidos? O que ela não duvidava é que,naquelas quase três horas ao seu lado, estava, decididamente, apaixonada e o acompanharia para onde ele quisesse. Aceitava tudo que viesse dele. E ele propunha que ela jamais recusasse suas ordens, pois queria uma mulher que lhe obedecesse. Disse que, muito mais do que beijinhos e agrados, gostava mesmo era de sentir que a mulher lhe obedecia e, para isso, reafirmou que seria mesmo capaz de espancá-la, sem qualquer problema. O seu prazer era o de ser dono e o de ser sustentado por sua fêmea. Não era um amante que ela arranjara: era um rufião. Foi também neste primeiro dia que Adilson deixou claro não admitir que ela mantivesse em segredo o relacionamento entre os dois. Pelo contrário, exigiu que nada escondessem e que pudessem andar por todos os lugares, mesmo abraçados, e que ela deveria sempre demonstrar que o amava e que precisava dele. Pouco lhe importava que os outros reparassem neles. Quanto mais reparassem, mais ela deveria dar demonstrações de amor e submissão. E ele se deliciava imitando os ``bacaninhas´´: ``Olhem só a sem-vergonha da garota, lourinha, de família, pendurada naquele mulatão vagabundo, e aos beijos´´. Verônica tinha a certeza de que era isso mesmo que iriam falar, mas aceitou. No dia seguinte, à noite, esperou Adilson na porta de um cinema de bairro. Ela ficou cerca de quinze minutos aguardando, com as entradas já compradas. Estava com um vestido novo que salientava seu corpo jovem e perfeito, trazia seus louros cabelos soltos, enfeitados com uma flor, e usava sandálias de salto alto. Foi assediada quer com olhares, quer com palavras. Mas, logo que viu Adilson, atirou-se em seus braços, beijou-o na boca, sentindo que causara um mal estar na porta do cinema e que era alvo de olhares reprovadores. Ao entrar, já sentada, Verônica deu-se conta de que estava com o seu sexo molhado, em grande excitação, e passou a acariciar o seu amado, quase chegando ao orgasmo com os seus beijos. Durante alguns dias viveram como dois namorados, mas sempre ele arranjava um modo de ser satisfeito pela menina, fosse na praia, nos cinemas ou em cantos que só ele conhecia, fazendo-a afagar o seu membro com as mãos, com a boca, ou mesmo utilizando suas belas coxas. Ela retornava ao seu apartamento com os vestígios do prazer que proporcionara, sentindo-se feliz com o forte gosto que ele deixara em sua boca ou com aquele líquido colante em suas coxas. Então, ela mesma se dava o prazer. Verônica sabia que estava sendo preparada e mostrava-se ansiosa pelas coisas mais fortes que, certamente, logo viriam. O seu futuro com Adilson metia-lhe medo, mas ela não tinha saída: fizera a escolha e, apenas, aguardava com medo e ansiedade o que estava para acontecer. Foi na praia que a menina recebeu a comunicação de que, naquele mesmo dia, iriam à lanchonete do Walter, após as nove horas da noite, quando as portas já estariam fechadas. Ela estremeceu ao imaginar que, pela primeira vez, os dois estariam a sós, encerrados entre quatro paredes. E era o dia de seu aniversário . Adilson não sabia, mas aquilo seria um presente pelos dezoito anos. Passavam alguns minutos das nove horas quando Adilson bateu na porta fechada da lanchonete, que logo foi suspensa até a metade, permitindo a entrada dos dois. Walter desceu novamente a porta de aço e recebeu a sua ``vagabundinha exibida´´ com um sorriso maldoso, acariciando sem cerimônia as nádegas que tanto olhara e cobiçara. Ele mesmo abriu a porta do banheiro para o casal, encostando-a a seguir, com um debochado ``divirtam-se´´. Tinha sido combinado que os amantes ocupariam o banheiro da lanchonete, pois lá nos fundos não haveria perigo de algum passante captar qualquer ruído inconveniente. Imediatamente, a menina jogou-se nos braços de seu amado, que a estreitou e a beijou. Suas mãos lhe apertavam as nádegas sobre o vestido, logo erguido e arrancado. Ela estava, enfim, nua nos braços do macho a quem fizera promessas de submissão completa. Ele também se desnudou e entreabriu a porta para lançar a roupa dos dois sobre o balcão próximo. Agora, abraçada, ela sentia o contato do enorme membro endurecido entre suas coxas e, não resistindo à tentação, abaixou-se e colocou-o em sua boca para as carícias que tanto gostava de fazer. Estava trêmula de tanta excitação. Apesar do espaço exíguo, do desconforto, do forte cheiro de urina, de estarem ao lado de um vaso sanitário sem tampa e sujo, Verônica era feliz. Então, Adilson ergueu-a, fez com que ela se voltasse para a parede de ladrilhos e se apoiasse com as mãos, lambuzou a entrada de seu ânus com a vaselina de uma latinha e, sem qualquer vacilação fez a penetração, forçando sempre, pouco ligando para os gemidos, para as súplicas e para os abafados urros de dor que a menina emitia. Ela estava gélida, suava, sentia-se rasgada e prestes a desmaiar. Ela arfava. Quando os gemidos redobraram de intensidade, ele respondeu com um soco na nuca de Verônica e com mais violência na penetração. Uma vez inteiramente dentro daquele corpo que era seu, ele a enlaçou com toda a força e, através de brutais estocadas, atingiu o orgasmo, inundando com o seu sêmen aquele estreito canal. Quando o amado se retirou de dentro de seu corpo, ela foi tomada por fortes tremores e por um pranto contínuo, mantendo-se ainda, por alguns minutos, na posição em que fora violada. Ao se voltar, viu que a porta do banheiro estava escancarada e que tudo tinha sido assistido pelo empregado da lanchonete que, em pé, na entrada do banheiro, vestido apenas com a cueca, manipulava o próprio membro em completa ereção. Foi, ainda trêmula e chorando, que ouviu a ordem de seu amante para que voltasse à mesma posição, pois chegara a vez do negro. Este foi direto àquela parte traseira que sempre sonhara possuir. Ela foi outra vez penetrada, sem qualquer contemplação, e a brutalidade do novo coito refletia a intensidade do desejo do macho que, por tanto tempo, aguardava tal momento, sem saber se o realizaria. Novamente, ela se sentiu inundada, de tal maneira que, vencendo todos os pudores, foi obrigada a se servir daquele vaso asqueroso e lá deixar, misturadas com seu sangue, parte das secreções recebidas. Quando pôde colocar o vestido, ela ainda tremia. Deram-lhe um cálice de cachaça antes de sair. Em casa, foi diretamente para a cama, toda dolorida mas, sobretudo, com a sensação de que tinha sido degradada, rebaixada, anulada. Isto fez com que se excitasse e descesse as mãos para o sexo, entregando-se a um prazer repleto das imagens da profanação que sofrera. Por várias vezes Verônica foi levada ao banheiro da lanchonete, servindo aos dois homens, saindo cheia de dores, pois demorava a se adaptar às dimensões exageradas de Adilson. Já o outro, apesar da grande dotação, deixou, aos poucos, de lhe provocar dores. Era comum Adilson ir-se embora depois de satisfeito, abandonando a amante com o negro que, de fato, fazia-lhe amor, amor do tipo que ela buscava. Ela sentia aquele corpo suado em contato com o seu, beijavam-se longa e ardorosamente, ele obrigava a delicada boca a lhe acariciar o membro e, freqüentemente, depositava lá dentro o produto de seu orgasmo, que era bebido com prazer. Ou, então, punha-se por trás, quase sempre deitado sobre ela, no chão do banheiro forrado com jornais, que sentia de um lado a dureza do chão e do outro o peso do corpo de seu macho. Depois que se entregou aos dois amigos, foi Walter que lhe proporcionou o primeiro orgasmo enquanto era penetrada. Num dia em que era possuída em pé, quando a penetração se fez total, ele exigiu que ela se masturbasse e, assim, juntos, chegaram a um maravilhoso final, dando a Verônica a certeza de que também o amava. Nas noites em que Adilson os deixava a sós, após estarem satisfeitos, o negro a levava de volta, abraçado a ela, como amantes apaixonados que eram. Tempos depois de conhecer Adilson, Verônica se tornou uma pessoa comentada nas redondezas de onde morava, pois era sempre vista com o amante mulato e, até mesmo, com o negro. Os porteiros e faxineiros dos edifícios próximos, assim como os guardadores de automóveis, os ambulantes, os jornaleiros, tratavam-na com a maior liberdade, dizendo piadas grosseiras e obscenidades, fazendo mesmo propostas diretas. Uma noite em que voltava do cinema e que fora deixada pelo amante a alguns quarteirões do seu prédio, quando ia por uma rua um tanto escura, foi segura pelo braço. Quando se voltou, viu que era um guardador de automóveis, um tipo sórdido, magro, sujo, com a boca cheia de dentes esburacados e que usava uma muleta, pois tinha uma perna atrofiada. Apertando-lhe fortemente o braço, num tom autoritário, estúpido, ele disse que desta vez ela não iria lhe escapar, que sabia tudo o que faziam com ela dentro da lanchonete, e que queria levá-la para o carro onde dormia, para fazer o que os outros faziam. Ela foi empurrada para o banco de trás de um automóvel grande e velho, teve que sentar-se no colo do homem que a forçava e logo uma de suas mãos esfregou a sua vagina, enquanto a outra percorria todo o seu corpo. A respiração do homem era ofegante e o seu hálito era desagradável. Ele nada dizia, mas suas mãos eram ativas, talvez procurando pelo que,de fato, aconteceu. A moça se excitou, começou a emitir gemidos baixinhos e, finalmente, fez o que parecia impossível : abraçou o tipo repugnante, procurou sua fétida boca e beijou-o com volúpia, um beijo molhado em que ela própria, com sua língua, procurava a língua do macho. E foi ela também que, tomando a iniciativa, virou-se de frente para ele e conduziu o membro todo excitado para o caminho traseiro de seu interior. Inteiramente penetrada, ela o abraçou com força, suas bocas se colaram, até que sentiu a forte ejaculação em suas entranhas. Vendo o macho satisfeito, ela sentou-se ao seu lado e masturbou-se com violência até alcançar um maravilhoso orgasmo. Foi, aí, que soube, conversando com o guardador de automóveis, que o caso dela com Adilson e Walter era de domínio público, pois o próprio Walter contava detalhes de tudo que faziam com ela. Verônica ouviu o que já sabia: que Adilson era um cafetão conhecido e que sempre explorara prostitutas miseráveis. Foi contado que agora estava satisfeito, pois ela prometia ser uma grande fonte de renda. Inclusive, ele dizia para todos que planejava vender a sua virgindade para alguém que pudesse pagar muito. Enquanto seu amante eventual falava, a moça o contemplava e pensava em como pudera estar ali, naquela situação, fazendo amor com um homem de figura tão repulsiva, ela própria se mostrando toda oferecida e toda disponível. Ao sentir que o membro outra vez se erguia, ela se curvou sobre o colo do aleijado e entregou sua boca para as carícias. Foi lá no fundo de sua garganta que ele despejou pela segunda vez a sua grossa secreção. E como despedida, foi ela que pediu que ele a masturbasse. Quando alcançou o clímax, sentiu-se completamente imunda. Ficara duas horas encerrada no velho automóvel. A avó de Verônica se preocupava com o horário tardio das chegadas da neta, e julgava que ela tivesse algum namorado, colega de faculdade. Dizia que queria conhecê-lo e a moça prometia levá-lo, em breve, ao apartamento. Todavia, Verônica ficava tensa quando pensava que seria descoberta em suas sujas aventuras. O que poderia acontecer quando a família se inteirasse de seu amor por um tipo inescrupuloso, por um cáften reconhecido? De certa forma ela já era cafetinizada, pois entregava a Adilson toda a sua polpuda mesada que o pai lhe enviava, além do dinheiro que a obrigava a pedir à avó. A desculpa dele era a de estar juntando recursos para alugar um apartamento, a fim de poder possuí-la com mais calma. Como não trabalhava, as melhores roupas do rufião eram presentes de sua apaixonada, no fundo destinados a atenuar o contraste entre os dois. O certo é que tomava-lhe sempre dinheiro, o que dava à moça a sensação de estar pagando para ser possuída, para que pudesse beijá-lo e acariciá-lo. Numa ocasião em que ele pedia mais dinheiro, ela tomou plena consciência de como estava subjugada. Tinham chegado ao interior da lanchonete, que Walter já fechara, e Adilson exigiu mais dinheiro. Ela respondeu que não tinha e que não seria possível pedir mais à avó, pois a senhora poderia desconfiar de algo. Ele insistiu e a moça continuou negando. Então, o explorador ameaçou abandoná-la. Verônica estremeceu e começou a chorar, pedindo que ele esperasse mais alguns dias. Mas, o mulato empalideceu e, tomado de intensa raiva, esbofeteou a moça com violência e aplicou-lhe um forte soco na barriga. Quando ela se curvou com o golpe e colocou as mãos no local atingido, recebeu outro soco no pescoço que a derrubou, caindo de boca no chão e ferindo os lábios, sendo em seguida chutada, impiedosamente. Cessado o castigo, ainda cheio de ódio, em termos brutais, ele a avisou de que nunca mais lhe negasse nada e que seria mesmo capaz de matá-la de pancada. Sentada no chão úmido e sujo, ela ouviu as palavras de seu dono e notou que tanto ele como Walter estavam excitados, em ereção, e que cada um alisava sobre a calça o próprio membro. Aí, Adilson, simplesmente, perguntou se ela queria ser possuída. Apesar da estupidez da punição, de imediato, ela manifestou o desejo de estar com ele. Foi conduzida ao banheiro e, na posição costumeira, encostada à parede, foi sodomizada pelos dois homens com uma ferocidade que até aquele dia não conhecera. Também ela chegara ao orgasmo, esfregando seu sexo enquanto era penetrada. Ficara toda suja, cheia de marcas pelo corpo, doída, com os lábios sangrando. Lavou-se na pia, tirou o sangue do rosto, penteou-se e, por fim, pediu desculpas a Adilson, garantiu que lhe daria o dinheiro, jurou que nunca mais lhe negaria o que quer que fosse, que lhe obedeceria sempre. Seus lábios roçaram com suavidade as mãos do amante e, em seguida, ela acariciou-lhe o rosto sério, dizendo: ``Obrigado por me dar tanto prazer, meu amor. Pode me bater sempre que quiser. Você é o meu dono e eu sou sua´´. Beijou-lhe a boca com um imenso amor, até que ouviu a voz de Walter: ``Nunca vi uma sem-vergonha tão grande. Ela é a maior vagabunda que pode haver. É uma escrava. Deixa ela mais um pouco comigo, Adilson´´. O cafetão foi-se embora e Verônica permaneceu na lanchonete sozinha com aquele negro gordo, enfurecido de excitação por tudo que acabara de assistir. Ele lhe arrancou o vestido, abraçaram-se, apertou os volumosos e rijos seios, passou a mão no sexo todo molhado da moça, fez com que ela se ajoelhasse e lhe afagasse o membro com a boca cálida. Quando sua excitação era total, o negro ergueu-a pelos cabelos, levou-a mais uma vez para o banheiro, fechou bem as portas, colocou-a apoiada na parede e, com um cinto na mão, disse-lhe que iria castigá-la. Começou a bater no corpo já marcado pelo dono, com força crescente, nas costas, nas nádegas e nas coxas. Fez com que ela se virasse de frente e ordenou que não parasse de se masturbar enquanto era surrada. O couro atingiu os seios, o ventre, voltava para os seios, e ela sempre se masturbando, cada vez mais excitada, começou a pedir mais força, chamando-o de seu amor. O orgasmo de Verônica foi diabólico. Finalmente, ele a colocou de joelhos, introduziu-se em sua boca e ejaculou. Ela foi levada para casa abraçada pelo seu carrasco negro. Ao contemplar-se no espelho do seu banheiro, ficou horrorizada com o seu estado: estava toda lanhada, avermelhada, com os lábios ligeiramente inchados. Tomou um banho bem quente, passou um creme no corpo, fez um curativo no rosto, vestiu a camisola mais fechada que tinha e foi para a cama, torcendo para que a avó não aparecesse no quarto e para que as marcas sumissem rápido. As marcas das cintadas permaneceram por alguns dias, assim como as equimoses dos pontapés, mas os vestidos encobriam tudo. Na manhã seguinte, o corte nos lábios estava menos inchado e a explicação de que batera no banco do ônibus, em conseqüência de uma freada, foi logo aceita pela avó. Adilson, enfim, alugara um pequeno apartamento num daqueles edifícios que são autênticos pardieiros, com a mais duvidosa freqüência. É fato que, com o dinheiro que Verônica lhe dava, poderia ter alugado algo muito melhor, mas ela nada lhe disse, pois sabia que ele iria se aborrecer. Não é que temesse ser espancada: o que temia é que a família visse as marcas. O apartamento deu à moça a esperança de ser desvirginizada por seu homem. Ela estava ansiosa por isso e, agora, não faltariam oportunidades. Diariamente, ela ia ao apartamento, mas ele continuava a usá-la do mesmo modo. Servia-se de seu ânus, de sua boca, continuava a se excitar espancando-a, de tal modo que ela viciou-se em ser surrada. Quando ela lhe manifestou a vontade de ser penetrada na vagina, ele, sem maiores explicações, disse que esperava uma ocasião especial. A dedicação de Verônica ao amante tornara-se total. Exigia que estivesse sempre no apartamento e obrigou-a a abandonar a faculdade, para que ela pudesse lhe dar mais atenção. Ela tudo aceitava e até agradecia o domínio que era imposto. Sua boca tornou-se um utensílio para o prazer de Adilson, que apreciava senti-la em várias partes de seu corpo, sobretudo em suas virilhas e em seus pés. Certo de que sua posse sobre ela era completa, uma manhã em que sua submissa amante chegou ao apartamento, ele lhe comunicou que a partir daquele dia ela iniciava uma outra vida: uma vida de prostituta. Já tinha uma lista de fregueses, todos pessoas de muitos recursos e que pagariam muito bem pelos serviços que ela iria prestar. Assim, ela estaria retribuindo os favores que o seu dono lhe concedia. Neste mesmo dia, ela começava por um senhor muito especial, um homem muito rico, cheio de exigências, e que pagara bem pela virgindade dela: ``Vais servi-lo bem direitinho. Ele pode fazer tudo, compreendeu? Eu disse: tudo. Só tens que ser obediente´´. Ela recebeu um cartão com o endereço e seu amado lhe indicou a hora que deveria estar lá. Foi mandada de volta para casa, a fim de se preparar com esmero para o encontro. O apartamento de seu primeiro freguês era imenso, mobiliado com enorme bom gosto, sofisticado, mostrando logo a categoria do proprietário. Verônica foi recebida por uma empregada uniformizada, que a introduziu num amplo quarto, avisando que o Dr.Aurélio viria logo. O quarto, todo coberto por um grosso tapete, além da cama e dos armários, possuía um jogo de poltronas e sofá, algumas finas mesinhas e uma aparelhagem de som que, no momento, transmitia numa tonalidade suave o concerto para violino de Brahms. Verônica sentou-se numa poltrona e fechou os olhos, concentrando-se na pura beleza daquela música. Quase meia hora depois, chegou um senhor de seus sessenta anos, vestido esportivamente, de aspecto refinado, que se dirigiu a ela num falar tranqüilo: ``Então és a garota do Adilson. És muito bonita. Ele me falou que aceitas tudo, que gostas de apanhar, que és virgem. É verdade mesmo?´´ Verônica estava amedrontada e seu medo aumentou com a objetividade do cavalheiro. Respondeu que era tudo verdade. Então, mandou que ela tirasse a roupa e fosse para a cama, no que foi logo obedecido. Ele abriu as pernas da moça, pediu que ela separasse bem os lábios vaginais, e introduziu um dedo, demonstrando grande satisfação: ``A menininha realmente é virgem. Vamos tratar disso com carinho´´. Ordenou que ela se levantasse e fosse ao closet no meio do quarto e, numa sapateira, escolhesse uma sandália que calçasse bem os seus belos pés. Verônica experimentou três ou quatro sandálias, todas de saltos altíssimos, e voltou para perto do Dr. Aurélio ostentando uma de cor vermelha. Ele elogiou a perfeição de seus pés e aconselhou-a a usar sempre saltos bem altos quando fosse servir a seus clientes. Ficaram por algum tempo sentados no sofá e ela foi submetida a um questionário minucioso, cujas respostas eram uma descrição completa de tudo que ela experimentou em matéria de sexo. Ele esmiuçou com enorme prazer a vida sexual de Verônica. Ela teve que detalhar tudo que os seus homens lhe proporcionaram, e até mesmo as experiências que tivera antes de vir para o Rio. Falou de suas masturbações desde o começo de sua adolescência e das carícias secretas que um velho jardineiro de sua casa lhe fazia, quando a levava para um depósito de ferramentas no fundo do quintal. Carícias que exigiam que erguesse as saias e recebesse o membro em suas mãos ou entre suas coxas, realizadas com freqüência desde os seus dez anos de idade, sem qualquer troca de palavras entre os dois. Eram momentos de silêncio, de envolvimento, e até as solicitações para tais encontros não precisavam de palavras, pois bastava que um aparecesse diante do outro e se encaminhasse para o lugar costumeiro. Durante mais de seis anos ela sentiu as mãos ásperas do jardineiro, sempre trêmulas, percorrendo todo o seu corpo, detendo-se mais nos seios, nas nádegas, entre as coxas, com os dedos dispensando carícias em sua entradas. Logo que a menina demonstrara a completa aceitação do que ele lhe fazia, logo que ele teve a certeza de sua complacência, então as suas rudes e viciosas mãos foram, pouco a pouco, alternando as carícias com apertos dolorosos nos pequeninos seios e no interior das coxas. Sempre que uma das mãos lhe magoava, a outra lhe dava prazer. Novas sensações dolorosas foram introduzidas. Enquanto a língua de seu corruptor tocava os seus mamilos e os dedos passeavam pela abertura de sua úmida vagina, a outra mão puxava-lhe os cabelos brutalmente pelas costas. Ela não emitia qualquer som. Os gemidos eram abafados. Ela temia o jardineiro e temia também ter de perder aqueles encontros. Suportou bem as bofetadas que eram o prenúncio de suas coxas molhadas. Ele passou a usar sua boca, deixando lá dentro o esperma que até então só era depositado em suas coxas e em suas mãos. Sempre ele a satisfazia com a habilidade de seus longos dedos. Dedos que se insinuaram entre suas nádegas e foram abrindo o caminho traseiro, até que veio a dor da penetração por trás, tão repetida depois. Hoje, ela sabia que as dores causadas por estas primeiras penetrações anais nada foram, se comparadas às que experimentou no banheiro da lanchonete, quando os grandes falos de Adilson e Walter nela se enterraram sem qualquer condescendência. Mas, já naquela época, ela sentia que a satisfação buscada dentro dela pelo jardineiro envolvia o desejo de lhe causar dor, dor que ela manifestava nas contrações faciais e nos reflexos de seu corpo violado. Foi terrível se ver privada daquele homem, despedido por seu pai meses antes de vir para a casa da avó. A seguir, revelou o seu encontro com Adilson e contou tudo que sofrera em suas mãos e nas mãos de Walter. Confessou que tinha cada vez mais necessidade de ser espancada, chegando mesmo a pedir, com freqüência, que o seu amado lhe impusesse cruéis punições. Depois, o Dr. Aurélio quis conhecer a dimensão de sua entrada traseira. E ela, em pé à sua frente, separou com a mão as duas nádegas e mostrou com orgulho a ampla abertura que foi feita pelo enorme falo de seu dono. Evidentemente, a excitação do velho senhor tinha chegado ao limite com aquela lúbrica conversa. Estimulado pela sinceridade e pelo caráter devasso de Verônica, dirigiu-lhe as últimas palavras antes de iniciar seus atos também devassos: ``Tu és uma meretriz sem-vergonha, uma degenerada. Sabes que não podes escapar mais a este processo de degradação que procuraste? Teus parceiros vão apenas te usar. Em pouco tempo estarás toda marcada, pois todos saberão que gozas apanhando, e há muita gente disposta a espancar uma mulher assim. Quanto mais aceitares os castigos, mais fortes e rancorosos eles serão. Tu apenas começaste o caminho da abjeção. Cada vez desejarás mais violência sobre ti. Os castigos terão que ser mais cruéis para que gozes. Precisarás de parceiros sempre mais viciosos e tu mesma estimularás o vício deles. Nem sabes como isso poderá terminar. Breve, irás conhecer a verdade do que digo. Irei sugerir a certas pessoas que procurem te conhecer. Tu farás a felicidade delas. Agora, vamos começar. Vai até aquela gaveta de cima e escolha o maior membro de borracha que encontrares´´. A jovem prostituta depositou nas mãos do Dr. Aurélio o espantoso membro artificial, revelando que era bem maior do que o pênis de seu amante. O velho vibrou com tal afirmação e disse-lhe que iria introduzir tudo aquilo em seu ânus, mesmo que a arrebentasse toda. Ela foi tomada de pavor com aquela perspectiva, mas ele largou o membro sobre o sofá e, colocando-a ajoelhada em sua frente, livrou-se das calças e entregou o seu próprio pênis para os afagos da boca jovem e experiente. A deliciosa sensação dos lábios e da língua daquela linda meretriz despertou-lhe as taras adormecidas. Segurou com força os louros e longos cabelos para levantar a cabeça curvada sobre o seu sexo e, entre os maiores impropérios, aplicou violentos tapas na face suave da ajoelhada. Quando ela pediu mais força, então, o homem apossou-se de um chinelo de couro e, numa fúria animalesca, pôs-se a bater nos seios que se ofereciam, que logo apresentaram manchas avermelhadas. O perverso castigo foi concentrado nos róseos mamilos, até que a áspera sola fizesse o sangue aflorar. Os perfeitos seios de Verônica, ao fim dos golpes, traziam os sinais da maldade licenciosa do velho libertino. Chorando, ela foi levada para a cama, enquanto se desenvolvia o adágio do concerto para violino de Beethoven. Agora, deitada de bruços, ela aguardava a continuação dos atos licenciosos. Não demorou muito para que o sádico senhor, empunhando o grosso instrumento de borracha, iniciasse a penetração no complacente canal traseiro de Verônica, já inteiramente lubrificado. Ela gemia, chorava e implorava: estava sendo dilacerada pelo consolador. Mas, nenhuma interrupção se deu e logo o membro artificial estava por inteiro em seu interior. Continuava a gemer baixinho, quando sentiu em suas costas o jato de esperma resultante da masturbação com que o velho senhor acompanhara o decurso daquela penetração. Ele deixou-a na cama, ainda cravada pelo consolo, e foi descansar na confortável poltrona, por ora satisfeito, saboreando o seu uísque predileto. Durante mais de uma hora, a meretriz condescendente permaneceu penetrada, e quando ouvia o concerto para violino de Mendelssohn, recebeu a autorização para se livrar do aparelho. Ela própria o retirou e foi ao banheiro se recompor, constatando a enorme abertura que fora produzida e que, segundo o Dr. Aurélio, a tornava absolutamente receptiva. Ao retornar ao quarto, Verônica encontrou, sobre uma mesinha, uma bandeja com biscoitos e um forte café, recentemente trazida pela empregada. Ela bebeu o café, enquanto seu cavalheiro continuava a sorver o seu uísque. Depois de ter constatado que ela já se recuperara, ele lhe mostrou um fino chicote de couro, dizendo que iria chicoteá-la antes da cerimônia do defloramento, pois queria que eles dois estivessem bem excitados para aquela ocasião. Ela deveria ficar em pé, no meio do quarto, masturbando-se sem parar, para que pudesse aproveitar a violência das chicotadas. Sem qualquer evasiva, a rameira assumiu a posição desejada pelo mestre, começando a se acariciar enquanto era observada. Só depois de alguns minutos é que os golpes se iniciaram, transformando-se logo numa fonte de prazer, mesmo quando os seus seios, já maculados pelo chinelo, receberam as vergastadas mais duras. Finalmente, ao som do concerto para violino de Max Bruch, poderia se iniciar a violação. O Dr. Aurélio se desnudara por completo e deu ordens para que Verônica se deitasse, com as pernas bem separadas. Ela já desejava ter o velho sátiro sobre o seu corpo, forçando a sua vagina, abrindo-a, rompendo-a toda, para chegar ao orgasmo com os mais arrebatados movimentos. Mas, não foi isso o que aconteceu. Ele chegou até a cama e pediu permissão para imobilizá-la. Logo, ela ficou inteiramente disponível, pernas e braços afastados presos à cama de metal com algemas. ``Assim, o meu prazer não será interrompido e não poderás te esquivar´´, disse o Dr.Aurélio. Aí, ele retomou o grande consolador que dilacerara o ânus da submissa, lubrificou-o, e sem qualquer piedade, redobrando sempre o ímpeto, introduziu-o na virgem concavidade, provocando as mais atrozes dores em sua vítima, acompanhadas de urros cruciantes, suores, gemidos aflitivos, tudo terminando, uma vez consumada a total penetração, no desmaio da vítima. Foi com a moça desmaiada que o vicioso, masturbando-se, chegou ao orgasmo e procurou o mais machucado seio para deitar o seu esperma. Completara-se a iniciação de Verônica.