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O Inesperado
Era uma festa de colegas de trabalho.
Ela já estava bastante entediada, as conversas e fofocas do escritório não lhe interessavam.
Aliás, já fazia algum tempo que nada lhe interessava o suficiente. Buscava novas emoções em sua vida e tudo lhe parecia pouco atrativo.
Se afastou do burburinho e seguiu andando pela casa, saiu para o jardim dos fundos. Talvez um pouco de brisa lhe fizesse bem. Havia ali uma pequena casa, onde pode avistar uma escada para alguma espécie de porão. Viu que estava iluminado e se encaminhou pra lá.
Engraçado, não se viam muitas casas com porões por ali.
A porta entreaberta convidava a uma espiada. Olhou em volta e não viu ninguém mesmo. Faria até mesmo um favor ao dono da casa, apagaria a luz que alguém esquecera acesa.
Por sinal ela mal se lembrava dele na empresa, vira-o uma ou duas vezes apenas. Somente hoje pudera notar como era interessante, havia algo nele de diferente, uma espécie de virilidade sutil. Não era belo nem atraente, mas a deixava pouco a vontade, meio sem saber o que fazer ou dizer e com um desejo quase incontrolável de ser tocada por aquelas mãos enormes. Arrepiou-se, lembrando do rápido cumprimento que trocaram na chegada.
Empurrou a porta entreaberta. Para sua surpresa era uma iluminação de velas dos mais variados tamanhos, formatos e cores, espalhavam-se por todo o ambiente. Um odor suave pelo ambiente. A luz, o aroma tudo lhe provocava sensações. Ficou ali meio perdida se acostumando com a penumbra.
Começou a observar a decoração, estranha, diferente, algo misteriosa e até mesmo assustadora. Uma cama com dossel enorme, quatro longas estacas nas pontas, forrada com um lençol branco de linho. Argolas de ferro nas estacas lhe pareceram despropositais. Uma banheira antiga. Uma poltrona enorme parecendo um trono. Um baú cheio de cordas. Uma cadeira estranha de madeira com tiras de couro com fivelas. Uma mesa de marcenaria que não parecia combinar com nada. Um X de madeira na parede, com argolas. Era assustador. Sentiu calafrios.
Um móvel no canto com 4 gavetas grandes chamou sua atenção. Em cima dele dois chicotes assustadores. Pensou ouvir um barulho, foi até a porta e nada viu. Ia embora, mas algo a fez voltar para continuar sua exploração, estava excitada.
Emoções tão procuradas!
Abriu a primeira gaveta. Uma infinidade de objetos de sex shop. Alguns ela conhecia, outros não imaginava pra que serviriam. Consolos de diversos tamanhos, vibradores, plugs e outras coisas que podia imaginar servirem para diversão sexual. Ia tocar, mas se retraiu. Abriu outra gaveta, algemas, vendas, correntes, cadeados, cintos de castidade (nunca tinha visto um). Na terceira uma variedade de chicotes em tamanhos e formas diversas. Não resistiu e pegou um, de varias pontas e passou-o pela coxa, se divertindo com a sensação.
Estava de joelhos, a saia subira ou pouco, puxou-a um pouco mais para cima e tocou com o chicote na calcinha. Foi quando Ele entrou....ou pelo menos quando se manifestou. Poderia estar ali a muito mais tempo.
- Gosta?
Ela pensou em levantar-se, mas não teve forças.
- Desculpe-me! Sinto muito! Não deveria estar aqui.
O sorriso dele a desconcertava ainda mais.
- Não se levante menina! Fique onde está.
Dizendo isso se aproximou, pensou que Ele ia ajudá-la a levantar, mas não. Ele sentou-se na grande poltrona e ficou fitando-a ali, naquela situação desconcertante. Lembrou-se que a calcinha estava aparecendo, tentou arrumar.
- Não!!! A voz dele soou enérgica, para depois de forma suave acrescentar: não faça nada sem minha ordem.
- Coloque o chicote na boca, abra a última gaveta, escolha uma roupa. Levante-se e venha até aqui.
Fez tudo que ele mandou, sem entender bem o porque.
- Boa menina! Vai ser uma doce cadelinha. Não fique nervosa, sei que está dividida, não sabe bem o que está fazendo. Mas confie em mim, apenas confie.
Ela tentou dizer algo, mas o chicote na boca e a mente confusa não ajudavam. Ele já estava de pé, sentiu sua mão tocar seus cabelos e depois sua face. E meio que adivinhando seus pensamentos, ele disse:
- Todos já se foram. A festa acabou. Eu vim pra cá, como faço todas as noites, me sento e fico imaginando o vazio deste local sem a presença de uma boa e obediente escrava, que busco incessante a tanto tempo....e me deparo com você se deliciando com o local e meus objetos. Vi o brilho dos seus olhos e pude perceber como ansiava por isso. Vai ter tudo que sempre sonhou menina linda. É só se entregar, me permitir levá-la ao doce mundo das sensações. Não resista. Não se deixe dominar pelas dúvidas, entregue-se.... Diga apenas ROSAS se algo lhe ultrapassar os limites. Cessarei imediatamente qualquer atividade. Se me entendeu diga SIM, SENHOR.
Dizendo isso tirou o chicote da sua boca e ela apenas pode balbuciar:
- Sim Senhor...
Ele então passou a despi-la, devagar e cuidadosamente. Ela imóvel, assustada com a facilidade com que tudo acontecia, e extremamente excitada. Ele retirou primeiramente a calcinha, para em seguida afastar suas pernas. Puxou-lhe o vestido e a deixou nua. Tirou todas as jóias, deixando apenas de saltos. Estava atrás dela e fazia tudo calmamente, podia sentir seus olhos em todo seu corpo, a pele quente. Sentiu que Ele se afastava e ficou ali meio desnorteada.
- Aqui estou menina. Não vou vesti-la, gostei de seu corpo e quero apreciá-lo nu. Não se vire.
Ele aproximou-se novamente, chicote ainda na mão e abraçou-a. Havia tirado a camisa, sentiu seu cheiro e estremeceu. Ele colocou uma coleira larga de couro em seu pescoço, tornezeleiras e braceletes combinando. Sentou-se novamente no trono, agora olhando-a de frente.
Ela corou, e tentou tampar-se.
- Não! Ou será castigada. Uma cadela não tem vergonha de seu Dono. Aproxime-se.
- Eu acho que...
- Cale-se! Fale apenas quando eu ordenar. Agora venha, vai sentar-se no meu colo e vamos conversar.
Ela sentou-se, Ele abriu-lhe as pernas e enfiou-lhe o dedo olhando-a firmemente.
- Agora me pertence cadela, e pela tua umidade vejo que aprecia isso.
Enquanto falava ele alternava carícias nos seios, na vagina, no clitóris com leves tapas na bunda, nas coxas. Apertava-lhe os bicos e puxava-lhe os cabelos para trás fazendo-a arquear cada vez mais o corpo. Como podia permitir isso? Sentia-se uma vadia, uma devassa, a mistura do prazer, da dor e da vergonha estavam levando-a ao êxtase, quando se deu conta de que não estava prestando atenção nas palavras de seu Senhor.
- ... não lhe permiti o gozo, controle-se! Se gozar serão vinte chibatadas e não serei clemente.
Mas ela gozou, tudo aquilo, aquele homem, aquele ambiente, aqueles objetos, o toque, as palavras mal assimiladas, seu tesão a tanto tempo contido aflorou. Sentiu que Ele a pegava pela mão e levava até a cama, prendeu seus braços e pernas abertos e o chicote castigou-lhe a pele. Foram 10 chibatadas fortes antes que se lembrasse da palavra.
- ROSAS!
Ele se aproximou, tocou seu rosto fazendo com que o olhasse nos olhos.
- São 20 cadela! É um castigo. Vai me decepcionar?
- Não Senhor! Continue, por favor.......
Lágrimas escorriam-lhe pelos olhos quando terminou. Ele a soltou, abraçou e acariciou docemente. O lençol macio lhe fez bem, a pele queimando ainda incomodava. Ele trouxe pétalas de rosas e a cobriu com elas.
- Sempre que ficar satisfeito contigo haverá rosas.
Enquanto Ele falava acariciava-lhe as marcas, e somente nesse momento ela percebeu que Ele agora estava nu.
- Chupa cadela! E me oferece esse rabo que quero me divertir com ele.
Obedeceu e sentiu algo sendo enfiado em sua buceta e algo no cuzinho. Enquanto o chupava sentia a bunda arder com deliciosas palmadas daquelas mãos que tanto desejara. Quando Ele se deu por satisfeito, levantou-se, colocou-a de quatro, tirou o plug e penetrou de uma só estacada.
- Seu cuzinho, apesar de ser meu maior desejo, ficará preenchido para ser usado mais tarde. Goze a vontade agora, pois quero torturá-la depois.
Não precisava mandar duas vezes, gozou, aquele homem dentro dela era seu único desejo. Gozaram os dois. Os corpos suados e cansados caídos na cama lado a lado.
Ele mandou que se levantasse, tinha sede.
- Abra aquela porta lateral, encontrará uma pequena copa. Lá uma bandeja com correntes que deve fixar na coleira e amarrar no corpo. Traga também a bandeja de frutas. E não se demore!
Ela levantou-se de uma vez. Aquele tom de voz mexia com ela. Estava realmente assustada mas estranhamente feliz. Atrapalhou-se um pouco com a bandeja, mas conseguiu arrumá-la.
Quando retornou a grande sala, Ele estava recomposto. Sentado no trono. Como era imponente! Emanava força e poder impressionantes. Postou-se a frente Dele de joelhos. Ele sorriu.
- Aprende rápido menina. Será uma bela escrava. Terei orgulho em apresentá-la aos amigos.
Ela não compreendia exatamente o sentido de tudo que Ele dizia, mas sentia-se reconfortada.
Ele bebeu a água e pegou um cacho de uvas. Levantou-se e foi jogando algumas no chão formando uma espécie de trilha até a mesa de madeira grande. Em cima da mesa, depositou as duas últimas.
Foi a cômoda e buscou uma guia de cachorro, assim como um chicote de montaria.
- Vem cadela. Você agora é a minha cadela! Porte-se como tal. Senão...dormirá presa no canil.
Ela olhou-o supresa e sentiu o primeiro puxão da guia, levando-a em direção as uvas. Ao chegar na primeira, ele ordenou:
- Come!
Quando ela levou a mão para pegá-la sentiu o chicote na carne:
- Cadelas não tem mãos.
Quis levantar-se, mas pensou no chicote. Levou o rosto ao chão e comeu a uva.
Ele abaixou-se e beijou-lhe a boca.
- Linda!
E assim foram todas as uvas do chão, uma a uma. No percurso algumas chicotadas seguidas de comentários do tipo: abane mais esse rabo! Porte altivo! Olha a coordenação de movimentos! Não olhe pra cima! Tudo era motivo pra mais um castigo. Ela começava a gostar daquilo. Nas últimas cometeu leves deslizes esperando pelo couro.
Ao chegar a mesa, ele ordenou que subisse e continuasse de 4. Sempre segurando firme a guia. Abaixou seu rosto e abriu-lhe mais as pernas. Esfregou-lhe a buceta e começou a dar tapas rindo e comentando:
- Está gostando não é putinha? Toda molhada! Vamos ver agora como se sai...está vendo as duas ultimas uvas? Vai comê-las, mas não com essa boquinha que me chupou tão gulosamente. Se conseguir comê-las com essa buceta gostosa, lhe darei o direito de escolher seu castigo.
- Eu não estou entendendo, você acha........UI!
- Aprenda de uma vez. Pra você eu sou Senhor! Me chame de Senhor! Nunca mais me dirija a palavra dessa forma, ou o castigo será inesquecível.
- Sim .... Senhor! O Senhor não tem o direito de me castigar, o que eu fiz.....AI! AI! AIIIIIIIIII!
- Olha aqui cadelinha! Eu tenho todos os direitos, porque a partir de hoje é minha ESCRAVA, me pertence e faço de ti o que eu desejar, quando eu desejar. Se não concorda com isso, vista-se e se vá de uma vez. Esqueça que aqui esteve e esqueça do prazer que sentiu e do Homem que deseja.
- Não! Senhor, por favor, me perdoe. Eu estou confusa, não entendo porque me castigas, porque...
- Cale-se! Aos poucos irá entendendo tudo, deixe-me guiá-la, já teve uma pequena amostra do que te espera. Iremos juntos ao mais profundo do seu ser e o nosso prazer será indescritível. Descubrirá suas possibilidades e capacidades, fará coisas que nunca imaginou e sentirá orgulho e prazer por elas. Aquelas que um dia imaginou e a ninguém confessou serão realizadas, vividas e revividas. Basta que confie em mim. Serás meu caro mimo, usarei a meu bel prazer, e cuidarei de você como o bem mais precioso.
Ela chorava, as lagrimas corriam por seu rosto. Um mundo de emoções e pensamentos conflitantes tomavam conta de si enquanto sentia a mão Dele a percorrer mansamente seu corpo.
- Eu fico...Senhor....eu fico.
E encolheu-se próximo ao corpo daquele homem.
- Então termine a tarefa que lhe confiei e deixarei que se vá tranqüila descansar e pensar em tudo que aconteceu aqui.
Ela permaneceu atônita, até que se lembrou das uvas na mesa. Veio o desespero abrupto. Enquanto ela pensava, ele se aproximou e amarrou-lhe as mãos às costas, seguiu e sentou-se no seu trono a sorrir. Ela ficou ali meio zonza com tudo aquilo, mas seguiu até a uva mais próxima, meio rastejante, meio desequilibrada. Sentou-se sobre ela e tentou mordê-la com os lábios vaginais. E ali permaneceu tentando, não sabe por quanto tempo. Esqueceu-se do que acontecia ao redor, e mais uma vez sua memória foi avivada pelo ardor do chicote na sua pele. Um chicote longo de couro que fez um leve zumbido antes de encontrar sua carne.
- Tenho pressa cadela! Não tem a noite toda! Vamos!
Não saberia dizer se foi o chicote, a voz, o medo, o desconforto mas desta feita conseguiu segurar a uva e puxá-la para dentro de si. Instintivamente inclinou o corpo para trás, se deitando sobre as pernas. Sua cabeça pendeu para fora da mesa.
E para sua surpresa, sentiu o membro enorme e duro sendo introduzido na sua boca até a garganta, enquanto seus dedos puxavam os mamilos fortemente.
Com o susto a uva caiu e ela teve medo. Esse medo que a acompanharia tão de perto nos próximos meses e em tantos que ainda viriam. Ela não mais deixaria de se surpreender com aquele homem.
O gosto do sêmen em sua boca a trouxe para sua nova realidade. Agradeceu e mal pode perceber suas feições quando Ele lhe voltou as costas e saiu. Não sem antes afagar-lhe e dizer:
- Terá noticias amanhã! Vá descansar!