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Passeio NoturnoII Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Eu estou de joelhos no piso frio, e a sensação não é nada boa. Vendada, não tenho a mínima idéia de onde estou. Meu corpo todo está dolorido, e nas costas, na bunda e nos seios podia ainda sentir minha pele queimando, além da parafina ressecada das velas. Não saber o que estava acontecendo me deixava totalmente maluca. Maluca de tesão. Não sabia quem tinha feito aquilo comigo, e nem pra onde tinham me levado. A última coisa que vi, antes de ser vendada e colocada no porta malas do carro, foi a placa na estrada indicando que estávamos saindo da cidade. Ele só me disse que daríamos um passeio, e quando perguntei que tipo de passeio, ele respondeu: “um passeio dolorido”. E está sendo mesmo. Quando ele, ou outra pessoa, me tirou do porta malas, já podia sentir todas as juntas do meu corpo reclamando. Não era o lugar mais agradável de se viajar. Mas isso era só o começo. Senti as mãos pelo meu corpo, tirando a minha roupa, e acho que foram as mesmas mãos que colocaram tampões nos meus ouvidos. Daí em diante, não escutei mais nada. Foi colocada uma guia na minha coleira, e minha cabeça foi pressionada para baixo. Entendi que era para ficar de quatro, e obedeci. Fui sendo levada, e me pareceu um caminho relativamente longo, nua. Eu imagino que o chão era de areia, areia grossa, o que machucou meus joelhos e a palma das minhas mãos. Depois uma mão firme me segurou pela coleira, e me ajudou a descer uma escada. Não era muito grande, talvez uns dez ou quinze degraus. E então o piso era frio. Acho que esse mesmo piso onde estou ajoelhada agora. Fiquei durante algum tempo ali, tentando imaginar o que aconteceria comigo. Sem enxergar ou ouvir, perdi a noção do tempo. Era incomodo ficar de quatro, e tinha até medo de me mexer. Logo senti minhas mãos dormentes e uma dor incômoda subindo pelas minhas coxas. Depois uma mão rude começou a tocar minha bunda. Primeiro apertando minhas nádegas, em seguida forçando a entrada do meu ânus. Foi como se tivessem apertado o botão de start. Logo esqueci das dores e do formigamento e comecei a gostar do toque. Senti um líquido sendo jogado no meu ânus e imaginei que fosse um cuspe. Em seguida um dedo grosso me penetrou, e logo começou a fazer movimentos circulares. Acompanhei com meus quadris, em um doce rebolado. Entrou mais um, dois, três dedos, e os movimentos circulares se transformaram em um entra e sai ritmado, cadenciado. Eu fazia o que podia para ajudar, para me abrir mais, para aproveitar mais. Sentia minha buceta inundada, e desejava que a outra mão fosse enfiada ali inteira, sem dó. De repente os dedos foram retirados, e confesso que ainda tentei ir para trás, atrás dos dedos, desejando que não parasse. Mas fiquei mexendo no ar, sentindo um vazio dentro de mim. Alguns segundos se passaram, e quando estava tentando fechar as pernas para de alguma maneira pressionar minha buceta, senti uma forte dor na nádegas, provavelmente uma chicotada. Dei um pulo sem querer, quase me levantando, e uma mão forte me pressionou para baixo, fazendo com que continuasse de quatro. Fiquei imóvel, imaginando que viria mais. E logo recomeçou: uma, duas, três pancadas na minha bunda. Um pequeno espaço de tempo, e mais três. Fortes, bem fortes. Respirei fundo, pressionei as pernas uma contra a outra, e desta vez vieram cinco seguidas, rápidas, todas no mesmo lugar. Urrei de dor, o que de alguma forma fez meu algoz esperar um pouco mais para começar a próxima série. Não sei se o instrumento era outro, mas a série seguinte foi ainda mais dolorida, mesmo sendo as mesmas cinco pancadas. E quando me preparava para a(s) próxima(s) senti um dedo brincando em meu clitóris. Senti raiva de mim mesma, mas me abri inteira para aquele toque. Aproveitei o pouco que durou, e mais uma vez cessou. As mãos agora percorreram minha bunda, onde estava doendo, e imaginei que estivessem avaliando as marcas deixadas. E em seguida parou. E novamente o vazio. Sem saber o que fazer, esperei sem me mexer. Já nem tentava mais imaginar o que estava por vir. Algum tempo depois, novamente um toque na minha buceta. Entreabri as pernas, deixando os dedos entrarem na minha buceta lubrificada. Em seguida senti mais alguma coisa me penetrando, indo fundo dentro de mim. E também alguma coisa sendo colada na parte alta das minhas coxas e na bunda, o que imaginei ser um silver tape. E então o que estava dentro de mim começou a vibrar. A onda de prazer que tomou conta do meu corpo era tão grande, que achei que gozaria ali, naquele momento. Mas não sabia se era permitido. Então tive que me segurar. Então mãos fortes me pegaram pelo cabelo e levantaram meu tronco, me fazendo ficar de joelhos. A sensação de estar perdida era ainda maior, me apoiando menos no chão. As mesmas mãos tocaram meus seios e torceram os mamilos, arrancando de mim muito mais do que gemidos de dor. Eram gemidos de prazer. Foram colocados prendedores nos meus seios, pude sentir por alguns momentos a correntinha gelada tocando minha barriga. Mas alguma coisa foi presa nela, provavelmente uma corda, pois logo senti-a se afastando, e meus mamilos sendo puxados para frente, junto aos prendedores. Por instinto, levei meu corpo junto, e o que ganhei foi uma série de tapas no rosto. Entendi que não deveria me mexer. A vibração dentro de mim aumentava e diminuía, e a cada vez ficava mais difícil fugir do gozo que se aproximava. Senti meus seios arderem, quentes em algum ponto, e ao tentar fugir daquela sensação os prendedores apertaram ainda mais meus mamilos. Deduzi que estava recebendo pingos de cera de vela neles. Sentia a pele quente, uma ardência gostosa, e tentava imaginar onde pingaria da próxima vez. E assim não pude resistir. Meu corpo ficou trêmulo, cerrei os punhos junto aos quadris e gozei. Tentei ainda abafar meus gemidos, mas logo eles eram gritos. Gritos que eu não podia escutar, mas que tinha certeza que saíam da minha garganta. Nem bem consegui me recompor, e senti algo tocando meus lábios. Abri a boca e recebi um pau duro, que entrou quase até a minha garganta. Eu sabia bem o que tinha que fazer. Chupei com gosto, enquanto ele entrava e saía, por vezes parando nos meus lábios para eu lamber a glande. Não dava nem tempo de engolir a saliva, e logo sentia a baba escorrendo pelo meu queixo e pingando nos meus seios. E aquele vibrador continuava lá, me fazendo delirar. Então mais uma vez fui abandonada, procurando no ar com a boca entreaberta onde estava aquele pau. Fui forçada a ficar de quatro novamente, e com o que imagino que seja outra cuspida, meu ânus foi lubrificado. Agora era aquele (ou outro, não sei) pau que forçava a passagem para dentro de mim. Foi dolorido. Dolorido e excitante. Ficava mais apertado provavelmente por causa do vibrador na minha buceta. Mas logo estava todo dentro de mim. E começou a mover-se com estocadas fortes, enquanto uma mão me puxava pelos cabelos e a outra arranhava as minhas costas. Durou uma eternidade, me fez gozar mais uma vez, e quando achei que gozaria a terceira, senti um líquido quente invadir meu reto. Minhas costas ardiam, parecia que eu estava rasgada ao meio, mas estava adorando aquilo tudo. Pude sentir a respiração do homem atrás de mim se acalmando, e então ele saiu de dentro de mim. Deixei meu corpo escorregar para o chão, e deitei de lado, para não apertar ainda mais os prendedores nos meus seios. Mais algum tempo se passou, e novamente fui colocada de joelhos. O vibrador foi retirado, e confesso que preferia que tivesse sido deixado dentro da minha buceta. Mas fiquei em silêncio e imóvel esperando para ver o que aconteceria. Levei um susto quando o primeiro jato quente veio de encontro aos meus seios, e logo percebi o que era: urina. Recebi a urina em meu rosto, seios, barrigas e até as costas. E então tudo parou. Agora estou aqui, de joelhos, esperando o próximo passo. Será que acabou? FIM