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Embate de Subs
Ninguem soube explicar direito como tudo começou...mas ali estavam elas 4 lindas submissas preparadas para o combate.
Veio gente de todo o país. A comunidade BDSM se movimentou naqueles meses que precederam o episódio. A Juíza preocupara-se, aquilo começara de forma tão inocente e agora estavam ali, dispostas a tudo. E ela, toda-poderosa, a única capaz de evitar um desastre.
Kamile era pequena, mignon, uma beleza doce. Imaginava quem seria capaz de maltratar aquele ser de aparência tão indefesa. Transparecia uma fragilidade cristalina. Sim, era surpreendente sabê-la capaz de lutar. Se deu conta da delícia que lhe provocava imaginar aquele corpo em hematomas, talvez mordidas.....arrepiou-se.
Sua companheira Iluminada era o oposto. Mulher portentosa, exalava força. Uma beleza escandinava. Seria maravilhoso vê-la no ringue. Podia imaginá-la subjugando as adversárias facilmente. Intuia seu grito de vitória. Havia algo de selvagem e indomado naquela mulher.
Naquele momento, observando a chegada das pessoas afagou levemente o escravo ao seu lado. Ele estaria ali o tempo todo, seria seu instrumento de controle. Serviria para interromper o embate ou apenas para descarregar sua excitaçao. Afinal, não havia dúvidas que seria libidinoso aquele jogo.
Do outro lado Preciosa. Uma jóia rara, uma submissa como poucas, motivo de orgulho para qualquer Mestre. Um brilho no olhar, pele reluzente, objeto de desejo absoluto. Um ar um pouco ausente, mas ao mesmo tempo poderia derrubar as outras com a sua energia corporal. Algo de bruxa? Algo de fada? Em breve todos saberiam a verdade.
E havia ela, Felina, aquela que provocara tudo. Seu lingua afiada criara todo o circo. Podia-se perceber seu arfar, o peito empinado, pelos eriçados. Podia sentir o odor de seu corpo, uma fêmea pronta pra briga. Uma beleza exótica, quase agressiva. Observava os presentes, percebia-se o prazer em seus olhos, gostava de ser vista.
Enquanto a Juíza se consumia nas avaliações e no desejo de espancar o escravo para ter maior poder de concentração, para esquecer as sensações que lhe assaltavam o corpo, o público começava a se manisfestar. Algo em torno de umas 300 pessoas já se aglomeravam.
Dominadores, Dommes, alguns com seus escravos e escravas, muitos submissos e submissas que já se dividiam em torcidas. Todos especialmente trajados para a ocasião. Uma fartura de coleiras, máscaras e vestimentas apropriadas. Não havia dúvida, a comunidade estava reunida. Alguns conhecidos, outros nem tanto. Mas todos vivenciando mais aquele momento, juntos, afinal eram uma irmandade.
O BDSM tem dessas coisas, uma varieadade deliciosa de fetiches e vertentes, que convergem ao prazer. Prazer que lhes seria oferecido especialmente naquela noite por aquelas mulheres-meninas, cujos Donos já se acomodavam em suas cadeira especiais, para se deliciarem com seus brinquedinhos em pleno combate. Prontos a oferecem o prêmio às vencedoras e o castigo às perdedoras. E isso era motivo para a luta acirrar-se, pois elas sabiam o que as esperava depois.
Todos acomodados, a Juíza deu ínicio às apresentações.
Ao lado direito, Kamile e Iluminada, em seus minúsculos biquinis azuis. Ao lado esquerdo, Preciosa e Felina, em idênticos biquinis vermelhos. A regra era simples. Deveriam lutar na lama até que a equipe adversária pedisse clemência. Era necessária o uso da palavra de seguranças por ambas as adversárias para finalizar o combate. Caso ocorresse algum acidente o escravo substituiria a lutadora. As combatentes já estavam instruídas sobre os golpes proibidos, caso alguem desrespeitasse as regras o chicote da Juíza avivaria sua memória.
Para as vitoriosas dois jogos de coleira, algemas e tornozeleiras de ouro, revestidas em couro macio, especialmente mandadas fazer por seus Donos.
Para as derrotadas, os dois troncos de escravos da fazenda e 500 chibatadas distribuídas entre os diversos Dons e Dommes presentes.
Podia perceber a crescente excitação da platéia, muitos ja nao se continham.
A Juíza consultou seus Senhores e soou o gongo. As quatro mulheres avançaram para o centro do ringue e se misturaram de tal forma que não se podia dizer quem estava sobre quem. Os sons da platéia se misturavam aos gritos das meninas. Pareciam verdadeiras cadelinhas de rua a se abocanhar, chutar, bater. De repente uma caía puxada pelos cabelos e elas novamente se aglomeravam. Os corpos cobertos de lama lembravam estátuas e ficavam mais desejáveis. Lutavam como crianças a disputar uma boneca. Não sabiam porque faziam aquilo, a raiva inicial alimentada por meses de provocações tolas, dava lugar a uma gostosa sensação de liberdade. Um desejo mais pueril de ser mais forte, mais bela que as outras ali presentes. Por sinal quando se olhavam, divertiam-se. Os gritos de seus nomes as incitavam a continuar naquela loucura, pois percebia-se naquelas vozes a luxúria, o desejo.
Não podiam ver seus Donos mas podiam perceber seus olhares e até mesmo adivinhar seus pensamentos. Sentiam-se seus brinquedinhos, a exibirem-se, a mostrarem sua capacidade, sua força, seu valor. Sabiam-se admiradas naquele momento, por todos mas especialmente por Eles. E davam o melhor de si.
Um pouco alheia aquela brincadeira a Juíza divertia-se com o chicote no lombo do escravo a sua frente. Seus olhos cruzaram-se com os de Mestre Sedah, Dono da Felina e pode perceber o sorriso sádico a divertir-se. Passou a observá-los. Senhor FF parecia zelar pela sua Kamile, enquanto sorria ao vê-la soltar suas garras. Mr Black L já adivinhava a vitória de sua Iluminada, estava estampado em seu rosto o ar de satisfação. Já do encapuzado Senhor de Preciosa nada podia ver, seu rosto oculto não lhe permitia vê-lo. Então atentou para suas mãos que crispavam-se.
Ouviu uma voz dizer seu nome. Aquele escravo tolo ousava interrompê-la? Já levantava o chicote para ele quando ouviu os aplausos e urros da platéia enlouquecida. Felina e Preciosa permaneciam ali ajoelhadas, contidas, enquanto Iluminada e Kamille se abraçavam e caiam na lama para levantar novamente aos gritos de vitória. Estalou o chicote no escravo e seguiu para o centro do ringue, ele lamberia suas botas ao final como castigo por ousar chamá-la.
Anunciou as vencedoras e chamou o grupo de submissas anteriormente selecionadas para levá-las ao banho. Dali retornariam preparadas para o prêmio e o castigo, merecedoras de ambos.
Sei que essas coleiras e acessórios estão guardados até hoje em suas maletas e tem sido muito bem utilizadas por Kamille e Iluminada. E as chibatadas??? Essas estão bem guardadas também...na memória de Felina e Preciosa e daqueles que tiveram a oportunidade de assistir ao grande espetáculo.