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Sou sua, Mestre - O Início de Tudo

O mundo BDSM é cheio de mistérios e enigmas, mas quem o conhece de fato, fica literalmente preso a ele. Acredito que ninguém se torna Sadomasoquista... as pessoas são ou não são. E eu sou!!! Isto vive intensamente dentro de mim e já não posso mais negar. E quem disse que quero? Mas não é fácil admitir. No início somos todos apenas curiosos, porém quando a vontade de viver tudo isso na prática “grita” dentro da gente, é preciso se render de modo que todos os nossos medos se tornem mínimos diante da vontade e do desejo de, juntamente com alguém, explorar o prazer de servir, dominar e viver algo fascinante... e proibido, talvez, se olharmos para os fatores da nossa vida pessoal. A princípio eu apenas fantasiava. E, na maioria das minhas fantasias, eu estava dominando um escravo totalmente obediente, que adorava meus pés, lambia entre meus dedos, me venerava e me servia, obedecendo todas as minhas ordens sem questionar. A idéia de fazer o eu quisesse com um servo, já tirou muito o meu sono e me fez acordar muitas vezes ofegante durante a noite. Humilho-te, escravo... Apenas humilho-te... E não é preciso que haja motivo... És meu escravo!!! Quando meus pés tocarem seu corpo deitado no chão, Apenas sinta... Quando eu forçar e você sentir dor, Apenas sinta... Quando eu te der de beber, Apenas se delicie... E quando, finalmente, eu te conceder a honra de estar dentro de mim, Agradeça!!! Dominar é uma arte. E eu já tinha admitido que queria colocar em prática, porém mal sabia eu, que no fundo do meu ser, adormecida, estava uma escrava que em breve se renderia às vontades de um Dom... e adoraria... Switcher!!!! Será???? Se domino-te, adoro... Se me dominas, desfaleço de prazer... Depois de admitir que a minha alma tinha sede de viver o sadomasoquismo de verdade, entrei muito timidamente numa sala de bate-papo. A princípio o medo ainda predominava e a idéia de viver esta experiência na prática ainda me assustava um pouco. Eu queria encontrar alguém que desejasse juntamente comigo viver algo saudável, seguro e, é claro, muito excitante. Sabia que não era uma tarefa fácil, mas o impossível não existe quando há um verdadeiro interesse. E este interesse era real. Entrei numa sala de bate-papo sobre sexo, porém não especificamente sobre sadomasoquismo. O meu nick também não denunciava logo “de cara” o que eu realmente buscava. Foi daí que conheci alguém, cujo nick também não deixava explícita esta vontade em comum. Teclamos e falamos sobre esta fantasia e sobre o desejo enorme de colocá-la em prática. Eu não tinha experiência nenhuma, porém ele já tinha experimentado um pouco deste mundo. Conversamos algumas vezes sobre o assunto e falamos um pouco de algumas práticas. Fomos descobrindo que gostávamos das mesmas coisas e que estávamos juntos num mesmo propósito. Decidimos, então, marcar um encontro sem compromisso. Este primeiro contato “ao vivo” serviria apenas para quebrar um pouco do gelo e fazer com que perdêssemos um pouco do medo, do receio. A partir daquele momento se ainda houvesse alguma dúvida, ela seria dissipada. A vontade “gritava” dentro de nós e queríamos logo transformar fantasia em realidade. A esta altura do campeonato não existia mais medo, só uma vontade incontrolável de explorar este prazer. Finalmente ficou tudo acertado. Como ele também tinha demonstrado um interesse grande em servir e dominar (switcher) decidimos fazer as duas coisas. Na primeira sessão eu dominaria e, na segunda, ele me dominaria... Marcamos o tão esperado encontro e, como havia sido combinado, eu dominei. Foi muito excitante, embora eu não tivesse me sentido muito a vontade. Foi um pouco mais difícil na prática... ainda mais para alguém sem experiência nenhuma como eu. Mas valeu a pena... e como valeu!!! Em seguida, começamos a planejar como seria a próxima sessão, onde eu seria dominada. Confesso que só de imaginar eu ficava excitadíssima com a idéia de ser puxada pelos cabelos e penetrada de quatro. Sinceramente eu não imaginava que fosse gostar tanto da idéia de servir. Uma escrava começava a acordar dentro de mim... As conversas on line sobre como seria minha dominação me deixavam com o coração acelerado e eu me arrepiava da cabeça aos pés. O tesão era tanto que em uma das poucas vezes em que fizemos “virtual” eu gozei facilmente só em ler o que ele faria comigo... foi ótimo!!! Não quero me livrar das amarras... Quero ser “tudo” para o seu prazer. Já não me pertenço, mas Te pertenço... Me invade!!! Coloca sua marca na minha alma E, do chão, agradecerei pela dor. E, se acaso eu perder as forças, Encontrarei alguma só prá dizer: Sou sua, Mestre. Eu me encontrei quando caí de joelhos perante meu Mestre. Eu havia encontrado meu verdadeiro dom... e meu DOM. Embora dominar me excitasse bastante, servir me arrebatava a alma. Juro que até hoje não posso descrever o tamanho do tesão que sinto quando estou sendo dominada. A escrava que adormecia dentro de mim havia acordado e este despertar foi muito marcante. Começamos com práticas bem lights, porém hoje já arriscamos coisas um pouco mais “pesadas”, sempre tendo em mente que, para que o prazer seja legal, é preciso haver discrição, respeito, entrega, cumplicidade e que, acima de tudo, as práticas precisam ser sadias, seguras e consensuais. Hoje confesso que sou uma escrava, uma submissa que tem um Dom, um Dono. Quando ele coloca minha coleira, estou sempre pronta para serví-lo. E, perante meu Mestre, sinto coisas que jamais havia sentido. O calor da cera da vela sobre meu corpo acende minha alma, E o prazer de servir Me satisfaz. Já não posso e nem quero negar meu dom... Eu me rendo... Sou sua, mestre...