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O Retorno de Um EscravoII Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Estiveram separados por algum tempo. Hoje é o dia do reencontro tão sonhado, esperado... Chegam no motel onde sempre se encontravam e ela está nervosa, mais que na primeira vez, pois muita coisa aconteceu durante o tempo em que estiveram afastados e ela quer fazer deste recomeço algo inesquecível. No quarto, ela coloca a venda nos olhos dele, e como sempre, o manda tirar as roupas deixando o sentado esperando. Ela coloca um lençol preto de cetim na cama, pega dois candelabros brancos, com três velas vermelhas em cada um e os coloca na cabeceira espalhando pétalas de rosas vermelhas sobre a cama. Volta até ele, leva-o pela mão até o meio do quarto e começa a fazer um shibari, as cordas desenhando o corpo, cruza os braços dele na cintura e os amarra pra trás, como se fosse uma camisa de força. Cada nó é feito com carinho, com maestria, com emoção. Leva-o até a cama e o faz deitar no centro dela, sobre as pétalas de rosas e vai completando o shibari nas pernas deixando seu pênis preso. Deixa-o ali, deitado, sozinho. Troca de roupa, veste um catsuit de vinil uma bota de cano alto e completando o visual, luva alta, tudo preto. Aproxima-se dele, pisa em seu peito e vai descendo, arranhando, deixando marcas, tira a venda dele ordenando que não abra os olhos enquanto ela não autorizar e que olhe em direção aos pés dela. Ela fica em pé na frente dele e a primeira visão dele foram as amarras no seu corpo, depois os pés dela, as pernas, enfim, ela. Ela sentiu que a surpresa o deixou sem reação, e, quando ele olhou no espelho do teto, viu uma cena linda: ele, com o corpo todo amarrado num shibari, deitado na cama sobre as rosas, com a luz das velas e ela o olhando. Ela gostaria de estar dentro dele pra saber o que ele pensava. Ele percebeu que ela usava um consolo e deixou escapar um gemido e murmurou um ‘não, por favor’. Ela ajoelha-se próximo ao rosto dele e coloca o consolo na sua boca e o faz chupar. Ele relutou, levou alguns tapas na cara e acabou tendo na sua boca aquele consolo enquanto era observado por ela, depois, virou-o de bruços, começou a bater com o chicote de leve nas costas dele, na bunda e aos poucos foi aumentando a força aplicada, ouvia seus gemidos agora mais altos, sem pudor, quanto mais ele gemia mais ela batia. As marcas estavam visíveis, encostou o consolo em sua bunda e o viu estremecer, fez com que ele levantasse um pouco a bunda e carinhosamente passou a língua, chupou e meteu-a nele para prepará-lo para o que viria a seguir. Ele estremecia, quase chorava. - Então minha menina, preparada? Foi abrindo caminho entre as nádegas com o consolo e o penetrando, deitando-se sobre ele e mordendo de leve sua orelha, metendo a língua dentro, ao mesmo que vai mexendo dentro dele, penetrando-o sem piedade. Leva a mão por baixo dele e libera seu pênis das cordas, vai masturbando-o enquanto o penetra até sentir o líquido quente escorrendo em suas mãos, enquanto ele continua amarrado totalmente a mercê dos desejos dela. Dela apenas? Não, da troca de prazeres, da cumplicidade, do carinho que ambos sentem. Agora ela olha ele ali, encolhido, amarrado, pensa em deixá-lo livre, mas existe melhor liberdade que esta? A liberdade de viver sua ‘essência’, de ser ele mesmo? de servi-la? Ela faz com ele fique de frente, lhe dá um beijo demorado, deita ao seu lado e o observa. Sente-se feliz, relaxada e acaba adormecendo. Acorda e leva a mão para sentir o corpo dele ao seu lado, mas ele não está. Ela senta na cama, assustada, acende a luz e olha ao redor. Está em seu quarto, sozinha na sua cama, as lágrimas rolam pela sua face. Foi apenas um sonho.