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Decisão
Tinham conversado antes. Principalmente tentaram perceber-se, ganhar confiança. Ela queria sentir os prazeres de uma submissão latente. Ele sabia dos seus... Combinaram um encontro. Depois pintaram um quadro. De resto discutiram detalhes e acordaram fazer.
Quando ela entrou já D.X estava na sala. Havia apenas velas a permitir pouco mais do que a visão da disposição de algumas coisas.
Dispa-se! Ordenou.
Ela hesitou, mas quando viu que D.X tinha reparado apressou-se a começar.
Tire tudo!
Tremeu, mas deu-lhe gozo receber aquela ordem. Quando começou a tirar as meias D.X mandou-a parar. Tire as meias no fim ... em pé e de lado para mim!
Sentiu um sobressalto pela expectativa daquela humilhação, de certa forma agradava-lhe! Havia também uma sensação estranha próxima do medo, que lhe provocava qualquer coisa no peito. Quando tirou as meias teve que se inclinar e levantou o rabo, numa atitude humilhante.
Depois ficou ali, em pé, nua e vulnerável, no que lhe parecia o meio da sala. Ficou assim um bocado ... não lhe tinha sido dada nenhuma ordem e não lhe era permitido falar.
- Ponha as mãos atrás do pescoço, venha até aqui e abra as pernas! Quero vê-la bem e de perto. Ordenou D.X. - Pertence-me agora!
Quando ``ana'' assumiu a posição D.X levantou-se e deu uns passos na sua direcção. Tocou-lhe nas costas e no rabo com um pequeno chicote. - Quieta! Sabe que não deve mexer-se! Disse D.X quando ela tentou fugir à sensação provocada pelo couro, na pele.
Continuou a observar-lhe o corpo, passando ocasionalmente o chicote aqui e ali. Parou nos seios, levantou-os com o chicote, que se vergou com a força exercida por D.X e saltou no ar, vibrando por um curto segundo. ``ana'' assustou-se e recuou!
D.X mudou então de posição e açoitou-lhe levemente o rabo uma vez. Vamos ver como se porta! Mas primeiro vou dizer-lhe que deverá pôr-se sempre nessa posição, de pé, quando a mandar despir-se: mãos atrás do pescoço e pernas abertas!
D.X passou o chicote pelos pêlos púbicos de ``ana'' enquanto falava. Depois, por trás, passou-o entre as nádegas, devagar.
- Vou açoitá-la cinco vezes, no rabo! Prepare-se!
Devagar e cada vez mais forte, cinco vezes o chicote estalou na pele de ``ana''. Sentiu o calor, a dor - que uma ou duas vezes lhe agradou - a dormência, e do novo a dor. Não reprimiu um grito e fechou as coxas com força quando acabou.
- Venha cá! Sente-se no braço do sofá, de pernas abertas, virada para o encosto, ponha as mãos atrás das costas!
Amarrou-lhe as mãos e amordaçou-a. Prepare-se! Cinco vezes mais foi açoitada. D.X açoitou agora o rabo mas também as coxas. Firmemente, mas devagar.
O contacto directo com o braço do sofá, naquela posição, excitou ``ana'', enquanto era açoitada.
- Pare! Levante-se, e fique em pé, de pernas abertas! Esteja quieta!
``ana'' tinha as mãos amarradas atrás das costas, levantou-se devagar, cambaleante.
D.X colocou-lhe à volta do pescoço um colar com uma argola. Passou a argola para trás e afivelou-lhe uma tira de couro que passou pelas costas e prendeu nas algemas, segurando as mãos de ``ana'' altas, acima do rabo. Os seus seios ficavam assim mais salientes e expostos.
- Prepare-se para um castigo!
D.X tinha agora na mão um pingalim curto. Açoitou decididamente, por seis vezes, os seios, que ficaram marcados de vermelho. Primeiro hesitou em obedecer à ordem para se despir, não se portou bem nos primeiros açoites não lhe é permitido fechar as pernas - e sabe que não pode ter orgasmos sem autorização! Disse enquanto se afastava para arrumar o pingalim. Tirou-lhe a venda.
``ana'' soluçava, tinha os olhos vermelhos, com pequenas lágrimas ao canto.
Aquilo tinha doído! Bolas! Podia ainda dizer que não a tudo, usar a palavra mágica, terminar ali.
Mas percebeu que gostava da sensação de viver a face submissa.
- Tenho as mamas a arder! Pensou. Mas era mais a ideia de ter percebido que a submissão tem rituais e regras que obrigam a escolhas transformantes, que a tinha feito ficar à beira de lágrimas de ira.
D.X desamarrou-lhe as mãos e tirou a tira de couro que prendia no colar.
Esperou um bocado.
- Venha cá! Disse pouco depois. ``ana'' aproximou-se, de olhos no chão.
- Ponha-se na posição de pé! Submissamente abriu as pernas e pôs as mãos atrás do pescoço. D.X passou-lhe então um cinto em volta da cintura, que ajustou bem.
- Agora ajoelhe-se e apoie as mãos e cotovelos no chão! Fique com os joelhos separados!
``ana'' obedeceu. O seu rabo ficou exposto e espetado, a vulva destacava-se, saliente, e as coxas, entreabertas, tornavam-na vulnerável.
- Vou deixá-la assim. Não se mexa! -
D.X saiu da sala, afastou-se e ``ana'' ouviu barulho no que lhe parecia ser uma divisão afastada. Procurou utilizar aquele momento a sós. Irónico! Pensou. Estranha sensação, a desta sucessão de coisas. De qualquer forma aquele ambiente excitava-a, a posição era propositadamente incómoda e cheia de simbolismo, e o ardor que sentia ainda na rabo e nas mamas era quase confortável agora.
D.X cumpria os tratos: ``ana'' sabia agora que estava segura e que, como combinado, o sexo cru estava excluído do quadro. E o encontro tinha sido intenso até ali; a experiência daquelas sensações e o cumprimento estrito, num universo estrito, de submissão seduziam-na.
D.X entrou quase sem que ``ana'' percebesse. Pegou distraídamente num pequeno chicote de tiras de couro e sentou-se, virado para ela. Passou-lhe o chicote no rabo. ``ana'' tremeu excitada e apreensiva.
- Esta é a segunda posição que vai aprender. Quando a mandar ajoelhar deve assumir esta posição. Posso usá-la só pelo prazer, para castigos ou apenas para fazer do seu corpo um objecto decorativo, por exemplo.
Começou a açoitar-lhe o rabo e as coxas, levemente mas de forma rápida. Depois açoitou uma ou duas vezes os pés, as costas e de novo o rabo.
O corpo de ``ana'' movia-se para a frente e para trás; os seus mamilos roçavam o tapete áspero que cobria o chão, o calor que sentia na pele tinha aumentado, num misto de dor e prazer, e D.X continuava a açoitá-la.
Parou antes de ``ana'' se vir e foi sentar-se no sofá, enquanto o corpo dela se arqueava compulsivamente, e o rosto se transformava, em faces de prazer, desejo e dor.
Repetiu os açoites. Desta vez foram mais, em quase todo o corpo, mas com a intensidade da primeira vez.
Os açoites excitaram-na de novo, mas D.X parou outra vez. Pouco depois ordenou que se levantasse. Começou por levantar os cotovelos e percebeu que qualquer movimento lhe parecia difícil, mas com alguma coisa de que gostava, ao mesmo tempo.
- Deixe os braços ao longo do corpo!
``ana'' obedeceu e D.X amarrou-lhe as mãos atrás das costas. Foi buscar duas molas ligadas por uma corrente fina. Pôs as molas nos mamilos, sem apertar muito, e permitiu que ela deixasse escapar um gemido abafado. Uma dor fina, mas plena encheu o corpo de ``ana''.
D.X prendeu atrás, no cinto, uma tira de couro, que passou entre as pernas e afivelou à frente, formando um arnês. Apertou um pouco. ``ana'' sentiu a restrição, mas o contacto com o couro também a excitava. Vendou-a e agarrou no pequeno chicote de tiras. Foi passando o chicote pelo rabo e pelas coxas de ``ana''. Mudou de posição e passou-o nas mamas, tocando nas molas e puxando os mamilos. O corpo estremeceu.
- Vamos fazer um teste de obediência e um jogo. Vou dar-lhe alguns açoites e depois vou ordenar-lhe que ande um bocado, à volta da sala.
D.X açoitou algumas vezes o corpo de ``ana'' lentamente, mas com alguma força. Depois tirou-lhe a venda.
- Agora ande um bocado pela sala, até que a mande parar.
``ana'' começou a andar devagar; tinha muitas zonas da pele doridas e quentes, e o arnês não permitia que andasse normalmente, porque magoava o interior das coxas, mas também porque provocava outro tipo de sensações e a excitava. As mãos amarradas atrás espetavam-lhe o peito para a frente e a corrente oscilava, puxando ritmicamente os mamilos e provocando uma sensação agradável apenas dentro de limites apertados.
A mistura de dor e prazer, a humilhação ritual, o exercício da submissão, a exibição do corpo excitado em nudez...
``ana'' vagueou pela sala. Ocorreu-lhe pensar que alguns sítios lhe pareciam mais sensuais que outros. Gostaria de vir-se em alguns deles!!!
D.X acendeu um cigarro enquanto a via andar. Era muito bonita naquele andar e naquela posição; no seu próprio universo secreto.
- Pare! Ordenou D.X quando ela passava por uma zona central, ampla.
Aproximou-se devagar e ordenou, num tom de voz normal: - Mostre-me as mamas! Exiba-as! ``ana'' empurrou obedientemente o peito para a frente, e arqueou as costas, para que os mamilos sobressaíssem. Não sabia se D.X ia castigá-la de novo. Sentiu-se exposta, completamente nua e vulnerável, numa obediente prova de submissão, que a inundava. As molas apertavam agora mais e quando D.X tocou nos mamilos com o chicote provocou uma intensa onda de sensações que se metamorfoseavam em prazer e dor.
- Portou-se bem agora! Disse D.X.
- Abra as pernas!
Quando ``ana'' obedeceu D.X puxou levemente a tira de couro do arnês, à frente, provocando prazer. Largou o chicote e brincou com a corrente que prendia os mamilos, enquanto ia puxando devagar a tira de couro.
Parou pouco depois, quando o corpo de ``ana'' começou a ondular, e mandou-a ir até ao sofá e sentar-se no braço, como tinha feito antes. Agarrou no chicote de tiras e passou-o pelas costas e pelo rabo, apertado pelo arnês. Açoitou-a devagar no rabo duas vezes. ``ana'' tinha as mãos amarradas e o peito apoiado nas costas do sofá. Quando era açoitada o corpo apertava-se mais contra o sofá e as molas puxavam os mamilos, provocando por vezes dor.
D.X voltou a açoitá-la devagar e levemente, mas em todas as zonas expostas do corpo.
O aperto ritmado dos mamilos e das mamas, o movimento da tira de couro do arnês e o contacto com o braço do sofá excitavam ``ana''. Sentiu o cheiro das velas e do couro, instrumento da sua restrição, e a obediência e a submissão faziam crescer o desejo e o prazer.
Quando acordou do torpor em que caiu depois, viu que D.X lhe tinha tirado as molas, bem como o arnês e as algemas, mas tinha deixado a coleira,
e ``ana'' orgulhava-se disso.
FIM