Back to Browse
Arredo as táboas que dão passagem à casa velha e entro. Atravesso o quintal cheio de entulho, mato até os joelhos, passo pela mangueira com seu balanço de pneu e chego à porta lateral. Está encostada. Atravesso. Estou na sala, tudo é escuridão e abandono. O mofo das paredes úmidas quase me faz desistir. Quase. Mesmo na escuridão, consigo avistar as duas portas de quarto na parede lateral, o grande corredor no fundo e a poltrona de couro ao centro. Caminho lentamente, preocupado apenas em ser silencioso e me sento confortavelmente. Há um cheiro doce de flores no ar e cortinas que foram lavadas recentemente, me permito sorrir. Estou em paz. Tanto que estico os pés num pufe de centro que está por ali e afrouxo a gravata, fechando os olhos cansados pro mundo. Uma das portas ao meu lado se abre. Abro lentamente os olhos, mas não me movo, estou bem assim. Deste quarto sai uma criaturinha em roupas de criada, olhos abaixo do chão que, em silêncio, destranca a porta ao lado, entra e traz outro animalzinho, esfarrapada, suja, amordaçada com fita e olhos presos aos calcanhares da criadinha. Continuo em silêncio. As duas atravessam a escuridão até onde estou, cuidam para não passarem pela minha frente e postam-se, uma de cada lado da poltrona. Num gesto de abandono, estico um de meus braços para fora da poltrona. Atenciosa, a criadinha, que chamarei de Ana, se ajoelha e recosta a testa em meus dedos. Estico a outra mão e o animalzinho a minha esquerda se ajoelha também, mas não me dá o rosto, permanece com o tronco reto e deixa que o bico de seu seio roce minha palma. Percebendo o que a cadelinha faz, Ana levanta de um salto, puxa a besta pela coleira e a atira de rosto no chão. - Como ousa, impura, sujar assim a mão do Paizinho, cachorra porca! - Puxa a outra pela coleira e cospe em seus olhos. Sou obrigado a interromper. Sem me mover demais (realmente estou cansado do trabalho), agarro Ana pelos cabelos e a trago de costas até perto do meu rosto. Sem que pareça contrariado demais, a faço ajoelhar de costas pra mim. - Quem te mandou falar? - Trago sua cabeça pra trás, obrigando que me olhe - Não sabe que a tua voz Me irrita? - Estapeio seu rosto - Não quer abrir a boca agora? - Sacode a cabeça em sinal de não - Pois agora Eu quero ver tua boca aberta! Abre, desobediente! Ela demora a obedecer. Estapeio de novo. Abre. - Só isso, porca? É tudo que mereço? Abre o máximo que pode. Não respondo, dou uma volta pelas duas, uma no chão, olhos ainda nos calcanhares da outra, e Ana, ajoelhada, cabeça bem pra trás, boca escancarada parecendo uma latrina. Nunca as amei tanto. Me aproximo de novo, faço a criadinha caminhar de joelhos até a outra, que é de sua responsabilidade, toco seu queixo com a ponta dos dedos e escarro lá dentro. Ela não fecha a boca nem dá sinal nenhum de desaprovação, apenas aguarda. Volto a me sentar. - É pras duas. A esfarrapada deita de barriga pra cima e aguarda. Boa serva, Ana puxa carinhosamente a fita dos lábios da aprendiz que, mal se vê livre, escancara a boca, recebendo uma parte do que cuspi em sua tutora e um bom pedaço da saliva da própria, que as duas dividem num beijo final, pra que não haja desperdício. Benevolente, deixo meus anjinhos curtirem a pausa. - Como se diz? - Obrigada, paizinho... - Ana responde, olhos em meus sapatos. - Obrigada, Amo, obrigada, Senhora... Preciso de um banho. Levanto, vou até o quarto e volto com umas cordas de cortina, aceno para que me sigam e caminho firme até o banheiro, que está impecável, limpo, cheiroso e iluminado com uns quebra-luzes nos cantos da parede. Ana está de pé e traz a cadelinha de joelhos. Sento as duas de frente, sexos colados, pernas entrelaçadas. Amarro com tranqüilidade suas coxas, braços e pescoços, afim de que fiquem juntas. Não se mexem, aliás, quase não respiram enquanto acerto os nós. Então Ana diz: ``Tijolo´´. Era a ``safe´´. - Que foi, apertado demais? - Não... - Baixinho - Xixi... Mesmo sem dizer uma palavra, os olhos da outra, gritam tijolo também. - Já até sei... Você também, né? Sacode a cabeça com uma vontade que quase rio. - Façam aí mesmo, estamos no banheiro, lembra? - As xoxotas estão muito coladinhas... - Ana lembra. A outra sacode de novo, mas não me comovo. - Façam aí que eu quero ver. - Tá colado demais... - Cimento! - É a contra-ordem. Acabou a discussão, todos de volta aos papéis. Como eu sei que elas tentarão segurar ao máximo, deixo que fiquem me esperando enquanto vou ao quarto pegar um vibrador. De início, quando as amarrei, tinha chegado a cogitar o uso de bolinhas vibratórias, mas agora, acho que o efeito será mais desastroso se puser um vibrador comum em ação... Aproveito pra levar também uns trapos, que uso para amordaçá-las. Visivelmente divertido, tenho que me conter horrores enquanto as emudeço e ponho o consolo desligado entre as bocetinhas coladas, preocupado apenas em não machucá-las. Então, lentamente, abro a cortina do box e tiro minha roupa. Passeio pelo banheiro, faço a barba, provo do sabonete, abro e fecho torneiras na frente delas, chego até mesmo a mijar, prestando sempre a atenção em suas reações. Contrariada, Ana mantém os olhos baixos e sérios, já o animalzinho, está afogueada, como se ao invés de urina, ela fosse explodir em gozo. Arfa, com olhos esgazeados, pronta pra gritar se for interrompida. É quando ajo. Perverso, mas amoroso, abro o chuveiro e deixo que o jato atinja o chão, forte como a vida. Antes de entrar, vou até elas e ligo o vibrador, sussurrando, bem perto de seus ouvidos: - Não quero ninguém fazendo barulho e nem sujeira... Entenderam? Ana assente com a cabeça. A outra não se move, tenta controlar a respiração. Estapeio, ruidoso, o rosto da criadinha. - Não ensinou bons modos ao teu bicho? Por que estou falando sozinho? Ana levanta com o lado do rosto a cabeça da escrava, seus olhos são de ódio. A aprendiz está visivelmente descompensada, mas se controla e abana a cabeça, fazendo que sim. Novo tapa em Ana. - Sim o quê? - Estapeio de novo. O rosto dela já está vermelho. Respira forte, se controla e move o rosto da outra novamente. A escrava, desorientada com a excitação, a proibição de urinar, fazer barulho, gozar, o vibrador, mais a bexiga cheia e o som da água, já não se acerta em sua função e, sem por que, me olha sem ver, abanando a cabeça, veemente. Estapeio mais uma vez, desta vez com força, aumento a vibração entre suas pernas e me levanto pro banho, que será lento, muito e muito lento. Não quero perder um segundo de espetáculo. Lá pras tantas, como era de se esperar, a escrava, que já se contorcia, descompensada, começa a se debater sem controle, enroscando seu corpo o melhor que pode em Ana, que já não responde por ela também. Geme, arfa e escoiceia, num orgasmo que parece vir em ondas cada vez maiores até engolfá-la num sacudir violento, tanto, que não basta a uma só, contagiando sua companheira que, até então, dava o exemplo de disciplina e rigor. Loucas e sem nenhum controle, explodem num gozo tão forte e tão intenso que nem as bexigas ficam de fora, abrindo espaço de qualquer jeito, espirrando com a pressão por seus peitos e rostos. Depois, exaustas, se deixam cair de lado, me dando uma visão melhor da urina, que continua descendo pernas abaixo, alheia a quem pertença ou se toda ação tinha ou não razão de ser, escorrendo volumosa, morna e amarela por um bom tempo ainda. Não tenho pressa. Após a chuveirada, desato tranqüilo os nós, desligo o consolo e as ponho de quatro, rosto no ladrilho (e no mijo). Visto meu roupão, caminho até o tanque, onde lavo as coisas, volto e as guardo no quarto. Só então retorno ao banheiro e aos meus animais desobedientes. Rodeio as duas, prestando atenção ao estrago feito. A visão de seus rabinhos me tira um pouco a concentração, mas continuo: - Que faço com vocês, cães sem valor, que têm prazer em desobedecer...? Deveria deixá-las, jogá-las fora, procurar quem seja capaz de me retribuir o amor... - Puxo as saias pra cima e estapeio com a mão pesada na cadelinha de minha serva - ...Conta. - Um... staap! ...Dois... Staap! ...Trfff... Staap!Staap!Staap!... Quatro... Staap!Staap!Staap!Staap!... Três, paizinho, três... Me afasto, vou até o quarto e volto com uma régua de madeira. Entrego à Ana. - Continua. Levanta. A urina escorre em seu rosto sem que ouse secá-la. Toma dócil a régua de minhas mãos e recomeça a fustigar a aprendiz, que continua contando, mesmo com as grossas lágrimas rolando por seus olhos. Uma a uma, contadas e conferidas, as lambadas tinham apenas um significado litúrgico, de que meu amor não devia ser duvidado e nem desmerecido, as amo e só por isso as disciplino. Quando já estamos lá pelos cento e vinte e a voz da pequena esfarrapada já não pode ser ouvida, faço com que se levantem. Envolvo as duas com a mesma corrente, fazendo com que engatinhem de volta à sala, onde prendo a coleira da escrava em Ana. Leio nos olhos assustados de minha criada que ela sabe o que está por vir. Sorrio. Ana é minha criada mais antiga, isso significa que é ela quem adestra os animais de montaria e as aprendizes, nunca o contrário. Eu sou seu Dono, Amo e Senhor, seu Paizinho, de Mim, ela come as fezes, engole Meu esperma ou vai trabalhar plugada pra que Eu a foda mais aberta e a chame de puta... Mas sou Eu. Fora disso, é ela quem monta o servo e dobra sua vontade. Pra eles ela é Senhora. Foda-se. Quando ponho a coleira do bichinho nela, Ana entende que as regalias Sou Eu quem as dá e toma. Fui desobedecido e ela não pôde controlar um animal mais inferior, ofendeu a disciplina e todo o carinho que ofereço aos que dependem de Mim, cuspiu em Meu amor... É necessário que se entenda que, apesar de todo o respeito e dedicação que tenho pelos Meus pequeninos, não posso deixar de maneira nenhuma que almas impuras questionem Minha autoridade, é preciso haver a fé do servo em Meu cuidar, senão não paga à pena. Puxo Ana até a poltrona. No pé desta há uma argola de ferro onde clico a coleira. Com a cabeça bem baixa, ela não resiste quando prendo seus pulsos às dobras dos joelhos para que não se estique, nem reage quando faço uma bola com um farrapo mijado da roupa da outra e o ponho em sua boca, prendendo com fita a seguir. Bato com a régua em sua bunda até que esteja marcada em vinho com os vergões. Sento de frente pra ela. - Olha pro chão, puta desobediente. Ela me obedece, seus olhos estão rasos d’água. - Você, cadela, você tem nome? - Surpresa, a outra quase não responde. Quase. - Não Senhor... - Por que não? - Eu... Ainda não mereci nenhum... - Por quê? - Sou uma porquinha desobediente, não mereço ser amada pelo meu Paizinho... - Quem te disse isso tudo? - A Senhora, Paizinho, ela tem me ensinado, mas eu... Snapt! Bato com a régua em seu rosto. - Responda somente à pergunta, malouvida! - Sim Senhor... Snapt! Bato de novo. - Só responda o que lhe for perguntado. Abana a cabeça, olhos no chão. - Vai buscar o caixinha do corretor na oficina. Sem me olhar nem me perder de vista por um instante, ela vai, num misto de excitação e medo, afinal não sabe o que vai acontecer, coisa que só eu e Ana sabemos. Deixo distraidamente meu pé fique próximo ao rosto dela, onde posso sentir seu respirar preocupado. Tudo me diverte. A escrava volta. - Abre e coloca. Ela obedece. É só um cinto com um consolo enorme, mas é usado por Ana pra disciplinar as selvagens ou desatenciosas. Colocá-lo, significa ao escravo ascensão ao Poder, é quase o direito a um nome... Talvez por isso ela se atrapalhe. Ana engole em seco. - Sabe usar? - Já vi como. - Já enrabou a sua Senhora? - Não! ...Quer diz... - Calou. - Quer? - ... Snapt! - Se meu Amo mandar, tudo faço. Sorrio. Mas, antes que ela pense que perdoei o que fez, derrubei-a ao alcance dos olhos de Ana, abri bem a sua bunda e investi com força e sem lubrificação nenhuma, fazendo com que morda o lábio até sangrar pra controlar a dor e os gritos. Ninguém quer piorar a situação. Enquanto a fodo com vigor, seguro seus braços no alto para que seu rosto contorcido sempre fique ao alcance da visão da minha criada. Soco com vontade até que já não haja resistência, então a deixo, sem gozar nem chegar perto disso. A boceta de Ana se molha. Toco com a ponta dos dedos em seu suco e deixo que ele me engraxe. Com isso, estou seguro de não a estar machucando. Caso aconteça um exagero que me faça perder o controle e ela estiver privada como está, a ``safe´´ é encolher o corpo. Como nada nesse sentido aconteceu, estou tranqüilo. Sem tirar nenhuma delas da posição, vou até a oficina e eu mesmo trago as bolinhas vibratórias e óleo de cozinha, com o qual besunto o rabinho das duas, permitindo que gemam em Minha homenagem. Permito, então que a porquinha enrabe sua Senhora, o que faz quase tremendo, como se estivesse preste a gozar, arremetendo delicada e compassada. Ana ora rebola, ora escoiceia, Eu assisto divertido. Introduzo as bolinhas. Penetro a porquinha. Todos gememos... Meu Deus, que sensação louca, senti-las vibrando e se entregando, rabinhos e bocetinhas melados, atravessados, sendo fodidas como objetos de seu Senhor, animais de montaria de baixa extração, reles reservatórios de porra, Minha porra. Não pensem que Sou um Super-Homem, que agüento trepar horas sem gozar, nada disso, sou igual a todo o mundo, meu controle está justamente em controlar os compassos delas, suas respirações, sentir seus cheiros de azedo, mordendo e dando chupões na porquinha, que mete sem controle nenhum na abandonada Ana, que está rebaixada a montaria da aprendiz mais inferior, cavalariça cheirando a esterco e porra, manietada e ajoelhada aos pés de uma deformada... De Mim, eu nunca quis tanto gozar quanto naquele momento, mas, apesar de ser direito divino Meu, admito querer mais, que se tiver que ser, que seja no fim. Então a louca da aprendiz goza. Se ela só gozasse, não haveria problema nenhum, mas a intensidade é avassaladora. Pouco antes, quando percebo a mudança na respiração e o ritmo vindo em espasmos, pergunto baixinho: - Quer gozar? - Hum-rum... - E como se pede? - Posss... Hmmmmf... Possso gozar, Paizinho...? - Quer mesmo...? - Hmmmmf... Hummm... Hum-rum... Quer... Quer sim, Paizinho... Quer muuuito... Mmmff... - Então goza, anjinho, goza... Aumento meu ritmo, deixando que ela mesma bata os quadris em sua Senhora, que mantém o compasso, não quer perder nada. Então, do nada, a avalancha se dá, ela perde o controle dos movimentos, derrubando nós três e quase machucando a pobre da Ana, que continuava plugada à argola no chão, grita e morde o que encontra, me fazendo perder o controle também e em espasmos, encher seu rabo de porra, juntando minha voz a dela no orgasmo. Refeitos, soltamos Ana e a recompensamos masturbando e beijando, nos esfregando e chupando até que ela venha a termo com a violência que viemos um pouco antes. Sem forças, nos permitimos ficar ali, como estávamos, iguais em cansaço e prazer, nos amando por sermos assim, exatamente assim, sem, barreiras nem pudores, animais que exigem mais da vida, ou que ela, pelo menos lhes permita ser quem são. Ou quem queriam ser. F I M