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Propriedade Perpétua

Abriu sua caixa de email pela manhã e se assustou quando viu a mensagem do Remetente que tão bem conhecia. O texto era curto: “Me ligue amanha no número xxx-xxxx às 11 horas! C.” Seu corpo reagiu de imediato. Tentou lembrar quanto tempo fazia, 2 ou 3 anos, talvez mais. Um frio na espinha, borboletas no estômago e a única certeza, tinha que estar preparada no dia seguinte. Passou o resto do dia meio fora do ar. Não se lembra de quase nada. Saiu do trabalho e foi correndo pra casa se preparar: depilação, escova, unhas...buscava lembrar tudo que o Mestre tanto apreciava. Começou a rir sozinha. Era como se fosse a primeira vez, sentia-se com a mesma insegurança, a mesma ansiedade. Uma vez Sua, eternamente Sua, era assim que Ele lhe havia ensinado. A sensação já percorria seu corpo. Começou a acariciar-se, pensava Nele, queria estar mais magra (ele gostava assim!). Ocorreu-lhe que Ele podia nada querer. Apavorou-se! Será que não a possuiria? Não gostaria de usá-la novamente? Havia lhe dado sua alforria fazia tanto tempo... A noite seria longa! Acordou de madrugada, tremia...pensou em masturbar-se, mas conteve-se, como sempre fez durante o tempo que ficaram juntos, guardou-se pra Ele. No dia seguinte, vigiou o relógio durante toda manhã, sabia o quanto era importante não atrasar nem adiantar-se um minuto sequer. Ligou: - C? - Minha cadela, como vai? - Bem e o Senhor? - Em sua cidade. Está disponível hoje à noite? Esteja aqui (hotel tal) às 20 horas. - Sim...sim Senhor...é... - Vamos conversar. Até mais tarde! Conversar??? Era o que ela temia, ele não a desejava mais, eram apenas amigos a se reencontrar pra conversar. O dia foi ainda mais longo. Foi tomada de uma sensação de fracasso total. A roupa escolhida a dedo, o perfume especial, os cabelos bem presos como Ele tanto apreciava. Sem roupas intimas. As botas. Tudo fora em vão... No final do dia, retocou a maquiagem leve, o perfume e seguiu tentando ensaiar seu melhor sorriso, para não demonstrar sua decepção em ser rejeitada. No hotel, sentou-se no saguão, conforme ele a instruíra mais tarde, por email. E aguardou! Os poucos minutos lhe pareceram uma eternidade. Até que o avistou no hall dos elevadores. Levantou-se com medo de lhe faltarem as pernas. Aquele homem era único, sua presença tinha um significado pleno em sua vida. Ele a havia iniciado no mundo BDSM. Tinha sido seu Mestre, seu Dono e seu Mentor. Sabia que seu contrato era por tempo limitado e que Ele a moldaria a seu gosto e prazer para ser entregue a outro. Agora depois de tanto tempo, Ele vinha em sua direção. Um leve sorriso, naquele rosto impassível, para o qual ela aprendera a não olhar. Não se atrevia. Mantinha-se sempre um pouco atrás, falava somente quando lhe era perguntada alguma coisa e não o olhava diretamente. Ele a abraçou levemente: - Esta aqui a muito tempo? - Acabo de chegar. - Venha. O tom de voz era o mesmo, nunca se alterava. Baixo e firme, e a fazia estremecer. Subiram para o quarto. Ele entrou e sentou-se no sofá. Ela permaneceu em pé, sem saber como agir. Ele a olhou detalhadamente. Ela sabia que Ele a analisava e podia quase sentir, mais do que ver, sua aprovação. - Tire a roupa! Não sabia se pulava de felicidade ou se caia aos seus pés. Essa era a conversa! Sim, Ele ainda a desejava, Ele a usaria. Era sua puta! Sua! Tirou a roupa sem pressa, buscando fazê-lo de forma sensual, mas natural, como Ele apreciava. Pronto: nua! - Ajoelhe-se... - Aproxime-se... - Muito bem! Pega na mesinha de centro dois elásticos que amarra em seus bicos. Descobre o quanto esta excitada nesse momento, pois já não sente dor. De joelhos a sua frente, mal se lembra das perguntas que respondeu. Sabe apenas que falavam sobre o tempo afastado e se ela no momento pertencia a alguém. Contou tudo o que aconteceu durante o afastamento de forma simples, compacta, somente o essencial que Ele exigia. Ela somente sentia, não atinava os acontecimentos. Ele emitia ordens que deveriam ser seguidas quando terminassem. Ela registrava mentalmente enquanto se colocava em posição de spanking, deitada sobre o braço do sofá, pernas estendidas para trás. Ele foi lhe esquentando as carnes. Ela sabia que não devia emitir ruídos, ele apreciava o silêncio e o controle. - Quer que eu pare? - Não Senhor! Bata o quanto desejar... Ele parou! Mandou que fosse para a cama e se abrisse para Ele. Em instantes lá estava ela, pernas levantadas, abrindo a buceta com as mãos para ser avaliada. - Tem oferecido o cuzinho aos homens? Tem dado a cara a bater? - Não Senhor! Não! Foi o primeiro tapa, ardeu em seu rosto, menos pela dor mais pelo esquecimento do quanto ele apreciava que ela se oferecesse por Ele. Ser comida por outro recitando o mantra que a fazia ainda mais sua, na hora do gozo. Sentiu a mão a penetrar-lhe para o fisting, respirou fundo e se entregou ao prazer Dele. A sensação de ser preenchida ia aumentando e ela já se contorcia desejando por Ele. Ela sabia bem que só o teria se o satisfizesse em suas maldades. Ele apertou o elástico nos bicos, o que a fez recobrar a consciência do ambiente. Com Ele sempre fora assim, ela parecia flutuar e o externo deixava de existir. Era uma viagem fantástica dentro de si mesma, conduzida pelo outro. A mão inteira dentro dela e o gozo veio, quase instantâneo. Ela recitou o mantra e pode perceber um leve sorriso no rosto do Mestre: - Não esqueceu cadela! E já estava Ele puxando seu rosto e botando todo seu membro na sua boca de cadela. - Chupa e baba putinha! Ah que delicia seu membro duro e teso! Como desejava o gozo de seu Mestre a inundar-lhe a boca. Mas era cedo, ela sabia. Ele percebia o prazer dela e retirou o membro deliberadamente para ver sua carinha decepcionada. - De quatro! De rabo pra cima já sabia que seu cuzinho seria usado. Uns bons tapas para aquecer e ele se retirou. E nem precisa dizer, ela sabia que não podia olhar. Parecia uma eternidade o tempo em que se afastava, mesmo que fosse por segundos. Percebeu que ele abria o frigobar e pegava algo. - Vire-se! Abra as pernas! Sentiu um tapa forte na buceta, seguido de outros. O desejo crescia dentro dela, forte e latejante. Ele lhe entregou uma garrafa de champagne, tamanho médio. Dirigiu-se ao sofá em frente a cama, sentou e calmamente: - Enfia que te como. Ela sorriu! - Pelo fundo! - Mas Senhor...mas....é.... - Enfia! Passou uns segundos pensando e olhando pra garrafa. Era impossível! Teve medo, a sensação de derrota tomou conta dela. Pela primeira vez ela sairia sem seu prêmio maior, ser usada como fêmea. Mas não podia entregar-se, que “porra” de submissa era ela. A dúvida havia esvaziado o desejo. Respirou e iniciou a masturbar-se lentamente e a fazer alargamento com a mão. Prolongou as carícias, pois sabia que Ele apreciava aquele show. Brincava com a garrafa e com a mão, mas não conseguia o alargamento suficiente. Pensava nele, queria que Ele o fizesse. Pelas mãos dele sabia que não negaria a dor. E prosseguia nas tentativas cada vez mais ansiosa com medo de que Ele se cansasse e a mandasse embora. Não ousava olhar para seu Mestre. Ele repentinamente se aproximou, tomou-lhe a garrafa, mediu, olhos, tocou. Foi ao banheiro, abriu, esvaziou o conteúdo, entregou-lhe novamente. - Pelo gargalo agora. Assim era fácil! Sorriu e o fez imediatamente, brincando com a garrafa para deleite de seu Senhor. Ele riu-se e ordenou: - Ótimo...mas é no cú, vagabunda! E assim foi, alternando posições e se masturbando com a garrafa para a prazer de seu Mestre. Ele se movimentava ao longe de forma que ela não podia acompanhar seus passos, não sabia o que Ele fazia. E ali estava com a garrafa no cuzinho, pernas pro alto, quando Ele se aproximou e de uma só estocada penetrou-a. Arqueou o corpo e se entregou ao gozo, recitando o mantra em êxtase total. Ele tirou a garrafa e ordenou que ela subisse em seu pau, deliciosamente teso, preenchendo seu cuzinho e cavalgasse. Ela ousou olhar pra Ele e o tapa estalou em seu rosto lembrando-lhe quem ela era. Sua escrava, sua serva, seu brinquedo. Ali única e exclusivamente disponível para satisfações dos desejos do Mestre. Mais dois tapas e assustou-se com o movimento dele, levando-a bruscamente para o sofá para um spanking duro. O cinto estalava em sua carne! Ela fechou os olhos e concentrou-se em não fazer barulho. Havia algo diferente no que fazia. Sua pele ardia e o suor escorria pelo corpo, quando Ele finalmente parou e recomeçou a fuder o seu cu fortemente. Sentia-se invadida, literalmente possuída pelo homem a quem adorava tanto. Ele continuou a seviciá-la longamente até que explodiu num gozo farto e inundou-a com sua semente, renovando sua criação. Ela renascia, alimentada pela satisfação Dele! Seguiria dali ao encontro do outro, usada e abusada, com a carne ainda quente e as sensações vívidas para entregar-se conforme a vontade de seu Mestre. Mais tarde quando gozava fartamente com seu amado, fazendo feliz por vê-la tão fêmea e tão mulher, recitava mentalmente o mantra de seu Mestre e sorria imaginando que Ele sabia, de alguma forma Ele sabia o quanto ela amava ser sua puta...