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És meu... sou tua...
Já era noite, e depois de todos os preparativos, ela desce de elevador, altiva em suas longas botas de saltos altos, e envolta num sobretudo que lhe envolve o corpo.
A ansiedade que lhe toma é evidente, ao esperar impacientemente pelo táxi que a levará ao seu destino. Ao chegar ao restaurante térreo de um Hotel, observa tudo aprovando o local escolhido. Aconchegante, mesas distantes uma das outras, dando aos freqüentadores uma certa privacidade, um som ambiente suave que se mistura aos murmúrios, nada lhe passa desapercebido.
Um arrepio a percorre, e na mesma hora seus olhos brilham ao reconhecer a ele que está à sua espera e seu rosto lindo, embora demonstre uma certa tensão a faz sorrir sabendo o motivo que o faz estar suando frio.
Desde o telefonema, confirmando o local do encontro, duas horas antes, ele está com presilhas em seus mamilos, deveriam então estar dormentes e extremamente sensíveis. Ele se levanta afobado e ao beijar-lhe o rosto, ela o toca levemente no peito roçando as unhas sob as luvas de cetim e também nos mamilos fazendo-o gemer baixinho.
Após fazerem os pedidos, ela se reclina para que ele veja o que tem por baixo do sobretudo e as rendas negras do corpete o hipnotizam, fazendo-o transpirar levemente. Sabe da intenção dela, de o provocar para que se sinta extremamente desconfortável com o firme cinto de castidade que usa sob recomendações também. As mãos enluvadas percorrem a linha sinuosa do pescoço, despretensiosamente fazendo-o perder a concentração na conversa e engolir seco. Toca-o também no braço, várias vezes levemente acariciando-o, distraída.
Ao cruzar as pernas a sua frente, descuidada, permite que o sobretudo se abra perigosamente o suficiente para que ele veja, que usa somente as longas botas, o corpete e um exímio fio dental também negro. Com a bota, enquanto continua conversando, ela o toca em movimentos langorosos deixando-o mais ofegante, terminando por erguer uma das pernas para que a beije na bota na frente de todos. Sem sequer hesitar, ele se levanta e se ajoelha beijando-lhe a bota diante dos olhares assombrados dos outros, e sem o menor constrangimento ela pisca marotamente a eles antes de puxa-lo pelo queixo e dar um beijo apaixonado em seus lábios. O gemido gutural que sai de sua garganta a enleva em níveis indescritíveis e com um olhar indica a ele para que volte a sentar-se mas agora ao seu lado.
Durante o jantar, provoca-o incessantemente tocando-o levemente por todo corpo, deixando-o impassível, por nada poder ou estar autorizado a fazer. Sempre excitado, o apetite se esvai, e fica entregue aos desejos dela.
Pedindo licença para se manifestar diz humildemente se poderia ir ao toilet se livrar do cinto que já o tortura prendendo-lhe firmemente a circulação.
Recebe um não seco e um olhar fulminante como resposta. Depois do jantar, sabe que irão subir ao quarto do hotel, acima do restaurante, e sabe intimamente, exultante que sua noite será inesquecivelmente penosa.
Capítulo II
Depois do último gole do café, buscando com sua mão enluvada, toca-lhe a nuca fazendo com que se aproximasse mais, para um beijo lânguido. A boca voluptuosa, explorava sua língua, e como durante todo o jantar, sente novamente o cinto lhe esmagando, causando uma dor aguda, ao mesmo passo que sentia a doçura do beijo, sensações tão contraditórias. Uma das mãos delicadas lhe buscam os primeiros botões da camisa, e abrindo lentamente até verem as presilhas, e então o toca, provocando choques de dor intensa por ter a eles já dormentes pelo tempo de uso.
Sem parar de beija-lo, retira uma das presilhas, sorvendo os gemidos incontidos de dor que tanto a excitavam, enquanto que o sentia contorcer-se levemente, tentando escapar dos dedos que tentavam ativar novamente a circulação do mamilo tão sensível. Dada por satisfeita, mantém a outra presilha, pegando então a corrente que os une, puxa-o para que se levante diante dos olhos cada vez mais assombrados, e o leva para fora do restaurante em direção dos elevadores, como se levasse um cachorrinho em sua coleira. Com os olhos baixos, sem emitir, nenhum som a segue calado.
Uma vez dentro do elevador, assim que as portas se fecham, ela o empurra contra o fundo, prensando e deixando que o sobretudo se abra, e esfregando seu corpo ao corpo másculo, beija-o vorazmente... numa gana incontida. Sabendo ele sofrer ao ser excitado, preso pela cinta rígida, ela o provoca mais ainda, e parando o elevador, ordena sussurrando em seu ouvido para que se ajoelhe, beije seus pés e retire com os dentes o fio dental que está usando. Ele sabia das câmeras internas, e por uns segundos hesita em acatar. Com os olhos enfurecidos, ela o segura pelos cabelos puxando-o bem perto dizendo entre os dentes, que caso ele não a obedeça, irá embora, deixando-o para que nunca mais a veja. Diante da ameaça, ele se ajoelha, lambendo-lhe as botas e subindo lentamente, beija as pernas torneadas afoitamente subindo até cravar os dentes entre as pernas entreabertas.
Sentia-a úmida, sentia-lhe o cheiro do desejo, e aquilo o torturava sobremaneira, fazendo com que suplicasse que o permitisse tirar o que tanto lhe prendia entre as pernas. Rindo, ela o puxou pelos cabelos forçando entre as pernas mais uma vez, e excitada pede que tire o fio dental com os dentes. Louco para sentir a pele cálida, não tarda a obedecer, e quando o faz, ela lhe diz, que por ele gostar tanto do cheiro de tua Rainha, ele a teria bem perto, para que não se esquecesse. Antes que o elevador se movesse novamente, ela enfia o fio dental dentro de sua boca, e com a echarpe de seda cobre-lhe a cabeça amarrando por fim em seu pescoço, a estampa impedindo que tivesse a visão do que tanto almejava.... de sua Rainha.
Chegando no andar, ela sai do elevador, puxando-o trôpego pelos corredores até chegar frente a um quarto.
No quarto, ela o despe lentamente, como que admirando um objeto adquirido, tocando, arranhando e beijando-lhe a pele, e sem permitir que ele a toque, se despe do sobretudo.
A semi-transparência do tecido, impedindo sua visão o deixa em agonia, ainda mais sentindo as mãos lhe percorrendo todo o corpo, e lhe tirando finalmente a cinta que o torturara a noite toda. Ouviu o riso triunfante ao ver a pele toda marcada que agora livre, se mostrava lindo em toda sua excitação.
Sentia o alívio de seu corpo, mas intimamente sabia que esta sensação pouco duraria.
Ainda puxando pela corrente, ela o levou até uma mesa, onde o fez reclinar na superfície fria amarrando suas pernas mantendo-o preso, e com os braços estendidos à frente o rosto entre eles, algemado.
Sem poder ver o que ela fazia, acompanhava os sons que lhe vinham, com a respiração em suspenso.
Gelos, fósforos sendo acesos, com todos os sentidos em alerta, pressentiu sua presença, segundos antes de sentir um saco de gelo ser encostado em seu sexo rijo, fazendo-o ranger os dentes diante do choque. Tudo aquilo devido o calor, ele a ouviu murmurar enquanto que sentia o gelo lhe queimar a pele sensível. Sabia que ela esperava que permanecesse imóvel, e assim ficou mesmo que a vontade fosse de se erguer e afastar aquilo que lhe gelava as entranhas, percorrendo o ventre, e espalhando a dor pelo corpo.
Ela novamente se afastou o que o aliviou por segundos, antes de ouvir o som da banheira se enchendo. Ouviu-a no banho depois, cantarolando tranqüilamente, enquanto ele naquela posição incômoda começava a sentir as pernas formigando e os braços doloridos. Realmente, seria esta..... uma longa noite.
Capítulo III
Estava num deserto, tinha suas pernas entrando em meio a uma duna, e no esforço de se mover, afundava mais e mais, em meio ao desespero que sentia, sentia um ardor nas pernas, e foi então que um cheiro almiscarado lhe chegou nas narinas deixando-o confuso. Um som forte seguido de uma dor lancinante o faz acordar do sonho, e outra estalada de um chicote lhe chega nas costas. Tem as narinas dilatadas pela necessidade de mais oxigênio, e gemidos lhe escapam enquanto uma, após outra chibatada lhe esquentam as costas, nádegas, em ardores intermináveis, somadas com o formigamento das pernas e braços tanto tempo na mesma posição.
O silêncio o preocupa mais do que os sons das chibatadas, e o suspense do que viria a seguir o deixa em expectativa, quando sente a carícia de uma mão enluvada, tocando-lhe as marcas em relevo. A leveza do toque juntamente com o ardor da pele o levou novamente num estado de excitação, que arrepiou toda pele, ainda mais depois ao sentir a língua dela a lhe percorrer umedecendo-lhe os vergões.
Sente-a afastando novamente, e longos segundos passam ao sentir o perfume dela lhe chegando, quando sente a pele arder perto da nuca.. Cera quente..... sua pele já fustigada e sensível não suportaria, pensa já suando frio. Ela derramava gota a gota, lentamente aproximando dos vergões, exultante pelo contrair da musculatura, dos gemidos incontidos que ouvia, até que impaciente junta mais duas velas à primeira, de forma que a cera passou a cair mais rápido. Sua tortura parecia interminável, quando o som de uma discreta batida na porta, a fez interromper.
Pensando ser alguém do serviço de quarto, somente torcia para que sua posição não fosse visível da porta do quarto. O cumprimento esfuziante de sua Rainha o fez perceber não ser uma pessoa desconhecida. Um arrepio gelado lhe percorre ao notar não ser mesmo um desconhecido, quando a ouve gemer, e sons de beijos seguem. Um outro perfume lhe chega, um masculino, embora isso nada significasse para que identificasse quem ali estava. Nenhum som vinha da pessoa que entrara, somente dela, em gemidos, arfares, risinhos. A sensação de humilhação, impotência e grande ciúme, assola-lhe o peito, por vê-la com outra pessoa, por estar tão vulnerável, por jamais imaginar ser exposto em tal situação.
Pressente a aproximação dos dois, como que a contemplar naquela posição, e o sentimento que lhe surge é de ira. Ela chega por trás e desamarrando a echarpe, ordena que se mantenha na posição, usando-a então como uma venda, amarrando firmemente em sua cabeça, e tirando o fio dental da boca. Tentando disfarçar o alívio, de ter a boca livre, respirando livremente, escuta a risada de ambos. Mais atento, ouve roçar de corpos, beijos que reiniciam, ora rindo, ora sussurrando palavras incompreensíveis a ele, deixando-o completamente atônito, ao mesmo tempo, inexplicavelmente excitado.
Os gemidos que vinham dela, lhe angustiavam, pois gemidos antes ouvidos por ele, destinado a ele, estavam sendo provocados por outra pessoa, a raiva lhe crescia incontrolavelmente.
Em meio aos sons que ouvia, sentiu que lhe chegavam pela frente da mesa onde seus braços estavam esticados e algemados. Ela foi posta acima da mesa sentada, e sentiu em suas mãos as nádegas macias. Mais beijos e mais gemidos se fizeram ouvir, antes dela se deitar ao longo dos braços que formigavam latejantes. Ela reclinou-se deitando a cabeça nos ombros doloridos e com a mão, o pegou pela cabeça num beijo apaixonado.
Não sabia ainda quem estava lá no quarto, mas tinha a absoluta certeza do que fazia à sua Rainha, que ondulava os quadris enquanto o beijava na boca ainda meio adormecida por ter sido amordaçado.
Ouvia-o agora, dizendo o quanto ela era deliciosa e bela, deixando-o estarrecido.... ``um homem no quarto!´´.
A constatação o fez distrair-se do beijo, e sabia que aquele homem dava prazer à sua Senhora, beijando-a intimamente. Os quadris voluptuosos começaram a ondular e contrair mais rapidamente, enquanto ela beijava-o, mordia-o em êxtase, puxando-lhe os cabelos, enquanto que o outro degustava da intimidade de sua Rainha, levando-a ao gozo com a língua e lábios.
Ela foi erguida sentada sobre as mãos...... sentia-a ainda trêmula e pressentiu um abraço silencioso entre os dois, até que ela acalmasse. Passos ecoam se distanciando e então ouve a porta sendo aberta, para ser fechada a seguir num baque surdo.
Saindo de cima das mãos mais dormentes que nunca ela espreguiçou antes de tocar-lhe as mãos, ombros, e foi acaricia-lo nas costas, onde com as unhas passou a arrancar a cera, puxando irritando ainda mais a pele.
Toda langorosa esfregou-se nas costas toda marcada, enquanto retirava as algemas. Mordeu suas coxas, enquanto o arranhava de cima abaixo, até que numa gana incontida, apertou o saco sensível pela excitação tanto tempo contida, enquanto com a outra mão acariciava o sexo rijo de forma impetuosa e dolorida.
Então puxando pelos cabelos ergueu-o, puxando pela presilha, o levou completamente amortecido e cambaleante até a cama. Lá chegando, empurrou-o fazendo tombar inerte, sem o controle de seus movimentos, por ter todo o corpo formigando de dor e desejo.
Arranhando-lhe os ombros, beijava gulosa sua boca, enquanto sentava sobre seu sexo rijo, sem no entanto permitir que a penetrasse. Tinha os braços inertes, ainda sem circulação ao longo do corpo, louco de vontade de toca-la, as pernas inertes, quando gemeu ao senti-la esfregando-se, molhando-o todo. Sentia seu clitóris rijo, a vulva melada e quente, grandes lábios separados, enquanto ela movia o corpo, para frente e para trás, masturbando-o deliciosamente. Suplicava para que ela o permitisse penetra-la, mas ela continuava naquela dança sensual e torturante, até que ela própria não agüentando mais, sentou-se sobre o membro ereto num único movimento.
Não a via, somente sentia, queria ter aqueles seios que o torturaram no jantar em suas mãos, mas não conseguia move-las. Sua urgência não condizia com o lento movimento que ela fazia com os quadris, tudo isso o levando à beira do descontrole. Sabia que ela se movia devagar propositalmente, só para provoca-lo, e quando o desejo dela se tornou igualmente premente, ela curvando-se, sussurrou-lhe que queria ser tomada por inteiro. Tendo finalmente a permissão de sua Senhora, ele mesmo em meio a dores agudas nos membros, virou-se sem sair-lhe de dentro, e erguendo-lhe os quadris, tomou-a com estocadas profundas, insanas... sem o menor controle.
Rapidamente ela arrancou-lhe a venda, para que a visse, e os olhos ainda embaçados, foram captando aos poucos tudo o que desejara por tanto tempo, aquele corpo sacudido pelo ímpeto do seu, os seios movendo-se livres do corpete, o rosto num sorriso enlevado, olhos revirados em êxtase.
Novamente ouvia os gemidos, longos... lamurientos, tormentosos... só que agora, provocado por ele, e esta sensação suplantava a ira que o tomara antes. Sentia-se cada vez mais próximo do gozo, não sabendo como se segurar, esperando resistir até que sua Senhora também atingisse o dela.
Via-a mexer a cabeça, de um lado ao outro como que em delírio, até que num arquear de corpo, retesou-se inteira dos lábios saindo um grito longo antes de ter o corpo todo sacudido por espasmos. Sentia-se hipnotizado por ela, pelas reações que via, sentindo-se recompensado por ter conseguido controlar-se para vê-la naquele momento tão entregue a ele.
Sabia que não tinha permissão para satisfazer-se, e implorava ofegante, dizendo não agüentar mais, pedindo que ela o deixasse gozar, e a demora o enlouquecia... ``- Não ouse até que eu permita!´´ ... palavras que o estavam matando de desespero até ouvir então o tão esperado, - ``venha, meu bom menino dê-me seu gozo´´. Alivio, desespero, tudo se misturou àquele momento, e ele então estocando de forma desenfreada, sentiu todo seu corpo tomado em espasmos caleidoscópicos, enquanto jorrava o gozo quente, dentro daquele corpo cálido. Sabia não ser comum, mas incapaz de mover-se, enlaçou-a enquanto ambos, exauridos se aninharam para então adormecerem unidos. Agora não havia mais Rainha e seu servo, e sim um homem e uma mulher, abraçados... envoltos no manto do langor...