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A ÚnicaII Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Ele olhava pela janela sem pensar muito. Fitava o infinito como sempre fizera a espera de sua nova escrava. Não havia medo em seu olhar, nem idéias dispersas, apenas pensava em como a lógica dos números sempre colocaram o "7" em sua vida. Quarto 37, número 7 na lista de chamada, nascido na década de 70, 7 letras no primeiro nome, 7 letras no segundo, a única coisa que realmente não batia era seu número de poder: cinco. Algumas batidas na porta e um seco "entre" vinda de seu Dono. Ela entrou e o viu na varanda perdido em pensamentos. Ela estava com medo, não sabia o que fazer para agradá-lo. A conversa pela internet fora gratificante, mas será que na vida real a coisa seria tão boa quanto lá? Sem pensar muito ela se ajoelhou. Ele olhou para trás. De alguma forma tinha adquirido um certo asco, um desprezo genuíno pelas mulheres. Como se sujeitavam a isso? Dava prazer a elas? Bem... Na verdade isso não interessava para ele, ela não era mais do que um belo pedaço carne a sua mercê e ele iria servir-se disso. Chegou perto dela com um ar imponente: - Lhe dei ordem para se ajoelhar minha puta? - Pensei ser apropriado meu Senhor... – respondeu ela um tanto receosa. A tensão aumentava nitidamente: - Você só faz o que EU mando e o que EU quero! Você me pertence! É meu cachorrinho! Meu bibelôzinho feito para meu divertimento! Não faça NADA que eu não lhe diga pra fazer sua PUTA! - ao dizer isto, deu uma sonora bofetada em seu rosto. Ordenando que tirasse a roupa, ela o fez sem pestanejar. Calmamente ela recostou-se na beirada da cama empinando a bunda, assim exibindo seu sexo e ânus para o seu novo Senhor. Ele, por sua vez a amarrou calmamente e lhe tampou a boca, não queria gritos, se divertia com eles, mas no momento, não eram adequados. Em alguns minutos ela ouviria o silvo de um chicote no ar. Mas o que era isso? Ele não tinha prometido que começaria com calma? Como poderia falar a safeword amordaçada? O que estava acontecendo? Duas chibatadas e uma lágrima já corria em seu rosto, a dor era aguda, parecia que tinham cortado sua bunda com uma faca quente. Mais duas! Ela sabia que estava marcada. Outras duas atingiriam suas coxas em cheio. Ela já chorava de dor sem entender nada do que ocorria. Ela olhou para trás e viu que seu Senhor não era mais o mesmo... De alguma forma tinha se alterado, ido além do que ela esperava. Ele pouco se importava. Guardou o chicote ouvindo um suspiro abafado de sua escrava. Logo ela estaria vendada. Não queria que ela olhasse, achava um abuso, um desrespeito para consigo. Ela sentiu seus pulsos se soltando, em breve estaria amarrada na cama, com as pernas abertas, totalmente exposta ao seu Senhor. Ele andava com calma em volta dela. Não a via como uma pessoa, era mais uma "coisa" que uma pessoa. Era um objeto, um utensílio doméstico que poderia usar e descartar quando bem entendesse. Sacou uma vela de sua mochila, pensou se seria adequado. Talvez... Ligou a vela e com calma foi criando uma escultura de cera no que seria o corpo de sua escrava. Ela se debatia, sentia a pele queimando, jogava-se para um lado e pro outro e a cada solavanco recebia um tapa cada vez mais forte em seu rosto. Por fim ela parou, viu que não iria se libertar e seus pulsos ardiam. Ele não se intimidou, buscou uma palmatória e acertou seus seios com força deixando-os vermelhos e tesos. Ela não conseguia gritar, respirar tornou-se difícil. Pouco depois, sentia algo mordendo os bicos de seus seios. Eram frios, duros e apertavam com muita força. Mais dor. Não parava, ele não dava trégua. Parecia possesso, porque isso? Ele lhe disse que haveria prazer e com isso ela sentiu algo entrando em seu sexo com força. Não era um pênis, parecia mais um poste de tão grande, estava rasgando-a e entre um gemido e outro ela ouvia seu Senhor: "Está gostando? Não era o que queria sua puta? Muito bem! Acha que está preparada para isso?" Ela fez um "não" com a cabeça. Ele se deliciou com isso. Tirou o consolo de seu sexo com calma e a libertou da cama. Tirou sua venda e as lágrimas ainda lhe corriam os olhos. Ele estava calmo, porém, quando tirou o anteparo suas feições endureceram, a olhou com tremendo desprezo. Não era preciso palavras, ela sabia o que seu rosto expressava... "Você não merece!" Ela implorou. Se jogou ao chão e beijou seus pés com sofreguidão. Passava seu rosto como um cachorrinho querendo agradar o dono. Dizia baixinho entre um soluço e outro "me perdoe, me perdoe, me perdoe". Ele sorriu, estava saindo tudo como havia planejado. Ela voltou à cama e com um aceno de seu Dono, empinou a bunda abrindo seu sexo o máximo que pôde. Queria ELE, queria merecê-lo dentro DELA e apenas ELE. Com calma, ele a penetrou sem muito esforçou, estava tão lubrificado que era quase como penetrar uma piscina. A currou com força, buscando sempre mostrar-lhe QUEM estava no comando e QUEM mandava. Segurou-lhe os cabelos como se fosse um guidão e falou baixo em seu ouvido: "A QUEM você pertence sua puta?", ela respondeu baixinho, entre um gemido e outro: "A você e apenas a VOCÊ". Ele saiu dela imediatamente. A decepção dela era palpável. O que acontecera? - "VOCÊ"?!? – um golpe seco de uma mão forte atingia a bunda marcada pelo chicote – Não sou "você"! SOU SEU DONO SUA PUTA! Mais uma lágrima correu de seus olhos, não era a dor física, mas o fato de ter decepcionado seu Dono. Ela pediu perdão, e pra cada pedido recebia um novo tapa na bunda. Por fim ele cansou... a ordenou que abrisse bem a bunda. Tomaria posse dela, penetrando seu cuzinho. Entrou novamente com calma, saboreado cada momento com grande satisfação sabendo que ela iria lhe pertencer agora e sempre e assim o foi pelo resto da tarde. Por fim, gozou como nunca saindo dela devagar, totalmente satisfeito pelo dia agradável. Deitado ao seu lado, a ordenou que tomasse um banho. No chuveiro, ele se vestiu e voltou a se sentar na varanda, olhando para o lado de fora. Ela saiu, satisfeita, querendo lhe beijar, lhe amar, dar carinho, mas ele estava lá, sentado de costas para ela e olhando o infinito. Ela chegou de mansinho, não sabia o que fazer. - Pode ir, estou satisfeito – disse ele com calma. Foi como um balde de água fria. Ela ficou perdida, parada, sem reação. Um longo silêncio depois ela ouviu daquele que seria seu Dono... - Ainda está aí? Ela disse, quase em tom de súplica: - Nos veremos de novo não? - Claro, eu entro em contato. – lhe respondeu curta e secamente, sem se virar. Ela saiu, com calma, ainda aturdida com o que tinha acontecido. Ele sorria, nunca mais a veria de novo. Era assim, um objeto de cada vez, uma sessão de cada vez que tinha de ser única e inesquecível. Admirava a paisagem sem preocupações, pois sabia que iria arrumar outra escrava. Sempre arrumava, afinal sempre tinham mulheres dispostas a isso. Ele vislumbrava as possibilidades infinitas a sua frente... Em sua próxima sessão, com sua nova escrava.