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Sabrina Sai de Casa: (Cap. 6 - O Shopping)
CAPÍTULO 6: O SHOPPING
O primeiro dia após sua entrega total e voluntária ao castigo irascível de Roberto foi o mais difícil para Sabrina. Por somente duas vezes na vida ela tinha sido torturada severamente sob o chicote. Na primeira ela tinha sido induzida, por chantagem e por sua própria mórbida curiosidade; tinha sido duro e terrível, mas ela suportou. Na segunda, foi sabendo o que a aguardava. Sua força de vontade quase lhe faltou e seu corpo a traiu. Seu castigo foi tão intenso, tão selvagem, tão completo. Ainda lambendo suas feridas, ela se sentia no céu e no inferno ao mesmo tempo. Tinha descoberto a si própria, seu desejo, sua vocação e seu Mestre. Era um desejo louco, um destino cruel e, ao mesmo tempo, nunca antes havia se sentido tão inteira, tão segura, tão querida. Paradoxalmente ao seu estado lastimável, era como se tivesse descoberto o amor pela primeira vez. O que estava dizendo? Era exatamente isso, ela estava apaixonada. Por isso também se sentia desolada, envergonhada por tudo quanto antes tinha feito. Não pelos atos em si: ela se havia determinado uma postura pervertida e de acordo tinha se comportado; em arroubos explosivos se viu realizando coisas impensáveis para a mais desinibida das prostitutas. Mas não tinham sido atos de amor, era a sua própria devassidão que a guiava. Ela era como O quando foi repreendida por Sir Stephan: a wanton girl ela era.
Mas agora era diferente. Ela tinha feito aquilo por ele, porque o queria; queria ser dele e assim sentia-se pertencer. Sabrina se admirava no espelho, observando suas marcas como um atleta admira seus troféus. Muitas eram riscos vermelhos que cruzavam seus peitos, seu colo, seus ombros, suas costas, suas pernas, seu ventre; algumas eram mais profundas, vergões inchados, doloridos ao toque. Ela penteava seus cabelos admirando seus brincos novos, um presente dele, cruzes góticas e negras. Combinavam com sua coleira, sua nova e permanente lembrança de sua submissão; uma declaração patente a quem quisesse enxergar; se não o pudessem ver nos seus olhos e nos seus atos, que ela pertencia a alguém.
Aquele primeiro dia foi o mais difícil, as marcas eram muito evidentes. Quando tinha sido marcada assim no bordel ela tinha usado blusas de gola e manga comprida por duas semanas inteiras. Mas seu Mestre não o permitiria desta vez. Ele determinou o tipo de roupas que deveria usar: apenas saias e blusas reveladoras, saltos e a coleira. Ela se penteava, olhando-se no espelho e imaginando qual seria a reação de sua mãe quando ela saísse do quarto, quando descesse as escadas para tomar o café.
O dia se passou assim, como se ela estivesse em transe. Sua mãe teve um chilique, quis força-la a dizer o que tinha acontecido, não a deixou ir para a aula e a levou ao hospital para que a examinassem. Uma assistente social foi chamada, colocaram-na em um quarto fazendo mil perguntas. Tiraram seu sangue para fazer um exame de drogas. Sua mãe chamou a polícia e quis prestar queixa de estupro; mas isso só criou uma situação constrangedora para o padrasto de Sabrina, que foi questionado de forma bastante grosseira. Sabrina permaneceu calada todo o tempo, recusou-se a dar explicações, sonhava acordada e não prestava atenção no que se passava ao seu redor. Sua mãe a trancou no quarto e a impediu de sair mesmo para a escola até que ela falasse. Três dias depois Sabrina quis sair a força e isso lhe rendeu um tapa na cara. Tentou arrancar a coleira do pescoço de Sabrina, mas nem ela nem Sabrina possuíam a chave do cadeado. Quis corta-la fora usando uma tesoura, mas Sabrina não permitiu. Sua mãe então chorou e perguntou a Deus onde ela tinha errado. Sabrina se comoveu e as duas se abraçaram, mas nada foi dito e nada foi revelado.
No quarto dia depois de sua entrega, Sabrina finalmente foi à escola. Sua mãe a cobriu da cabeça aos pés e fez questão de leva-la pessoalmente até os portões do campus. Porém, mal ela tinha saído, ainda na rua em frente ao campus, Sabrina se desfez do excesso de roupas e jogou tudo numa lata de lixo. Por baixo ficou uma blusa branca de abotoar e uma saia preta. Sabrina tirou o soutien por baixo da blusa e também se desfez dele; desabotoou a blusa, fez um laço e a amarrou como se fosse um top. Adentrou o campus como uma modelo na passarela, virando o pescoço de todos que por ela passavam, abismados com suas marcas ainda muito visíveis. Quando chegou à sua sala a aula já tinha começado; entrou sem fazer barulho, mas, mesmo assim, o silêncio tomou conta do ambiente. O professor a abordou diretamente, perguntando o que tinha acontecido. Sabrina se fez de desentendida, até que ele apontou os vergões em sua pele. Sabrina disse apenas:
Eu tive que ser disciplinada.
Ela estava consciente dos risos e comentários abusivos que se seguiram, alguns em sussurros, alguns em tom alto e claro. Enrubesceu, mas não tanto quanto seu professor. Este quedou sem fala e constrangido; voltou-se para o quadro negro, pediu silêncio e tentou se concentrar na matéria. Sabrina imaginou se a sala toda podia sentir o cheiro de seu sexo, exalando a excitação que sentia naquele momento. Nem mesmo se tivesse mantido a inscrição que um dia lhe tinham colocado na testa seria tão óbvio. Aliás, estava escrito em seu corpo todo. Seus lábios vaginais batiam palmas em allegro e seus mamilos prestavam continência a quem quisesse saber que aquela puta tinha apanhado de seu Dono.
No final daquela semana Sabrina estava triste porque seu Mestre parecia abandona-la por tantos dias sem dar notícias. Quando o telefone tocou Sabrina atendeu depressa e sentiu uma descarga elétrica quando ouviu a voz de Roberto. Desta vez eles se encontraram em um shopping center, às duas da tarde de um sábado. Ela a levou para comprar roupas novas: em uma loja de vestidos de festa escolheram um longo com as costas nuas, costas marcadas para o escândalo da vendedora. Divertiram-se em uma loja de departamentos escolhendo roupas mínimas. Roberto a fez escolher saias e blusas na seção infantil. Uma das poucas que Sabrina conseguiu fechar ao redor de si parecia um trapinho ao redor da cintura, com sua bunda toda de fora e a entrada de sua fenda evidentemente à mostra. Desse lugar não levaram nada, Roberto queria apenas se divertir enquanto Sabrina provava as roupas. A área dos provadores era reservada, mas unisex: um longo corredor em L com cabines de lado a lado. Roberto escolheu a cabine no final do corredor, no início da dobra do L, de frente para os vendedores, que ficavam na entrada do setor de provadores. Os dois entraram no provador e Sabrina tirou as roupas para a primeira prova. Ela quis pendura-las, mas Roberto fez questão de segura-las. Depois escancarou a cortina do provador e disse que iria esperar na loja.
Deixe a cortina aberta. Venha até a entrada da loja para me mostrar como ficaram as roupas.
Dizendo isso, afastou-se com as roupas de Sabrina na mão. Passando pelo vendedor perguntou casualmente se ela poderia sair do setor para lhe mostrar as roupas na loja. Não podia, mas ela podia vir até a porta para ele a visse. Roberto agradeceu e pediu para ele prestasse qualquer auxílio que fosse necessário. A resposta polida e profissional foi traída pelo sorriso esboçado no rosto do vendedor. Sabrina deu o melhor de si para ele aproveitasse bem o show: abaixou até o chão com as pernas unidas e sem dobrar os joelhos, sentou-se com as pernas abertas, esticou-se para o alto com os braços unidos como uma bailarina. Tudo isso enquanto fingia provar aquelas peças liliputianas. A cada peça provada Sabrina saia de sua cabine e desfilava pelo corredor dos provadores em direção ao vendedor e a saída, onde Roberto a aguardava para aprecia-la. Quando terminou de experimentar a última peça o atendente por trás dela chegou com um novo vestido.
Seu namorado pediu que você experimentasse este vestido.
Era um vestido em uma imitação de couro preto e justo, com um zíper nas costas de alto abaixo. Sabrina tirou a roupa e tomou o vestido das mãos do vendedor. Colocou o vestido sobre si e se virou de costas. Voltou a cabeça e perguntou se ele podia lhe ajudar a fechar o zíper, o que ele fez prontamente. Em outros tempos talvez Sabrina dirigisse suas mãos para sentir seus seios, mas agora não se atrevia a fazer nada sem ordem. Era tão melhor vê-los ansiosos pelo contato, fingindo esbarrões, no limite de se desejo, a mercê da vontade de seu Mestre, que a ofereceria ou não a quem ele quisesse. Roberto não gostou do vestido, achou o material inferior. Disse que já vira o suficiente.
Tire esse vestido e coloque suas roupas de volta, vamos a uma outra loja.
Sabrina esperou que o Mestre lhe devolvesse as roupas para que ela pudesse voltar ao provador para trocar de roupa, mas como ele não se movesse nem esboçasse movimento entendeu que ele pretendia que ela tirasse o vestido ali mesmo, na porta do setor de provadores, na entrada da loja. Um olhar mais incisivo a fez perceber que já havia hesitado um segundo a mais do que o permitido.
O senhor pode me auxiliar com o zíper?.
Dê um passo à frente e vire de costas.
Sabrina obedeceu e se virou estática; olhos fixos nos olhos do vendedor que a observava. Sua visão periférica captava o intenso movimento de mulheres na seção de lingeries ao lado. Sentiu-se descascada como uma banana, sua pele caindo no chão juntamente com o vestido a seus pés. O suor se formava em sua testa e suas axilas; sua xoxota já estava encharcada. Quanto tempo ficou ali parada, nua para apreciação pública? Talvez não mais do que poucos segundos, mas a sensação era de que o tempo havia cessado de existir. Era um dia de muito movimento no shopping, véspera do dia dos namorados. Na loja e lá fora no shopping os sons continuavam os mesmos: música tocava, aparelhos de TV estavam ligados, mães chamavam por seus filhos, garotos assoviavam para garotas, garotas trocavam novidades, homens conversavam em rodas; mas naquele lugar, naquele instante, o silêncio foi ouvido, pessoas largaram peças no chão, ombros foram cutucados, uma distraída foi puxada pela outra, um namorado foi retirado bruscamente do estabelecimento, um segurança foi alertado. Em um momento já estava vestida novamente com sua saia rodada e o tomara-que-caia preto.
Devolva o vestido e agradeça ao moço pelo auxílio.
Sabrina devolveu o vestido e disse Obrigada. Voltou-se para o Mestre e novamente aquele olhar demonstrava que não tinha completado a tarefa de forma adequada.
É assim que uma cadela como você agradece? Faça como eu ensinei.
Nisso foi pega de surpresa, pois imaginou que aquela reverência fosse dedicada exclusivamente a seu Dono. Virou-se apressadamente e caiu de joelhos, colocou as palmas das mãos para frente e abaixou a cabeça, reverenciosamente beijando o chão.
Obrigada meu senhor por seu auxílio. Perdoe esta cadela por sua falta de atenção.
Depois levantou a cabeça com olhos pidões e a boca ligeiramente aberta, como uma cadela pedindo um afago; afago que o atendente, pasmo demais para reagir, a negou, mas foi compensada pela mão do Dono em sua cabeça, espalhando seu cabelo, seu pelo de cadela.
Boa menina. Levante. Já vamos embora.
E foram imediatamente, no momento em o segurança da loja deles se aproximava. Não lhe deram tempo para que dissesse qualquer coisa, rumaram prontamente para o estacionamento. Roberto explicou a Sabrina que o segredo do bom exibicionista era usar da tática de guerrilha, sempre atacar e se retirar em seguida, nunca ficando por muito tempo no mesmo lugar.
Como não tivessem terminado as compras, seguiram para outro shopping, este mais popular, onde as lojas se encontravam como stands em um galpão em uma grande feira de indústria. Passearam entre as lojas como dois namorados olhando as vitrines. De fato poderiam ser confundidos com namorados, exceto pelos sinais evidentes aos olhos experimentados. Além dos sinais mais óbvios, como a coleira e as marcas, havia o fato de que não passeavam de mãos dadas. Sabrina permanecia o tempo todo com as mãos baixas e unidas diante de si. Roberto a enlaçava pela cintura e lhe direcionava o caminho. Ela não procurava olhar para as vitrines, apenas olhava para frente e seguia aonde ele a enviasse. Quando ele a largava e entrava em alguma loja para pedir uma informação, ela permanecia na porta de cabeça baixa, mãos e pernas unidas na frente do corpo. Quando ele desejava observa-la, empurrava-a suavemente para frente e então ela tomava quatro ou cinco passos de distância para andar de modo mais requebrado, apreciando os olhares que atraía. Particularmente feliz foi o modo como Roberto a ensinou a tomar a água de um bebedouro: parada a meio metro de distância do bebedouro ela inclinava o tronco para frente sem dobrar os joelhos ou afastar as pernas, com as duas mãos para frente empinava a bunda exibindo a linha fina e depilada de sua gruta cheirosa. Roberto a fez beber daquele bebedouro por dez minutos sem fim, enquanto ele apreciava sentado em um banco próximo o esforço de Sabrina e a reação dos passantes.
Finalmente entraram em uma loja. Sweet Seduction era o nome, uma loja de lingeries e fantasias sensuais. Roberto pediu especificamente por uma fantasia que pudesse ser usada tanto no quarto quanto em público. A vendedora sugeriu uma fantasia de odalisca. Era composta por um véu; um soutien branco meia-taça, bordado em detalhes e fios pendentes dourados com cordões de stras descendo de seu colo; sete tiras de seda branca transparente unidas por outra mais grossa, também bordada em detalhes dourados, que amarrada à cintura formava uma calça de odalisca e uma tanguinha branca transparente, seguindo o padrão: bordada e com cordões de stras dourados descendo em direção ao vão das pernas. Segundo a vendedora, cobrindo a tanguinha com um colante branco ou um shortinho, a fantasia poderia perfeitamente ser usada em um clube, um baile de carnaval ou algo do gênero. Para provar a fantasia na loja, a vendedora pediu que Sabrina usasse a tanguinha sobre sua calcinha, coisa impossível nas circunstâncias. Roberto dispensou a prova e adquiriu a fantasia. Saíram da loja e compraram em outra, uma loja infantil, uma saia branca que para Sabrina caiu como uma luva: justíssima e mínima. No banheiro do shopping Sabrina se trocou, usando todas as peças menos o véu. As roupas anteriores foram deixadas dentro do carro, no estacionamento. Nesse momento Roberto decidiu que queria ir ao cinema.
Sabrina andou normalmente pelo shopping usando sua fantasia de odalisca. Como estava atraía olhares de interesse, mas não chegava a espantar. Todos a tomavam por alguma artista que iria se apresentar na praça de shows. Deram uma olhada nos horários dos filmes e Roberto escolheu um filme de Tom Hanks que estava estreando. Não exatamente por causa do ator, mas porque a sala estaria com certeza lotada. Esperando na fila para entrar na sala Roberto apalpava sua bunda por cima da saia de forma descarada. Sabrina permanecia em sua posição, impassível, olhos voltados para o chão, mãos unidas, boca ligeiramente aberta, sem dizer palavra; enquanto Roberto apalpava o centro de suas nádegas e apertava com o dedo médio, por cima da saia, a entrada de seu cu. O rapaz atrás dele tentava desesperadamente dar a impressão à sua namorada de que olhava para qualquer lugar, menos para frente. Falando alto para ser ouvido Roberto disse:
Vagabunda, me traz um refrigerante com bastante gelo. Estou com sede.
Sim, meu Senhor foi a resposta, causando frisson na fila do cinema.
Quando Sabrina voltou com o refrigerante a fila já tinha andado e Roberto a aguardava dentro da sala de projeção. Ele havia escolhido uma cadeira do meio para o fundo da sala, a umas cinco fileiras do fim. Sabrina pediu licença para passar pelas pessoas até chegar ao lugar que seu Dono lhe tinha reservado. Causou estranheza quando se ajoelhou diante dele lhe oferecendo o refrigerante, antes de receber permissão para sentar. O filme demorou um pouco para começar porque funcionários do cinema tentavam direcionar pessoas para os poucos lugares ainda vagos. Ao apagar das luzes Sabrina ouviu seu Mestre lhe falar no ouvido: Me dê a saia. E ela se contorceu no banco para deixar cair a saia aos seus pés. Dobrou a saia cuidadosamente e se ajoelhou novamente na frente do Dono, a cabeça baixa, as mãos estendidas oferecendo sua peça de roupa. Talvez o casal sentado ao lado trocasse de lugar, se houvesse algum outro lugar onde se sentar. Ao receber permissão Sabrina sentou-se novamente e passou a assistir ao filme.
Não demorou muito e sentiu a mão de seu amante no meio de suas pernas, apalpando sua xota por cima daquele paninho encharcado. Sua mão aparecia e desaparecia, atiçando-a sem se decidir. Sabrina sentiu algo frio em sua coxa; uma pedra de gelo subindo por suas partes. Dedos ágeis afastaram o último obstáculo à entrada de sua fresta e o gelo passeou pela linha de seus lábios vaginais, forçou a entrada e descansou dentro de sua gruta, retirando um gemido de seus lábios. O gelo iniciou sua tortura, queimando-a por dentro. No começo ardia muito, mas aos poucos o gelo derreteu e a dor foi cessando. Não por muito tempo, no entanto, pois logo aquele foi substituído por outros dois cubos que a invadiram sem piedade. Pelo canto dos olhos sentiu-se observada e voltou a cabeça para seu lado direito. A garota ao seu lado desviou o olhar e cochichou para o namorado que a acompanhava.
A mão que a torturava agora estava em sua bunda e num sussurro seu Mestre instruiu-a a sentar-se um pouco mais para frente. Inclinando levemente o corpo para frente, Sabrina facilitou a entrada de um dedo em seu rabo, depois dois e três alargando a entrada de seu reto. Por fim, algum líquido foi passado em seu cuzinho e um novo cubo de gelo entrou em seu corpo. Sabrina ardia na frente e atrás. Sabrina sentou-se novamente ereta em seu lugar e seu Dono lhe ofereceu os dedos que haviam penetrado seu cu para que ela os limpasse. Primeiro os lambeu como um gato, intoxicando-se com seu sabor. Depois chupou com força, como se quisesse sugar líquido de um cacete imaginário. Os dedos foram substituídos pelo canudo do refrigerante e uma nova ordem:
Compre mais um refrigerante, peça um copo extra de gelo e compre também uma garrafa de água mineral.
Recebido o dinheiro para a compra Sabrina levantou-se sem hesitar e forçou sua saída entre as cadeiras do cinema. Passou rapidamente na frente da tela e ganhou o corredor de saída. Respirou fundo e abriu as portas para a claridade. Tinha plena consciência da quantidade de olhares que pousaram sobre ela quando ainda estava protegida pela saia colante. Agora, para disfarçar tinha apenas aquelas tiras de seda transparente que imitavam uma calça de odalisca e uma micro-calcinha enfiada em sua bunda. Felizmente a parte da frente era coberta por aqueles cordões dourados, do contrário a transparência denunciaria obscenamente sua boceta inchada. Já era suficientemente ruim com a coleira e as marcas que ainda lhe cobriam o corpo.
Aproximou-se da lanchonete daquele jeito tímido que estava usando para andar pelo shopping naquele dia: cabeça e olhos baixos, sem confrontar olhares, de alguma forma imaginando-se em um sonho. Pediu o refrigerante, a água e o gelo também sem olhar para a moça que a atendia. Mas aí veio a pergunta:
Isso aí que você está usando é uma coleira de cachorro?.
Estranho, diante de todo o espetáculo que Sabrina oferecia, ela ter prestado atenção justamente na coleira. Sabrina ergueu os olhos, um pouco assustada, e quase esqueceu dos seus modos. Mas recompôs-se imediatamente:
Não senhora, é de escrava.
Ela estava gostando da idéia de tratar a todos como seus superiores. Chamar a todos por senhor ou senhora lhe dava mais do que qualquer coisa a noção exata de seu estado, a humilhação que gostava de sentir.
Pagou pelas bebidas, baixou a cabeça e voltou-se novamente para a sala de cinema, oferecendo à vendedora a visão de sua bunda exposta por trás daquela calça transparente, coroada pelo pequeno triângulo que se enterrava em seu rego.
Teve um pouco de dificuldade para achar seu lugar novamente, até que se adaptou à escuridão e entrou em sua fileira, ajoelhou-se na frente de seu Mestre e lhe ofereceu as bebidas, da mesma forma que antes lhe tinha ofertado sua saia. Talvez, nesse ponto, alguém já devesse ter reclamado de tanta ousadia; afinal aquele era um local que famílias freqüentavam. Por incrível que pareça, todos os atos até ali praticados passavam despercebidos das fileiras anteriores, concentrados demais no novo físico que o velho Hanks exibia na tela. Do lado de Roberto, um grupo de adolescentes acompanhava tudo com o máximo interesse, mas sem a menor intenção de interferir. Do lado de Sabrina havia um casal: a moça lançava olhares abismados para aquela moça despudorada; mais chocada, porém, do que ofendida. Sabrina sentou-se com a permissão de seu Dono e a tortura com o gelo recomeçou. Foram sete cubos enfiados em sua boceta e quatro em seu cu. Sabrina sentava-se com desconforto em seu lugar. As bebidas desta vez não eram para Roberto. Ele a fez beber primeiro todo o refrigerante e depois toda a água. Logo um novo incômodo se uniu a queimação que sentia em suas partes íntimas, ela estava inchada e com uma vontade louca de ir ao banheiro. Porém não ousou pedir permissão para sair. Antes disso ouviu nova ordem:
Me dê sua calça.
Algo já esperado, não? O que viria a seguir? Ele a deixaria completamente nua na frente de uma centena de pessoas? Considerações estas que sequer passaram pela mente de Sabrina. Havia muito tempo que ela já se decidira a oferecer-se de modo ilimitado, sem quaisquer pudores ou restrições, antes mesmo de conhece-lo. Antes era guiada por lascívia incontida e sem direção; agora literalmente abandonara-se ao seu comando e, a cada humilhação que era forçada, sentia-se mais entregue, como uma virgem sobre o altar do sacrifício. Ele crescia a seus olhos na medida em que ela se diminuía perante sua vontade.
O pequeno laço se desfez na cintura de Sabrina e as tiras foram cuidadosamente dobradas, seguindo os mesmo passos daquele ritual de entrega, de joelhos aos pés do Mestre, enquanto a água gelada ainda escorria de suas frestas.
Não lhe foi permitido sentar-se desta vez. Silenciosamente guiada ela se debruçou sobre sua poltrona, joelhos no chão e bunda para o alto, deitando a cabeça como se dormisse. Uma cadela submissa disponível ao carinho de seu Dono. Sentiu seu toque nas nádegas por muito tempo, até que ele parou. Ela permaneceu imóvel, aguardando instruções, apertando as pernas, tentando impedir a explosão contida de sua bexiga sobrecarregada.
A princípio achou se tratar de um esbarrão ao acaso, depois sentiu um contato tímido; finalmente confirmou o toque sutil, macio e progressivo de pele feminina. A mão da moça sentada a seu lado aventurou um toque em sua coxa, ao acaso. Não encontrando resistência, subiu experimentando sua pele e pousou a mão sobre a nádega exposta. Sentiu no contato um terreno sedoso, porém desigual, marcado por linhas ora tênues ora mais espessas. Um dedo percorreu toda a extensão da marca de uma chicotada ainda não apagada daquela nádega. Quando Roberto terminou a sessão naquela noite no terreno baldio as nádegas de Sabrina eram duas manchas roxas e inchadas: uma sucessão de hematomas sobrepostos. Hoje ela já havia recuperado sua cor natural, mas as linhas não tinham sarado por completo. O dedo que passeava pela extensão daquela linha apreciava o reconhecimento do fato. Mudou de direção e seguiu pela fronteira do fino tecido que ainda ocultava algo de seu corpo. Pela linha da cintura, no sentido do minúsculo triângulo na altura da separação de suas nádegas e para baixo, foi sentindo primeiro o calor do desejo de Sabrina e depois o frio deixado pelo gelo derretido. Sabrina teve suas sensações amortecidas pela tortura do gelo, mas sentiu aquele dedo afastando sua calcinha e penetrando sua fresta. O dedo inteiro daquela mulher se refestelou na poça de líquidos emanados da dor e do desejo daquela boceta sedenta. Sabrina a tudo permaneceu submissa, seu rosto voltado para o lado de seu Mestre; seus olhos pregados no encosto da poltrona onde estava debruçada.
A mão mais forte de Roberto agarrou os cabelos de Sabrina e forçou sua cabeça a voltar-se para o outro lado, o lado da mulher que a acariciava. O dedo invasor deixou seu esconderijo e procurou a linha de seus lábios. Gulosamente Sabrina engoliu aquele dedo e o chupou agradecida. Seus olhos procuraram um olhar do alto, mas quem a dedilhava não a observava; apenas debruçava-se sobre o ombro de seu namorado, assistindo ao filme como se nada de mais estivesse acontecendo. O dedo escapou de sua boca e a mão novamente pousou sobre suas nádegas, a parte inferior de suas nádegas; onde, unidas, as unhas se cravaram em sua pele, subindo impiedosamente sobre toda sua extensão, até encontrar resistência na alça da calcinha. Eram unhas fortes que a rasgaram como garras. Sabrina abafou um gemido; mas instintivamente chegou-se mais para a esquerda, oferecendo-se para o castigo. O procedimento foi repetido em sua nádega direita e desta vez o gemido foi audível. Aquela mão apalpou suas nádegas mais uma vez, tentando sentir o estrago que tinha feito. Não satisfeita, refez seus passos prosseguindo em arranha-la ora na nádega esquerda ora na direita. Sabrina imaginava que ela só estaria satisfeita quando sentisse sangue brotando de sua pele; agüentava, a tudo suportaria. O silêncio de seu Mestre determinava a sua sujeição àquela sádica desconhecida.
Um laço se desfez na lateral de sua cintura. A mão que a apalpava às cegas alcançou o outro lado e o outro laço foi puxado, afrouxando o pequeno tecido sobre sua pele. Ela sentiu a calcinha sendo puxada, retirada dela. Nua, completamente nua agora da cintura para baixo, debruçada sobre aquela poltrona de cinema, expondo a bunda que parecia estar em carne viva para quem quisesse aprecia-la. Novamente a mão anônima pousou sobre ela e novamente um dedo a invadiu. Agora o alvo era o seu ânus. O dedo médio a machucava por dentro com aquela unha longa. O dedo parou na entrada do ânus, quase todo para fora. Apenas a unha permanecia levemente enterrada. Sabrina percebeu o que iria acontecer um segundo antes da dor se manifestar. A sádica puxou a unha da entrada de seu cu para cima, seguindo a separação das nádegas. Ela a rasgou. Sabrina podia sentir sangue escorrendo pelo seu ânus. E ela repetiu. Fez de novo mais duas vezes. Sabrina teve que morder a própria mão para evitar o grito. O dedo agressor voltou para a entrada de sua boca. Sabrina sentiu o cheiro de seu cu e o gosto de seu sangue na boca, na boca sôfrega de uma escrava sem limites.
O braço de seu Mestre amparou sua asa direita e a forço a sentar-se novamente. O desconforto do contato de sua bunda machucada com o tecido da poltrona era evidente. Suas pernas foram abertas e sua boceta escancarada. Então de novo seu Mestre parou de toca-la e a deixou disponível para os avanços daquela mulher. Esta deixou de fingir interesse pelo filme; largou o namorado que a tudo observava, agarrou o pescoço de Sabrina e lhe roubou um beijo, no que foi amplamente correspondida. Com uma mão atrás do pescoço de Sabrina, controlando o tempo do beijo, a outra mão se atirou agora sobre seus seios, fazendo-os saltar para fora. As unhas foram enterradas desta vez por toda volta de suas auréolas; primeiro uma, depois a outra. Seus mamilos foram puxados, beliscados, retorcidos e, por fim, espremidos entre duas unhas sem parar até que um filete de sangue escorreu sobre a teta desnuda. As línguas se digladiavam nas bocas daquelas mulheres. Sabrina sentia sua língua ser sugada para dentro de outra boca e presa lá dentro com os dentes. A mão perversa caiu entre suas pernas e vários dedos foram enfiados em sua boceta. Sabrina rebolou sobre aqueles dedos, sentindo a experiência do gozo se aproximar. Foi brecada pelo sadismo de sua adversária uma vez mais. Os dedos saíram de dentro dela em busca de seu clitóris arrebitado. Dele se apossaram e o instigaram, atiçaram, excitaram; só para, em seguida, castiga-lo, tortura-lo pela prensa das duas unhas que pareciam querer separa-lo de seu corpo. Sabrina abriu a boca desesperada em um grito mudo, arregalando olhos que imploravam piedade para aquela moça. Ela podia vê-la agora claramente: uma morena bonita de cabelos lisos e escorridos, uma boca grande e um sorriso maroto a encarava, saboreando seu tormento. A pressão diminuiu e finalmente Sabrina voltou a respirar. A morena virou-se para o lado do namorado e novamente se debruçou sobre o seu ombro: uma namorada inocente vendo um filme inocente, no momento em que Helen Hunt desmaiava na tela e Sabrina se encolhia, completamente nua na poltrona do cinema lotado.
Nesse momento seus cabelos foram agarrados novamente; forçada à sua posição de joelhos na frente da poltrona. Guiada pelos cabelos; seu rosto foi parar entre as pernas do Mestre e o zíper se abriu. Passou o restante do filme naquela posição, sugando o pau em riste do Dono, experimentando seu gosto, lambendo, sorvendo e se deliciando; olhos fixos nos olhos do Mestre, implorando sua aprovação. Pouco antes dos letreiros surgiram na tela, Roberto tirou o pau da boca de Sabrina e gozou abundantemente sobre seu rosto. Ele se levantou no momento em que as luzes se acenderam. Jogou a pequena saia no chão e voltou as costas para Sabrina, caminhando para a saída.
Sabrina aprumou-se como pode, colocando a saia e ajeitando o soutien sob uma artilharia de olhares. Ficou de pé e procurou seu Mestre que já ia longe. Olhou para trás e não viu mais a morena que a castigara com suas unhas. Viu apenas os olhares de choque e reprovação daquela mulher seminua com o rosto coberto de porra. Assumiu sua postura de olhos baixos e mãos unidas na frente do corpo, esperando a fila andar para poder sair do cinema.
A vergonha era grande, a humilhação enorme e, em mesmo grau, a excitação que sentia. Sua bunda latejava como se tivesse passado por uma sessão debaixo do chicote e o incômodo da bexiga estourando voltava agora em intensidade multiplicada. Se não saísse rapidamente dali, acrescentaria à sua humilhação a vergonha de urinar-se na frente de todos.
Seu Mestre a aguardava na porta de saída do cinema. Sabrina tentou ser rápida. Sentou-se para vestir a pequena saia que poderia, ao menos minimamente, diminuir o grau do escândalo a olhos vistos. Algumas pessoas escolheram (ao acaso?) sua fileira para atravessar a sala para o corredor mais próximo da porta de saída. Sabrina ficou presa, sentada em sua cadeira enquanto uma fila de pessoas atravessava o pequeno corredor de sua fileira, passando em revista a moça de olhos baixos em trajes indecentes e o rosto manchado por uma gosma que refletia a luz.
Quando Sabrina conseguiu uma brecha, finalmente se levantou e seguiu o ritmo lento das pessoas que saiam ordenadamente para fora da sala de cinema. Nova parada na entrada do corredor principal, onde seu olhar encontrava o das pessoas que vinham das fileiras de trás. Um rapaz a deixou passar e ela agradeceu. Virou no último corredor de saída, local mais escuro antes de encontrar a luz da saída do cinema e entrada do shopping. Uma mão atrás de si, um gesto brusco e ela sentiu um nó se desfazer. Alguém puxou o nó que prendia o soutien em suas costas e agora, quando chegava na luz, pode sentir ele escorregar, revelando os bicos de seus seios. Alguém devia ter achado aquilo muito engraçado, ou apropriado de se fazer com uma vagabundinha que já tinha se disposto a se expor de maneira tão vexatória.
Sabrina correu os olhos pelo saguão na entrada do cinema, procurando seu Mestre. Não o encontrava e ela parecia estar sozinha, entregue à providência. Ela segurou o soutien como pode, como as duas mãos sobre os seios e caminhou para a saída. Se tentasse arrumar o soutien agora, teria que vira-lo para frente a fim de amarrar novamente aquele nó. Não estava disposta a acrescentar aquela parte do show ao espetáculo; não sozinha. A única coisa que desejava fazer era encontrar logo seu Mestre e um banheiro onde pudesse esvaziar a bexiga contraída. Ganhou o shopping, olhou para os lados; sentiu-se como uma menininha perdida, procurando pelos pais no meio da multidão. Seguiu em frente, procurando pela saída, onde estaria o estacionamento, o carro que a trouxe até ali, seu Mestre... Esperando por ela? Ele tinha que estar lá. Ela precisava urgentemente de permissão para ir ao banheiro.
Sabrina se concentrava firmemente em não olhar para os lados, ignorar as pessoas, não pensar em nada, não pensar em como seria estar olhando para uma mulher como ela, desfilando no meio do shopping lotado, usando uma micro-saia, costas nuas, segurando os peitos com ambas as mãos para não revelar seios nus e o rosto ainda coberto por aquela gosma reluzente. Como se não bastasse, ela lambia os lábios, sentindo o gosto de seu amado. Ela tinha se tornado viciada em porra. Ela não gostava do sabor, mas, por isso mesmo, lhe agradava experimenta-la. Um terapeuta teria anos de trabalho para estudar suas manias. A degradação a fascinava. Cada vez que alguém a humilhava, uma injeção de adrenalina parecia ser depositada diretamente em seu clitóris. Até mesmo essa imagem mexia com sua cabeça: como seria ter uma agulha em seu clitóris? Louca, completamente louca. Não havia outra explicação para tudo que fazia e o que sentia. Ela andava em controle remoto sem responsabilidade pelos seus atos. A maior de todas as putas e, cada vez mais, Sabrina se sentia caminhando por entre nuvens. Estava adorando, precisava daquilo, sentia-se viva como nunca.
Também precisava urinar, desesperadamente. Passou pela porta automática que dava para o estacionamento sob o olhar inquisidor e perplexo do segurança de plantão. Procurou pelo carro na vaga onde o haviam deixado. Lá ele não estava. Desesperou-se. Havia se enganado? Teria errado a saída? Entre os carros se agachou rapidamente e, protegida dos olhares, ajeitou seu soutien de dançarina do ventre. Passando os dedos pelo rosto, limpou a cara da porra que escorria. Não jogou nada fora; lambeu os dedos enquanto se masturbava, agachada entre um carro e outro, ouvindo passos e vozes por toda a sua volta. Um garoto de mais ou menos doze anos a viu naquela posição. Mexer com a mente do garoto foi uma tentação irresistível. Ela lambeu os lábios, abriu as pernas ainda mais e lhe deu uma vista privilegiada de sua boceta escancarada. Uma crueldade sem fim: aquela visão ficaria impregnada nos sonhos daquele menino para o resto de sua vida. Quando o resto da família se aproximou, Sabrina se levantou, ajeitou a saia e voltou para a entrada do shopping por onde tinha saído.
Havia quase perdido o controle. Quando se agachou, ela sentiu um filete de urina teimando em escorrer pela uretra. Já não agüentaria por muito tempo. Ela conferiu a saída. Não havia dúvidas, não tinha errado o local. Seu Mestre a tinha deixado para trás. O segurança por quem ela havia cruzado alguns minutos antes, percebendo que parecia perdida, veio lhe falar.
Posso ajudar, moça?.
Milhões de frases desconexas e sem sentido passaram pela mente de Sabrina em alguns segundos, enquanto procurava por palavras. Felizmente foi socorrida a tempo.
Ah! Aí está você! Estive procurando por todo o shopping! Não sabe que não pode se afastar? Desculpe-nos moço, ela não fala. É levemente retardada. Venha comigo, estão te esperando.
E foi assim, como retardada, que seguiu dois passos atrás daquela mulher; reaparecida das sombras, sem aviso prévio, como se estivesse esperando por ela sua vida toda e como se fosse a coisa mais natural do mundo. Antes ela imaginara que fosse só obra do acaso. Mas teria sido coincidência demais, não é mesmo?
CONTINUA...