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Sim? Não? Por que? III

Não posso negar que a situação colocou uma nova cor aos meus dias meio cinzentos... se ainda não era o ideal, estávamos no caminho: tudo podia acontecer ou não, era uma questão de tempo. Umas duas ou três semanas passamos na mesma: testando limites de uma forma muito pouco convencional. Um dia eu abusava do vestido extremamente curto, no outro do decote profundo e revelador. Todos colando-nos a mercê do que estávamos desenvolvendo pouco a pouco. Os beijos eram cada vez mais calientes... sempre de um jeito furtivo, ou ainda no espaço exíguo atrás dos lavatórios, junto ao armário. Na orelha, no pescoço com pequenas mordidas... tudo muito promissor! Até que fiz uma nova tatuagem: duas pimentas entrelaçadas como se estivessem abraçadas pós sexo! Profundamente erótico! Linda para ser mostrada... não fosse o local: a virilha, bem junto a minha “fofa”! Cheia de empolgação comentei com minha depiladora... ele se mostrou interessado e prometi lhe mostrar. Como estava com um microvestido em lã, lhe levei até o reservado do armário e levantei o mesmo, mostrando as pimentas e o conjunto de rendas pretas minúsculo que eu usava. Ele se mostrou pronto a arrancar o mesmo... Voltei dois dias depois... no meio da tarde, um horário diferente do usual que eu utilizava. O salão, vazio. Subi e ele começou a me atender... pudemos dar vazão a nossas brincadeiras... por diversas vezes tive meus seios sugados, beijados e prensados durante as mechas pretas que ele estava fazendo em meus cabelos. O volume em sua calça mostrava a sede que ele estava por concluir o que estávamos fazendo. Abusei da sorte... porque provoquei passando meu braço por seu pênis e entrelaçando minhas pernas pelas dele cada vez que ele circundava minha cadeira para fazer meu cabelo. Percebi que ele estava louco comigo e com a situação toda... mas não havia o que fazer ali, naquele local. Ao lavar meus cabelos ele pode extravasar um pouco da fúria: puxando com sofreguidão e me levando ao delírio... porque molhada era pouco para descrever a maneira como eu estava após tudo isso. Ao me despedir ele me abraçou com força e exigiu que nos encontrássemos no almoço do dia seguinte. Resisti...mas ele foi categórico: ou saiamos, ou não nos encontrávamos mais. Combinamos de conversarmos no decorrer do dia... Mil pensamentos passaram pela minha cabeça... Sim? Não? Por que não? ....