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Febre I Concurso de Contos e Poesias BDSM - Participante

Acordei com o toque suave de Suas mãos me sacudindo de leve e o som da Sua voz chamando meu nome. Não podia acreditar, era um delírio meu! Todo o meu corpo doía. Tremia de frio enquanto por dentro queimava de febre e uma leve sonolência dava um toque irreal a cena, como se tudo estivesse envolto em uma fumaça branca e densa. Mesmo quando Ele ministrava o mais severo spanking, eu não ficava desse jeito. As dores sempre eram bem vindas. Eram feitas com amor. E as marcas que deixava eram provas desse amor. Em suas mãos um copo d’água e um comprimido, dizendo que era hora do remédio. À custo engoli a pílula e sorvi goles do líquido. Recebi como prêmio um beijo na face e uma carícia fugaz nos cabelos. Fechei os olhos, ampliando a sensação de bem estar causada por Suas mãos. As mesmas mãos que costumavam administrar palmadas fortes que deixavam minha bunda ardendo. Qual das duas carícias era a mais saborosa? Eu não sabia dizer. Era hora do banho, Ele me avisou. E ato contínuo, me fez levantar da cama e Se colocando por trás de mim, começou a despir minhas roupas delicadamente, sempre perguntando como eu estava me sentindo. Seu olhar, que flagrei refletido num dos espelhos do quarto era de uma preocupação genuína e uma onda de amor e carinho envolveu todo o meu corpo e foi impossível conter meu pranto. As lágrimas rolaram silenciosas pela minha face, pingando nos meus seios enquanto de cabeça baixa ocultava meu choro do meu Senhor. Segurando minha mão, me conduziu até a banheira onde uma água morna e perfumada já me aguardava. Para minha surpresa, não entrou na banheira comigo, como costumava fazer. Ele me lavou, tomando especial cuidado com meus cabelos e esfregando minhas partes, brincando como se eu fosse uma meninazinha que não soubesse tomar banho sozinha. Ao final, trouxe minha toalha preferida: A mais felpuda e macia. E secou-me por inteiro, colocando depois em mim o roupão que combinava com o modelo que Ele estava usando, nada mais. Abraçou-me por sobre o roupão e me levou até a sala de jantar onde me fez comer um prato preparado por Ele mesmo. Apesar do fastio que sentia, e da pequena quantidade de comida colocada, forcei-me a comer, para recompensar toda a atenção do meu Amor e ao final da janta, novamente Ele me acompanhou até a cama onde me fez deitar e ficou acariciando meus cabelos contando histórias antigas. De sua infância. Do que Sua mãe ou Seu pai faziam quando Ele estava assim, enfermo como eu. Fui entrando naquele terreno onde não se separa a realidade do sonho e tentava a todo custo manter-me acordada para aproveitar o tempo que Ele dedicava a mim. Eu sabia que em poucos instantes Ele retornaria ao seu lar, para junto de Sua mulher e Seus filhos. Tentei verbalizar os meus receios mas antes que eu pronunciasse qualquer palavra, Ele se antecipou e disse que não me preocupasse... hoje, Ele iria dormir ali. Iria cuidar de mim! Tentei me manter alerta, acordada, mas o torpor produzido pela gripe, somado ao remédio e as carícias do meu Amado nos meus cabelos, sem contar o som hipnótico da Sua voz embalando meu corpo, aos poucos foram vencendo minha força de vontade. Feliz, girei na cama, me colocando na posição fetal, sentindo seus braços poderosos me envolvendo...Seu corpo quente, másculo, se amoldando ao meu e dando assim o conforto que eu estava precisando naquela hora. Não me lembro de ter me sentido tão feliz assim na minha vida, anteriormente. Queria que o tempo parasse, que minha febre nunca diminuísse e que se fosse sonho, meu Deus, eu não queria acordar!