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Hoje vou encontrar minha dona. Depois de um mês de dominação virtual diária, depois de não sei quantas noites insanas, embaladas pelos papos mais tórridos e libertinos no msn, cumprindo as mais inusitadas ordens para demonstrar minha servidão e lealdade (desde serviços burocráticos externos até auto-flagelações em frente à webcam), terei o privilégio do encontro real. Por um fim-de-semana, naturalmente, mas nem sempre as coisas são como a gente quer. Quis o destino que Valéria morasse a trezentos quilômetros de mim, mas eu não a trocaria por outra que morasse na mesma rua. Nenhuma se compara a Valéria, nenhuma das que eu conheci tem a dominação "no sangue", como ela; nenhuma domina com um simples olhar... Quis esse mesmo destino, por outro lado, que ela tivesse parentes aqui na capital, o que vem possibilitando nossos encontros mensais. Este não será o primeiro, mas cada um é como se o fosse. Marcamos de nos encontrarmos numa cafeteria do shopping. Minha ansiosidade é a mesma daquele primeiro dia em que deixamos de lado os bytes e cabos que nos separavam, talvez maior. Só espero que ela não me apresente nenhuma "surpresa desagradável", como já aconteceu. Valéria sabe o quanto eu valorizo esse momento; nosso momento. Chego à cafeteria, sento-me e peço um café expresso. Uma mensagem de celular indica que não precisarei esperar muito. Em poucos minutos aparece Valéria, linda, com seu andar sensual realçado pela calça de couro e scarpins; seu cabelo comprido, negro como a noite e liso, junto com aquele olhar penetrante e lábios carnudos, compõem uma figura que torna minha rainha única naquela multidão. Meu encantamento me inebria os sentidos, e por isso custo a reparar que... ela não vem sozinha! Uma garota, quase um palmo mais baixa que Valéria, de faces brancas e delicadas, cabelos cacheados (quase crespos) e um andar mais 'moleque', aproxima-se lado-a-lado com minha dona. Definitivamente, não posso mais considerá-la apenas parte da multidão opaca; ela ganhou certo brilho, o mesmo que ilumina minha alma. Elas vêm juntas. O que Valéria aprontou dessa vez? - E então, Roger, como é que se recebe duas damas? Que tal desfazer a cara de espanto e nos convidar a sentar, como um bom cavalheiro? - Err... sim, claro... Val... - minha atitude é patética. Não sei como me referir à minha dona na presença de estranhos, ainda mais não sabendo a que círculo social de Valéria a garota pertence. - Sentem-se, por favor - completo, puxando cadeiras para as duas. - Obrigado! Esta é Kátia, uma amiga muito especial. Ela estuda Odonto na PUC. Te falei dela uma vez, no msn, mas acho que não lembras. Não lembro mesmo. Aliás, sempre me irritei quando Valéria insistia em introduzir outras pessoas nas nossas conversas, nas horas e contextos mais impróprios. Sempre me perguntava por que ela fazia isso, se eu não a satisfazia plenamente ou o quê. Pior ainda era quando ela LEVAVA outra pessoa aos nossos encontros, e depois me recriminava e punia por eu ter ficado boa parte do tempo de cara amarrada. Coisa que eu não gosto na Valéria é esse jeitinho 'inocente', 'sem maldade' que muitas mulheres demonstram, e a gente não consegue descobrir se é autêntico ou elas estão só curtindo com a nossa cara; mulher assim acaba levando o homem à loucura, e não é no bom sentido. Não sei qual a intenção dela com essa nova personagem; prefiro pensar que é só uma modalidade de tortura, que ela escolheu por saber que eu detesto. - Eu tava falando com a Kátia enquanto a gente vinha pra cá, da forma louca como a gente se conheceu, sabe, daquele chat de fetiche, do quanto tu demorou pra acreditar em mim... Beleza... será que devo acreditar hoje? Pelo menos descobri em qual categoria de amizade Kátia se insere, mas isso não me deixa mais tranqüilo pra falar com Valéria dos nossos assuntos, da nossa intimidade. Nem teria como. É a típica situação: tu não sabe o que está acontecendo, quando vai acabar e não tem como perguntar. Em suma: mãos atadas, e também não no sentido desejável. E o escasso tempo que tenho com a minha dona escoando ralo abaixo... Elas pedem água, chá e fatias de torta, e a conversa se desenrola animada, entre as duas principalmente. Apesar de tudo, gosto de ouvir minha dona relatar seu dia-a-dia, trabalho e planos de futuro, com aquela voz aveludada e sensual. Sinto prazer ao vê-la dominar a conversa, cortando-me ou me ironizando quando acha necessário, mas sutilmente. Valéria tem classe, é capaz de liquidar seu oponente numa argumentação sem alterar o tom de voz ou desviar o olhar, e isso me excita, mesmo quando encarno a vítima. Aliás, uma das coisas que eu mais adoro nela são os modos sutis e discretos com que me maltrata, mesmo entre uma turma de amigos, sem que ninguém perceba. O que não me está agradando é que Valéria insere Kátia em todos os assuntos, como que tentando fazer eu me interessar por ela, pelas atividades dela, por sei lá o quê dela... Por que isso? Tudo bem, a garota é bonita, admito, tem um belo rosto, um corpinho de dar inveja, é educada e tudo, mas... o que Valéria espera de mim? Quer terminar comigo e me entregar a garota em troca? Quer me informar que virou lésbica? A cada nova informação sobre a amiga, demonstro o interesse mínimo necessário para não parecer descortês, e pronto. Perguntas de Kátia para mim recebem respostas educadas, mas sem prolongamentos. Não dirijo perguntas a ela. Logo o constrangimento fica evidente e o papo começa a escassear. Minha dona, percebendo que o seu plano (ou seja lá que raios é isso) não está dando certo, começa a me dirigir aqueles olhares semicerrados que eu bem conheço. Já sei o que me espera; ou melhor, a essa altura já não sei mais nada. Valéria, nervosamente, tenta extrair as últimas gotas do adoçante para o seu chá, enquanto Kátia pede licença para ir ao toalete. Minha dona detém a amiga, cochicha algo em seu ouvido, o que a faz corar de imediato, e entrega-lhe discretamente o frasco do adoçante vazio. Kátia, encabulada, fica paralisada por uns instantes e então dirige-se rapidamente ao banheiro, de cabeça baixa. Acho desnecessário relatar toda a descompostura que sofri nos instantes em que ficamos a sós. Em suma, fui recriminado com os mais árduos adjetivos, como grosseiro, insensível, mal-educado etc, e que Kátia era muito especial para ela e não merecia tolerar a minha imaturidade. Decidi não despejar tudo o que eu estou sentindo e segurando até agora, pois ainda tenho esperança de que esse final de semana se possa salvar. Agüentei "no osso". Kátia retorna, senta-se e, ainda constrangida, alterna olhares comigo e com minha dona. Valéria cochicha novamente algo no ouvido dela e pega de volta, discretamente, o frasco do adoçante no bolso da jaqueta da amiga. Não compreendo e nem faço questão. - Bom, quais planos as senhoritas têm pra hoje à tarde? Posso ajudá-las em algo? - ironizo. - Estávamos pensando em irmos ao cinema, aqui do shopping mesmo. A sessão é daqui a meia hora. Vamos? - convida Valéria. - Claro! Talvez ela despache Kátia após a sessão, pare com essa palhaçada toda e diga que estava só me testando. A esperança é uma virtude do bom escravo. - Ótimo! Então é melhor terminares logo teu café e comer teu doce, né? Ainda queremos olhar umas vitrines. - Oh! sim, claro. Então, o inesperado: Valéria pega o "misterioso frasco" e dá uma boa esguichada no meu café. Olho pra ela, atônito. - Oh, sorry... esqueci de perguntar quantas gotinhas tu preferes... eu gosto bem doce! - brinca. Numa fração de segundo, cai a ficha. O lance do cochichar entre elas, do frasco vazio do adoçante... agora cheio... não, Valéria não pode ter pedido isso a Kátia! Pego a xícara e tomo um gole do café. O sabor ácido e o aroma inconfundível não deixam dúvida: acabo de beber da urina de Kátia! Minha dona, com um sorriso cruel nos lábios, deleita-se com a imagem de cada músculo facial que eu reteso. Quanto à Kátia, mantém-se de olhar baixo, paralisada e vermelha como um pimentão. Não consigo pronunciar uma palavra sequer. Olho pra minha dona com uma cara estupidificada, medrosa, como um moleque flagrado em falta e sem saber como agir. Caí como um patinho. Se eu tinha alguma moral para "explodir" e mandá-las às favas, ela sumiu nesse exato instante. O que me resta fazer? Beber o café até o fim, tentando parecer natural. - Gostoso esse adoçante, né? Acho que até vou levá-lo pra casa! - minha dona não se contenta com "meia-humilhação". Respondo com o sorriso mais amarelo que já produzi. A conversa continua nos mesmos termos de antes, enquanto Kátia volta ao normal. Dessa vez, porém, demonstro mais interesse pelos assuntos dela, que Valéria me expõe com tanto entusiasmo. Só pelo olhar minha dona deixa claro que minha tarefa, agora, será desfazer a má-impressão causada na amiga, e mais que isso, esforçar-me para criar uma empatia entre nós. Chego mesmo a perguntar coisas da faculdade e do trabalho dela, ao que Kátia responde já com naturalidade. Nunca estive em semelhante situação, tendo de conquistar a amizade de quem eu odiava há cinco minutos, e com o gosto de sua urina na minha boca, contaminando meu hálito, invadindo minhas narinas. Percebo que o efeito de tudo isso em Kátia está mudando rapidamente, de um forte constrangimento para um ar de auto-confiança, um sorriso enigmático, um olhar diferente... O espanto dela, creio, foi igual ou maior que o meu, e agora ela está analisando a situação racionalmente... e gostando dessa nova sensação de poder! Valéria deleita-se mais ainda com isso, num discreto êxtase. Somos os brinquedinhos dela. Isso é o que mais me encanta na minha dona: ela SEMPRE surpreende; nem sempre positivamente, mas tudo tem seu preço. - Termine de comer, pra gente poder ir. - ordena, pegando novamente o "adoçante" e pingando umas gotinhas no meu doce. - Tó, pra ficar mais gostoso! Reparo num ensaio de sorriso no rosto de Kátia, logo reprimido. Isso me excita, o que eu julgava impossível acontecer na presença dessa garota. Como o doce, encarando-a e à minha dona. Meu pau começa a latejar. - Estava pensando - continua - em pedir pra levar esse adoçante. Ele é bom demais, não é? Mas acho melhor fazer diferente: Roger, que tal ir ali no supermercado e comprar um igual? Vê bem o rótulo. Mas tem que ser rapidinho, pra gente não se atrasar pro cinema! - Sim, senhora! As duas riem, enquanto me levanto e vou cumprir a ordem. Na volta, entrego discretamente a mercadoria à minha dona, que, com toda a sua habilidade inata, troca-o pelo frasco "especial" sem que ninguém perceba. Guarda este na bolsa e partimos para o cinema. Minha punição ainda não terminou, nem a diversão delas. A sala de cinema está quase vazia, e elas vibram com isso, entreolhando-se, sorridentes. Sou incumbido de comprar refrigerante, pipocas e chocolate. Sentamo-nos na última fila, longe de qualquer observador indevido. Apagadas as luzes, a farra da minha rainha e sua "cúmplice" começa. Fui humilhado de todas as formas possíveis, silenciosamente e tendo de tomar o máximo cuidado para não chamar a atenção de ninguém; a mim não foi permitido assistir ao filme, por ter de ir ao chão toda hora para catar com a língua as pipocas que elas lançavam e esmagavam com o pé. Nesse momento eu também era pisoteado, sujo e focinhado no chão. Noutra brincadeira, elas rasparam chocolate nas solas dos sapatos e eu devia limpar com a língua. Meu refrigerante foi "adoçado" por Valéria e cuspido por Kátia (sob ordem da outra) não sei quantas vezes, a ponto de no fim eu estar bebendo mais 'produtos de Kátia' do que qualquer outra coisa, enquanto esta segurava o riso até faltar-lhe o ar. A transformação dessa menina, sob influência de Valéria, fora total. Até eu me impressionei com o poder da minha rainha: em uma hora, transformou uma moça recatada e com desejos reprimidos em uma verdadeira domme, sem falar no que fez comigo. Diante de tamanha demonstração de superioridade, como odiar Valéria? Meu lugar é aos seus pés. Saindo do cinema, fomos ao apartamento de Kátia. Estando lá, minha dona ordenou que eu ficasse na posição que eu já conhecia, arriou minhas calças, mandou Kátia buscar suas rasteirinhas e iniciar o trabalho previamente combinado (soube depois). Queria ver se ela impunha respeito com o chinelo. Kátia estava sob treinamento (também soube depois). A garota mandou ver, não queria decepcionar a mestra. Bateu muito, bateu forte, e aquelas rasteirinhas de solado de plástico provocavam uma dor lancinante. Apanhei a valer, em silêncio, aguentando "no osso" mais uma vez. Que domme que Valéria foi despertar... a menina, munida daquele chinelo, parecia possuída; ia fazer muito escravo experiente pedir arrego. A própria Valéria, já satisfeita, mandou-a parar. Lágrimas corriam nos meus olhos. Kátia ria e já tomava a liberdade de me esculachar. Valéria entrega-lhe o fatídico frasco de adoçante, cujo conteúdo, desde o cinema, já estava todo no meu estômago, para sua educanda enchê-lo novamente. Enquanto esta estava no banheiro, minha dona me esclareceu tudo: - Queira conhecer a tua nova irmã de coleira. Kátia é switcher. A partir de hoje, tu serás o brinquedinho dela, mas só na minha presença, pois vou oferecê-lo como prêmios de gratificação dela durante o treinamento ministrado por mim. Durante todo o tempo em que eu estiver longe, a função dela será te espionar e me informar de tudo. Tu não poderás esconder nada de Kátia, terás de informar todos os lugares não-habituais aos quais fores e atender a todas as ligações dela para prestar esclarecimentos. Disso depende a continuidade da nossa relação. Entendido? - Sim, senhora! - Perfeito! Já viste que Kátia impõe respeito, não é qualquer uma! Sei que não será penoso pra ti obedecê-la, além do que, estarás indiretamente obedecendo a mim! Kátia retorna com o frasco e o entrega a Valéria. Esta manda eu empinar o traseiro ainda nu e esguicha o líquido morno nas minhas nádegas ardentes. Urro de dor. Ela então me penetra delicadamente com o bico conta-gotas do objeto e eu recebo um enema com o mijo de Kátia. Humilhação total e completa, bem ao gosto de Valéria. Recebo ordem de me vestir. - Ok! Que bela tarde tivemos, não? Kátia, já expliquei tudo pro Roger, e a partir de amanhã, quando eu partir, ele estará sob teu jugo. Alguma dúvida? - Não, senhora! - primeira vez que ouço minha nova domme e irmã de coleira dizer isso. - Ótimo! Roger, você já pode ir agora. Espero que tenhas gostado de conhecer Kátia. Alguma queixa contra ela? - Não, senhora! - Você vai obedecê-la e respeitá-la? - Vou, sim senhora! - Pode demonstrar? Me aproximo de Kátia, abaixo-me e beijo seus pés. - Maravilha! Tchau, tchau, Roger! Antes de viajar ainda entro em contato contigo. - minha rainha me dispensa. Ela já tem com quem se ocupar no resto do dia. E saio, murcho, desmoralizado, com o traseiro em brasa e todo o corpo impregnado dos odores da minha nova superior, apesar de irmã de coleira. Levo o precioso líquido de Kátia, símbolo da minha humilhação absoluta, dentro de mim, na minha pele, nas roupas. Não somente meu corpo, mas minha alma foi marcada e subjugada ao domínio de Kátia. As chineladas foram um mero capricho da minha dona. Valéria planejou e fez tudo isso acontecer. Era o seu desejo, e a nós, seus brinquedinhos, caberia concretizá-lo. Não tenho a menor moral, agora, para contestar o novo jugo que ela me impôs. Fugir representaria uma humilhação ainda maior, além de pôr em risco a minha base de sustentação como submisso. Valéria sabe disso. Sabe também que eu dispensarei lealdade absoluta à nova irmã de coleira. Valéria é dona do meu corpo e da minha alma.