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O Encontro
Poderia ser um encontro como os outros, esperado, ansiado, trazendo o gosto do passado. Afinal, já nos conhecíamos há tanto tempo, partilhávamos tantas confissões, tantos segredos guardados juntos.
Tanto conversamos sobre nós, sobre o que poderíamos vir a ter, avanços e recuos, ora por medo, ora estratégicos.
Por isso, poderia ser um encontro comum, mas... jamais seria só isso. Sabíamos (e desejávamos) que a última barreira fosse derrubada.
Entretanto, absolutamente nada do que já vivemos, pensamos, imaginamos, me preparou para as emoções vividas naquele encontro!
Quando, finalmente, ficamos frente à frente, mergulhei em seu olhar, tão doce, tão intenso, tão ardente, senti que me perdia de mim mesma, senti que me encontrava em você. E a timidez que me assolou, fez-me baixar o olhar, respiração entrecortada, corpo trêmulo de emoção.
Suas mãos envolvendo meu rosto, trouxeram-lhe de volta meu olhar, sua boca sobre minha, sua língua brincando, invadindo, sugando... foi a minha total rendição. Não sou mais eu mesma, sou somente e totalmente sua !!! Quem vc quiser que eu seja, quem você me fizer ser! Por tanto tempo eu vaguei, em tantos outros te busquei, sinto-me completa outra vez.
Suas mãos explorando meu corpo, me prendendo, me invadindo, me marcando. Despiu-me para você, despi-o para mim. E nesse retirar de peles, ajoelhei-me para você, como num altar e ali depositei minha oferenda, estimulando devotadamente o elixir do seu prazer. Você preferiu postergar esse momento.
Era quase insuportável o prazer de ser admirada por você, sentir seus olhos sobre meus seios túrgidos.. e prontos para seus toques. Sentir suas mãos os envolvendo...o leve aperto endurecendo ainda mais os mamilos, arrancava de mim gemidos intensos em perfeita sintonia à pressão que você impunha, misturando-se entre prazer e dor.
Nada mais se interpunha entre mim e o prazer que você me proporcionava. A confiança era absoluta..a certeza de ser você o meu único dono me transportava a esferas inimagináveis e eu só queria mais...e mais..e mais. E eu, de uma forma totalmente egoísta e insana, exigia de você o seu prazer absoluto, total, incomparável.
Não sei mais distinguir o meu prazer do seu prazer, ambos tão único, tão perfeito.
Ao senti-lo me invadir, me tomar tão completamente e de tantas formas, pensava (se é que ainda era capaz disso): Ó Senhor dos meus prazeres, por onde andou que me deixou tão vazia, tão seca, tão perdida. Mas, agora nada mais importava, você me nutria novamente com a seiva da vida.
Meu corpo ostentava a sua marca..seu nome destacando-se em preto na pele alva, onde só você pode vê-la. À essa somaram-se outras, meu corpo tornou-se uma tela, suas mãos e boca o hábil pincel. Mas, nenhuma se compara a marca que trago na alma.
Sentir-me atada, totalmente exposta à sua vontade, provocou- me uma sensação de poder absoluto, ser e ter, dar e receber, sentir e provocar. Ahhhhh a força do prazer que só dois seres que se possuem tão completamente podem sentir!
Sou conduzida e possuída com maestria para seu prazer, o espectro da dor cede espaço à força de um orgasmo, induzido, permitido, desejado! O grito há tempos retido na garganta é meu? Seu? É nosso, em uníssono, assim como os corpos que se unem, os mucos que se misturam, o suor que nos envolve.
Onde eu começo? Onde você termina? Homem + mulher, dono + escrava, possuidor + possuída. Alquimicamente uma coisa só.
Não, não foi mais um encontro como os outros, foi único, foi mágico, foi...prefiro desejar o próximo, que inevitavelmente virá !!!!