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De Volta à Livraria
Todas as semanas, desde a inauguração da Livraria, Ernesto os visitava. Era um senhor muito simpático, com idade média entre os 40 e 50, elegante, não chegava a ter uma beleza clássica, mas chamava a atenção pela postura que adotava.
A loja estava muito bem localizada, num bairro bem freqüentado em Porto Alegre, pessoas bonitas eram vistas o tempo todo, e os contatos eram os melhores para o êxito da livraria.
Seu estilo, também era notadamente para atrair a atenção dos mais exigentes. A decoração dividia-se entre o estilo vitoriano, adotado para uma das áreas da livraria, tendo ao centro um café charmoso, com algumas cadeiras altas, espaço para conversa e descontração, e uma outra ala, completamente oposta a anterior, no estilo clean, móveis, estantes, iluminação. Cada detalhe feito com cuidado para que todos que entrassem na livraria se sentissem completamente à vontade dentro do seu próprio ambiente.
Assim como o Sr. Ernesto, alguns outros clientes já se habituaram a passar pela livraria para saber das novidades, lançamentos, ou mesmo eventos culturais que aconteceriam na cidade.
Clara e Ana, sócias eram só sorrisos. A livraria era um sucesso e estava comemorando um ano já...
As duas são amigas há anos e confidentes. Conseguem comunicar-se apenas pelo olhar e isso cria uma harmonia maravilhosa entre elas. Ambas são comunicativas, joviais e sorridentes, o que conquistou, rapidamente, a simpatia de todos, adultos ou crianças.
Além de sócias, Clara e Ana são irmãs de coleira, e a relação de ambas é de uma harmonia divertida. Durante o tempo em que estão ali, trabalhando juntos, a relação Dom/sub´s fica reservada a outros momentos, claro que a cumplicidade faz parte da relação, não há como ser diferente, e tudo e nada se transforma em jogos entre eles.
Tanto é que ao idealizarem a loja, exploraram a área e além da decoração, resolveram criar um espaço reservado apenas para pessoas seletas.
O Senhor de ambas teve especial cuidado com essa sala. Ela é alcochoada, alguns ganchos estrategicamente pendurados do teto, parcamente mobiliada, iluminação gradativa, enfim... A salinha dos desejos... O refugio...
Estavam no começo do mês de março e com o início das aulas, os trabalhos extremamente corridos, mas as duas trabalhavam com disposição e alegria.
A porta da ala vitoriana abre e o Sr. Ernesto entra, desejando bom dia a todos. Clara estava em uma das paredes, distribuindo alguns exemplares, e apenas acenou ao cumprimento, mantendo seu trabalho, enquanto ele vai direto ao café, chamando-a para fazer-lhe companhia, a qual estava já para negar quando percebe o Senhor pelo canto dos olhos, acenando para que vá até lá fazer companhia ao cliente.
O Senhor é alguém, muitas vezes, enigmático. Clara e Ana constantemente eram lembradas da sua cordialidade, pelo cliente em questão, com certo sarcasmo e grande ironia, algumas vezes castigadas de diversas formas diferentes. Clara, naquele momento, sentia que aquilo seria mais uma vez motivo para mais um dos castigos elaborados do Senhor, mas não tinha como se negar a atendê-lo.
Assim, desce da escada e vai até o café, senta-se ao lado do Sr. Ernesto e inicia uma saborosa conversa a respeito dos novos lançamentos. Ele é um homem inteligente, culto e muito atualizado, a conversa com ele é sempre um prazer, mas assim que termina o café, ela se despede e volta ao trabalho.
A tarde passa e no finalzinho, o Senhor chama Clara para ir até a sua sala. Ela vai e ao chegar, senta, pesadamente, na cadeira diante da mesa, soltando um longo suspiro. Ele esta de costas pra ela, e quando se volta, basta olhá-lo para saber que é O SENHOR e não o sócio que esta ali. Sente um arrepio de excitação e medo percorrê-la toda. Nunca sabe o que traz a tona aquele olhar no Senhor e nem mesmo o que esperar a seguir.
Ele segue até a porta e ela o segue, entram na sala dos desejos, Ele ordena que deite na mesa, de forma que seu quadril fique na beirada da mesa. Ela o faz, já levantando a saia para que Ele tenha acesso livre. Ele se aproxima dela e passa a mão por seu sexo, deslizando um dedo para dentro dela, sentindo-a molhada, quente, ouvindo-a suspirar.
Continua brincando por mais algum tempo, leva sua boca até o ouvido dela, e sussurra: safada, vadia, sempre pronta, não é???, com a outra mão, pega-a pela nuca virando-a para si, e morde com força.
Então, retira a mão, a seguir começa a colocar alguns eletrodos, devidamente preparados. Clara sabe muito bem para que servem. Assim que termina de colocá-los, abaixa a saia do vestido de Clara e diz para que volte ao trabalho.
Ela leva alguns segundos para entender o que Ele quer que faça, e fica em choque (não, aqui é apenas um trocadilho mesmo... rsrsrs).
Clara argumenta que não pode ir para a loja assim, mas o Senhor apenas sorri, aquele sorriso perverso e nem se da ao trabalho de respondê-la, dirigindo-se à porta. Entendendo que não há muito o que fazer, ela volta para a loja.
Ao passar por Ele ainda na porta, ouve-o dizer: Agora quero ver a cadelinha toda sorrisos para os clientes, vamos ver até que ponto irá sorrir e gracejar com os Srs Ernesto que nos visitam.
Então ela percebe o que o levou a ter essa idéia... não é justo... não mesmo...pensa consigo mesma.
Ana olha para Clara que esta ruborizada, levanta uma sobrancelha numa pergunta muda. Clara simplesmente encolhe os ombros e continua. Ana olha para a porta da Sala dos Desejos e vê o Senhor com um controle remoto nas mãos, não se agüenta e gargalha com vontade. Nem precisou usar a imaginação para saber o que Ele esta aprontando. Clara ruboriza mais ainda e segue para atender alguns clientes que aguardam.
Ela se sente sobressaltada durante um tempo, sem saber quando o Senhor usará o controle remoto que tem nas mãos, mas depois de minutos, horas sem que nada aconteça, relaxa e acredita ser apenas uma pressão psicológica.
Quase no fim do expediente, entra um casal animado na loja. São bonitos, tanto ela, quanto ele. Com certeza estão vindo da faculdade, pois que tem cadernos e livros nas mãos.
A moça, pequena e risonha logo começa explicar que precisa de um livro X para pesquisa de um trabalho que vão realizar ao longo do semestre, enquanto seu acompanhante observa Clara com exagerada atenção.
Clara conhece alguns livros que poderão ajudá-los e pede para que aguardem enquanto pega-os na estante. Puxa a escada de parede e começa a subir os degraus. Ao colocar os pés no terceiro degrau sente uma pequena descarga elétrica, como estava distraída, além do estímulo ela se assusta também pelo inusitado. Olha em direção ao Senhor, mas Ele esta numa conversa aberta com um cliente.
Clara começa a pensar que apenas imaginou aquela sensação. Continua subindo os degraus, mais dois degraus e novamente aquela descarga, leve, bem leve. Agora ela tem certeza absoluta de que não é sua imaginação, o estimulo é quase nada, mas constante. Sente-se molhar.
A garota que aguarda pelos livros, chama-a trazendo de volta a si e ela responde que apenas estava tentando localizá-los, mas que devem estar na parte mais alta. Segura com força no corrimão da escada e continua subindo, a cada degrau que sobe, o estimulo é aumentando. Já sente a testa suar e volta a olhar para o Senhor que apenas observa o casal abaixo.
Tenta se concentrar e pega os livros, começa a descer. Agora o estimulo é constante, e mais forte, o que a faz tremer para segurar o gozo. Quando chega ao último degrau já esta tremendo, mordendo o lábio, engolindo os gemidos e suando abundantemente.
Leva a mão à testa, afastando o cabelo que já gruda em sua pele, entrega os livros para a garota, com voz tremula chama por Ana, e pede licença, pois que não se sente muito bem a sua pressão deve ter caído, justifica.
Deixa o casal com expressão preocupada e segue para a sala dos desejos. Ao colocar a mão no trinco da porta, sente uma onda arremessando-a ao gozo, passa pela porta com pernas tremulas e desaba no chão, deixando-se levar pelo prazer.
O Senhor observa-a com um sorriso demoníaco no rosto, vira-a de bruços e bate em sua bunda, um tapa ardido e alto, que deixa a marca na pele branca, puxa-a pelo cabelo e não escondendo o sorriso pergunta se ela tinha autorização para gozar.
Clara simplesmente geme mais alto e deixa-se ficar ali.