Back to Browse

Minha Colega, Minha Dona - Parte 2

Todo meu empenho foi, enfim, recompensado. Daquele dia em diante, o que era um misto de inocência e perversidade da parte de Débora, perderia o primeiro caráter. Qual o substituiria? Desprezo, loucura, prazer? Este último me acompanha desde a primeira vez que pus os pés naquele gabinete, mas não sei se fazia ou alguma vez fez parte dos sentimentos dela ao me maltratar. Duvido que ela nunca tenha sentido uma pontinha de prazer, que seja. Ninguém está acima da natureza humana. Quanto ao desprezo e à loucura, para os quais nosso relacionamento poderia descambar, estaria novamente em minhas mãos não permitir. Se todo o cuidado e sensibilidade foram necessários para se chegar até aqui, mais ainda seria exigido de mim para se manter o quadro atual. Nada, daqui pra frente, estaria garantido; tudo seriam expectativas, erros e acertos. Um jogo. A nova fase da minha jornada começou no dia seguinte. Cheguei ao escritório meia hora mais cedo, para fazer o que Débora determinara. Com a pá e a vassoura, limpei os farelos de pão debaixo da mesa dela, bem como toda a sala. Aproveitei e preparei o café, para bem recebê-la em mais um dia de trabalho. Estava bastante ansioso sobre como seria nossa relação a partir daquele dia. Débora chegou, me cumprimentou discretamente, observou se eu tinha feito o que ela ordenara e pôs-se a trabalhar, sem me dar muita atenção. Servi seu cafezinho e perguntei se ela tinha algum trabalho pra me passar. Recebi, dentre as tarefas na mesa dela, as mais chatas e trabalhosas, como de costume, e comecei o trabalho. Estava intrigado pela indiferença de Débora em relação a mim, e logo hoje, no dia seguinte àquela experiência tão intensa entre nós dois. Ao final do expediente, não me contive e perguntei: - Alguma coisa errada, Débora? - Não, por quê? - É que... tipo assim... o que aconteceu ontem... - Escuta aqui, Olavo! Não pense que porque tu falou que sente prazer ao ser maltratado, lambia a cadeira que eu sento e se masturbou com as minhas botas, eu vou te tratar diferente do que sempre tratei. Tu escolheu ficar, e isso é problema teu. Não pensa que eu vou te dar moleza não, muitíssimo pelo contrário. Presta bem atenção: se eu te flagrar fazendo qualquer dessas bobagens que tu disse fazer escondido, ou mesmo reparar que tu tá pensando mais com a cabeça de baixo do que com a de cima, tu leva um pé na bunda na mesma hora! Não pensa que tu tem moral com a Ivone só porque tá aqui há cinco meses! E eu ainda acabo com tua reputação lá na tua faculdade! Estamos entendidos? - Sim. - Assim espero! Já tô indo. Não vá embora antes de terminar essas atas, e dá uma arrumada nessa bagunça depois, ou chega mais cedo amanhã. Não quero mais levar xixi da Ivone. - OK, pode deixar. - Ah, outra coisa: não vou mais tolerar esses erros bobos que tu continuas cometendo com os documentos. Já era pra ter aprendido! Se fazias de propósito, o próximo resultará num pé na bunda bem dado, e muita humilhação no futuro, dos teus colegas e de toda a faculdade. Compreendeu? - Compreendi. - Ótimo! Tchau! Eu que escolhi ficar... até parece que ela esqueceu que fez picadinho da minha rescisão de contrato... E ainda ameaça acabar com a minha reputação. É, Olavo, daqui pra frente tua rotina será dura... Estás nas mãos dela, a mercê do que pintar naquela cabecinha perversa. Trate de obedecer... No dia seguinte, surpreendo-me com o pedido dela: - Olavo, já fez a tua grade de horários pro próximo semestre? - Sim, por quê? - Pode me passar? - Claro! Ela examinou a folha manuscrita que entreguei e fez umas anotações nos intervalos de horários entre as aulas, depois na agenda dela. - O que você está fazendo? - Vendo os horários em que tu estás livre, pra tarefas adicionais que eu possa querer te passar. - Como assim? - Tua bolsa aumentou, estás ganhando mais e tu continuas o moscão de sempre. Não acho isso justo! Quero que tu trabalhe mais, oras! Hehehe! - Os horários livres são pra eu estudar! - Estuda nos fins de semana! Às vezes temos que sacrificar algumas festinhas, não acha? - Mas aqui não tem tanto trabalho assim, pra ocupar esse tempo. - Ah, eu arranjo, nem que seja trabalhos de aula meus e das minhas colegas. - E por que eu faria trabalhos teus? - Porque eu quero! Mais alguma dúvida? - Você deve estar louca! - Humm... tô notando uma certa rebeldia de um serzinho insignificante... ok, hoje mesmo vou digitar tua rescisão, e amanhã trago o meu salto alto novinho para a cerimônia do pé-na-bunda, no sentido real e figurado. Ser chutado por um scarpin Carmen Steffens não é tão humilhante assim, né? Ha ha ha! Com o Gabriel foi só o documento que eu entreguei pra Ivone, tão sem glamour... - OK, deixa pra lá, eu topo! - respondo, me segurando pra não avançar no pescoço dela. - Ótimo, ótimo! Aos poucos eu vou domando meu rebeldezinho. Agora, você me chamou de louca há pouco! - Desculpe. - Assim tá melhor, mas tem punição: amanhã, chega uma hora mais cedo. Quero todo esse fichário organizado, e essa papelada toda da minha mesa, por ordem alfabética. Se a Ivone chegar e perguntar por que tu estás fazendo isso, inventa uma desculpa qualquer. Não esquece que tudo o que acontece aqui dentro é segredo nosso. Não respondo. Estou vermelho, espumando de raiva. - Ah... e nada de lamber minha cadeira! Amanhã vou examinar, hein! Se quiser, lambe o chão embaixo dela, meu fetichista! Ha ha ha! Tchau! Cerro os punhos com tanta força que quase corto as palmas das mãos. Débora está ficando cada vez mais louca e perversa. Agora, resolveu dispor dos meus horários e quer impedir minhas festas nos fins de semana! Ela está indo longe demais... e eu não posso fazer nada, a não ser ir ao banheiro e buscar alguma compensação de todo esse absurdo. Não demorou para aparecer o primeiro trabalho de aula dela; pra eu fazer, obviamente. Débora não se sensibilizou nem um pouco com a minha dificuldade, já que não entendo lhufas de direito penal; me deu umas dicas, indicou uns sites e foi pro telefone avisar suas amigas que já estava livre pra ir à festa. Chegou ao cúmulo de perguntar pra elas se alguma ainda não tinha terminado seu trabalho, e oferecendo os meus 'serviços'. Eu não era mais do que um escravo para Débora, sem sombra de dúvida. Um capacho. Outra coisa que ela curtia fazer, às vezes, era me xingar na frente de estranhos, ou de amigas dela que iam lá. - Olha, Franci, este indivíduo é o que fez o teu trabalho todo errado. O que ele merece? - Bom, eu o mandaria vir no sábado, mas o funcionário é teu, Débora... sei lá! E elas riam muito. Nesse dia, depois que as amigas saíram, Débora me falou: - Olavo, eu tinha liberado teus fins de semana, mas se é desejo da Fran, e foi o trabalho dela que tu fez errado... quero que venhas amanhã. - Tu tá falando sério? - É pro teu bem, querido! Você vai sair daqui mais esperto, e vai me agradecer no futuro. E não é de todo ruim. Se tu adiantares as correções de matrícula, pode tirar uma folguinha na próxima sexta. Apenas baixei a cabeça. Não acreditava no que estava acontecendo. - Estás bravo comigo? Não ousei confirmar. Estava ressabiado. Ela se aproximou e beijou meu rosto. - Não fique com essa cara. Tu sabe que eu gosto de ti, me sinto responsável por ti e tu precisas de mim. Por isso sou rígida contigo. Não respondi, nem levantei os olhos. Ela então me cochichou: - Olha, deixei na minha última gaveta o par de meias que eu estava usando. Se tu quiseres brincar com elas amanhã, pro teu trabalho não ficar tão chato, tudo bem. Só me traz elas lavadas na segunda, tá? Olhei pra ela, tentando ao máximo disfarçar meu contentamento. Ela reparou, devolveu um sorriso e deu as costas. Assim que saiu, avancei até a gaveta como um raio, saquei as meinhas e corri pro banheiro. O gozo foi intenso, o esporro farto. Não lembro se algo ou alguém já me fez esporrar mais do que o chulezinho da minha dona, minha carrasca. Passei praticamente todo o sábado com aquela meinha colada no nariz ou enfiada na boca. Não sei se existe droga que substituiria o prazer de cheirá-las enquanto lembrava das maldades dela comigo. Domingo não foi muito diferente. Débora estava ficando a cada dia mais abusada; não tinha mais a consideração de me falar quando algum documento estava preenchido errado. Algumas vezes, ela simplesmente rasgava, ou jogava longe, ou cuspia. Numa manhã, havia vários documentos na minha mesa. Uns estavam cuspidos. Ao lado, um bilhetinho: "Espero que você saiba quais estão errados. rsrs. Preferia ter feito em você, mas como não estavas... ps. não deixe a Ivone ver isso. ps2. pegue novas vias desses formulários no CPD". Outras vezes, cuspia na minha presença, sem cerimônia. Lembro que, certa feita, vendo que um documento estava com erro de ortografia, olhou pra mim e perguntou: - Cuspo nele ou em você? Não pensei duas vezes: - Em mim. Certo de que ela miraria o meu rosto, me decepcionei: fez questão de sujar a minha camisa. - Não se atreva a limpar! Agora leva esses papéis lá pra Ivone. Foi difícil disfarçar, mas consegui. Na volta, ela quis conferir. Estando a mancha lá, Débora descalçou a sandália e esfregou o seu pezinho no local, espalhando o cuspe. Depois, ofereceu o pezinho pra eu chupar, o que fiz com gosto. Secou-o na minha camisa e me advertiu: - Não erra mais, tá, fofucho? Pode ir pro banheiro agora, sei que estás muito tenso. Débora sabia que me fazia gozar muito. Acho que se deleitava com isso. Talvez isso fosse também uma remissão de culpa pra ela, pois estava ciente de que, por sua causa, eu saía muito pouco e não tinha grandes oportunidades de conhecer outras garotas. Por isso, passou a me presentear, vez que outra, com objetos de uso pessoal dela, quando eu merecia. Sabia que as humilhações eram até mais eficientes que os objetos, e me supria nisso também. E supria bem. Acho que ela me via como um tipo de bichinho de estimação, se considerava mesmo responsável por mim e queria me ver feliz, mas sob domínio dela. Como propriedade dela. Eu sabia disso, reconhecia que a coisa estava se tornando doentia, mas ao mesmo tempo me excitava com isso. Estava viciado nisso, nesse ambiente, nela. Débora tinha uma predileção especial pela pressão psicológica. Sentia prazer em me irritar, em testar meus limites, e jamais deixava de falar algo em relação a mim para as suas amigas, ao telefone. Depois olhava de cantinho, pra ver se eu prestara atenção. Algumas vezes, colocava no viva-voz pra eu ouvir as risadas delas; prometeu-me até gravá-las e me dar de presente. Deleitava-se quando certas palavras por ela pronunciadas me levavam ao banheiro. Sabia que só ela me fazia gozar, e muito. Como antes, Débora continuava a fofocar a maior parte do expediente. Também, tinha um trouxa pra executar tarefas que porventura atrasassem... Com o tempo, a garota não mais tomava precauções pra que Ivone não ouvisse os xingamentos e gritos dirigidos a mim. Depois descobri o porquê: ela estava namorando o filho de Ivone, o que lhe dava prerrogativas adicionais. Sobre isso, apenas me comentou: - É melhor assim, não acha? Prefiro ter liberdade pra te xingar sem medo que ela ouça. Ela já reparou que às vezes te judio, me perguntou a respeito e eu disse que está tudo bem entre a gente. Como agora ela é minha sogrinha, preferiu deixar assim. Se você não reclamar, e sei que não vai... Quanto a ela, me garantiu que não vai contar pra ninguém, não te preocupa. Também confio nas minhas amigas, elas só se divertem com isso, não querem o teu mal. Uma turma de víboras brincando com um camundongo, eis o melhor painel disso tudo. E assim iam passando meus dias, trabalhando, sendo xingado, trabalhando mais, sendo humilhado, me aliviando no banheiro, sendo cuspido, fazendo horas extras... Ganhei, contudo, alguns privilégios, como massagear os pés de Débora ao final do expediente, poder deitar embaixo da mesa dela, pra ela esfregar os pezinhos no meu rosto, tapas, cuspes na cara (que ela sabia que eu adorava), etc. Uma vez, Ivone assistiu a um tapa no rosto que recebi de Débora, mas fez que não tinha visto. Estou certo de que elas combinaram... só faltava a diretora querer 'sentir o gostinho' também... Sentia que Débora estava realizada por eu estar ao seu completo domínio, por saber que a minha realidade estava restrita àquele gabinete e que ela era a minha deusa, que não precisava responder a ninguém por nada que fizesse comigo. E que me fazia gozar como um louco; litros de porra em sua homenagem; ela ficava enlouquecida com isso, e me provocava, provocava... É óbvio que isso não poderia continuar assim indefinidamente. Aquela rotina de orgias loucas estava prejudicando, e muito, meu desempenho profissional. Saí fora enquanto gozava de pleno domínio da minha sanidade, ainda que tenha sido reprovado em algumas disciplinas da faculdade. Era de se esperar que aquela maluca não ia deixar barato, mas felizmente a coisa não passou de algumas fofocas à boca pequena e olhares de deboche de alguns colegas, por algumas semanas. Ouvi um boato, dia desses, de que alguém flagrou Débora e Ivone maltratando um estagiário, esbofeteando-o, não sei bem, e que isso deu o maior rolo, inquérito e tudo. Nem procurei me informar do ocorrido ou seu desfecho. Como disse no início, preciso concentrar meus esforços em me formar logo. Depois? Depois é depois...