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Lição a Ser Aprendida

Vai continuamente apertar, torcer e esticar seus mamilos. Apertar e esticar seu grelo. Acariciar e dar palmadas em seu sexo. Vai se tocar de todas as maneiras que já lhe ensinei. E não vai poder gozar. Só o faça após a meia-noite. É sua lição, seu castigo. Foi com estas palavras duras que se despediste de mim. Primeiro, eu fiquei olhando para a tela do meu pc, lendo e relendo aquelas palavras... Estava sendo castigada... Fui atrevida e insolente em palavras, pois imaginei que, estando longe, não poderias me afetar. Com certeza se estivesse em Sua presença, teria me portado de outra forma. Arrisquei que poderia expressar meu lado rebelde, sem sofrer conseqüências. Foi tudo uma grande brincadeira... Mas, mais uma vez subestimei a extensão de seu domínio sobre mim, e de sua forma de castigar. Confesso que qualifiquei o castigo que me deste como uma grande bobagem. Iria tirar de letra, pensei, rindo da idéia toda. Resolvi ficar com a camisola curta que já estava, pois era algo fácil de tirar e colocar sempre que necessário. Já estava bastante excitada devido à nossa conversa, mas poderia me controlar facilmente... Foi o que pensei. E realmente não foi muito difícil nas duas primeiras vezes que fiz o que havia me ordenado. Da terceira em diante é que as coisas começaram a se complicar. Mas eu, teimosa, me negava a ver o que estava acontecendo. A admitir que não deveria tê-lo provocado. A aceitar que, por me conhecer tão bem, sabes me castigar melhor ainda. O tempo se arrastava. A coisa estava cada vez pior.Olhei no relógio. Ainda eram 19 horas. Eu tinha mais 5 horas pela frente. Pensei em parar, simplesmente não obedecer, mas sabia que isto estava fora de questão. O senhor saberia facilmente, pois não consigo lhe esconder nada, e nem quero imaginar qual o castigo que iria me dar depois. O prazer do meu DOM é a razão do meu prazer. E sei que ele sente prazer em me ver ter prazer, em gozar. Mas esqueci que ele também sente prazer em me ver submissa, obedecendo, sendo punida. Ele é imprevisível, surpreendendo-me sempre na forma alternada de exercer seu domínio. Um dia, me imobiliza, debruçada sobre um monte de almofadas, a bunda empinada à mercê de suas mãos, objetos, palmatórias, chicotes variados. Outro dia, simplesmente me deixa nas posições mais variadas, e nem ao menos chega perto de mim, me fazendo sentir todo o desejo de ser possuída, ser tocada... Mostrando-me todo seu poder sobre mim. Sim, pois ele pode fazer tudo comigo, ou simplesmente nada. Há o tempo de castigos, de prendedores, em que meus seios, mamilos, sexo, grelo, traseiro, cuzinho, enfim, em que cada parte de meu corpo é meticulosamente castigado. Em outros momentos, as carícias estimulando todos os meus orifícios, todo meu ser, e provocando orgasmos inesquecíveis. Ele sabe dominar como poucos. Afastando estes pensamentos que em nada me ajudavam, pelo contrário, me excitavam mais ainda, tentei me ocupar com meu trabalho, mas não era algo tão simples assim. Ele não me deu um intervalo a seguir, mas eu sabia o que “continuamente” queria dizer para ele. E já era hora de fazer novamente o que ele havia me ordenado. Obediente, seguindo as ordens de meu Mestre vou até o quarto. Deito em minha cama, nua, e começo acariciando meus seios. Fecho os olhos. Meus mamilos estão bem duros, o que facilita puxá-los e torce-los. Mordo meus lábios. Minhas mãos se separam, uma, indo na direção da minha nuca, puxando meus cabelos com firmeza, enquanto que a outra, vai na direção ao meu sexo. Abro minhas pernas. Tento segurar meu clitóris, mas está muito úmido e escorregadio. Em uma nova tentativa, mais lenta, consigo. Deliro de tesão. Viro-me de costas, molho um dedo em minha boca e o coloco em volta do meu cu, fazendo pequenos círculos. Minha bunda se levanta, desejando senti-lo invadindo seu território. Resisto. Novamente me viro de barriga para cima. Abro bem minhas pernas. Minha mão acaricia meu sexo e se levanta para aplicar um tapa. Abro mais as pernas. Ao sentir o tapa, todo meu corpo se contorce. Retorno à posição e aplico outro, e outro, e outro. A cada tapa meu sexo fica mais molhado, e minha mão também. Sinto que, se continuar por mais alguns segundos me acariciando e batendo, irei gozar. Então, uma força maior que eu afasta novamente minhas mãos de meu corpo. Não tenho permissão para continuar. Cerro os punhos e me encolho, ficando em posição fetal. Choro de raiva. Raiva de meu Senhor. Raiva do castigo. Raiva de mim por ter raiva Dele. Raiva de minha impotência diante de sua ordem. Mas, sei que não adianta ficar com este sentimento negativo dentro de mim. Respiro fundo. Levanto da cama e vou até o banheiro, pois acredito que um banho irá me acalmar um pouco. Realmente, recebo a água morna tocando meu corpo como um bálsamo para minha aflição. Tento controlar minha respiração, que, lentamente, vai voltando ao normal. Olhos fechados. Sinto que o furacão está passando. Pego um sabonete e começo a me lavar. Passo em meus seios, braços, axilas. Subo até meu pescoço, nuca, desço pelo meu ventre, coxas, até chegar em meu sexo, que ainda está pulsando. Começo a me acariciar embaixo do chuveiro. Estou quase que esquecendo do mundo. Encosto-me na parede, para apoiar meu corpo, que se agita e se contorce sob a água morna. Então, lembro da ordem de meu Dono. Abro meus olhos rapidamente e atiro para longe o sabonete. Ajoelho-me, impotente, sob o chuveiro. Cabeça baixa. A água batendo em minhas costas. Deito-me no chão. Choro copiosamente desta vez. Choro por dó de mim. Por minha ignorância. Por minha fraqueza. Não imaginava que seria tão difícil cumprir aquela ordem. Mas também não imaginava que ele iria me castigar. Arrisquei e perdi. Mas, não ia me deixar abater tão facilmente. Levanto-me, lavo meu rosto e deixo a água aquecer meu corpo, que estava frio pelo contato com o chão. Desligo o chuveiro e me enxugo rapidamente, procurando não tocar muito em minhas partes sensíveis. Outra vez tento ocupar meus pensamentos com coisas neutras. Faço algumas pesquisas na net e consigo me distrair. O tempo vai passando. Lembro de quando o conheci. Ele caçador, eu, caça. Dei trabalho para ser domada, mas ele não desistiu de mim. Meu Dom, meu Caçador; meu Adestrador. Que teve muita paciência, mas que também soube vingar-se do trabalho que, como caça, lhe dei, redobrando o rigor na doma. Só de lembrar eu... Tenho que pensar em outras coisas. Estou com sede. Vou até a cozinha e preparo um suco. Gelado, por causa do grande calor que estava fazendo. Olho para as pedras de gelo... Idéias... Lembranças... Eu amarrada e vendada, e meu Mestre brincando comigo... Melhor esquecer isso. Após saciar minha sede, vou até o meu quarto. Da porta, olho com raiva em direção da cama. Era aquele o lugar de meu martírio. E eu sabia que, mesmo sem o desejar, estava na hora de me deitar novamente. Com passos lentos, chego até ela e me deito. A luz está acesa. Detesto luz em meus olhos quando estou deitada. Mas deixei assim de propósito. Para tentar não sentir nada, me distrair. Penso na ética dos políticos. Tema broxante. Começo tocando meus seios. Olhos abertos, olhando para o teto. Movimentos de um autômato. Aperto, torço, estico. Tento resistir, mas as sensações são maiores do que eu. Então, acabo fechando os olhos e me entregando à volúpia daquelas carícias. Passo as minhas mãos pelo meu corpo inteiro. Braços, pernas. Toda minha pele parece vibrar ao mínimo toque. Meus seios, bunda, sexo. Estou muito molhada. Todo meu corpo grita por paz. Não suporto mais a sensação de chegar tão perto, e ter que recuar. Minhas coxas estão ensopadas. Minha mão escorrega ao tentar dar os tapas. Sei que falta pouco para eu gozar, por isso sei também que está chegando a hora de parar. Bato com uma força cada vez maior. Choro, não de dor, mas de raiva. Meus punhos de fecham. Dobro meus joelhos sobre meu corpo enquanto dou murros em minhas pernas, coxas. De minha boca saem gritos de NÃO! NÃO! NÃO! Viro-me de lado. Encolhida. Coloco as mãos nos cabelos e escondo meu rosto com meus braços. Suspiro repetidamente uma súplica: me deixa... me deixa...me deixa...me deixa...me deixa... E a frase se completa de forma quase inaudível: me deixa gozar, por favor. Meu coração está batendo forte, como que querendo saltar para fora de meu peito; estou sem ar; toda minha pele está arrepiada, e parece queimar. Eu desejo mais que tudo ser tocada. Ser abraçada. Ser beijada. Nunca senti tanto desejo. Estou totalmente receptiva e molhada. Exausta. Mas, novamente tenho que achar forças e levantar da cama. Meu Senhor, quando provocado, sabe ser cruel. A noite custou muito para passar. Minha tortura estava já beirando o insuportável. Andava pela casa como um zumbi. Tentei me concentrar em outras coisas, mas era cada vez mais difícil. Por várias vezes a cena se repetiu. Deitar, me tocar, e levantar sem poder aplacar meus desejos. Finalmente chegou a hora tão aguardada e desejada. Era meia noite. Por um momento, fiquei olhando para o relógio sem acreditar. Parada, sem ação. Lágrimas de alegria brotaram de meus olhos, enquanto um largo sorriso nascia. Tinha, enfim, acabado meu martírio. Não via a hora de correr para o quarto e tirar minha roupa. Meu coração batia desordenadamente. Minha boca estava seca. Fui até a cozinha. Peguei a jarra de suco com as duas mãos, e bebi sem usar o copo. Parecia ter acabado de chegar de um deserto. O líquido começou a derramar pelos cantos de minha boca e a molhar meu corpo nu. A sensação daquele líquido gelado, em contato com minha pele quente, aumentou ainda mais o tesão que eu sentia. Passei a mão pelo meu corpo, espalhando o suco. Meus joelhos enfraqueceram. Estava ansiosa. Queria gritar de alegria. Fui até o quarto. Desta vez olhei para a cama com um sorriso nos lábios. Havia chegado o fim de meu castigo. Apaguei a luz. Deitei-me sobre as cobertas. Fechei os olhos. Novamente comecei a me tocar. Seios, ventre, pernas, todo meu corpo vibrava a cada toque. Chupei meus dedos e deixei que brincassem livremente pelo meu corpo, entrando e saindo de onde antes lhes era proibido, já que não poderia arriscar um orgasmo. Abri minhas pernas para poder dar ao meu sexo a atenção que ele desejava e merecia. Meu clitóris havia crescido muito, e estava bastante sensível. Meu corpo todo se mexia de forma alucinada. O prazer que estava sentido era arrebatador. Mas, para minha surpresa, não consegui chegar ao fim. Parei. O que estava acontecendo? Tanto desejo, tanto tesão, e simplesmente NADA? Controlo minha respiração e tento novamente. Meu corpo se agita, meu sexo está molhado, meu desejo está à flor da pele e, novamente não consigo. Preciso desesperadamente de um orgasmo. Não só porque meu corpo e alma estão gritando por um, como também porque esta era a última parte de meu castigo. Ter um orgasmo após a meia noite. Tento pela terceira vez, também sem obter sucesso. Não consigo acreditar no que estava me acontecendo. Só então noto toda a extensão e crueldade do castigo que havia recebido. Após ter chegado tão perto por tantas vezes, e parado por minha vontade (meu corpo não sabia que eu estava obedecendo às ordens de meu Dono e Senhor), acabei ativando algum mecanismo dentro de mim, que simplesmente não me deixava ir adiante. Foi assustador perceber isso. Eu precisava desativar aquele programa de meu cérebro. Ou isso, ou nunca mais iria gozar. Estava frustrada e decepcionada diante dos fatos. Tentei me acalmar. Deixar o exagero para lá. Levantei. Tomei outro banho, demorado, procurando não pensar em nada. Sequei cuidadosamente meu corpo e me deitei novamente. Desta vez, sob as cobertas, que me receberam com um abraço quente e gostoso. Cobri a cabeça e fiquei ouvindo minha respiração. Lentamente comecei a me acariciar. Fui me soltando aos poucos, sem pressa, procurando controlar minha ansiedade. Logo estava agitada novamente, desejando. As cobertas? Atiradas para longe. Meu sexo pulsava. Minhas mãos não sabiam aonde parar, percorrendo meu corpo inteiro de cima a baixo. Batendo, apertando, torcendo, penetrando. Em um dado momento, meu corpo arqueia e se levanta da cama. Estou chorando e gemendo de prazer. Finalmente encontrei a paz; finalmente consegui gozar; finalmente, e só agora, terminou meu castigo. Meu corpo está mole. Não consigo me mexer. Meu coração? Disparado. Um sorriso tímido brota em meus lábios. Mentalmente ofereço aquele orgasmo ao meu Senhor, meu Mestre, com um pedido de desculpas. Toda a energia que meu corpo libertou nesta hora, envio ao meu Senhor. Todo desejo, toda angústia, toda dor, toda a alegria, todo o prazer, coloco aos pés de meu Mestre. É a minha oferenda. Pretendo tentar não mais desafiá-lo. Sei que às vezes me esqueço da supremacia Dele sobre mim, mas sei também que, quando isso acontece, ele habilmente me faz voltar ao meu lugar de serva obediente. Relembro todas as sensações, angústias e pensamentos que passaram pela minha cabeça durante o castigo. De todo o arrependimento que senti por tê-lo provocado, por tê-lo subestimado. Sei que fiz por merecer o castigo. Sou grata ao meu Dono por ter me ensinado esta lição. Reconheço meu erro, e não quero nunca mais ter que passar por isso. Outros castigos? sim, pois minha alma precisa de disciplina, e meu corpo anseia por mais. Quer conhecer seus limites, e tentar superá-los... Mas este não, por favor, vos suplico. Não gostaria de ter que repeti-lo. Assim pensando, adormeci...