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Minha Vida de Objeto
Éramos em cinco, três mulheres e dois homens, se é que ainda podíamos ser assim considerados. Aguardávamos ansiosos o momento que a porta se abria, era o momento da escolha, um alívio para a situação que estávamos submetidos, mas ao mesmo tempo um momento de novas dores. Não lembro como fui para lá, mas um dia acordei amarrado naquele lugar, com a boca aberta por um instrumento de ferro que impossibilitava fechá-la. Perdi a noção do tempo e aos poucos fui cedendo às vontades daquele homem e daquela mulher que nos submetia e nos ensinava o significado da superioridade e da inferioridade, da dor e do prazer, do respeito e do amor. A cada dia aprendia a amá-los e à servi-los.
Não sabíamos o nome um dos outros, e éramos proibidos de conversar. Respeitar essas regras era algo que aprendíamos rápido, e podíamos ver nos corpos de quem desobedecia as marcas do castigo. Queimaduras de vela, de ferro quente, chicotadas, humilhações com fezes e urinas, estupros anais, e outras formas de humilhações eram empregadas para nos coibir a tentar quebrar essas regras.
Durante o dia, uma gravação de vídeo repetia as humilhações que éramos submetidos, e uma travesti era encarregada de nos alimentar, nos depilar, aplicar hormônios em nós homens, verificar os nós das cordas, nos levar ao banheiro, sempre quando o relógio que ficava no quarto marcava as 8h, duas de nós tinha esse direito, uma das regras era aprendermos controlar nossa urina e fezes.
Nos primeiros dias me sentia envergonhado em estar nu, amarrado com uma perna para o alto, presa nos meus braços esticados para o alto, que impossibilitava me livrar daquela situação. O ferro em minha boca incomodava e fazia babar muito. Olhava àquelas mulheres lindas e ficava excitado, e eu ali, depilado e sem saber o que queriam de mim, chorava como todas ali, mas de nada isso adiantava.
Dormia a acordava nessa posição, por dias e dias ficava assim, sentia dormências nos membros, e sentia a dor de ser depilado com cera quente nessa posição. Certo dia, meu dono e a travesti entraram na sala e me desamarraram. Desabei no chão pela fraqueza dos meus membros naquela posição, me senti humilhado, me senti incapaz.
Fui carregado para um quarto, arrastado, estava com a cabeça raspada, não sentia minhas pernas ou braços, tentava reagir, mas me faltava forças. Me maquiaram, colocaram um corpete em mim, um salto , me colocaram em uma cama com a barriga para cima, dobraram minhas pernas e encostaram meus joelhos próximo ao peito, amarraram mimnhas pernas, passando as cordas pelas costas, depois nos tornozelos. Com outra corda, amarram meus braços nas costas, estava imóvel novamente, vestida como uma puta, e mais uma vez sem capacidde de reagir. Por ultimo amarraram uma corda nas costas, fazendo um gacho por onde fui suspenso, ficando totalmente à mercê deles, flutuando, sem ser mais dono de mim.
A travesti saiu e uma mulher morena, de estatura forte, cabelos negros e muito maquiada. Me rodeou, acariciou minha bunda, e ai começou o jogo macabro. Ela me empurrava em direção a ele, e ele me devolvia para ela. Ficaram assim, me jogando de um lado para outro, como se eu fosse um objeto, por muito tempo, até pararem e me abandonarem lá, apagaram a luz e saíram. Não pensava mais, apenas tentava me acostumar àquela nova vida, dormi, cansado, com dores e chorando.
Acordei com um tapa na bunda seguida de uma picada, a travesti me aplicou uma injeção e me explicou que era hormônio, para me deixar com traços femininos igual a ela, que tinham mandado ela avisar que em breve eu estaria igual à ela, iriam colocar silicone em mim, e iriam tatuar em minha bunda, assim como fizeram na dela, um alvo, tentei falar, mas o aparelho não me deixava, apenas resmunguei. Ela riu, e disse para eu ficar quieta, iria ficar ali, enquanto ela montava uma sala, e trazia as outras meninas, pois naquela noite iria ter uma festa, e nós éramos os enfeites.
Estava ali, olhando as outras serem arrumadas para divertir os convidados, enquanto eu ficava flutuando no ar, com as nádegas expostas, totalmente impedida de me movimentar, as outras eram arrumadas de maneira diferente. Uma loira alta, vestida com uma vestido teatral, do tipo usado nos bailes que vemos em filmes, mas que deixava exposta seus seios enormes, e suas vagina. Era amarrada como uma marionete, eles se divertiam, puxando suas pernas, seus braços, sua cabeça, assim como eu, ela era apenas um corpo, incapaz de se mover conforme suas vontades. A outra era uma morena, com seios muito fartos também, e foi colocada sobre um suporte de uma escultura, apenas seu dedo do pés encostava nessa estrutura, o resto era suspenso por cordas, uma pequena lira estava presa na suas mãos, amarradas por cordas presas no teto. Seu cabelo lembrava um anjo, preto, encaracolado e das suas costas, um implante sustentava duas asas de penas, e nos pés outro implante menor com duas asinhas. Uma visão linda e aterradora de um implante. Imaginei sua dor e por um instante esqueci a minha, seu olhar era triste e sem vida, fiquei pensando quanto tempo ela estava ali, já não oferecia resistência, parecia ter se entregado. Naquele instante percebi que pelo carinho com que era manipulada e acariciada pela Dona e pelo Dono, aquele era o caminho a seguir, esquecer os sonhos pessoais, e como um objeto, apenas esperar a hora de deixar de ser necessário, quer pelo prejuízo do tempo, quer por desgosto dos Donos de o terem. Uma japonesa, com muitas marcas de tortura, seios pequenos, com o corpo muito marcado, o cabelo ainda raspado, se debatia muito, soltava grunhidos, e era esbofeteada, foi amarrada no chão, na porta, no lugar do tapete. Resistir ali, era uma idéia ruim. Por último outro rapaz, mas esse não estava feminilizado, estava vestindo uma bota, uma cela de cavalo, uma crina , e no anus um rabo. Foi amarrado pela boca numa argola na parede. O circo estava armado, vendo a japonesa, se debatendo no chão, chorando e grunhindo, me decidi a me deixar levar, seria um objeto, um brinquedo, uma bola naquela sala.
As convidadas e convidados foram chegando, pisavam na japonesa, limpavam seus sapatos nela, a machucavam, ela sangrava, e eles pareciam não se incomodar. Muitos dos convidados traziam, homens e mulheres, amarrados em coleiras, como animais, outros com roupas de empregadas. Um grupo de mulheres muito atraentes se aproximou de mim, chamou a Dona e perguntou:
- Vai deixar ela tetuda?
- Sim, essa vai ser nossa nova bichinha, estou pensando em fazer uma Vênus com ela, muito tetuda, arrancar esse pinto, mas antes quero ver se ela serve, se não vai virar tapete.
Riram muito, me chutaram, me empurraram, um Homem me penetrou, a japonesa foi humilhada por todos, até que foi levada para o banheira, gritavam : Latrina, latrina. A Loira encenava as cenas mais grotescas, suas cordas eram puxadas, mas era uma brincadeira humilhante porém humana, seus olhar ainda era de resistência, mas não de rebeldia, isso dava força para brincarem mais com ela, testar sua resistência, quanto mais ela resistia, mais eles puxavam a corda, a colocavam de quatro, a penetrava. A morena, era admirada como uma obra de arte, uns davam sugestões, mudar a forma da orelha, mais músculo na barriga, o Dono falava de como conseguira fazer os implantes, anos de estudo de medicina, de cirurgias, técnicas de ponta. Todos ficavam admirados. Seu olhar continuava morto, como se não estivesse mais ali.
Foi quando entrou na sala uma mulher muito bonita, seguida de dois homens presos por correntes que empurravam uma mesa, com um objeto coberto por um pano preto.
-Madame X, que prazer.
Pararam de me empurrar, uns vieram do banheiro, a loira foi solta côo um brinquedo que cai quando uma criança vira sua atenção para outra coisa.
- Olá caro Dr. reverências a todos.
- Que novidades temos, ó artista maior, pois perante sua presença, sinto vergonha de mostrar minhas criações artísticas, pois a cada vez você se supera em sua arte. Vi uma humana-escultura sua em uma amostra na casa do Sá e fiquei impressionado.
- Não me elogie Dono, senão me sinto maior do que sou. Mas confesso que minhas obras a cada dia estão melhores. E para selar nossa amizade, e que ela se renove a cada dia, troxe para você e para Dona, uma peça nova, assinada e catalogada, para sua apreciação ou venda, conforme lhe convier.
Não tinha idéia do que falavam, humana-escultura? O que tinha por baixo daquele saco? Uma peça de gesso?
Madame X bateu palmas e meus olhos não acreditava no que viam quando os homens puxaram o saco. Uma escultura humana, no melhor modelos das gregas, mas feita em um corpo de verdade, os braços cortados um pouco antes dos cotovelos estavam voltados para cima, como se estivessem travados naquela posição, os seios eram enormes, muito grandes mesmo, mas eram duros, a cabeça estava travada olhando para o teto, as pernas haviam sido cortadas, na altura do saco, que estava mole e esparramado na base da escultura.
- Uma revolução na arte da transformação do corpo, utilizei aço cirúrgico, fios de ouro, silicone, e outros recursos da medicina moderna. Vejam a sustentação dos seios, feitos de silicone e fios de ouro, o pescoço foi travado com implantes internos, e os braços eu fiz nas juntas uma cirurgia que impede seus movimentos. Na base, fiz um encaixa próximo do osso da perna, onde ela é encaixada em duas bases de metal. O anús e o canal da ueta são ligados por canos a dois depósitos na base que devem ser limpos todos os dias. Sua alimentação é feita por sonda, e de vez em quando deve passar por tratamentos estéticos para manter sua aparência , é claro que podemos deixar ela assumir formas mais bizarras, conforme o gosto do dono. Esta viva a dois anos, e calculo que se for bem tratada deve durar mais uns cinco.
Os aplausos foram fortes, todos estavam impressionados, olhei de relance e pela primeira vi os olhos assustados da anjo, ela olhava de canto de olho, viu meu olhar e voltou a ter seu olho morto, mas percebi sua respiração alterada.
Depois da escultura, as atenções foram voltadas para ela, seu olhar era vivo todos mandavam ela olhar para eles, e ela (ou ele), olhava. Aquela escultura sabia que sua dor podia ser pior senão obedecesse, havia sido treinada para ser humilhada. Comecei pensar que acabaria me acostumando com aquilo, servir, era uma coisa que crescia em mim. Parecia que na era a toa que éramos escolhidos. Fui acordado de meus pensamentos com um pênis me penetrando, segurando em minha bunda, em movimentos violentos, a baderna começava de novo, uns acariciavam a escultura, e outros se serviam da gente.
Estava melado, não pelo gozo dos homens que me penetraram apenas, mas pelo meu próprio gozo, naquele sofrimento havia gozado varias vezes, e havia me decidido me entregar à vontade de Dona e Dono, um novo ser nascia em mim, viver como objeto, não segundo minha vontade, mas segundo a vontade deles. Olhava a escultura, com um pinto inútil, mas sentia o prazer nela, acabava de descobrir um sentido para minha vida que ate então achava tão vazia.
Fui desamarrado, estava mole, mas não ofereceria resistência, fui levado com os outros para o banheiro, onde fomos amarrados, com exceção da japonesa, que estava surrada, cheia de marcas, com cheiro de urina e marcas de fezes, ela foi jogada amarrada dentro da banheira, e lavada com um escovão grosso. Chorava, gritava, implorava para libertarem ela, mas de nada adiantava. Depois foi pendurada num varal de corda, amarrada como uma roupa e ficou lá secando, enquanto Dona dava um banho de álcool nela.
Eu estava desfalecido, e me deixei ser totalmente manipulado por eles, me viravam e reviravam e percebendo minha falta de resistência, me manipulavam cada vez mais, me esfregavam com uma esponja, e depois de me fazerem lamber seus pés e chuparem suas genitálias, me penduraram no varal, onde fiquei até secar.
Depois de seco, fui amarrado nas pernas juntando com as coxas, colocaram um salto, amarraram minhas mãos nos tornozelos e mandaram eu andar até o final do corredor. Quando chegasse lá, iria comer. A distancia parecia interminável, a cada passo uma dor e sofrimento intermináveis, mas tinha que conseguir, tinha que agradá-los, dali eu não sairia mesmo, o que tinha que fazer era como na vida, aceitar meu destino, e meu destino ali era traçado por Eles. Cheguei ao final do corredor, a comida estava no chão. Macarrão com molho e ovos cozidos, tinha que lamber o chão até todo o molho acabar, ainda estava amarrado e me contorcia para realizar tal proeza, mas fazia com gosto, sentia as pedras do chão sujo, mas continuava lambendo, Dona olhava e ria, a travesti esparamava o macarrão com os pés e andava pela cozinha, onde eu tinha que ir atrás limpando o chão. No final lambi seu pé e Dona me falou que eu era uma boa vassoura. Me deu um comprimido para vermes e mandou que eu a seguisse, fui me ratejando até o porão, onde ela me abrigou a descer, se eu caísse podia morrer, e demorei horas para descer. Era um centro cirúrgico completo, a travesti me pegou, me colocou numa maca, me deu uma injeção e dormi.
Acordei amarrado numa maca, estava com seios enormes, uma bunda descumunhal, minhas coxas estavam muito grossas, cheias de silicone, estava monstruoso. Meus seios pesavam muito, eram duas bolas, gigantes.
- 800ml de cada lado, um feito, tirando o revolucionário trabalho na bunda e coxas. Quero ver você andando, vai ser divertido.
Quando estava recuperado Dono veio até a maca e me mandou ficar em pé. Quase não consegui, mas mesmo assim fiquei, cambaleei, o seio era pesado, a bunda paacia ter vida própria, as coxas e as pernas pareciam balançar quando eu andava. Eles riam vendo meu desequilíbrio, mandaram colocar um alto, e andar até conseguir para em pé, a cada tombo riam e me xingava. Depois me amarraram, e riam das sobras de gordura que saia para foras das cordas amarradas, fiquei pendurado, enquanto dono me olhava, pensativo, como que decidindo que destino me daria. Eu olhava para o vazio não queria pensar, lembrava da escultura, e como ela devia ser feliz sem precisar se preocupar, apenas vegetava, queria ser nada também, continuar vivo, ser capaz de pensar, mas ser condenado a satisfazer os caprichos do meus Donos. Como outro objeto qualquer, ser colocado e trocado de lugar, esquecido em um acanto, ou adorado, não poder me defender, ou ter vontade, comer o que me dessem, ver o que me permitisse e viver enquanto me deixassem.
Estava amarrado, suspenso no ar, com o silicone dando volume ao meu corpo e os hormônio cada vez mais agindo em minha aparência, já me sentia um nada.
Dono e Dona resolveram não me multilar, a japonesa teimosa acabou sendo usada como cobaia de multilação, eu hoje sou uma escultura feita com a arte do bandage, tenho seios enormes, sou toda feminilizada, meu pênis foi arrancado, e meu corpo feminilizado através de dolorosos processos e provações. Vivo hoje amarrado, em cima de duas caixas, não consigo me mexer, cordas prendem minhas coxas nos tornozelos, minhas mão são amarradas para trás, e meu corpo fica numa posição ereta devido a uma corda que me prende no teto. Fico no Jardim, e todos os dias sou examinado, para ver como estou de saúde, pois fico nu. no frio me levam para o porão, onde me deixam no escuro com os ratos e baratas. Um escravo é responsável por passar protetor solar em mim, e passar clareador nos poucos pelos que tenho no corpo. Me lavam com mangueira, para tirar a sujeira de pássaros e pombos, me aplicam hormônio injetável, me dão comida uma vez ao dia, e leite durante a manhã e a noite, vez ou outra o escravo me estupra, me penetra, desconta suas frustrações sexuais em mim, cospa em mim, me xinga, e se vai. Eu perdi a noção do tempo, vivo com esse ferro em minha boca há tanto tempo que já nem sei mas se me habituaria sem ele, apenas fico parado enquanto ele penetra meu anus e o buraco que ficou no lugar do meu pênis.
Bichos sobem em mim, me picam, o escravo que me estuprar, meus Donos que nem devem lembrar que existo aqui no jardim, os pombos, os pássaros, o tempo, olho novos escravos e escravas chegando, gritando, sendo mutilados, vendidos. Eu fico aqui, assim como fui colocado, olhando o mundo como uma escultura, me acostumando com o que o tempo me oferece, sol chuva, percebo que nasci para isso a cada dia. Agradeço Dono e Dona por me deixarem viver assim sem vontade, sem sonhos, sem esperança, apenas esperando que o tempo me consuma, como o faz com qualquer objeto.
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