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Eu fico aqui de joelhos, prostrado ao chão, onde é o meu lugar de escravo, à espera de MINHA RAINHA, ( Dona de minha vontade e Senhora de meus desejos ), todos os dias até o final de minha reles vida. Este poderia ser um dia comum, que devotaria meus serviços aos caprichos de MINHA RAINHA, aguardando quieto, ansioso e temeroso, ELA chegar, Majestosa, Elegante, Poderosa e Má. O silêncio impera no ar, até que MINHA RAINHA profere suas primeiras palavras do dia: - Escravo... reles escravo... Aguardaste-me como deves ? - Sim, MINHA RAINHA. Respondi humildemente. - Tenho algumas novidades para ti, verme... Decidi que não serves mais aos meus propósitos... Fiquei em pânico e confuso. - Como és meu, um escravo, um objeto... decidi vender-lhe a outra Rainha. Ela hoje vem aqui para ver a mercadoria que estou vendendo a Ela. - Mas MINHA RAINHA vivo apenas para lhe servi-la... – lhe respondi. - Cale a boca, não lhe dei permissão nenhuma para falar. Após dizer me desfere uma chicotada para que eu aprenda a não questionar suas ordens. - Você não serva para mais nada... e devo me desfazer de ti. Ela sentou em seu trono, e eu rastejei até a base de seu trono e comecei a beijar a sola de suas botas que ficam sobre um pequeno troninho. Tentei de todas as maneiras lhe agradar, vi que todas as tentativas eram inúteis... também percebi que meu corpo jamais iria sentir o jugo do teu chicote... ou meu corpo queimar com os pingos de vela desenhando tuas iniciais em meu corpo. Após uma hora, toca a campainha... - É minha amiga, sua nova Dona, escravo, vá para o seu canto. Agi rapidamente, engoli em seco... meu destino estava selado. A sala é preenchida por um silêncio sepulcral, sentia apenas o batimento de meu coração, mais nada, e MEDO muito MEDO com o que poderia acontecer comigo dali pra frente. Perdi a noção do tempo, não sabia se estava ali por 30 minutos ou 1 hora, tentava me esforçar e ouvia de vez em quando gargalhadas de MINHA RAINHA e de sua amiga, minha suposta NOVA DONA. Até que de repente, ouço o som das botas de MINHA DONA vindas do corredor, fiquei apreensivo e alerta. - Escravo, feche teus olhos e venha rastejando até aqui... ( respondi prontamente )... LEVANTE-SE !!!!! ( Ela colocou uma venda em meus olhos ) ... AJOELHE-SE. - Madame Fabiana, podes vir... venha conhecer a mercadoria... Senti-me humilhado, um animal pronto para ser exibido... novos sons de saltos altos vindo do corredor ... Ela chega majestosa, vestida toda de negro, dos pés a cabeça. Ouviria o barulho no corredor vindo dos saltos de sua bota preta de salto alto, meu coração acelera de emoção e medo. Ao abrir a porta, posso vislumbrar seu porte altivo de uma Rainha, MINHA RAINHA. Suas luvas que encobrem suas delicadas mãos que empunham com vigor seu chicote negro, pois ele auxilia a corrigir as falhas de um escravo como eu. Vejo também sua capa negra, longa quase arrastando ao chão. Ela também usa um chapéu negro de abas largas e com véu de tule negro que cai sobre seu rosto majestoso. - Este animal não me serve mais, e estou lhe vendendo para o seu agrado... - Um belo espécime... sou alisado pelo chicote de montaria de Madame Fabiana ... vou testá-lo para ver do que esse animal é capaz. - Pode começar quando bem entenderes... se quiser utilizar minha masmorra, esteja à vontade. MINHA DONA propõe. - Não vai ser preciso, o que pretendo utilizá-lo posso fazer aqui mesmo – Responde Madame Fabiana cheia de sarcasmo. Ela amarrou meu pau de forma que eu não pudesse ejacular de forma alguma, amordaçou minha boca, e pediu à MINHA DONA: - Pudemos ficar a sós ? - Sim, por que não ? Vou me recolher aos meus aposentos, qualquer coisa que precisares utilize a sineta, há sempre escravos de plantão em qualquer parte da mansão. MINHA DONA se retira, e o silêncio impera nesta sala. Apenas conseguia ouvir o som dos sapatos de Madame Fabiana circundando-me. Utilizando uma guia, puxou-me pela coleira até ficar novamente de pé; senti o toque de sua luva de cetim deslizar sob minha pele, até chegar a minha, agarrou meus cabelos e puxando e falou em meu ouvido: - Teus dias de sossego vão acabar, escravo ! Quando estiveres sob o meu domínio vai ser me servir cegamente até esqueceres de tua atual Dona! Mesmo que eu tenho que lhe chicotear até e Morte! Você vai Ter que agradecer aos teus deuses, por Ter que me servir, respirar o ar que respiro, comer os restos de minha comida e outras coisas mais! ... escravo, será tratado e alimentado como um animal, será domado e domesticado pelo meu chicote, será marcado em ferro em brasas com minhas iniciais nesta sua bunda branca horrorosa... só dormiras quando EU permitir, pois velará meu sono, e quando não quiser que fiques na minha presença será enjaulado e acorrentado em minha Masmorra. Se tentares te rebelar sofrerá as piores torturas que um ser humano pode suportar... e sempre agradecer os castigos que infligirei beijando a sola de minha s botas. Se tentares fugir, darei tempo para poder caça-lo pelos bosques que circundam minha Mansão. É o meu esporte preferido. Vestir minhas vestes de montaria e ao montar meu cavalo e persegui-lo pelo campo Está claro, verme ? - Sim, SENHORA! – murmurei. - Muito bem. Quero obediência cega e total, do contrário terá como resposta toda a minha fúria contra ti. Não irei tentar testar tua capacidade de sentir dor sob este teto. Só sob sobre os meus domínios territoriais, pois teremos todo o tempo possível para isso. Madame Fabiana toca a sineta, e ordena a um escravo qualquer que chames MINHA DONA. Após alguns instantes, MINHA DONA retorna e pergunta: - Que tal, Madame Fabiana ? Estamos acertadas ? - Sim! Aqui está o pagamento combinado. Retornarei em breve para levar o Certificado de Propriedade deste escravo. - Vou preparar ele para que o leves em sua limusine, Madame. - Correto, ele irá no porta-malas, vai Ter que agüentar a viagem até minha Mansão. - Como queiras. MINHA DONA proferiria assim suas últimas palavras... eu até que era bondosa e piedosa para contigo, mas se bem conheço Madame Fabiana, sua NOVA DONA... vais conhecer o significado da palavra INFERNO. Ajoelha-te pela última vez à minha presença, lhe darei um presentinho para lembrares de tua importância para mim... ( MINHA RAINHA cuspe em minha cara como sinal de repúdio, e a partir daquele momento na pertenceria mais á ELA ). Meu tormento estava apenas começando, pois o meu destino estava nas mãos de minha cruel NOVA DONA... RAINHA FABIANA I... que assim seja...a sua vontade. Instantes depois, elas se cumprimentaram pela última vez, também foi a última vez que ouvira a voz de minha antiga dona... pois me tornei propriedade de RAINHA FABIANA I ... e a ela deveria submissão eterna. Ao sair da casa, observei uma limusine preta com um chofer à espera de minha nova DONA, também havia um escravo perto da porta traseira de joelhos aguardando-a. - Abra o porta-malas, pois este escravo que adquiri irá dentro – sentenciou RAINHA FABIANA I. O chofer olha para mim com um ar de deboche, não entendi. Enquanto isso o outro escravo rastejava e lambia as botas de sua ama. Ela entrou e acomodou este escravo aos seus pés, o chofer fechou a porta dela, e me conduziu até o porta-malas da limusine: - Irás sem nenhuma venda, pois aí dentro é bem escuro, se tentar se rebelar ou gritar, tenho ordens expressas de RAINHA FABIANA I de matá-lo, portanto entenda que sob o domínio dela, resistir é inútil. Aquelas palavras me impressionaram muito. A porta foi fechada, e as trevas e o medo tomaram conta de mim durante aquela viagem, o tempo parecia uma eternidade, durante o trajeto dava para perceber quando estávamos em lugar urbano, depois estrada de chão batido, ranger de pontes, etc. Meu pavor e o frio que tomava meu corpo era tanto que rangia meus dentes. Após quase duas horas, a limusine diminui a velocidade parando aos poucos, um barulho de portão que imaginava ser muito grande se abrindo e o veículo adentrou num lugar que julguei ser meu destino final. O carro parou e o meu coração parecia explodir num misto de medo e ansiedade, tinha câimbras pela posição desconfortável que vinha durante o trajeto. O porta-malas foi aberto e ouvi: - Saia. Não tinha palavras para descrever tudo o que pude ver naqueles poucos segundos. - Ajoelha-te, escravo. Sua posição de agora em diante será esta, sob meus pés e sob o controle de meu chicote. Um escravo trazia em cima de uma almofada, um belo chicote, e mais belo e cruel era como RAINHA FABIANA I empunhava ele, parecia fazer parte de seu corpo. - Lhe apresento, escravo... o nome dele pra mim é CARINHO... para ti... TORMENTO... Alguns escravos ao ouvir esta palavra recuavam e pareciam ficar amedrontados e em pânico... mas para ser merecedor dele deverás progredir em teu caminho de submissão a mim... só aqueles que forem dignos de serem chamados de escravos recebem o sublime açoite do couro em suas desprezíveis peles... e contigo não será diferente, pois agora estás em meus domínios territoriais e aqui sou clamada por RAINHA, e a DOR é a única certeza que terão por aqui, fui clara ? - Sim, MAJESTADE. Murmurei e rastejei o mais próximo e beijei suas botas, ela gargalhou desprezando minha reles situação. E fui conduzido para dentro de sua mansão. Logo ao adentrar em seu castelo, fui anestesiado por uma de suas amas, perdi os sentidos... Não sei por quanto tempo fiquei anestesiado, pois quando acordei estava ainda desnorteado... senti um peso anormal que me mantinha preso impedindo minha imobilidade, recebi em cada tornozelo um bracelete de ferro maciço de 20kg, em volta de meu pescoço uma coleira muita mais pesada, podia notar as grades de minha jaula pela pouca luminosidade que vinha das tochas do corredor, era a masmorra fria, escura, úmida e fétida. Devia ser umas 6 horas, o sol não tinha nascido, meu medo era algo incontrolável, sons de botas desciam pela escada. Duas guardas abrirem a jaula e ordenaram: - Saia verme, nenhum escravo deve estar dormindo antes do raiar do dia, há muito trabalho a ser feito, fui conduzido pelas chibatadas delas e eu cambaleante tentava me movimentar até o pátio sob o açoite e risadas de desprezos delas: - Vejam este inútil, não consegue se mover com este pesinho, ah ah ah... O estalar do chicote era cadenciado, outros escravos se juntaram e tomaram posição servil Fomos separados em grupos para várias tarefas, limpeza dos estábulos, jardinagem, cozinha, limpeza do castelo, horta, etc.Na minha mente, apenas uma certeza, quando poderia vislumbrar RAINHA FABIANA I , o sol raiava e eu estava capinando próximo ao estábulo, e ouvi uma ordem: - De joelhos, vermes, rosto no chão, Vossa Majestade não quer nenhum olhar em sua direção ! – ordenou uma das guardas. Início da manhã, RAINHA FABIANA I costumava cavalgar sempre neste horário, pude pouco vislumbrar pois estava com meu rosto ao chão, apenas suas botas de montaria, pude observar... em alguns minutos um tropel comandado por seu chicote comandava sua égua em um galope em direção ao bosque, pude perceber sua roupa de montaria, calça, blazer, luvas se distanciando. Uma das guardas se aproximou: - O que estás fazendo ? Por demorar a responder, recebi uma chicotada. - Sabes que é proibido olhar para sua Dona, não sabes que isto a enfurece ? - Não ! Após isto fui vendado, e fui amarrado em um pelourinho, o sol queimava minha pele, e sede aumentava. Ouvi passos e reclamações: - Este verme ousou olha-la, Majestade! - Hum, tão pouco tempo e cometes gafes, verme. Cuspiu em minha cara, em sinal de desprezo. Não és digno ainda, poderia queimar teus olhos, mas são lindos e não cegá-los ainda antes que vislumbre minha beleza algum dia. Certo ? - Sim, Minha Rainha. - Muito bem ! Aplique 200 chicotadas, Ama! E quero ele nu daqui a pouco no salão, retire estes pesos dele e leve-o amarrado até mim, irei tomar meu banho e após isto quero vê-lo. Recebi 200 chicotadas que sangraram meu corpo, que parecia explodir de dor, quando fui desamarrado, cai sem forças ao chão. Fui preparado e conduzido ainda vendado para o interior do castelo. Ajoelhado, sentia o perfume das rosas, não podia vislumbar o salão, apenas sentia o mármore frio sob meus joelhos. Não sabia que ela estava ali próxima a mim. - Sinto que o seu caminho será longo, escravo. Até o dia que terá minha marca em brasa marcada em tuas costas. RF