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Há tanto tempo que se conhecem, tantos desejos divididos, tanta intimidade conquistada, chegaram ambos a um impedimento. Dentro de tudo que sempre tiveram liberdade para descobrir e deixarem fluir, não conseguiam alguém a quem quisesse partilhar desta que seria a maior prova de subserviência de seu escravo. Haviam claro os travestis, mas estes ela não queria, por terem de alguma forma traços e corpos construídos de forma a ficarem femininos. Depois de tantas tentativas, ela buscou num chat, onde de forma despretensiosa e depois de muitas conversas conseguiu finalmente o que tanto queria. Conversa: Doc 22:34:30 reservadamente fala com Deusa ...Tem algum conto novo? Manda pra mim gatinha, adoro ler o q vc escreve, um dia podia escrever um inspirado em mim...*pisc Deusa 22:39:05 reservadamente fala com Doc ... ahhhh eu tenho que ter mais do que a vontade de escrever Doc 22:39:38 reservadamente fala com Deusa ...O que vc precisa? Deusa 22:39:42 reservadamente fala com Doc ...rss... um tema... mas que ``desenhe´´ na minha mente..rs.. basta isso.. uma imagem... qq coisa... já me faz escrever... do começo ao fim... Tem que dar aquele ``click´´.. rs Doc 22:42:07 reservadamente fala com Deusa ... Imagem? vc tem minha foto...rsrsrs e sabe muito bem o que procuro e desejo....escreve e me conta, me usa como seu personagem.... Deusa 22:42:44 reservadamente fala com Doc ... ahhhhh mesmo que o coloque junto a outro homem?? Doc 22:43:58 reservadamente fala com Deusa ... O conto eh seu mas, prefiro um travesti, não curto H Deusa 22:44:25 reservadamente fala com Doc ... se eu estiver como Domme... irás fazer o que eu quiser..........mesmo que não curta Deusa 22:45:23 reservadamente fala com Doc ... quer sentir um homem te tocando sob minhas ordens??? Doc 22:46:03 reservadamente fala com Deusa ... Mas realmente não tenho T nenhum em H, mas adoraria transar com uma travesti linda e feminina. Deusa 22:46:26 reservadamente fala com Doc ... rssssss... não vai saber.. estarás encapuzado. Quer ser ativo ou passivo? .. Doc 22:46:33 reservadamente fala com Deusa ... Quem sabe encapuzado eu possa curtir mais.... Bem.... a senhora eh quem manda.... Serei seu como e quando quiser.... Deusa 22:48:33 reservadamente fala com Doc ... Humm............... bom saber, e iria para o real assim? Doc 22:50:13 reservadamente fala com Deusa ... O que aconteceu com vc,??? sim...serei seu.... O q desejar de mim...seguirei suas ordens sem questioná-las. Deusa 22:50:54 reservadamente fala com Doc ... .... (sorriso satisfeito)....... rs... breve terás notícia E a partir desta conversa tempos depois, ela entrou em contato não para mostrar-lhe o conto, mas para conversarem francamente sobre uma proposta. Combinaram de se encontrar num Hotel, para que tivessem mais liberdade. Na hora marcada, anunciando-se no saguão do hotel, foi orientado de forma a subir pois era aguardado. Bateu a porta e aguardou ansiosamente que lhe abrissem, mais curioso ainda em relação a mulher com quem tratara, sentindo intimamente uma certa irresponsabilidade de sua parte ao se colocar numa situação tão surreal. O silêncio no interior do quarto o incomodava achando que fora enganado numa piada, até que ao resvalar na porta com os ombros, ela se abriu levemente. Entrando ainda receoso olhou para dentro da sala onde não viu sequer um movimento. Duas portas fechadas, e sobre a mesinha de centro da sala do que lhe parecia ser um quarto duplo, viu uma caixa de presente. Ao se aproximar, viu seu nome num cartão e como a curiosidade fora mais forte abriu. Dentro da caixa uma carta, escrita com letras firmes, na qual dizia que era hora de honrar ao que havia prometido anteriormente. Uma cópia na íntegra sobre o que conversaram, fora anexado e também uma ordem para que se desnudasse, pusesse a coleira, encapuzasse, colocasse o anel que lhe prenderia o saco retardaria a ejaculação e algemas para pernas unidas por correntes. Depois disso, a ordem fora que permanecesse deitado até que lhe buscassem. Sem saber ao que lhe esperava, fez o que lhe foi ordenado, deitando-se em seguida... Há anos que se conheciam, tantas conversas interurbanas, finalmente se encontraram. Ela tímida a princípio mal o fitava nos olhos embora o toque suave das mãos a fizesse perder o fôlego. Estava ali... o que ambos previam, toda a vontade e a química estimulada e acumulada por tanto tempo. Depois de um almoço agradável, andaram de mãos dadas conversando amenidades, até que numa troca olhares, a vontade represada acabou transbordando em toda sua fúria, quando de um beijo lento e exploratório, as línguas se tornaram sôfregas. Sem mais, num acordo tácito, se dirigiram ao hotel em que ela lhe disse estar hospedada. Logo que as portas do elevador se fecharam, os corpos sequiosos se buscaram em um abraço incontido, em bocas e mãos curiosas, onde tudo que existia agora era a vontade de se conhecerem. Chegando ao quarto, ela lhe disse precisar ir ao toilet, levando-o pelas mãos até a suíte principal, desnudando-o, e dizendo que a esperasse deitado. Ofegante a viu entrando, e sem opção esperou-a pacientemente. Ao ouvir o som da porta se abrir ficou pasmo, emudecido. O ar tímido se fora e de dentro saía uma mulher completamente diferente. Vestida de negro corpete de couro, que lhe emoldurava as formas curvilíneas da cintura e quadris, longas e negras luvas de cetim, e uma bota de cano alto, altíssimos saltos moldando-lhe as pernas saiu andando lentamente, numa das mãos, segurando uma cigarrilha, e na outra um chicote. Tal visão o levou imediatamente a um estado intenso de excitação. Sentia o olhar dela a percorre-lo e se aproximando lentamente deslizando a ponta do chicote por seu corpo teso fazia-o fechar os olhos. Sentando-se sobre o corpo desnudo, beijou-lhe a boca de forma sedenta segurando-o pelos cabelos e roçando a virilha de forma sinuosa e cadenciada sobre o sexo latejante. Já quase sem agüentar, ele sussurra-lhe que lhe permita penetrar-lhe, recebendo então um forte tapa no rosto. Calado ele se enrijece todo, até que então imobilizando com o joelho sobre o peito, coloca-lhe uma coleira e depois venda firmemente os olhos. Ordenando que fique de quatro, acaricia os cabelos ao ser prontamente obedecida. Um sorriso lhe vem aos lábios só de imaginar o que virá a seguir. Tocando-lhe o corpo, aperta-lhe os mamilos, torcendo o piercing do mamilo direito adorando o gemido que escapa dos lábios másculos. Sussurra que uma ``cadelinha´´ como ele, não poderia ficar tão à mostra, e coloca-lhe o anel que lhe prende o saco, puxando a seguir o pênis para trás de leve, prendendo com o silver tape. Sentir as delicadas mãos em seu corpo o estava matando de desejo e ao senti-las no sexo já explodindo o fez morder os lábios numa tentativa de controle. Ao sentir o silver tape lhe prendendo gemeu, e mais ainda quando sentiu que ela lhe prendia nos mamilos presilhas unidas com uma correntinha, em angústia todo o corpo tremia já. Sussurrando que iria dar um passeio com sua Rainha, ela o puxou pela guia fazendo com que ficasse de quatro, e a cada movimento das pernas, as coxas roçando no sexo preso, se tornou uma jornada dolorosa mais ainda por que descobriu que entre as presilhas, existia um peso no meio da corrente. Podia ouvir a respiração dela, sabia que exultava com o seu desconforto. Depois de tanto andar, já suando, todo o corpo dolorido e joelhos esfolados, ela se deu por satisfeita. Fingindo estar preocupada, resolveu retirar as presilhas, e o fez puxando lentamente até que a mesma, num estalo escapasse do mamilo. A dor lancinante o fazia transpirar e gemer incontrolavelmente. Sabia que isso a excitava e na vez do outro mamilo, mais sensível por conta do piercing, rilhou os dentes gemendo e urrando quando ouviu finalmente o estalo da presilha se soltando, enquanto ela os tocava firmemente para que ativasse a circulação, e provocando então maior tormento. Dor, humilhação, excitação, tudo era sentido por ele ao mesmo tempo. Foi então que ela lhe sussurrou que havia trazido os brinquedinhos e ele como putinha que era dela, iria hoje, mostrar à sua Rainha sua submissão... ou seja... demonstrar com os consolos penetrando-se frente a ela, ao menos o que pensara. Não podia estar mais enganado.... No outro quarto, já sem noção de tempo, ouvia apenas sons indistintos, devido ao capuz de couro, e o receio de ser pego desobedecendo as ordens o mantivera imóvel. Somente o nariz e a boca ficavam para fora, privando-lhe dos outros sentidos. Sentiu, mais do que ouviu a presença de uma pessoa no quarto, o perfume feminino chegando antes de sentir-lhe o toque impessoal em sua coleira. A frieza o desnorteara um pouco e sentindo o puxão na coleira sentou-se. Afrouxando-lhe um pouco o capuz, ela lhe sussurrou em voz doce, que agora, ele poderia dar vazão ao que sentia vontade, e que tapas e tudo o mais seria bem vindo, que saberia quando tivesse que parar e que nada mais fosse contestado. Sentiu o capuz sendo recolocado e a ansiedade tomou conta de seu ser. Uma inesperada angústia lhe assolou, seguido de uma excitação ao sentir aquela mulher de voz doce e desconhecida. Tropeçando nas correntes foi cambaleando puxado pela coleira. Os dois estavam perto um do outro e nenhum ciente do que iria acontecer. A situação delicada a estimulava e assustava ao mesmo tempo, por ser totalmente imprevisível. Respirando fundo manteve Doc de pé ainda e sussurrando no ouvido de seu amado beijou-o deixando de joelhos de forma que o manteve entre as pernas, excitando-o e excitando-se, pedindo então que lhe tirasse o fio dental. As mãos másculas subiram pelas pernas, chegando-lhe até à cintura, para que lhe baixasse o fio dental negro, ao mesmo tempo que enfiava seu rosto entre aquelas cálidas pernas, lambendo e beijando desatinado. Em delírio sua amada respirava ofegante acariciando-lhe os cabelos. Puxando-lhe novamente a cabeça, beijou-lhe os lábios, oferecendo a língua sedenta e afastando assim que o sentiu lambe-la. Ao procurar seus lábios novamente, ela lhe colocou boca adentro a ponta rija do que descobriu ser um consolo. Aquilo o fez paralisar por segundos antes de fazer o que ela silenciosamente lhe pedira. Começou a beijar, lamber e sugar aquele consolo libidinosamente enquanto ela ria e dizia ``putinha, minha putinha´´. Tirando o consolo de suas mãos, disse ``– que delícia amor, agora neste!´´ e puxando-o, o fez ajoelhar. Esperando outro consolo sentiu um cheiro diferente antes de sentir nos lábios algo de consistência ainda mole, morno fazendo-o recuar imediatamente. Um forte estalo ecoou pelo quarto, ao sentir como língua ardente a lhe correr as costas, queimando e ferindo a pele como somente um chicote feriria, fazendo-o engolir o grito. A surpresa, o choque da descoberta o paralisou até sentir outra lambada. Puxando-o pelos cabelos, a voz controlada saindo por entre os dentes rilhados, disse-lhe que de tanto desejar ser a putinha de sua Rainha, resolvera então conceder a ele os desejos, e que testaria assim de forma incontestável a sua subserviência. Passado o susto, foi tomado por uma raiva incontida, um asco que lhe amargava a boca, e o controle foi mantido a custo, respirando fundo várias vezes. Pegando-o novamente pelos cabelos, ela o forçou novamente a se aproximar do sexo desconhecido, que ele relutantemente começou a sugar. Aquilo começava a crescer e crescer cada vez mais, deixando-o mais e mais enojado. A ânsia tomava conta e ao parar para respirar, sentiu novamente o chicote estalando em suas costas. Doc ouvia sons distantes, mas ininteligíveis, e a imobilidade começava a incomodá-lo, sentindo-se muito exposto. Chegando perto de Doc, sem lhe tocar o corpo, sua Rainha sussurrou-lhe o quanto a agradava ter a ele ali, e que a partir daquele momento ele poderia fazer o que desejasse, desde que não tirasse o capuz. Sentiu seu capuz sendo ajeitado novamente, e então sentiu uma boca a lhe tocar o sexo. A hesitação daquela boca foi-lhe estranha, e a inexperiência aparente o deixou confuso também, antes de se distrair ao começar então a ser sugado com vontade. Quando ia levantar as mãos para tocar na cabeça de sua Rainha, a boca se afastou e o desejo provocado por ela, o fez buscar o contato com o corpo cálido encontrando então nádegas firmes e de pele lisa onde em palmadas firmes ``esquentou´´ a pele. Explorou aquela pele subindo um pouco sobre a lombar, achando ser ela forte, talvez do tipo que malhava diariamente numa academia. Perdido em pensamentos ainda, Doc sentiu-a afastando e depois ouvindo aos sussurros, que ela gostaria de ser feita puta, e tomada de arroubo, enrabada loucamente. Ao ouvir aquela voz lhe dando a liberdade que desejava, procurou novamente por ela, encontrando os quadris lisos, procurando de imediato o vão que lhe conduziria àquele corpo que passara a desejar. Colocando-a de quatro, Doc colocou-se entre as pernas de pele macia até penetrar-lhe de uma só vez, sentindo-a contrair o corpo deliciosamente em protesto. Nada ouvia pelo capuz, mas sentia em suas mãos a tentativa de lhe escapar do tormento que lhe fora permitido infringir. Agarrando fortemente começou a estocar loucamente tomando como jamais havia feito antes. Ardor, uma dor lancinante percorreu todo seu corpo, fazendo-o urrar e tentar escapar, enquanto sentia seu cu sendo arrombado daquela forma tão brusca. Jamais imaginara sentir isso de forma tão dolorida, tão humilhante, ao ouvir o que sua amada dizia ao estranho, enquanto que como em carne viva, sentia seu corpo dilacerado. Os movimentos sacudiam-lhe o corpo, a dor aos poucos, sendo substituído por um outro fogo, e os gritos se tornando gemidos agonizantes. Novamente sentiu o cheiro de sua amada e as mãos tomando-o pela cabeça antes de sentir-se novamente entre as coxas roliças. Ela o prendia, exigindo que a fizesse gozar. Seu corpo sendo fodido loucamente, o corpo molhado de sua Rainha, a se esfregar, tudo isso o levava em delírio já sem ter noção do que fazer. Gemia e a sugava, enquanto que o sexo pulsante lhe estocava cada vez mais rápido. Sentia o corpo de sua amada se contraindo, próximo do prazer, assim como sentia também o desejo insano de gozar. O silver tape, o anel lhe prendiam a ejaculação e o prazer agora novamente se tornava dor. Sentindo-a curvar, notou então que aquelas mãos delicadamente puxaram o silver tape, libertando o sexo completamente rijo, molhado pulsando quase em gozo já. Voltando novamente a boca àquela vulva perfumada, fechou os lábios em volta do grelo rijo, fustigando então com a língua, sugando-a até sentir que ela toda estremecia em gozo, sentindo-se também prestes a gozar. As mãos que puxavam o cabelo doloridamente, enquanto gozava forçou-o ainda mais tapando a boca e o nariz, ao mesmo tempo que as primeiras contrações do gozo o assolavam... O rosto vermelho, lutando por ar, somando ao gozo alucinante, que fazia com que todo o corpo estremecesse incontrolavelmente parecia explodir, os pulmões queimando chegando a obscurecer os sentidos até que ela lhe libertou o rosto, fazendo com que em gritos loucos procurasse ar desesperadamente, o corpo em convulsão, jorrando em espasmos, e melando-se todo. Doc privado de sua audição percebera que pela primeira vez, como que em vácuo, tivesse noção de como seu corpo pulsava, sua respiração ofegante era tudo que ouvia. A boca e lábios ressecados, tudo o estimulava, além daquele corpo apertado que tinha à frente. Jamais tomara alguém daquela forma, tão insana, e isso o excitara por demais. Perto do gozo pediu a autorização de sua Rainha para que pudesse gozar. A demora, o angustiava, pois sabia que se o fizesse sem autorização seria duramente castigado, e ansiosamente, repetiu o pedido. À beira do descontrole já, implorava pela autorização, até que seu capuz foi retirado bruscamente do rosto, por alguém que estava atrás, a vista turva permitindo apenas que visse o contorno do corpo curvilíneo e longos cabelos se afastando em direção ao banheiro enquanto dela ouviu simplesmente... ``concedido´´... A ligeira distração não o impediu de continuar os movimentos até que os primeiros espasmos lhe tomaram o corpo fazendo então que voltasse o olhar e ver entre os gemidos involuntários que lhe escapavam, e o corpo em êxtase, misturado ao choque de ver um homem à sua frente. Saindo rapidamente, ainda esporrou sobre aquelas nádegas, e costas enquanto tentava readquirir o controle, conter assombrado o que não era possível ser contido. Lá ficaram, ambos largados ao chão até que as respirações voltassem ao normal, constrangidos até que Doc em fúria se ergueu rapidamente batendo à porta, chamando por aquela que o havia de certa forma ludibriado. Sem resposta insistiu, até que resolveu então abrir, encontrando então somente o vazio dentro do toilet, a porta de comunicação aberta.... Olhando para trás, procurou pelo estranho que também havia desaparecido. Estarrecido procurou por algum sinal dentro daquele apartamento e nada encontrou, que não seu capuz jogado ao chão. Pegando-o, as pernas ainda bambas, procurou por suas roupas e saiu porta afora, sem respostas, e somente um capuz de couro negro prova de uma história tão bizarra, tanto quanto inexplicável.