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Chifres de Minotauro
Apesar de ser impossibilitado do dom da fala, segue aos que acreditam nos antigos gregos, uma de minhas memórias...
Desde muito tempo, fui mantido enjaulado e sob vigília constante de um Homem chamado Gardino.
Gardino se assemelha com um outro homem qualquer, se retirarmos entre outros aspectos, a beleza de sua natureza, cabelos longos, fiel
obediência e força.
A obrigação dada a Gardino era de assegurar que o desejo do mestre o qual sou de propriedade, sempre venha a se realizar.
Influente na política e muito rico, meu antigo mestre, hospedou-nos nas províncias de uma de suas fazendas aqui no Brasil.
Lá fomos mantidos em um local distante e discreto, de onde distante dos filhos e funcionários ficamos por cerca de 50 anos.
Meu mestre tratava-me como se eu fosse a sua maior riqueza e Gardino era seu fiel assistente.
Como sempre ocorreu, a idade se apoderou do pobre coitado e suas visitas foram diminuindo cada vez mais, então como não era mais proveitoso nos guardar para com suas luxurias, foram distribuídos convites a alguns de seus
próximos amigos dizendo que apesar de todos os esforços exercidos por ele, era impossível não compartilhar um segredo de tantos anos com seus amigos.
Também mencionava nesse convite que o segredo que ele guardara não era avaliado por dinheiro nenhum, e que tamanha seria a paixão dos que viessem ao secreto evento que com absoluta certeza venceria o leilão o mais
afortunado do momento.
Foi assim que eu e Gardino fomos vendidos e transferidos de fazenda.
Nos novos aposentos, meu novo mestre pedia a Gardino para que cuidasse para sempre eu estar bem nutrido e saudável.
Porém algo chamava nossa atenção nesse novo mestre, ao contrario dos demais com quem convivemos no passado ele nunca se aproximara com intuitos pervertidos e sexuais, seu interesse era extremamente bizarro para nós, pois o que mais fascinava aquele homem era a curiosidade científica de nossa
existência.
As coisas mudaram quando um belo dia meu mestre ao chegar ao seu lar, ouviu de vossa amada esposa que não teria mais motivos para continuar a monótona relação entre eles.
Ela se dizia, sem esperanças de um dia renovar os prazeres que juntos passaram, e achara que a chama do amor já havia se apagado para com eles.
Meu mestre, um homem inteligente e sensato, mal deixou-a acabar de falar, foi logo dizendo que já havia se prevenido para tal momento
adquirindo uma jóia tão rara que talvez fosse a única existente. Ele completou dizendo que se fosse da vontade de sua amada esposa, ele lhe entregaria para seu deleite sem nenhum problema.
Desconfiada da possibilidade de ser um outro homem e os problemas que causaria com boa reputação social que mantinha, ela o alertou de
que homem nenhum seria capaz de tal segredo com tanta tentação dada pelo dinheiro.
Ele a tranqüilizou dizendo que estava ela equivocada e que não era o que pensava que ele planejara.
O casarão da isolada fazenda foi reformado e a grama aparada na véspera. Como não havia criação e nem plantação, Gardino se guardara no direito de fazer ao longo dos anos que passamos lá, um verdadeiro jardim de prazeres. Desde plantas e flores que davam diferentes aspectos ao local até piscinas naturais, árvores frutíferas, um mini coliseu para apresentações sexuais em público, uma senzala para os dias de castigo amoroso, e outros detalhes apetitosos para surpreender quem se hospedasse por lá.
Gardino era o único empregado dessa fazenda, muito prestativo, ao ser alertado para os preparativos da tal noite, ficou eufórico,
pois há muito tempo não preparava algo parecido. Ele sempre dizia, ``O homem
esqueceu de como construir palácios de prazeres ao querer concretizar seu
fascínio por tecnologia e dinheiro´´.
Ele arrumou a casa, fez com que ficasse pronta a mesa do jantar para o casal, tratou de perfumar com uma estranha substancia afrodisíaca e selecionou os melhores vinhos que encontrou no deposito para tal ocasião.
O casarão todo já estava reconstruído, porém o quarto principal foi reformado com o gosto e a vontade de meu mestre que pretendia não
ser de modo algum visto pela sua amada, então ordenou que fosse criado um novo andar de onde poderia tranqüilamente se deliciar entre os quartos sem ser percebido.
Foram colocadas no quarto, diversas cortinas de seda, o qual fazia uma espécie de tenda, um lustre de velas foi instalado no centro, foram
abertas janelas até o chão em dois dos lados cujo saiam para o jardim de onde vinha o barulho da noite e da queda d'agua de uma próxima nascente. O cheiro do orvalho, da grama cortada e das damas da noite, davam um toque mágico ao local também.
Apesar de ser alto a estrutura dos quartos e devido a minha altura, aproximadamente três metros, não era possível uma cama no recinto; Então foram colocados colchões como se fossem pisos envolvidos com lençóis de seda e
almofadas de diferentes tamanhos também.
Durante o jantar a dama não conseguia disfarçar que tentava reparar na beleza oculta pelas vestes apertadas do guardião, ele por sua vez apesar dos flertes e o volume crescente sobre sua calça não se fez por perceber
seduzido.
Após a sutil sobremesa, o mestre despediu-se da esposa com um beijo de boa noite e partiu.
Ansiosa, com medo do que estava por vir e com uma certa insegurança, ela se confortou ao pedir para que o guardião a acompanhasse até a porta do quarto indicado por um par de rosas.
Ao entrar, mal fechou a porta, ficou fascinada com o que estava ao seu redor, envolvida no clima levado pelo vinho, pela quente noite que
fazia e pelo erotismo das velas acesas no lustre, mal notou minha presença em um
dos cantos.
Esperei que ela se assustasse, más contrario ao que imaginava, ela se aproximou sem medo e vi que tão pequena, bela e delicada era
aquela mulher.
Ela caminhou lentamente em minha direção até o centro do quarto, deixou seu leve vestido cair pelo caminho, ajeitou-se entre algumas
almofadas e esperou minha lenta aproximação.
Ao aproximar, pude ver que ela sonhara com aquele dia e jamais esperou concretizá-lo, não via em mim a aberração que sou, e sim, alguém que esperava por longos anos.
Ela foi perdendo o medo dado pela ansiedade, e eu por minha vez, sabia que podia matá-la facilmente, porém não era esse o desejo de mestre. Como se eu fosse de estimação ela acariciou-me por vários minutos, e ouvi em
seus pensamentos que estava impressionada com a proeza de seu marido e que sentira como se estivesse novamente apaixonada por ele.
Deitada de costas no chão deixou-me beijar com minha enorme língua suas íntimas partes e deixou prazerosamente lamber o inconfundível néctar de suas entranhas.
Meu pênis estava a ponto de explodir, apesar de ser de forma humana, tão grande estava que certamente causaria inveja a qualquer cavalo garanhão que aparecesse.
Com uma jarra de prata com um fino óleo para banho, cujo cheiro desse preparado lembrava manga, ela se lavou para receber-me no coito.
Ela se acomodou entre almofadas com as nádegas bem erguidas e entreabertas, e eu afim de não machucá-la fui vagarosamente introduzindo e sentindo seu sexo se abrir.
Ela parecia um anjo com tanta fragilidade, eu não podia em momento algum deixá-la sentir dor, pensei em poupá-la de toda extensão, más a minha natureza mugia por liberdade, então me vi surdo e quando menos esperei,
estava todo dentro dela.
Entre lágrimas, suor, gemidos e pequenos urros de dor e de prazer, percebi que aquele momento estava se eternizando para nós, as caricias da amada em minhas grossas patas dianteiras e os fortes rebolados estavam com a
clara intenção de firmar aquele vagaroso coito, sabendo disso investi toda a minha força para a completa satisfação de meu mestre e de sua amada.
O coito foi demorado, visto que não sou humano, más terminou com um grande mugido de minha parte e um longo e grosso jato. Adormecidos ficamos por cerca de vinte minutos, até ela procurar-me outra vez.
Não era preciso tantos músculos para carregá-la então ficou fácil levá-la até uma das paredes, suspendê-la pelas pernas e sentir seu sexo se abrir como uma flor, outra vez.
Minha pele é mais grossa que a de um homem, e meu corpo se deforma por tantos músculos, porém ela beijava-me no peito e arranhava-me as costas, enquanto dizia palavras doces como eu nunca ouvira antes.
Enquanto eu trabalhava, ela perdia os sentidos, se re-contorcia e chorava de prazer.
Nesse momento pude sentir que meu mestre nos assistira ousadamente de muito perto, sua atenção e satisfação estava indicando que o show era melhor do que esperado.
Fiz-me de despercebido da sua presença, ataquei com todas as forças que pude por um longo e eterno tempo.
Suados e exaustos foi que sentimos o gozo se aproximar outra vez e pude prazerosamente enchê-la novamente com meu néctar quente.
Ela desmaiou quase que imediato ao gozo e ao centro do quarto despojei-a para repousar.
Apesar dos meus protestos, sob ordens de meu mestre fui amarrado por Gardino com cordas entre argolas de aço fixadas em um dos cantos do quarto.
Nesse momento, com tanta ferocidade e barulho, a dama voltou de seu êxtase e constatou toda a violência aplicada por Gardino.
Ela chamou Gardino para perto de si, e aplicou-lhe um belo tapa na face.
O tapa deu a ela um enorme e estranho prazer, talvez pelo fato de que ela o descontara por mim, e ele o acatara sem retorno. Sentiu então o poder que tinha sobre o forte homem que estava em sua frente.
Ordenou então que ele ficasse nu, o amarrou de frente em argolas na parede oposta de onde eu estava e o chicoteou nas nádegas com algumas cordas que ainda soltas sobravam.
As chicotadas começaram fracas, já que ela não entendera o novo prazer que sentia em fazer aquilo, porém foi se intensificando e a cada
grito de dor e vergão que aparecia na pele branca e depilada de Gardino, ela sentira esse prazer dominá-la mais.
Ela já não agüentava mais, precisava ir além daquilo para alcançar o alivio que procurava, então o soltou e ordenou que deitasse com as
costas para cima. Com os dedos e o peso de seu corpo, ela se fez homem e dele
passiva mulher.
A Cavalgada parecia não ter fim ela tremia inteira num frenesi que estava parecendo possessão e enquanto o ofendia aos berros, lambia, chupava e mordia seus ombros e pescoço.
Ele por sua vez, se sentira desconfortavelmente bem, tinha os mais belos seios em suas costas e aquela mulher o invadia com tanta decisão, que o fizera esquecer dos bons modos e relaxado se, pois a facilitar entreabrindo as
pernas.
O gozo veio anunciado por ela com gemidos como nunca meu mestre vira ou imaginara antes. Impressionado e de certa forma excitado com o que vira, ele se sentiu como se estivesse casado com uma nova mulher.
Após alguns minutos, ainda encima de Gardino, ela adormeceu.
Gardino sabiamente me retirou do quarto em silencio e se retirou também.
Da minha jaula pude constatar que pela sombra das velas do quarto que meu mestre não agüentara, entrara no aposento e a noite continuou para o rejuvenescido casal.
Às Quatro horas da manhã, quando tudo parecia que tinha se acalmado por lá, uma mesa exposta com frutas, champanhe, vinho e diferentes doces fora servido por Gardino para comemoração e a animação voltou a reinar até
o clarear.