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O despertador tocou, 23h30: era finalmente a hora de sair e ir ter com a minha adorada Dona! levantei-me do sofá num pulo, desliguei a aparelhagem e dirigi-me ao hall. vesti o casaco e conferi: chaves de casa e do carro, carteira e cd. antes de fechar a porta olhei para o espelho, pisquei-lhe o olho e saí. chegado ao carro pus a tocar o cd que a minha Dona me ofereceu pelo meu 1º aniversário: kt tunstall's acoustic extravaganza. dirigi-me para o Seu apartamento com a calma que o meu coração me permitia no momento: há já 15 dias que não estava pessoalmente com Ela – a minha ansiedade era enorme. já à porta do apartamento conferi as horas, 23h57, e pensei: [espero 2 minutinhos]. passados dois minutos fiz soar na madeira da porta o Nosso toque secreto e aguardei. instantes depois Ela presenteou-me com um sorridente "olá" e dois beijinhos que retribuí – aproveitou para me sussurrar: "tinha saudades tuas". a malandra veio receber-me de pijama, tinha estado a descansar para a caçada de sábado à noite. adoro quando Ela me aparece acabada de sair da cama: morna e estimulantemente perfumada a Ela própria... dirigiu-se para a cozinha. segui-A e fui até à despensa: despi-me, abri a caixa dos meus acessórios e tirei a minha coleira. saí de quatro para a cozinha com a coleira na boca e sentei-me a Seus pés olhando-A ansioso. Ela colocou-me a coleira com as minhas iniciais, DD(1), e eu lambi-Lhe os pés agradecido! "DD!", disse Ela animada, "vamos comer?". [auf auf] respondi. voltei à despensa para ir buscar a minha bela taça de alumínio que deixei no chão junto à máquina de lavar roupa. Ela olhou para mim e disse "hoje vai ser o teu prato favorito" – sorri. a fome já se fazia sentir, tinha jantado cedo e não comera nada desde então. a imagem do nestum arroz fez-me crescer água na boca. Ela abriu o frigorífico, tirou a caixa do leite e dois iogurtes de pedaços para Ela. enquanto o leite aquecia no micro ondas a minha Dona encostou-se ao frigorífico, espreguiçou-se – mostrando um pouco do seu ventre que me apetecia bem mais do que o nestum – e olhou para mim com o seu olhar maroto. eu olhei-A fixamente nos olhos, com o coração em sobressalto, e dirigi-me rapidamente para Ela ao seu "anda" que bem reconheci. baixei-lhe as calças do pijama com os dentes, encostei o focinho às suas cuecas e inspirei profundamente: ah! o inebriante cheiro da minha Dona! cheira a primavera, a fêmea, cheira a Ela – um misto de ternura e desejo inundou-me. rocei levemente a ponta do meu nariz no seu sexo enquanto as minhas patas dianteiras se colavam ao seu quadril largo como um rio que apetece sobrevoar – a Sua pele tão suave. plim! o leite estava pronto. Ela empurrou-me para o chão, preparou-me a refeição e sentou-se à mesa. enquanto eu comia Ela veio até junto de mim e passou a Sua mão pelo meu escroto e pela base do meu membro para a inspecção: Ela gostava do Seu DD peludo, mas aquela zona exigia-a despovoada, tal como a Sua. "muito bem DD", disse-me, enquanto a Sua mão deslizava pelo meu membro que prontamente reagiu ao Seu toque. de seguida sentou-se no meu lombo enquanto terminava o segundo iogurte, aproveitando a posição para passear as unhas pelas minhas costas e pelo meu rabo – leve com uma aranha. quando terminei o meu repasto olhei-A. "DD, seu nojento, olha como estás! que bonito!...". de facto eu devia estar imundo, pois sentia abundantes restos no meu focinho e no meu pescoço. "anda!", disse, levantando-se e dando uma vigorosa palmada no meu rabo! segui-A – sempre de quatro – até ao wc, entrei para a banheira e olhei-A hipnotizado enquanto Ela despia o pijama e o atirava ao chão. o Seu corpo alvo e bem nutrido contrastava com a negrura do seu cabelo ondulante: uma autêntica Deusa de Alabastro! entrou na banheira e eu ajeitei-me a Seus pés para me limpar na Sua cascata morna. depois deu-me uma chuveirada e acenou com a cabeça para fora da banheira. eu saí prontamente e fui secar-me junto ao bidé, na minha toalha às riscas coloridas que já lá me aguardava. Ela puxou o cortinado e tomou o Seu duche. depois de Se secar dirigiu-Se ao quarto, nua, e eu segui-A enquanto apreciava as Suas coxas e o Seu rabo generoso que eu às vezes tinha o privilégio de morder. sentei-me ao lado da cómoda enquanto Ela se vestia. perante aquela visão, e com um desejo contido de duas semanas, não resisti ao meu instinto e sem me aperceber cometi um erro crasso: comecei a tocar-me. não tardou muito que a minha Dona reparasse no meu descuido e cravasse os olhos irados em mim. "DD!". eu estremeci, o meu coração parou. [Senhora...]. "rua!", disse asperamente, enquanto apontava para a porta do quarto. obedeci imediatamente e quando passei por Ela, pontapeou-me na coxa. "cozinha!". lá chegado aninhei-me junto à minha taça. ouvi-A entrar na despensa, remexer nuns objectos e sair apressada. quando chegou junto a mim disferiu três chicotadas que me marcaram de imediato o lombo frio. "cão! pensei que já estavas ensinado!". seguiram-se várias chicotadas no lombo, nos flancos e no rabo. "como pudeste ser tão estúpido? estamos a andar para trás é? estarás a ficar mais burro? só pode!...". eu silenciava a dor das investidas rápidas. [sim, como pude ser tão estúpido?], pensei quando Ela saiu. reentrou na cozinha segundos depois, foi à despensa e voltou a mim, que A aguardava imóvel, dorido e encolhido sobre a minhas patas. em silêncio, enfiou-me na boca umas cuecas sujas que tinha ido buscar ao wc e tapou-ma com uma volta de fita isoladora. eu mantinha os olhos fechados, não tinha coragem para A olhar. "desiludes-me, cão!", disse num tom frio. cravou-me três molas em cada orelha, uma em cada mamilo e duas – largas – no escroto: era o meu limite actual. depois enfiou-me o plug anal, pontapeou-me no rabo e saiu. voltou uns minutos depois, não sei precisar quantos, já toda equipada para a caçada dessa noite. a minha Dona era uma predadora, tal como eu. actualmente não namorava, por isso, saía alguns sábados à noite para a floresta urbana à caça de coelhos – como lhes chamávamos – para um festim carnal inconsequente. deu-me um bofetão enquanto me segurava com firmeza pelo cabelo que depois puxou como sinal de que A seguisse. na sala, parou junto à minha casota – um grande caixote de papelão cujo exterior eu havia pintado de negro mate. avançou ligeiramente o pé direito e olhou-me. eu sentia o frio que Dela emanava. avancei e beijei-Lhe a bota negra com que de seguida Ela me empurrou a cabeça de encontro ao chão. enquanto mantinha o salto cravado no meu rosto e a sola apoiada na minha cabeça e no meu pescoço, enviou uma ou duas sms. "acho que te vou mandar embora. não prestas!". o meu coração parou de novo. [não Senhora, por favor! imploro-Lhe, não faça isso!], queria eu ter podido dizer, mas a mordaça apenas me permitiu um grunhido animalesco de desespero. "hum...". meditou uns segundos. começou a tirar-me as molas, lentamente – o desespero fazia-me doer o corpo todo, ou assim parecia. olhou-me nos olhos um momento – o tempo havia parado. mandou-me entrar na casota – aproveitando para me pontapear mais uma vez no rabo – e fechou as badanas do caixote. incrédulo e aliviado, aninhei-me. baixou-Se, passou a fita encarnada pelos orifícios das badanas e deu um laço. "divirta-se, ahah", disse num tom jocoso enquanto saía da sala. pouco tempo depois ouvi a porta da rua fechar-se. eu ficara só, encarcerado. a minha Dona sabe que eu não posso ser deixado no frio da cozinha, porque adoeço. normalmente deixa-me na sala, preso por uma corda – ou se estiver com disposição de mimar-me, no quarto dela – para que eu não deambule pela casa e faça estragos, junto com uma manta para que eu possa tapar-me e não ter frio. confinado ao meu cárcere, de alma gelada, o coração partido pelo desgosto de A ter decepcionado, entreguei-me aos meus pensamentos. a minha Dona havia saído para a caça muito zangada comigo. voltaria com a Sua presa – que certamente esfolaria e devoraria ali no sofá – e depois?... o que faria comigo? mandar-me-ia embora com a mesma frieza com que havia saído? deixar-me-ia enjaulado até ao dia seguinte? castigar-me-ia ainda mais? eu sentia-me merecedor de todos os tormentos que Ela decidisse infligir-me. enrosquei-me, agradeci o facto da minha Dona não me ter mandado embora para casa antes Dela sair para a caça e tentei dormitar um pouco – na minha cabeça ecoavam as palavras frias Dela: "desiludes-me, cão!", "não prestas!". fui despertado pelo rodar da chave na fechadura e pelo ecoar dos saltos da minha Dona que se dirigia à sala numa troca animada de palavras. a voz do Seu acompanhante era grave, bem colocada, cheia de harmónicos: características que muito A atraem. sentaram-se no sofá. a conversa rapidamente esmoreceu e foi substituída por sons famintos e gestos que lhes davam corpo. da minha casota eu sentia a tensão acumular-se, não só na sala, mas também dentro de mim. passados uns minutos, e para minha grande surpresa, a minha Dona abriu-me as portas da jaula e voltou a sentar-Se no sofá. tímido, olhei-A. não pude deixar de reparar no Seu peito solto, com trilhos de saliva que reluziam sob a luz amarelada que entrava pela janela – um arrepio cortou-me de imediato a sonolência. Ela, com firmeza, olhou-me e chamou-me: "puta!". abandonei o ninho quente e sentei-me a Seus pés. Ela libertou-me a boca da mordaça, que atirou para junto da casota, devolveu o olhar ao Seu acompanhante que por sua vez me olhou e Lhe devolveu um sorriso cúmplice. os olhos Dela desceram lentamente pelo peito dele até ao seu sexo, para finalmente pousarem nos meus. terminou o gesto com um aceno de comando: "mexe-te!". percebi de imediato a Sua vontade e encaixei-me entre as pernas daquele desconhecido. era um homem bem constituído. o tronco nu – moreno e bem definido – contrastava com a brancura das calças, desabotoadas, donde já se elevava o seu desejo. com os maxilares doridos pela imobilização de três ou quatro horas, preparava-me para acomodar a sua glande na minha boca quando fui interrompido por nova voz de comando: "as calças, sua burra!". desci-lhe prontamente as calças e os slips até aos pés, para de seguida receber nos meus lábios o seu membro firme. fui invadido de imediato pelo quente odor a macho, que detesto – e Ela sabe-o. "hum, é bom não é, putinha?". reparei que ele havia fechado os olhos e tinha um sorriso estampado no rosto. contive a vontade de lhe cravar os dentes e arrancar-lhe um pedaço e, obediente, comecei a dar-lhe o gozo pelo qual ele tanto ansiava. "isso, chupa bem, sua gulosa!". riram-se, ambos. pouco depois a minha Dona levantou-se e dirigiu-se à despensa, donde voltou – marcando o silêncio da sala com o seu andar altivo – já equipada com o dildo strap on negro. posicionou-se atrás de mim, retirou-me com cuidado o plug anal e com gestos a início lentos, mas decididos, começou a sodomizar-me como Ela tão bem sabe... e gosta! "és tão puta! aposto que sonhaste com isto enquanto estive fora, não foi?". "não foi!?", repetiu depois de me dar um bofetão. [sim, Senhora], balbuciei. quando sentiu que eu já estava perfeitamente acomodado ao invasor, saiu de dentro de mim, levantou-Se e tirou o acessório que pousou junto à mordaça húmida. de seguida montou-Se-me no lombo, agarrou-me nos cabelos com firmeza e fez-me afundar a boca naquele membro ardente e profusamente ensalivado. "todo pra ti, como tu gostas!". engasguei-me e tossi o pouco que a minha boca cheia permitia. os olhos enchiam-se-me de água enquanto a minha Dona me mantinha a cabeça imóvel, até que Lhe fiz notar a minha escassez de ar. depois de uma curta pausa – e dominando-me ainda pelos cabelos – fez-me lamber e engolir a abundância de saliva que eu havia soltado. "vá sua porca! isso bem limpinho!". feito isto, fez-me olhá-La nos olhos, deu-me um estalo e conduziu-me novamente à casota pelos cabelos. voltou ao sofá e recostou-se enquanto, por um braço, puxava para Si o Seu acompanhante que de seguida fez mergulhar de cabeça por entre as Suas coxas. eu assisti ao desenrolar do banquete, que me vou abster de relatar aqui. basta dizer que, da penumbra da minha caixa, acompanhei atentamente todos os gestos e sons – com inveja e alguma raiva – enquanto me masturbava. eu tinha permissão para o fazer, respeitando algumas regras: devia fazê-lo discretamente, em silêncio, e a minha jaula devia manter-se imaculada – pelo que, no momento crucial, recolhi todo o meu sémen na palma da mão que de seguida lambi até não restar qualquer vestígio do meu alívio. a fome deles foi saciada não muito tempo depois. seguiram-se a troca de galanteios e promessas de futuros encontros da praxe. depois de ele se vestir trocaram uns beijos e Ela acompanhou-o à porta. foi uns instantes ao wc e seguiu para o quarto. eu conformei-me ao facto de que iria passar a noite na minha exígua caixota... passados não mais de quinze minutos fui acordado com estaladas da minha Dona que, num gesto rápido, me ordenou que A seguisse. chegados ao quarto, tirou as calças do pijama – que me atirou ao focinho – e deitou-se na cama com as pernas afastadas. obedecendo a uma pequena palmada Sua no colchão, saltei para cima da cama e segui a Sua mão até os meus lábios se colarem ao Seu ventre suado que beijei em devoção. empurrou-me o focinho para o Seu sexo que comecei a lamber com ondulações brandas e ritmadas. dominava o sabor a preservativo [argh!] que rapidamente se dissolveu na mistura de saliva e néctar que eu ia degustando. na minha palma esquerda – ancorada no Seu ventre – ia sentindo a Sua temperatura aumentar, enquanto o Seu corpo começava a serpentear discretamente. as Suas coxas começavam a contrair-se periodicamente e a apertarem-me a cabeça entre elas. pouco tempo depois deitou-se de bruços, o rabo empinado, a Sua fenda incandescente completamente exposta que eu de imediato abocanhei sofregamente – as minhas garras cravadas nas suas nádegas. não tardou que fosse arrebatada por ondas de prazer que Ela acompanhou com um gemido prolongado. logo amainou, deitando-se na cama. eu afastei-Lhe as nádegas, percorri-Lhe todo o rego com a língua encharcada e beijei-Lhe o ânus com paixão. depois, deixei-me ficar abraçado às suas pernas, servindo-me do Seu rabo como travesseiro. demasiado cedo esta minha bem-aventurança foi interrompida: Ela soltou-Se do meu abraço, deitou-Se de lado e disse "até amanhã" – numa voz ensonada – enquanto aconchegava a cabeça na almofada. desci para o tapete, tapei-A com cuidado, e dirigi-me à sala para recolher todos os objectos da sessão – incluindo a casota – que remeti à despensa depois de devidamente lavados. enquanto estava no wc, aproveitei para dobrar e pendurar as toalhas nos varões. segui para a cozinha onde lavei a loiça do jantar, juntamente com a minha taça que também guardei. enquanto fazia os arrumos, pensava no quanto a minha Dona podia ter sido dura comigo – por Lhe ter desobedecido – e o não foi. volvi ao quarto. enquanto A olhava, apeteceu-me afagar-Lhe cabelo levemente. tirei lentamente a minha coleira, pousei-a na mesa de cabeceira e colei-lhe um post it onde tinha escrito: [Senhora, adoro-A mais do que tenho mostrado ultimamente. peço que me dê a oportunidade de me redimir e de reafirmar a minha fidelidade. o Seu DD]. dirigi-me à despensa, vesti-me, e rumei para casa – com o sabor Dela ainda na boca. -- FIM -- Notas: 1) DD: leia-se "didi" 2) dirty DOG é uma criatura predominantemente dominadora – actualmente sem qualquer experiência, seja ela dom ou sub – que teve a sorte de encontrar uma Mestra que se sentiu aliciada pelo desafio de dominar um predador e explorar a sua veia submissa. Ela é o "macho alfa" da relação: juntos aprendem, divertem-se e alargam limites – especialmente os dele. 3) este é o meu 1o conto BDSM, o relato da sessão nr 77 com a minha Dona fictícia